Os Bolonistas


Surrupios

Bolonistas,

Adoro eliminatórias, mas detesto surrupios. Confesso que acompanho até Bahrein x Nova Zelândia, Honduras x El Salvador e liguei a TV no segundo tempo de França x Irlanda. A França estava irreconhecível. Que lástima de time é esse? Como perdemos três copas para essa seleção?! E ganhou num triplo surrupio. Primeiro, o lance estava em impedimento. Depois, bola na mão do Henry. Em seguida, bola na mão de Henry de novo. Vejam que já é uma reincidência. E o passe do Henry para o gol do Gallas. Surrupiaram a Irlanda! Isso ficou claro como gelo.

À noite, Uruguai x Costa Rica. Torci para o Uruguai, afinal, durante a Copa é bem melhor vermos Alemanha x Uruguai do que Alemanha x Costa Rica. Dá mais graça, mais brios. O Uruguai joga como time pequeno, mas tem dois mundiais no bolso. É a única seleção que teve jogador expulso em jogo de Copa com menos de um minuto de partida. Eles vivem a sua decadência futebolística, mas ainda carregam o nome na camisa, o trágico estigma, para nós, do Maracanazzo. Lembremos que a Copa tem momentos necessários de tragédia. Sem a tragédia de uns não teríamos a glória de outros. Sem a convulsão de Ronaldo, talvez, não teríamos oito gols na Copa seguinte. Sem ser expulso contra a Argentina, Beckham não bateria o pênalti que os mandou de volta para casa na primeira fase da Coréia-Japão. Pois o Uruguai é aquele time duro de eliminar.

Só que veio o jogo contra a Costa Rica e, com ele, alguns surrupios. O gol de Loco Abreu teve um surrupio fantástico. O artilheiro se apoiou claramente no zagueiro para subir e mandar a bola para as redes. Foi daqueles surrupios que escondem uma beleza misteriosa, pois nos fazem torcer para que o juiz não veja. Uma apoiadinha clássica. Bela manha sulamericana. Me lembrou a cotovelada de Pelé na semifinal de 70. Se o juiz tivesse visto, Pelé não jogaria a final e não faria um dos mais belos gols de cabeça da história das Copas, na abertura daquele 4 a 1 contra a Itália.

Abreu, o louco, fez um gol-surrupio e o estádio centenário veio abaixo. Que bela festa! Socos no distintivo da celeste junto ao coração. Naquele instante, o Uruguai era o bom e velho time de brios. Só que, logo em seguida, a celeste apagou. Tomou um gol de um meia-atacante de 35 anos, o Centeno. E poderia ter perdido o jogo. Faltando uns cinco minutos para o fim, o desconhecido Chacon invadiu a área para fazer o 2 a 1 que deixaria o Uruguai fora da Copa. Era ele e o goleiro. Chacon arqueou o corpo e preparou o disparo. Todos no estádio prenderam a respiração. Todos focados naquele lance. E surge mais um surrupio. Chacon é ligeiramente deslocado por um puxão na camisa pelo zagueiro uruguaio. Pênalti? A imagem mostra que foi. E o juiz? Nada marcou. Surrupiaram a Costa Rica, assim como surrupiaram a Irlanda.

Tudo bem que a Copa fica mais interessante com França e Uruguai. São dois campeões mundiais. Mas que houve surrupios, isso houve. Pode ter sido em nome do interesse maior do torneio? Ainda não acredito em teorias da conspiração. Posso ser ingênuo, mas ainda acho que é apenas uma nuvem que paira nesses jogos e manda o time mais tradicional e de mais camisa para os caminhos da glória.

E no Brasil essa nuvem está alta. Tempos nublados nos gramados e fora deles. Aqui oficializaram os surrupios através do tal tribunal. Já temos os surrupios nos gramados que, diga-se de passagem, já ocorreram para todos os lados, prejudicando e beneficiando todas as torcidas. Mas, depois dos gramados, vem a Corte para fazer os seus surrupios, com teses e argumentações jurídico-passionais. E surrupiaram o Morumbi do campeonato, além de uma dupla inteira de atacantes e um dos melhores volantes do time, que ainda cumpre a escassa função de lateral-direito no elenco. Tudo bem que ninguém agüenta mais o mesmo time campeão. Já foram três anos seguidos com a Taça indo para a mesma casa. Three in a roll, diriam os americanos. Não querem mais jogos nessa casa nem para a abertura de Copa e muito menos para fechar o campeonato local. “Se der SP novamente, pode fechar o campeonato”, me disse um colega fanático pelo Mengo. O time dele está na secura desse título. São 17 anos sem chegar lá. As ruas da capital federal ficam literalmente desertas quando o rubro-negro joga. É muito tempo de espera para uma torcida daquele tamanho. É essa a nuvem que se formou e que aumenta cada dia.

