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A Terra é Azul
Bolonistas de Pés Descalços
E não é que a maior média de público no Brasil do futebol é do Clube do Remo? Sim, o Remo que disputa a série C do Brasileiro de Futebol. A média de apoiadores do time azul e branco é de trinta mil testemunhas!!! Vejam a grandeza do número, trinta mil. O Remo está nas finais da Série C e luta para subir. Verdade que perdeu no Ipatingão, de 1x0, mas continua firme e forte. É interessante descobrir que um time da Série C, em tese a série de ingresso no Brasileirão, tem a maior média de público do país. Maior que a do Timão. Maior do que o Furacão. Um almanaque esportivo que se preze deve discorrer sobre esses fatos. Nosso diário deve atenção ao Remo, ao Ipatinga, ao Novo Hamburgo e ao América, mais um, de Natal. São eles os protagonistas do Brasileirão de 2005.
Muito simpático esse time do Figueirense. Convenhamos que o Estado do nosso Guga tem que ter um time na primeira divisão do nacional. Não importa se o manezinho torce para o Avaí, porque quem não tem cão, caça com gato. Não importa a contusão e as operações que lhe tiraram pontos do ranking. Guga é um cara legal e os caras legais, num país que os odeia, merece espaço em qualquer almanaque esportivo.
Não importa, também, se o Edmundo não é o protótipo do cara legal. Importa, sim, aquele jogadoraço do campeonato memorável de 1997, com a gloriosa camisa do Vasco da Gama. Óbvio, não o Vasco do Eurico, aquele um que inventou a palavra abjeto, mas o Vascão de Dinamite e do genial Romário. Aliás, o apelido Dinamite para um centro avante é algo de muita valia. E Roberto era isso, Dinamite.
Edmundo e o Figueirense estão fazendo estréia no pelotão dos não rebaixados. Com vitórias aqui e alhures, com exibições de gala do novo camisa dez de Florianópolis, o time de Santa Catarina está descobrindo um novo campeonato. Afinal, o Figueira ficou mais de trinta, percebam a imponência desse número, trinta, mais de trinta rodadas entre os possíveis degolados. Uma descoberta nova, novíssima. O Figueira meteu 4x3 e quem faz 4x3 , um jogo de sete goles, conquista espaço em almanaques esportivos de primeira e de segunda linha. Não sei se esta descoberta vai tirar o time da seara da degola do brasileirão, mas me parece que um novo campeonato aguarda o time catarinense.
Pif. Páf. Póf. Era este o som. Pequenos passos de um figura que acabara de descobrir poder descer sozinho de sua própria cama, sem a interferência da mãe e do pai, corujas. E foi um som delicioso, ouvido lá pelas seis e cinqüenta da manhã, de um domingão, frio e com chuva. No pif paf os pequenos pézinhos descalços alcançavam o mundo e vieram me acordar. Imagino o que Gagarin e Amstrong pensaram quando deram os seus passos lá no alto das alturas. O figura fez estréia em cama nova neste final de semana. Em dezembro, teremos companhia e "o" companhia irá ocupar o berço. Qual o sabor das novidades? Qual é o gosto de uma descoberta? Para o menino, o homem já esteve na Lua, é o que me importa. Esses pézinhos podem chegar sei lá onde, fico aqui sonhando, divagando e me apaixonando. Que página mais que saborosa esta, do meu almanaque, esse pif páf póf.....
31.10.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h28
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Eu sabia
Eu sabia que o Lori Sandri não ia conseguir ficar sem rebaixar algum time neste campeonato.
Escrito por Ricardo às 16h45
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Ainda dúvida
Se o Ju existe e até escreve sobre futebol, porque ele não coloca os textos dele no diário eletrônico? Persiste a dúvida: o Juliano existe?
Escrito por Zecão às 14h04
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Crônicas Italianas I - Baggio
O Baggio é o craque italiano que sofreu todas as agruras de ser italiano. Nasceu na pequena Caldogno e, desde pequeno, ouvia as pessoas dizerem que ele parecia um "calciatore brasiliano". Talvez, por isso, tenha perdido aquele pênalti na Copa de 94. A cena daquela Copa, aliás, não é o pênalti perdido e o Galvão gritando "Cabô! Cabô". É o Baggio olhando o Romário no vestiário. Ele viu o verdadeiro "brasiliano" e sabia que seria difícil superá-lo. O Baggio foi o craque que vestiu o maior número de camisas dos grandes times da Itália. Começou na Fiorentina e ficou na reserva durante todo o ano de 1986 (era ano de Copa!). A sua estréia, se bem me lembro, foi exatamente no dia em que o Napoli ganhou seu primeiro título (1x1 em Nápoles). Baggio fez a sua estréia vendo os adversários comemorarem. Maradona e companhia ganhavam o inédito "scudetto" para o Napoli. Baggio começava a carreira. Lembro de vê-lo jogando no jogo inaugural da temporada 88-89. O adversário era o Milan do trio holandês. Baggio era a única estrela de um time que tomou de 4 para os melhores do mundo na época. Foi um show do Milan. Poderia ter sido 8x0. Baggio começava a temporada vendo, de novo, os adversários comemorarem. A Fiorentina não tinha ambições (dez anos depois Batistuta constatou isso e foi ser campeão na Roma) e Baggio foi para a Juve. No time de maior torcida da Itália, amargou vices-campeonatos para o Milan e, então se transferiu para Milão. Pegou reserva e deram-no por vencido. E Baggio foi para o mediano Bologna. Lembro de outro jogo fatídico de Baggio. A Juve precisa bater o Bologna para levar a taça. Pipo Inzaghi fez dois gols e a fatura estava liquidada. Mais um título para a Juve. Foi, então, que Baggio apareceu e, em dois lances de gênio, empatou a partida. O técnico do Bologna resolveu segurar o empate e sacou Baggio de campo. Contrariado, ele não queria sair. Mas, obedeceu ao estúpido treinador. E quando a Juve fez o terceiro, o Bologna não tinha mais Baggio para reagir. Novamente, ele, craque, via a comemoração dos adversários. A reserva foi terrível para Baggio. Os técnicos retranqueiros italianos sempre lhe renegavam o estrelato. Ele foi reserva em todos os grandes times da Itália. Sofreu com Sacchi (o tirou na primeira fase da Copa-94 com a expulsão de Pagliuca), com o Cesare Maldini (achava que Baggio não podia jogar junto com Del Piero), com o imbecil do Gigi Simoni (alguém se lembra que Baggio e Ronaldo jogaram no mesmo time na mesma época e nunca entraram juntos em campo?) e, por fim, com o Trappatoni-Trapalhada que não o levou para a Ásia e viu a Azzurra perder para a Coréia (!) Baggio é o autor da frase mais triste da história das Copas. Ele disse que disputou três e saiu das três nos pênaltis. Ele só queria ter a oportunidade de continuar NO JOGO. Acho que o Baggio é o craque certo na hora errada. Com 20 e poucos anos teve que carregar o time na Copa em seu país (o mundial de 1990), lançando para os limitados Schillacci e Carnevale. Na Copa de 94 carregou o time nas eliminatórias (lembro de um jogo contra Malta - 2 x 1 - que ele literalmente salvou o Sacchi) e arrastou a equipe até o último pênalti contra o Brasil. Na Copa-98, foi o Baggio Keep Walking: cavou e bateu aquele pênalti contra o Chile e ajudou Vieri a marcar seus cinco gols no mundial. Acabou no pequeno Brescia. Baggio no Brescia é como Romário no Friburguense, mas levando o Friburguense à primeira divisão nacional. Sua saída será uma perda irreparável para o calcio. Quem acorda de manhã para ver os 0x0 entre Reggina e Roma, não terá mais os gols, como o do último domingo. Baggio pegou a bola na entrada da área, deu um corte no zagueiro e correu em diagonal para o gol. Dois defensores o acompanhavam. Mas, não conseguiram seguir o raciocínio de Baggio. Quando parecia que iria dribá-los, Baggio bateu cruzado na saída do goleiro. O Brescia empatou com o famigerado Parma. E no "novatésimo minuto" (o mesa redonda mais vista da Itália) só falavam do fantasista Kaká, do Seerdorf, do Scheva... Afinal, a vitória do Milan contra a Juve no Delle Alpi é muito mais importante.
