Acho que a auto-estima dos nossos hermanos já foi melhor. Desse jeito as piadas velhas sobre o ego argentino vão entrar em extinção.
Por D´Alessandro, meia do Inter, ontém:
"Fui xingado o tempo todo pelo William. Palavrões de todo tipo para me provocar. Além disso, ele me chamou de argentino de uma forma ofensiva, preconceituosa", continuou.
Ô, o Coringão voltou, o Coringão voltou, o Coringão voltou!
Todo time tem a sua própria mitologia, um jeito de contar a própria história e que, invariavelmente, confirma uma certa tradição. Há os que se vêem soberanos, outros que se entendem argentinos. E há os que insistem em renascer, confirmando o samba do Vanzolini e a dignidade de quem não perde a esperança. Os mitos não são melhores ou piores. São narrativas que emprestam sentido e coerência para fatos, muitas vezes desprovidos de qualquer importância.
Ontem, mais importante do que ser campeão, foi poder gritar, mais uma vez, que o Coringão voltou; que é grande aquele que cai, que é gigante aquele que levanta, mas que o mais importante mesmo é orgulho da própria trajetória. Uma bela lição de ética para o ano do nosso centenário.
Celso Marcondes “Fora Sarney! Diretas Já!”, minha mulher lembrou deste grito ontem à noite, quando assistíamos ao Jornal Nacional. O leitor deve se lembrar daquele momento. A presidência da República tinha caído no colo do maranhense (que ainda não era do Amapá) depois da morte de Tancredo Neves, em abril de 1985. A grande maioria da sociedade brasileira queria mais, queria eleições diretas.
Porém, um ano antes, em 1984, o Congresso Nacional havia rejeitado a emenda Dante de Oliveira e o clamor popular. Tivemos que engolir as indiretas e tragar Sarney. Aí, ficamos alguns anos ouvindo os gritos acima nas manifestações de rua. Até que, em 1989, pudemos finalmente votar para presidente e ... eleger Fernando Collor .
Vinte longos anos se passaram, o leitor se deu conta? E o grito volta. Só que agora da tribuna do Senado, nas vozes de ....Artur Virgílio e José Agripino, senadores do PSDB e do DEM. O povo assiste, nenhuma entidade popular se manifesta até agora sobre a crise que destrói o Senado. E o PT, triste ironia, pela voz do presidente Lula antes e da senadora Ideli Salvatti ontem, saem na defesa do indefensável.
São os preços das alianças. O governo trouxe o PMDB para o seu lado, virou maioria. Pagou caro por isso: as presidências da Câmara e do Senado, vários ministérios, dezenas de cargos a importantes, centenas de nem tanto. E muito mais. É a tal da “governabilidade”. Por conta disso vai aturando os desmandos infinitos: nepotismo, empreguismo, desperdício de verba pública, orçamentos secretos, uma lista que não para de crescer e envolve todo o Senado – para não falar da Câmara dos Deputados, Michel Temer anda mudo - , alguns senadores bebendo mais da fonte, outros menos.
Claro que a oposição joga com o caso, não seria oposição se não o fizesse: com a queda do imperador do Maranhão, assumiria seu cargo, o vice Marconi Perillo, do PSDB. Daí ficaria muito mais fácil emplacar a CPI da Petrobras e muitas outras coisitas mas, em ano pré-eleitoral, de disputa na ponta da faca.
Sabendo disso, o bloco de situação, majoritário, mantém o impasse e o próprio partido tucano tenta uma saída negociada, rifando Perillo e montando uma “comissão especial” para substituir Sarney. Perillo chiou, o PSDB recuou, o impasse continua.
A cada dia sabemos novidades de Sarney e do Senado. Claro que a crise é da instituição. Mas quem é a “instituição”? Quem a presidiu nos últimos tempos? Lembremos só dos mais ilustres: ACM, duas vezes, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, três vezes. Vamos e venhamos, com uma galera deste “naipe”, como diria meu sobrinho, o que esperar da “instituição”? Você gostaria de ver estes “cidadãos comuns” comandando a tua micro-empresa ou a escola do teu filho?
Pois é. Apoiar a destituição de Sarney custará caro ao presidente Lula e ao PT. Mas, fazer o quê, a vida é assim. Não tem almoço grátis. E se o convidado é uma “mala”, sinto muito, já se sabia disto antes, hora de pagar a conta cara. E dispensar a sobremesa.
Promotor sugere estádio do Morumbi para Parada Gay de 2010
Estádio do Morumbi Casa do São Paulo Futebol Clube foi sugerida por promotor como local da Parada Gay de 2010
SÃO PAULO - A tradicional Parada Gay, evento realizado anualmente na cidade de São Paulo, pode mudar de local. O evento sempre ocorre na Av. Paulista, mas diante dos últimos acontecimentos e casos de violência registrados, o Ministério Público de São Paulo sugeriu o deslocamento da festa e um dos locais citados é o estádio do Morumbi.
"Uma alternativa é diluir em outros eventos [menores], para que possa ser utilizado o Sambódromo, o autódromo de Interlagos, até o estádio do Morumbi, que é um local apropriado para manifestações dessa natureza", disse o promotor José Carlos Freitas, responsável pelo inquérito, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
Para José Carlos, as declarações de Gilberto Kassab reforçam a necessidade de mudança já para 2010. O prefeito já afirmou que a Paulista "cada vez mais se mostra inadequada para os eventos", mas que seriam necessário os laudos técnicos.
O crescimento da Parada Gay é claramente notado através dos anos. Um relatório da Polícia Militar afirma que o evento foi de 2.000 participantes, em 1997, para 3,1 milhões na edição de 2009. Neste ano foram registradas 691 ocorrencias, contra 324 em 2005.
A Dona Morte, senhora de mãos frias, salvou, com muita serenidade e sabedoria, mais um semideus de um fim grotesco. Com todo o respeito, pena que ela não fez isso com o Ozzy e o Gene Simons.
Ele era o craque da segunda estrofe (aquela que vem depois do refrão)
Essa era uma das minhas favoritas:
People always told me be careful of what you do And don't go around breaking young girl's hearts She came and stood right by me Then the smell of sweet perfume This happened much too soon She called me to her room
*
Mas, muito antes disso, ele havia escrito essa:
And oh - I'll be there to comfort you, Build my world of dreams around you I'm so glad that I found you I'll be there with a love that's strong I'll be your strength, I'll keep holding on *
Essa, em parceria com o Paul e uma guitarra em escala descendente no fundo, é fantástica:
You never ever worry And you never shed a tear You're sayin that my love aint real Just look at my face these tears aint dryin' *
Outra parceria com o Paul (Beatles e Michael Jackson é covardia):
(Paul) I love you more than he (Take you anywhere) (Michael) But I love you endlessly (Loving we will share) (Michael & Paul) So come and go with me Two on the town (Michael) But we both cannot have her So it´s one or the other And one day you´ll discover That she´s my girl forever and ever *
E essa ele fez para cantar em 45 vozes. Esse trecho é melhor que o refrão:
When you're down and out, there seems no hope at all But if you just believe theres no way we can fall Let us realize that a change can only come When we stand together as one *
Literalmente, o cara era um monstro:
You hear the door slam And realize there's nowhere left to run You feel the cold hand And wonder if you'll ever see the sun You close your eyes And hope that this is just imagination But all the while You hear a creature creepin' up behind You're outta time