Tudo somado, vamos continuar a viver de surrupios aqui e na Copa. Será assim até o dia 6 de dezembro, quando termina o Brasileirão num estádio não sabido, e também no dia 4, quando vão sortear os grupos do Mundial na Suláfrica. Até começar tudo de novo no ano que vem.

Quem disse que o futebol é justo?



Escrito por Jubas às 13h40
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Caros confrades....

Recebi a indicação de um texto fascinante sobre a paixão clubística. Repasso.

Vale a pena a leitura.

É certo que paixão é assim mesmo...

Mesmo errática, na minha modesta opinião, como a do Leandro.

http://anivelde.org/thepompeiatimes/2009/11/12/palmeiras-ate-breve.htm

 



Escrito por Amaral às 16h09
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Preguiça, mas necessária...

 


Bolonistas, vamos resolver no braço...



Queria ter mais tempo, argumento e paciência para discutir mais um pouco sobre o que estamos fazendo do nosso mundo. A questão da microsaia da menina que acabou em apupos de vagabunda, e outros de quilates menores, numa universidade do Estado de São Paulo, a locomotiva do país, revela uma perversa equação, que justifica a intolerância, reverbera a violência como solução de situações que possam causar desconforto e que mostra uma falsa indignação. Porque no fundo não vamos discutir as raízes. Vamos ficar nos xingamentos e no tamanho das vestes.


Não iremos parar e refletir sobre o porque milhares de estudantes resolvem engrossar um coro de xingamentos, numa onda que se propaga em movimento inercial. Porque esta onda se propaga, em segundos, sem reflexão, sem negação, sem reação adversa. Porque marmanjos crescem em demonstrações de virilidade e profunda estupidez.


Não iremos requerer dos avaliadores dos órgãos do Ministério da Educação uma investigação profunda sobre a estrutura das instituições de ensino e sua responsabilidade nesta imbecilidade. A questão não é curricular, somente. Tampouco se esgotam nas notas dos sistema de avaliação. O relevante, que se tem esquecido, é como se estruturam as redes de ensino privado no país, sobretudo as de nível superior. Quais as bases para que tais instituições tenham licenças para funcionamento, quais as relações entre estas instituições e a sociedade e se nestas instituições há garantias de respeito à diversidade, a tolerância ou o que vale mesmo é o preço do mensalidade e do diploma.


Enfim, irrita esta discussão. Agora vamos ao debate sobre a expulsão da aluna e sua reintegração. É muito pó.


E, lamentavelmente, percebemos que vamos mesmo é ficar na dicotomia tamanho da saia versus xingamentos e ameaças. E que estas demonstrações de virilidade estão arraigadas e que nossa indignação é sazonal ou de conveniência. O macho é o que diz que vai partir para a porrada, que diz que vai resolver as coisas no braço, que tem coragem de agredir. E o coro de “juiz calhorda e ladrão” toma conta da arquibancada.


10.11.2009



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 01h02
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Três Nove Avos ou mais..

 

Bolonistas, um feriado e uma das outras estórias...


Era matemático. Desde o primeiro emprego alternou os dias na sala de aula e em salas de pesquisa. Ia bem, não ia mal. Gostava das classes e era apaixonado por idéias. A matemática o completava, como o dois de um e um.


Estudava muito, também. Eram livros, mas eram anotações em cadernos, guardanapos, extratos bancários e até em livros. Tinha uma queda irresistível por análises combinatórias. Sim, este era o seu xodó. E gostava de suco de limão, sem açúcar, feito com água com gás.


Lecionara anos na mesma escola de segundo grau. E numa boa oportunidade trabalhou em um instituto de pesquisa. Reviu números de pesquisas, conferiu grades, observou eleições de perto se definindo aos poucos e aos números. Não gostou e para ficar em paz deixou de lado uns bons trocados.


Tinha um grande amor, Marta. Eram para ela os crisântemos que sempre comprava na mesma banca de flores no caminho de casa. Amarelos, vermelhos, azuis. Sabia dos corantes e no fundo não se importava. Gostava era do sorriso dela toda cesta.


Obcecado era por gibis de super heróis. Volverine, Batman e o Átomo eram os preferidos. Mas não negava sequer o Capitão América. Tinha uma imensa coleção de histórias em quadrinhos e adquirira recentemente o hábito dos desenhos animados. Dizia sempre que a lógica utilizada pelo Homem Morcego só poderia ser a resultante de bons conhecimentos de matemática. Nos sonhos era ele o professor de Bruce Wayne.