Ju Basile - 17/03/2004 (dia em Baggio anunciou na Gazzetta Dello Sporto que iria abandonar o futebol)
Escrito por Demas às 12h52
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Dúvida
O Juliano existe?
Escrito por Zecão às 19h37
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34ª e Edílson
1) Já estão juntando o dinheiro para me pagar?
2) Pedro, francamente.
| Daniel |
2825 |
| Fê BSB |
2765 |
| Frank |
2730 |
| Renato |
2720 |
| Ju Basile |
2665 |
| Massonetto |
2635 |
| Caubas |
2560 |
| Ogro |
2535 |
| Deco |
2455 |
| Fê SP |
2430 |
| Pedro |
2350 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h36
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Tá lá!!!!!!!!
Finalmente fui aceito como blogueiro dos Bolonistas!!!
Renato numa jogada espetacular, uma jogada de mouse para a esquerda e uma clicada do dedo direito, me botou na cara do gol e cá estou!
Abraços e até breve.
Escrito por Pedrão às 11h55
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Mais rejogos?
SÃO PAULO - O bandeira Belmiro da Silva, que anulou um gol legítimo do Paysandu e deu outro irregular para o Corinthians no jogo desta quinta-feira, no Mangueirão, não tinha condições emocionais para atuar. Essa é a conclusão do delegado da partida, Paulo César da Rocha Romano, que está no relatório do jogo, vencido pelo Timão por 2 a 0.
No relatório, o delegado escreveu que o auxiliar teve um problema com uma funcionária da Federação Paraense de Futebol antes da partida. Segundo Paulo César, a funcionária Ivanilda Barros de Lima foi ao vestiário dos árbitros para pegar os dados pessoais (CPF, RG, entre outros) para o pagamento da taxa de arbitragem e informou a eles que seriam descontadas algumas taxas, como INSS e outros.
Ainda no relatório, o delegado do jogo diz que Belmiro da Silva foi grosseiro com a funcionária e, após a saída dela do vestiário, disparou.
- É por isso que existem esses Edílson Pereira (sic). A gente já ganha uma merda para vim (sic) apitar e ainda é roubado. Mas não tem nada, não. Eu vou ligar para o Edson Rezende e contar essa palhaçada.
Paulo César da Rocha Romano, que é membro da comissão de arbitragem da Federação Paraense, afirmou também que o bandeira "embolou" (amassou) e atirou no chão o número do PIS, o que mostrou, na opinião do delegado, que ele estava despreparado.
Ainda no relatório, Romano afirma que o árbitro Lourival Dias Lima Filho chegou a lhe pedir desculpas pelo comportamento
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de Belmiro da Silva.
Em contato telefônico com a reportagem do GloboEsporte.com, Paulo César da Rocha Romano confirmou as informações do relatório.
- Eu realmente acho que ele estava despreparado para apitar o jogo. Nem "boa noite" ele me deu - afirmou Romano.
A assessoria do Paysandu disse, por telefone, que vai entrar com um recurso na Comissão de Arbitragem, pedindo a punição do auxiliar e do árbitro Lourival Dias Lima Filho. com o VT do jogo em Belém.
Escrito por Demas às 17h20
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Hein 4 - Pérolas de Ju Basile
Bolonistas, O time mais prejudicado com a confusão do campeonato é o Corinthians. Eles ganhariam esse torneio de qualquer maneira. é o time que mais investiu. É o time que montou o maior elenco. É o time que mais se preparou para o campeonato (acabou usando o Paulista e a Copa do Brasil como treino). É o time para o qual o Brasileiro servirá de rendenção. Afinal, o Corinthians, após torrar milhões na compra de jogadores e técnicos, estrelas internacionais e o escambau, passou um vexame no Paulista e na Copa do Brasil. No paulista, quase não ganhou um clássico (se não fosse o palmeiras...). Perdeu de times do interior: alguém se lembra da estréia da equipe contra o Mogi? Derrota em casa com Tevez na tribuna. Tomou goleadas do Santos (3x0), SP (5x1) e do Cianorte (3x0). Peraí: Cianorte quem? O Brasileiro seria a redenção e, para o corinthianos, será. Mas, a confusão do apito deu ao campeonato o seu pior asterisco. Ninguém sabe mais como terminará. Ficará como o título de 1987: flamenguistas e torcedores do Sport disputam até hoje o título. E o Flamengo ganhou o módulo mais difícil!! Mas, o Sport diz que o Flamengo tinha que jogar o triangular final!!! Enfim, ficou um asterisco para a eternidade. E, agora, infelizmente, para os corinthianos, ficou um, quem sabe, maior ainda. Estão chamando o campeonato de Zumbi, de Zveitão. Para piorar, o Corinthians ganha do Papão com uma inversão total de gols válidos e inválidos. Enfim, alguém já viu torcedores rivais ironizarem o campeão?!! Avacalharem com o título alheio?!! Pobre Corinthians campeão.
Ju Basile, 28.10.2005
Escrito por Amaral às 16h24
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Hein!? 3
O inocente time do Luiz Estevão foi garfado ontém. Anular a jogada do Igor alegando impedimento, francamente. O Corinthians também foi malufado quando Tevez ia fazer o gol e o bandeira inventou o impedimento.
P.S. Notaram que o Corinthians tem o dobro dos pontos do Flamengo?
Escrito por fernando às 15h13
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Torresmo e Pururuca
Bolonistas em geral
Fico aqui me perguntando quando o Internacional de Porto Alegre será campeão brasileiro novamente. Quando? O colorado faz parte de um rol importante de memórias futebolísticas. Falcão, Batista, Benites, Mauro Galvão. Era improvável, impossível, impraticável ganhar do time gaúcho no Gigante da Beira Rio. Principalmente, Falcão. Genial.
Estranhas essas memórias. Outro dia o Ricardo escreveu sobre a esquisitice das associações mentais. Discorrendo sobre uma coisa, lembra-se de outra.
A Copa de 82 é uma copa distante, mas viva. "Laranjito" era o simpático mascote do torneio espanhol. A seleção nacional encantou o mundo e nos encantou. Jogamos em Sevilha e em Barcelona. Não chegamos a Madri, porque Paolo Rossi e Dino Zoff não quiseram. A defesa de Zoff, na cabeçada de Oscar, nos estertores do clássico, até hoje me engasga.
Outro dia estava em um boteco memorável. Todos os bares do mundo podem nos dizer alguma coisa e então, aquele que diz, se torna único e memorável. Mesmo que seja um bar de um dia só. Em São Raimundo Nonato, perto da Serra da Capivara, eu e a Daniella estivemos no Bode Assado. Um bar espetacular de um dia só.
Mas não era neste bar, era outro. E ficava em São Paulo, era calabresa, sempre, e cervejas, incontáveis cervejas. Do outro lado da mesa, um rapazola magro, irriquieto e falador. Era diretor de relações estudantis, imaginem a verve do rapaz. E como falava, literalmente pelos cotovelos... Falava da vida, gostava de Caetano Veloso, que eu já odiava, e falava de futebol. Antes do bar, era um cara legal. Depois do bar, virou parceiro. E parceiro daqueles. Ele é o meu leitor predileto, daqueles que eu escrevo para e pensando no que o cabra vai achar. Intratável, chato e ranzinza. Coração mole, gozador e sarcástico. Com ele fiz uma daquelas amizades indecorosas ao mundo estúpido. Estranhas associações, soube, pelo nosso diário eletrônico, que vai se casar. Casamento no sentido amplo, que é o de juntar trapos e farrapos, viola, contas para pagar, preocupações financeiras, pensar planos que virão e que nunca virão, trocar escovas de dente, tubo de pasta de dente, quizomba, quitute e quixote. Eles, certamente, conhecem o Bode Assado.
O Internacional de 2005 tem o nosso Murici. Para um são paulino é impossível, improvável, impraticável torcer contra o Murici Ramalho. Fico aqui me perguntando quando o Internacional de Porto Alegre vai ganhar um campeonato brasileiro. Boa sorte ao Internacional. Boa sorte.
28.10.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h05
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Ah, se Pelé fosse assim
Em encontro com Fidel, Maradona chama Bush de "assassino" na TV Publicidade da France Presse, em Havana
O ex-jogador Diego Maradona entrevistou nesta quinta-feira o presidente de Cuba, Fidel Castro, em Havana, para seu programa de TV, o "La Noche del 10". Durante a entrevista, o ídolo argentino criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o chamou de "assassino".
Maradona contestou a presença do líder norte-americano na Cúpula das Américas, que será realizada na próxima semana em Mar del Plata, e disse ainda que vai liderar os protestos contra ele na Argentina.
"Na Argentina tem gente que é contrária à presença de Bush, e eu sou o primeiro. Ele nos fez muito mal. No meu humilde modo de pensar, acredito que é um assassino", disse Maradona no programa Mesa Redonda
Sobre sua vontade de liderar as manifestações anti-Bush em Mar del Plata, Maradona disse que os cidadãos argentinos não podem tolerar sua presença. "Pisa em nós, e ainda temos que aturá-lo. Vamos concordar com isto? Eu e muitos argentinos não".
O líder cubano Fidel Castro elogiou a atitude de Maradona e disse que "quem preside o império é "persona non grata" na Argentina" e não pode pretender "ser recebido com aplausos ou canções de amor", ainda que "este hospitaleiro país não vá se rebaixar usando a violência".
Protestos contra a presença de Bush estão marcados em pelo menos mil cidades da Argentina na próxima semana.
Maradona concretizou, segundo ele, um antigo sonho ao entrevistar Fidel Castro em Havana. A entrevista também foi produzida para o programa "Mesa Redonda", da TV estatal cubana. "Era um sonho meu (...) porque o considero (Fidel Castro) o maior de todos entres os que falam e dizem coisas ao mundo.(...) Ninguém tem sua cabeça, sua humanidade, ninguém deu absolutamente nada por seu povo como fez Fidel", disse o argentino, que nunca ocultou sua admiração pelo presidente cubano.
Maradona também afirmou que vai pensar a respeito da oferta para voltar à seleção argentina como auxiliar-técnico, mas precisou que não aceitará assumir um papel decorativo, "ou será melhor ficar em casa", afirmou.
Maradona também falou sobre sua relação com Pelé. Segundo ele, os dois ex-jogadores mantém um bom relacionamento depois do astro brasileiro ter participado da estréia de seu programa na TV.
Escrito por Zecão às 11h12
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Hein!? 3
O Timão fez dois gols, em belíssimas jogadas. O que tem no fundo da foto?
Escrito por Zecão às 10h22
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Ponta-cabeça
Bolonistas:
Vocês já repararam que, se virarmos a tabela do Brasileiro 2005 de ponta-cabeça, encontraremos a Final do Brasileiro de 1980?
Foi um bom ano o de 1980. A greve dos mineiros na Inglaterra. Israel e Egito restabelecendo relações diplomáticas. A libertação do Zimbabwe. O manifesto de Mandela, direto da cadeia ("Unite! Mobilise! Fight on!..."). A Olimpíada de Moscou. O Misha fazendo o mundo soltar uma lágrima. O assassinato de Somoza no Paraguai. O Tratado de Paz entre El Salvador e Honduras, decretando o fim da Guerra do Futebol (que começou em 1969!!!).
Ronaldinho nasceu em 1980. Tito morreu em 1980.