Um dia ensolarado e com algumas dúvidas quanto ao tamanho do mês e sua relação com o quantum dos vencimentos, recebeu uma proposta irrecusável para trabalhar em um jornal de esportes, como consultor e elaborando estudos sobre as chances de cada time no campeonato, usando a matemática para analisar as probabilidades de caneco ou de rebaixamento. Sim, também gastava preciosos neurônios com o futebol. Recusou, de forma insofismável: “Seria uma fraude terrível. Meus números sempre tenderiam a flertar com meu time”.


Uma vez o encontrei na praça, lendo jornal. Abriu um largo sorriso e me disse, com brilho no olhar: “Percebeu? Na matemática, já empatamos.” Vestia a camisa do time e tinha no semblante a convicção de que sete é a soma de quatro mais três.


02.11.09



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 01h11
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Ao Vicente Feola, chefe de cozinha

 

 

 

Bolonistas, que horas sai o pão?


Tomate é bom. Mas um pouco de azeite e sal lhe dá mais vida. Assim é com o quiabo, que com calabresa se transformam em casal de novela das oito, final feliz. Nestas bobagens costumeiras que passam pelas minhas divagações não posso encontrar outras comparações para o futebol do campeão brasileiro do que os quitutes da culinária simples, daquelas da cozinha de casa.


O jogo deste sábado foi uma das pérolas das iguarias sem tempero. E com direito a considerações demoníacas que fazem um simples bife frito nos causar indigestão. Sofremos na segunda metade da peleja pressões inexplicáveis, injustificáveis e até tremores. Não que durante a vida não encontremos exemplos de partidas duríssimas contra times considerados pequenos ou aberrações similares. Mas é que o hábito faz o monge e definitivamente não podemos nos acostumar com macarrão mole, café doce ou chuchu sem mistura.


Não queremos necessariamente cordeiros com molho de hortelã todos os dias de nossas vidas. Nem bacalhau, este santo processo, dá conta de ser o feijão com arroz. Mas temos o direito de querer um temperinho, um alecrim, uma acelga com bacon. Ainda que vegetarianos radicais, todos, um tofu só com tofu dá nos nervos.


Ninguém quer o impossível, notem bem. Ninguém quer um quadro de bienal em sala refrigerada. Queremos pouca coisa. Um limão. E só. O gol de falta do Hernanes contra o Santos nos satisfaz. Mas ninguém, em sã consciência, não deixa de ter uma fome por um capricho, um esmero, um toque de letra. E um time que não faça do Barueri um adversário temível, maligno, sorrateiro.


Enfim, caríssimos, nestas rodadas que seguem, quem sabe não encontramos uma polenta, uma carne moída, um molho de tomates frescos. Porque da cozinha dos outros, me desculpem, nem alface crespa vai para o prato com cara de verdura. Quanto mais os refogados...


31.10.09

ps.: Vicente Feola foi o treinador do Brasil na Copa de 1958. Dizem que este foi o melhor Brasil de todos os tempos. Pelé, Garrincha e Didi no mesmíssimo time. Os almanaques o chamam de bonachão. Mas o fato essencial foi que Feola dirigiu o São Paulo Futebol Clube por mais de quinhentas vezes. É o treinador que mais vezes coordenou nossa orquestra. Uma história de cozinha, sem dúvida.

 

 



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 01h06
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Daqui a pouco cerveja com o Renato...

 

Bolonistas, quando nos vemos...


Quando me disseram que ele viria, sinceramente, não acreditei. Tinha jogo na televisão. Era o time que poderia ser o campeão que tinha que ser secado. Enfim, achei que ele iria secar e esqueceria de nosso encontro. Duvidei e errei. No horário marcado ele estava lá. Sorriso no rosto e uma cara de contente, pontual.


As primeiras cervejas tiveram aquele gostoso gosto de nostalgia. De bola de papel no quintal da escola, da Copa de 82, de refrigerante e campeonato de arroto, das meninas e das saias das meninas no uniforme do colégio. O uniforme rendeu boa prosa. E outros tantos outros sorrisos. Lá pelas tantas, já devidamente acompanhados por pastéis e lingüiça, o papo enveredou pelos caminhos e descaminhos. Pelas opções, pelos arrependimentos, pelas certezas, pela vida que cada um de nós levou e leva. Sim, não fugimos da ausência prolongada e como vinho entendemos que a ausência pode ser saudade ou posse. Quando saudade é saudável e querida, como marmelada de que não se come todo dia, mas tem sabor que não se esquece. Quando posse é aquele monstrinho chato e irritante que se transforma em obrigação e, consequencia, puro fastio. A marmelada vira dietética. Ao fim desse papo, a velha promessa improvável de outro encontro, em breve tempo.