É, foi um bom ano o de 1980. Na verdade, 2005 é 1980 de ponta-cabeça.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Demas às 10h21
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Hein!? 2
Ganhar com gol impedido e anulação de gol legítimo do adversário? Francamente.
Ah, uma bela imagem para ilustrar este campeonato. Reparem no fundo da foto.

Escrito por Demas às 09h38
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Hein!?
Perder de virada para o time do Luiz Estevão, em casa? Francamente.
Escrito por Zecão às 09h32
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Não, isso não!
- Hoje o presidente faz 60 anos. Quem cantou o parabéns a você pra ele, à capela, foi a Fafá de Belém. Já vi este filme.
- Pra que serve um terceiro goleiro em uma Copa do Mundo? No caso do Júlio César, pra levar a Suzana Werner pra concentração. Já vi este filme.
Já vi este filme.
Escrito por Luís às 12h57
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O campeão se destaca.
Ainda sobre distintivos, verifiquei uma coisa: no Mundial (está quase), o único escudo feio será o do São Paulo. Os outros são fantásticos. Sintam só.
  
  
 
Na sequência:
Deportivo Saprissa, Liverpool FC e Sidney FC
Tricolor, Al Ittihad e Al Ain (só um desses vai)
Etoile du Sahel e Al Ahly (só um vai)
Escrito por Demas às 15h07
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Bottom Five - Comemorações
Cinco comemorações ridículas:
1. Os jogadores do Corinthians dançando cumbia
2. O Romário apoiando o FHC
3. Robinho, Roberto Carlos e Ronaldo imitando barata
4. O Viola ligando do orelhão do Morumbi
5. Qualquer jogador tentando deslizar no gramado molhado e travando no meio do caminho
Escrito por Luís às 14h43
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os mais ridículos
Como contribuição envio o distintivo do Cacaoteros de Tabasco, time Mexicano dos trabalhadores das plantações de amendoim....

Escrito por Ogro às 12h26
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Gol de placa do Demas
Que notícia jóia, parabéns Demas, que seu futuro com aninha seja um verdadeiro GOL DE PLACA.
Beijos para os noivos.
Escrito por Frank às 10h11
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País do futebol?
Bolonistas que conhecem e bolonistas que esperam (não há outros):
Obrigado pelas manifestações de carinho e sorte. Revi agora as mensagens e sabendo que todos bebem da mesma fonte quando presenteiam o blog com distintivos sensacionais (belo site, belíssimo) tentei retribuir escolhendo um escudo para cada um de nós.
Desisti, que dá trabalho. Para uns não; para outros, muito. Sucre tem poucos times, como Washington e Mirassol. Mas Teresina, São Paulo e Belo Horizonte complicam.
Mas um comentário sobrou, que deixo aqui: a Argentina é um lugar impressionante. Impressionante. Um país de 36 milhões de habitantes que, na vera, tem metade disso na Buenos Aires lato sensu e o resto em minúsculas vilotas, à parte as cidades de Che, Rufo Herrera e maçãs.
Mas lá no site constam 823 times argentinos. Conheci cidades na Argentina que não têm 11 adultos. Como podem ter mais de 800 times? Impressionante a Argentina. Talvez o Álbaro possa nos ajudar a entendê-la.
Aliás, tem até um time da cidade natal do Álbaro, Jujuy, que se chama Altos Hornos Zapla, que defende um distintivo indefensável.
Um beijo. Obrigado.
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Equipe |
Altos Hornos Zapla |
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Cidade |
Jujuy |
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País |
Argentina |
Escrito por Demas às 23h58
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Se o Demas vai casar o Mengão não cai nem a paulada...
Toda a felicidade do mundo para vocês, meu irmão, e irmã a partir de agora. No futuro quando Deminhas ou Aninhas pintarem na área eu os vestirei de rubro-negro...
Beijão procêis!
Escrito por RenatoPC às 20h24
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Tira do bolso, Fá
14h38 25/10/2005
 Taça de campeão de 1971 vai a leilão
 Principal troféu da história do Atlético-MG será leiloado em novembro para pagar dívida trabalhista de R$ 3 mil.
 Cândido Henrique Silva, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - O troféu mais importante da história do Atlético-MG, a Taça de Campeão Brasileiro de 1971, tem data para ser leiloada pela Justiça Trabalhista de Minas. O juiz da 32ª Vara do Trabalho da capital mineira, Rogério Valle Ferreira, em edital público no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, publicado em 22 de outubro último, informou que a taça será levada a leilão público por pregão de venda e arrematação em 18 de novembro.
O leilão da Taça de 1971 começará às 13h, àa rua Curitiba, 835, primeiro andar, no centro da cidade. O maior troféu atleticano está avaliado em R$ 2,5 mil. Além dele, um aparelho de televisão, avaliado em R$ 600, estará no pregão. A penhora desses bens foi feita por Maurílio Cristoforeto de Oliveira em reclamação trabalhista.
O departamento jurídico do Atlético está tranqüilo e acredita que um dos maiores bens simbólicos do clube não será perdido em leilão. O diretor jurídico do clube, Roberto Vasconcellos, disse que o escritório que trata das questões trabalhistas do Atlético, Gontigo Mendes e Advogados associados, irá procurar o reclamante para pagar a dívida, que é de R$ 3,1 mil.
Autor do gol sobre o Botafogo, no Maracanã, na partida que deu o título Brasileiro ao Atlético, o atacante Dario, o Dada Maravilha, primeiramente, duvidou da informação passada a ele pela reportagem do Pelé.Net. Depois de explicar a situação, um dos maiores ídolos do Atlético "engoliu" o choro e espera uma solução.
"Eu estou prendendo o choro. É difícil", reagiu Dario. "Eu não estou fazendo crítica a ninguém. Eu ganhei este troféu passando até necessidade. Dei um duro desgraçado, para poder ter um final desses. É melancólico. Eu não vou chorar porque não tenho mais lágrima", emendou o ex-atacante.
Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros da história do Galo e que marcou o gol da vitória contra o Botafogo, disse que se tivesse dinheiro, compraria a Taça. "Se eu tivesse dinheiro eu comprava. Infelizmente nem isso eu tenho. Esta notícia é comparada com uma notícia que meu filho tivesse morrido", lamentou o ídolo atleticano.
Escrito por Demas às 15h54
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manguaça
a cara do caboclo diz tudo....

Haja Engov!!
Escrito por Ogro às 15h46
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Casório
Definitivamente isso não é uma bela bosta.
Bela notícia.
Parabéns Deco e Ana!
Escrito por fernando às 15h26
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PARABÉNS
Ainda bem que eu estou vivo para presenciar tal fato. Parabéns Demas e os meus votos especiais de parabéns à Dona Ana Raquel, afinal ela arrumou um excelente partido. Por isso, ao invés de um Santo Antonio, uma homenagem à noiva (apesar de ela não ser do mar e sim do planalto).

(*) equipe da cidade de Rio Grande - RS
Escrito por Ogro às 14h01
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Outro Santo Antônio
Deco, este tem mais a ver com você. Parabéns!
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Equipe |
Santo Antônio do Sudoeste |
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Cidade |
Santo Antônio do Sudoeste (PR) |
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País |
Brasil |
Escrito por Luís às 11h36
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Mas como tem Santo Antônio no Espírito Santo
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Equipe |
Santo Antônio de Rio Bananal |
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Cidade |
Rio Bananal (ES) |
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País |
Brasil |
Escrito por Luís às 11h34
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Salve Santo Antônio!
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Equipe |
Santo Antônio - ES |
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Cidade |
Vitória (ES) |
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País |
Brasil |
Escrito por Luís às 11h33
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Esperança
Rapaz, um notícia dessas me faz quase voltar a ter esperança num mundo melhor, me faz acreditar que nada é impossível, me faz acreditar em santas, enfim, fiquei muito feliz. Parabéns Deco e Ana! Fiquem tranqüilos, o frio na barriga só piora quanto mais perto fica a data do casamento, não adianta lutar contra isso. P.S. 1: Caubas e Amaral, mais cedo ou mais tarde vocês terão de vir a Brasília. P.S. 2: Pança e Renato, a batata de vocês está assando.
Escrito por Zecão às 11h04
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Solteiros X Casados
Cheguei a pensar, por instantes, em organizar uma partida Solteiros versus Casados no nosso I Encontro Nacional dos Bolonistas. Sua impossibilidade impôs-se em segundos, tão logo fiz as contas nos dedos.
Nosso time, o dos solteiros, apesar de contar com um ótimo goleiro, o Pança, e com um habilidoso – ainda que fominha – ala, o Renato, apresenta uma desvantagem incontornável: somos só três. Só daria para jogar um "gol dentro da área" em quadra pequena, e olhe lá.
Bem, eu disse três? Corrijo: o time dos Casados comprou meu passe.
Escrito por Demas às 09h36
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Jogão
Eu odeio o Fabrício. Fábio Costa é seleção.
Escrito por Zecão às 07h36
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Só para entender IV
O Diego Tardelli chegou bêbado para treinar na véspera de um São Paulo e Corinthians?
Escrito por Demas às 17h32
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só pra entender III
E mesmo assim o Galo vai cair pra segundona..........
Escrito por Ogro às 16h15
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Só pra entender II
Então o Brasiliense, com 55 gols sofridos, contrata o Márcio Bittencourt para dar um jeito na sua zaga?
Escrito por Luís às 15h09
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Só pra entender
Então o Flamengo, 20° colocado, manda o treinador embora e contrata o técnico do 22° colocado?
Eu hein, povo doido.
Escrito por Demas às 14h50
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33ª Rodada
1) O Tevez fará dois gols hoje;
2) Está emocionante a disputa pelo segundo lugar;
3) A atuação do Massoneto, que entrou atrasado no bolão, é respeitável;
4) O Deco é o pior do bolão, não?
5) Pedro, francamente.
| Daniel |
2695 |
| Fê BSB |
2640 |
| Frank |
2615 |
| Renato |
2585 |
| Massonetto |
2525 |
| Ju Basile |
2515 |
| Caubas |
2470 |
| Ogro |
2405 |
| Fê SP |
2360 |
| Deco |
2355 |
| Pedro |
2240 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 09h03
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A insônia e o gol bobo
Bolonistas Insones
Começo a escrever com uma profunda resignação. Um conformismo quase atroz me atormenta neste fim de domingo. Sei que há diferenças entre o governo FHC e o governo Lula. Diferenças de essência. Reconheço que espinafrar o governo Lula pode significar reforçar a campanha do Serra, do Alckmin e de sei lá mais quem que a nossa elite possa inventar, deste outubro para o próximo. Considero o comportamento da Heloisa Helena um despropósito, uma sandice, um oportunismo quase que criminoso, mas entendo que as coisas não são simples e sei que as ofensas de hoje podem cegar e inviabilizar o futuro, o que será imperdoável. Não vou achincalhar, portanto. Sei que o referendo foi só uma parte de um processo e reconheço que o mundo não está dividido entre os bons e os maus.
O maior e mais dolorido, o mais retumbante fracasso do Governo Lula foi, e é, o da incapacidade, quase leviana, de disputar conceitos na sociedade brasileira. Desde a posse e até o último voto deste referendo, abdicamos de lutar para transformar consciências. A partida se deu, e se dá, única e quase que exclusivamente, no campo eleitoral e para as próximas eleições presidenciais. Um fracasso. As rádios comunitárias continuam ilegais, a reforma agrária continua uma bandeira, a Amazônia continua queimando, o monopólio dos meios de comunicação se acentuam, os bancos continuam bancos, a CBF continua dona do futebol e o futebol continua a ser negócio e não uma questão cultural. Talvez, e só posso afirmar talvez, o único conceito que tivemos a coragem de disputar foi o do combate a fome e a necessidade dos países ricos encamparem este enfrentamento. Ainda assim, imagino o que o Bush deve dizer.... "se nem a reforma agrária eles conseguem fazer, só podem ser bravatas...". É um gosto amargo. É uma sensação de tempo perdido e de ilusão consumida, numa velocidade que os meus mais de trinta anos, um pouco mais, não estavam acostumadas a vivenciar.
Não acho, sinceramente, que este domingo tenha sido o pior de todos os outros. Mas foi um domingo amargo. Daqueles em que a segundite, uma enfermidade que assola o humor de forma brutal quando se inicia o "Fantástico", promete ser dura e cruel. Não porque tenha ganhado o "não". Mas, principalmente, pelos argumentos. O argumento de que nada vai mudar porque somos incapazes de, me consome.
Amanhã tem São Paulo e Corínthians, naquele jogo que foi e que agora vai ser. Tomara que ninguém seja vítima de confrontos entre estúpidos, tomara que ninguém morra. Mas podia ser bem diferente. Poderiam estar disputando uma partida inédita, poderiam decidir posições em um campeonato que ainda tivesse sua graça. Poderia Amoroso marcar três gols, sendo um de pênalti. Poderia Carlitos ter um gol legítimo anulado. Tantas coisas poderiam acontecer.... Segunda feira, definitivamente, não é um bom dia para a prática do futebol.