O que se seguiu foram as conversas sobre política, desencanto, um pouco de caderno de cultura, filmes, novelas, misturado com revista de fofoca e “Playboy”. Estranhamente ninguém falou do Nacional de Futebol. Entendi como um acordo sem palavras, ambos torcíamos pela mesma gente e estávamos definitivamente secando um outro time qualquer. As vezes é nestes momentos que mostramos o quanto gostamos do nosso time, sem dizer nada , revelando tudo.


Foi o garçom que entregando a conta deu a senha: “Foi quatro a zero. Eles ganharam.”. Ombros e pedimos a saideira, sagrada. “E aí, vamos ganhar mais esta?”. “Evidente!”. “Até, meu velho. Saudade.”.


30.10.2009



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 20h36
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Por uma Copa Representativa da Força da Nação

 

Bolonistas, um manifesto político necessário...

 

 

 

Creio que todos concordam que o Planalto Central precisa de um time na Libertadores de 2010. Sim, o país sede da Copa de 2014 precisa consolidar a geografia do futebol. É inadmissível que tenhamos a imensidão do Centro Oeste sem jogos internacionais em suas arenas esportivas num ano de Copa do Mundo.

 

 

Todos devem compreender a gravidade deste momento. Não há como admitir, tolerar, concordar e acreditar que no torneio sulamericano de clubes, o mais importante torneio do hemisfério sul, concebamos que o país sede do campeonato mundial de seleções, a maior paixão do Globo Terrestre, não haja um único representante da região onde está a capital da república federativa em que vivemos.

 

 

E hoje é um marco para esta luta necessária para o vigor pátrio. Nossa alma verde e amarela precisa de toda a força e comunhão neste momento difícil. Fosse o Vila Nova, o Brasiliense, o Gama, o Brasília, o Sobradinho, o Misto, o Operário, fosse o CEUB: Não é dia de bandeiras. É dia de luta!

 

Vociferem. Rezem. Praguejem. Mas não desistam.

 

E, se puderem, tenham na lembrança que o Fluminense não é só o time do Bóris. Telê Santana, Chico Buarque, Nélson Rodrigues e tantos outros não merecem lágrimas desta dor infinda, especialmente hoje. Não peço compaixão. Rogo compreensão.

 

29.10.2009



Escrito por Amaral às 12h51
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Nesses tempos de Fifa Soccer estou ensinando o meu pequeno a jogar o bom e velho futebol de botão



Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 23h10
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Quitutes do Bar Serafim e das Ladeiras

 

Bolonistas da Rua da Carioca...

 

 

 

Outro dia mesmo estive a zanzar pelas ruas estreitas dos meus vagos pensamentos. Entre ruelas repletas de idéias que nunca se encontram, encontrei uma esquina com o seguinte pensamento: “Ganhar, vamos. Mas sem gol do Rogério é impossível.”. Fiquei matutando aquela aporrinhação. De fato era barbada a conclusão de que um caneco sem um mísero gol do Imortal era improvável. Nem gol de penalidade máxima, observei. Ruminando tais considerações decaí em profunda agonia.

 

 

De fato o ano não está muito bom para o arqueiro, capitão, imortal e recordista de goles da Galáxia. Contusões e lavanderia. E um ar macambúzio, de enfado, ouso até: triste. E nas outras ruas em que caminhei, pensamentos em vão, teria encontrado uma das razões para o ceticismo que tomou conta do Dileto nesta temporada. O Imortal estava cansado.

 

 

Todos merecem um descanso. Ainda mais quem tem no mural defesas épicas, goles heróicos e a taça de campeão do mundo. E com esta conclusão de quem está com sono decidi não mais pensar neste assunto.

 

 

Final de semana sem muitas preocupações terrenas, exceto as camisas do Flamengo anunciando o novo concorrente. Navegando pelas ruas do Rio de Janeiro, feijoada em Santa Tereza, depois de uns bolinhos de bacalhau nas Laranjeiras, teria sido uma estupidez atroz acompanhar ao jogo do São Paulo com ares de crítico de música. Resolvi só torcer.

 

Zero a um. Palavrão. Um a um. Golaço estupendo, magnífico. Um a dois, caçarolas múltiplas. Dois a Dois. Entusiasmo. Três a dois. O campeão voltou. Três a três, juras de ódio. A feijoada já encontrava com o bolinho, trocavam idéias com a pimenta, encontravam desculpas na água com gás, culpavam as geladas cervejas, a caipirinha de pinga e até os chopes da manhã. Era uma confusão daquelas aquela que se anunciava.