Já fui de tudo um pouco nestes anos todos. Fui lateral, volante e centro avante. Fui técnico e treinador de futebol. Fui engenheiro de aviação, comandante de espaçonave e de aeronave. Me lembro de ter sido jornalista, policial, deputado e senador, detetive secreto, radialista, diplomata, escritor e diretor de cinema. Acabei advogado, o que eu nunca tinha sido. Sei lá. Tenho vontade de gritar por aí, de dizer coisas impublicáveis. Mas ainda assim temo que esta segunda feira será mais uma interminável segunda feira.
Bom, tem clássico na segunda feira. Mais uma rodada deste campeonato, que já acabou para os tricolores. Mas, puxa, podemos azedar o chope dos corintianos, e isso seria divertido. Também me lembro que nesta semana tem aniversário do Daniel, o que significa lembrar de amigos, de coisas boas e de tecer loas. Também nesta semana, Marco Antônio fará aniversário, serão 21 meses de uma existência que me faz querer viver mais 21 séculos. E que eu me lembre, também, há as comemorações de um outro outubro, o de 1917, que provam que outro mundo é possível. Há os preparativos para o campeonato mundial de clubes, para o tri-campeonato tricolor. Há a luta pelo rebaixamento do Mengão. Há a Lusa querendo voltar para a Série A. Teremos que refletir as razões da derrota no referendo. Teremos que planejar as ações para as eleições de 2006, para evitar que o fracasso se transforme em irremediável chance perdida. Teremos que apupar o Ricardo Teixeira, o Marco Polo Del Nero, o Edílson Pereira de Carvalho. Até que temos muito o que fazer nesta segunda feira. Me deu uma vontade de berrar...: "Paulo Autuori, veja lá o que você vai fazer!!! Não aguento mais tomar gol bobo!!!!"
23.10.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 23h28
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Estréia de Ju Basile
Sem autorização.... mas com paixão.
A estréia de Ju Basile no Bolonistas....
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Bolonistas (e ventuais botonistas)
Comecei os primeiros testes para a inauguração de meu novo estádio de Futebol de Botão. O campo está ok. Estaria melhor se não tivesse chovido perto de um dos gols. A chuva criou algumas lascas numa linha de fundo e tive que raspá-las cuidadosamente, com a mesma paciência de Mestre Miagi, em Karate Kid. Não ficou o ideal, mas dá para o gasto. Ou melhor, para o jogo. Para testar a mesa, fiz um torneio mundialito. São seis grupos de três equipes cada. Só peguei times consagrados em seus continentes (com exceção, é claro, do Corinxians, que, acredito, ainda ganhará a sua Libertadores, mas não chegou lá). No grupo 1, o atual campeão São Paulo pegou Fiorentina e River Plate. O tricolor perdeu um pênalti contra os fiorentinos, mas abriu o placar no segundo tempo com Lugano. Qdo a vitória magra parecia definida, o grego Vryzas empatou para a equipe viola num lindo chute, quase sem ângulo, no cantinho de Rogério Ceni. Foi um jogo bastante equilibrado. O resultado foi justo. No segundo jogo, um passeio do River: 4x2 na Fiorentina, e sem Mascherano. O SP chegou precisando de uma vitória no jogo final. Para o River, um empate bastava. Poderia o botão subverter o resultado do futebol real?! Seria o jogo uma chance para a vingança do River?!! Abro, então, o RELATO EMOCIONANTE DO JOGO River x São Paulo
O River abriu o placar aos 20 segundos com um chutaço de Gallardo. Parecia uma nova goleada dos portenos. O chute foi impecável e o River prometia fazer do SP a sua Fiorentina. O SP tentou pressionar, mas era difícil passar pelo meio-campo dos gallinas e a defesa dos jogadores cornos Ayala e Tussio (não sei se vcs leram mas um pegou a mulher do outro). O River botou duas bolas na trave e o SP só conseguia dar chutes de longe. Num deles, escanteio. Cobrança de Danilo e gol de cabeça de Edcarlos (e o jogo foi realizado antes dos 6x1 no Flamengo). Com o empate, o SP se empolgou e adiantou os meias. Viraria o jogo? Grande engano. Num contra-ataque, Salas tabelou com Farias (aquele que perdeu gol incrível contra o Corinxians), driblou Rogério Ceni e fez 2x1. Humilhante! O primeiro tempo chegava perto do fim, quando Amoroso chutou de longe, no cantinho de Costanzo: 2x2. Nada que abatesse o river. Já nos descontos, Amoroso, endiabrado, chutou no ângulo. Aí, ferrou para os argentinos: 3x2. O impossível acontecia. Será? O River veio mais forte para o segundo tempo e o SP jogou recuado para manter o placar. A marcação forte não deixava a bola chegar em Farias e Salas. Então, o River passou a arriscar chutes de longe. O meio-campista Zapata acertou um chutaço, por cima de Rogério: 3x3. River classificado. Emoção nas arquibancadas!! E, numa demonstração de suprema arrogância futebolística, os portenos continuaram pressionando. Novamente, a bola sobrou para Zapata. Novo chute de cobertura: 4x3 para o River. Era a vingança no botão das derrotas sofridas pelo River no futebol real. Teria de me conformar com esse placar?! Na saída de bola, Amoroso tabelou com Danilo que, de longe, arriscou. A bola pegou na trave, nas costas de Costanzo e 4x4. As pecinhas de botão do River mal podiam acreditar. Chegou, então, o momento crucial do jogo. O River se recolheu marcando Amoroso e Christian, que mal podiam receber a bola. Não poderiam sofrer mais um gol do SP, que foi medíocre contra a Fiorentina. O jogo chegou aos descontos. Se a bola saísse, tudo acabava. Um último chute. Danilo, na esquerda, quase no meio do campo, chuta no canto oposto do goleiro. A bola voa sobe Zapata, passa entre Ayala e Tussio. Salas observa de longe: será que o gol driblando o Rogério Ceni de nada adiantaria? Amoroso olha da direita. Se a bola sair, de nada adiantariam os seus dois gols. A bola chega na área, resvala em Costanzo, ruma para a trave. Mas, antes, pinga no chão e toca a rede no cantinho. Depois, toca a rede no fundo e pára nas costas de Costanzo. 5x4 para o SP. Jogadores saem emocionados do campo. Time do River fica chorando na poça feita pela chuva. Não, o River não conseguiu no botão o que também não conseguiu no futebol real. Zapata desolado. Amoroso e Danilo sorriem. Não há jogo mais emocionante do que futebol de botão.
No próximo mail, contarei como ficou o grupo de Palmeiras, Corinthians e Boca. E o de Bayern, Real e Liverpool.
Ju Basile, 21/10/05
Escrito por Amaral às 22h13
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32ª Rodada
| Daniel |
2595 |
| Frank |
2540 |
| Fê BSB |
2525 |
| Renato |
2505 |
| Ju Basile |
2445 |
| Massonetto |
2420 |
| Caubas |
2375 |
| Ogro |
2330 |
| Fê SP |
2305 |
| Deco |
2290 |
| Pedro |
2165 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h24
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Hein!?
Os torcedores dos Santos invadem o campo, todos os jogadores correm para o vestiário, inclusive os próprios jodadores do Santos, e o juiz queria que o Fábio Costa, que saiu do Santos para o Corinthians, ficasse em campo? E por não ter ficado ele vai ser julgado no STJD?
"Para definir o time, o técnico Antônio Lopes aguarda o julgamento do goleiro Fábio Costa, ainda nesta sexta-feira, no STJD.
Após a vitória de 3 a 2 contra o Santos, no último dia 13, Fábio Costa foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva ---assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva. Ele teria contrariado pedido do árbitro Cléber Wellington Abade para seguir em campo após a invasão de torcedores. Se condenado, pode ser suspenso por até dez jogos."
Escrito por Zecão às 16h30
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Ei, mas eu não autorizei...
Bolonistas
Salvo ledo engano, alguém escreveu que hoje é aniversário do Renato. Se é, é. Se não é, pior para os fatos.
Figura batuta este Renato. Flamenguista de estirpe. Sabe reconhecer o não valor do celular. Criador de um sítio eletrônico sinceramente bonito sobre o ludopédio e, me parece, bom sorvedor de cervejas, geladas ou não. Defeito? Acredita no Márcio Braga.
Se é, parabéns. Se não é, bela bosta.
Parabéns, meu caro.
Abraços,
Amaral.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Demas às 01h37
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Agora, pedreira mesmo é este
Já o estádio menos bacana é fácil. Dos onze bolonistas, nove sabem bem do que estou falando.

Escrito por Demas às 18h04
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A "Pedreira"
Vendo a foto do estádio do Pumas, oferta de Álbaro, o argentino mais mexicano de Comodoro Rivadavia, lembrei-me do Estádio Municipal de Braga, em Portugal ("Estranha a memória associativa da gente". Sartori, R. in Corinthians e Pumas).
É o estádio mais bacana do planeta, em minha opinião. A "Pedreira", como é chamado, foi construído no Monte Castro. Na verdade, ele foi escavado no monte. Dêem uma olhada. Idéia de português com resultado fantástico.
 

Escrito por Demas às 17h57
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Imbatível
Putz, não sei como pude me esquecer da Croácia, a Seleção Purina.


Escrito por Demas às 16h16
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pedido do Caubas não se nega
Concordo com o Caubas. Apesar de não gostar do excesso de detalhes dourados, acho a camisa bem simpática e o time bem simpático (assisti a vários jogos em seu belíssimo estádio universitário, aliás um dos mais belos das américas, além de ter um chaveiro com o símbolo do Puma). Feios eram os jogadores - parecidos com o Chapolin Colorado e aquelas blusas brancas por baixo da camisa. Acabo de ver que o Demas já colocou foto da referida camisa, por isso contribuo colocando foto do mencionado estádio.

Escrito por Ogro às 14h44
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Ao Caubas
Segue a farda azul e doirada dos mexicanos e, de quebra, "Hugol" vestindo a camisa merengue, nos inesquecíveis anos 80.


Escrito por Demas às 14h41
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Corinthians e Pumas
Assisti a partida de ontem entre Corinthians e Pumas e tive a grata surpresa de reencontrar Hugo Sanchez. Não que eu tenha tido o Hugo como ídolo, embora ele fosse bom de bola. É que, vendo o Hugo, lembrei-me de 86, do Elzo, do Fluminense, e por aí vai. Estranha a memória associativa da gente. Bom, o fato é que fiquei muito feliz em ver o tal do Hugo Sanchez.
E parece que o cara é bom técnico. Conseguiu montar uma bela defesa com jogadores muito ruins. Do outro lado, gostei muito da atuação do Wescley. Mas, se a teoria do Luís Fernando estiver correta, com esse nome, o rapaz não terá futuro algum no futebol.
Por fim, contrariando os bolonistas abaixo, eu gostei pra caramba da camisa do Pumas. Ogro, mete a foto da camisa dos hermanos universitários aqui pro pessoal que não assistiu o jogo.
Escrito por Ricardo às 14h23
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EU DESAFIO..
Realmente aquela camisa do Pumas de ontém é horrível e a do Brasiliense parece de time de várzea, mas as cores do primeiro são as mesmas do Boca (a despeito da camisa infeliz) e o Brasiliense veste amarelo, como vários times no mundo, inclusive a nossa seleção.
Agora quais outros times tem como cores, que a torcida defende e veste, o branco e o marrom "bosta", além do Platense de Buenos Aires?

Escrito por Ogro às 12h46
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Para completar a bottom five
Itacuruba Sport Clube (PE), S.E.R.C Brasil - o Brasil de Farroupilha (RS), Associação Atlética Canário (ES) e Colocolo Futebol e Regatas (BA)
 
 
Escrito por Demas às 12h33
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De longe, com folga, dando volta no segundo colocado

Escrito por Demas às 12h02
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Bottom Five
Adoro listas. Adoro listas de piores. Outro dia conversando com o Deco, batizamos estas listas de bottom five. É fácil levantar as listas top five. Normalmente já passamos toda adolescência elaborando-as. O desafio é pensar nas listas do que é muito ruim, do que nos envergonha, do que causa um constrangimento colateral, uma vontade de que aquilo não esteja realmente acontecendo.
Escrevo isso depois de assistir Corinthians e Pumas ontem à noite. O uniforme do Pumas, com detalhes em dourado, certamente é dos piores do futebol mundial. Fiquei pensando na bottom five dos uniformes. Aguardo colaborações.
Escrito por Luís às 10h46
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máquina ferroviária
Após o último texto do Amaral, brilhante como sempre, aproveito o ensejo para apresentar aos candangos, mineiros, piauienses e a todos os que não acompanham o futebol das divisões inferiores, aonde o árbitro escuta todos os impropérios a ele dirigidos, a torcida é uma pequena confraria e todos sabem o nome dos gandulas, o Nacional, o simpático Naça, clube histórico do futebol paulistano, fundado por ferroviários da Zona Oeste de São Paulo.