 

 

Olhar atento. Falta. O Imortal caminha. Batata. A pelota mansa. Escrito. Bola no canto da barreira, contrapé do goleiro alheio. Insisto. A bola encontra a morada, sorridente, faceira, feliz. Caneco. Quatro a três. Não há mais dúvidas. Previsto. As ruelas todas comemoram interditadas para acompanhar o passeio das alegrias infames. Nem um tiquinho de sal de fruta foi gasto no carnaval.

 

 

27.10.2009

 



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 18h46
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Bolonistas, a revolução começou! Vejam quem encontrei num evento da República em Brasília



Escrito por Jubas às 09h53
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Campeonato de Botão

Só para ilustrar o post do Pedrão logo ali abaixo, as fotos do grande evento supracitado foram tiradas pelo incorformado colorado vice-campeão (as usual), Zé Gotinha, do http://bolaetudo.blogspot.com/.

Tá tudo lá no álbum dele:

http://picasaweb.google.com/guilherme.goulart76/ITorneioFerraraDeFutebolDeBotaoSetembro2009#

Aproveito para indicar outro:

http://picasaweb.google.com/guilherme.goulart76/PedraoEmBrasilia2009#

 



Escrito por Fernando às 01h40
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Fim de semana porreta! GALO FORTE VINGADOR!



Escrito por Frank às 11h04
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Apesar de fazer quase um mês, só hoje vi o album de fotos da copa Ferrara de Futebol de Botão.

Fantástico. Entre um jogo e outro, é mesmo o futebol que nos une, seja no campo, na quadra ou na mesa.

Gotas, já jogamos isso de toda maneira possível! Gols inesquecíveis, campeonatos, simples peladas.

Moçada as fotos e o vídeo estão maravilhosos. Dei risadas sozinho, mas como se estivesse presente.

Demas, parabéns!! Mais uma vez o São Paulo lá...bosta...

Rapêize, me despeço com um grande beijo e muitas saudades sempre!!!



Escrito por Pedrão às 20h26
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J K Rowling

 

No creo em brujas..... pero que...



Escrito por Amaral às 00h09
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No ataque: Freud, Jung e Raul Seixas

 

Bolonistas carentes ...

 

 

O pior cego é aquele que não quer ver: Trata-se esta de uma frase milenar, de conteúdo científico, que salta das páginas dos zilhares de compêndios de auto ajuda espalhados pelo planeta, ditas nos rincões da Mongólia e nos agitados convescotes das coberturas do Leblon. Mas a cegueira é voluntária, pergunto com um ar de desesperança?

 

 

Escrevo esta filosofia de liquidação para tentar compreender o que está a desmoronar as esperanças do São Paulo Futebol Clube neste campeonato nacional de futebol. Que a vaca foi para o brejo, não há dúvidas. Até os alpendres da sede social do clube reconhecem tal episódio. O time não consegue e é isso. Não há falta de vontade, inaptidão, técnica ou tática. O que tem acontecido é que simplesmente não mais podemos. A alma trancada em si mesmo. Depressão. O obituário do desejo.

 

 

Vejam nossos atacantes. Todos os três “titulares”. Dagoberto, Borges e Washinton retratam amiúde este painel de lágrimas densas que descrevo neste instante. Não vejo nessas três almas que perambulam vestindo o manto pelos jogos do Nacional falta de vontade ou caráter. O que percebo, nas entrelinhas dos passos, é que estas almas não podem mais, não suportam mais. Esgotamento. Fim. Acabou-se o que era doce.

 

 

A inexorável conquista do título de 2010, declamada em todos os panegíricos jamais escritos, é descrita com coragem, lucidez, bravura. A depressão é algo que nos acolhe, abraça, teima, seduz. Para a ponte que transpassa o vão entre este estado de letargia e a gana da conquista dependemos de esforços sobrenaturais, da benzedeira ao divã, do místico e da psiquiatria clínica.

 

 

Reconheçamos que o ciclo acabou com a demonstração de fé que nos tirou da zona do desterro para o grupo dos quatro. Naquele momento o time provou que era tricampeão. E esgotou ali a possibilidade.

 

 

Portanto, para o caneco transcendental que nos aguarda, precisamos de seres novos, sangue renovado, almas leves. Oscar, Henrique, Aislan, Diogo são necessários, vitais, essenciais.

 

 

Repito o que dito em alguma coluna perdida: não nos importa o título, já o temos. Temos é que sair da letargia e das ferragens que nos prendem a este futebol de desencanto.

 

 

Ao hepta, senhores.

 



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 18h55
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