Estádio- Nicolau Alayon (o único estádio do Brasil a homenagear um estrangeiro, já que o velho Nicolau era Uruguaio), ou estádio da Comendador Souza (rua) – capacidade - 15.000 pessoas.
Fundação- 16 de fevereiro de 1919 (como São Paulo Railway) Apelido – Naça ou Ferroviário Mascote-Locomotiva
Uniformes Uniforme - Camisa listrada em branco e azul, calção e meias azuis
Curiosidades
O Nacional esteve presente na divisão de elite durante 21 anos, de 1936 a 1959 (1954 e 1955 o clube não participou). A partir daí, o Naça esteve presente em campeonatos da segunda e terceira divisões. No final da década de 90 voltou a segundona em jogo épico contra a equipe do Garça, o qual assisti da tribuna do estádio. De volta a segundona tem feito boas campanhas, além de ter reeditado o clássico Zona Oeste contra Zona Leste, contra os “arquirivais” (brincadeira) do Juventus. Neste ano, a sua equipe de juniores decidiu a taça São Paulo contra o Corinthians.
O velho Naça continua mais vivo do que nunca, convidando a todos os fãs do velho futebol romântico a assistir a uma partida, papear com o simpático Alemão, chefe da torcida e segurança eventual da equipe e a rumar, após o jogo, para o mítico Valadares, saborear algumas rãs, uma porção de testículos de galo e algumas cervas bem geladas. Viva o Naça!!
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 10h29
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Uma paixão Nacional
Bolonistas Zoneados, Macambúzios e Eufóricos,
Ando um pouco zoneado. Meu cérebro está lento. Estou macambúzio com este campeonato, com esta mania de certas autoridades em decidir com autoritarismo, com a incompetência em programar ações preventivas para evitar confrontos estúpidos, e com o "não". Euforia, só o nosso Bolonistas... Quantas letras e imagens legais!
Lá vai um outro texto antigo, já que não escrevi nada novo. Espero que gostem!
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Festa ou Sábado?
Talvez fosse o único torcedor fanático do Nacional já existente ou nascido. O cara ia assistir o Nacional até no interior do estado, nos finais de semana. Quase morria pelo Nacional. Era paixão desmotivada, como toda paixão sincera. A história do glorioso azul e branco transmutava-se: heróica, apoteótica, homérica.
Lágrimas lhe escorriam a face quando lembrava do título da Copa São Paulo, ou quando do acesso a série A-2. Em compensação soluçava, desabava ao lembrar dos tristes jogos que demoveram-no de subir a série A-1 e pior, rebaixaram o time a uma divisão inferior. Anotava tudo num caderninho amarelado pelo tempo.
Uma vez o time de seu grande coração foi jogar contra a Paraguaçuense, a 400 quilômetros ou mais de distância da capital. Voltou tão abatido que esposa, filhos e parentes ficaram preocupadíssimos. O fato: o carro quebrara no meio da estrada, dormira em motel barato de caminhoneiro. E ele não conseguiu assistir ou saber o resultado do jogo, e já se faziam dois dias!! Dois dias e nada.
O danado ainda por cima tinha um sotaque "paulistanês", aquele inconfundível cheio de erres, "mêus" , bela, Orra e que tais. Seu único pedido para quando do fim da vida: ser cremado junto a uma camisa e uma bandeira do Nacional. E que as cinzas fossem espalhadas pelos gramados do Estado e quiçá do país, para que o Nacional fosse beneficiado por uma ajudinha divina e se tornasse invencível. Batizou o filho de Nicolau, para homenagear o estádio do time. E a filha... É a filha chamou-se Renata, pois apesar de fanático, tinha bom senso.
Nicolau, nascido de bem com a vida, só podia ser um imenso gozador. Cresceu e com oito aninhos adotou o Juventus para torcer. Dizia ser o grená da camisa. Pelo menos o clube da Moóca costuma freqüentar a primeira divisão com relativa assiduidade.
Acho que vou mandar essa historieta para o Ugo Giorgetti. Quem sabe ele não se entusiasma e faz um filme contando esta. Com o Otávio Augusto e o Abujamra no elenco, com sotaque italianado e camisas azul e branco.
A Doce Vida, 2000.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h35
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Juízes ruins
Pois é, neste texto que escrevi para o protoblog do Amaral, aquele de 98, o tema foram os juízes. Quanta, quanta diferença.
O FANTASMA DE CHIBA
Qual é a dimensão de uma bordoada? Efetivamente, quantas pessoas - excetuados, é claro, agressor e vítima - têm sua vida diretamente influenciada por um pontapé? O chute aplicado em Ronaldo, pelo marroquino Chiba, na última partida da seleção pode nos revelar uma pista.
Acontece que o pontapé em Ronaldo foi maiúsculo, grandioso, evidente. O marroquino golpeou Ronaldo com tamanha força que imprimiu-lhe uma tatuagem inusitada: era possível, no hematoma deixado na coxa do jogador brasileiro, perceber até a marca da chuteira do marroquino. E o que fez o juiz, além de apitar a infração? Nada, absolutamente nada. Não advertiu o atleta marroquino, não lhe exibiu cartão de cor alguma, nem ensaiou uma mísera expressão de insatisfação. Seria caso, portanto, de se imaginar que a bordoada ali se encerrasse. Mas aí entra o busílis: a bordoada criou vida.
De fato, a bordoada não punida de Chiba foi o mais importante personagem do nono dia da Copa do Mundo. Sim, pois a miopia do árbitro ao não punir a agressão sofrida por Ronaldo gerou a mais incrível paranóia desta Copa: os juízes ficaram malucos.
Hoje, nas partidas África do Sul versus Dinamarca e França versus Arábia Saudita, foram exibidos 5 cartões vermelhos e 10 cartões amarelos! Incrivelmente, nenhum dos jogadores punidos golpeou adversários com metade da violência com que fez Chiba. O erro do juiz na partida disputada pela seleção foi tão traumático que hoje bastava um atleta lançar olhar feio a seu oponente para que seu destino fosse o vestiário. O africano Phiri, os dinamarqueses Molnar e Wieghorst, o saudita Al Khilaiwi e até o francês Zidane exibiram o mesmo olhar patético de curiosidade e espanto quando lhes foi mostrado o cartão vermelho. Os juízes, trêmulos e amedrontados, passaram os 90 minutos com a mão no bolso da farda, prontos para expulsar qualquer esportista que inadvertidamente tocasse um oponente.
Não foi exatamente futebol o que vimos hoje. Foi um espetáculo odioso em que o imenso fantasma do pontapé de Chiba pairou sobre gramados franceses. Pois, em condições razoavelmente normais, um jogo que tem 3 jogadores expulsos e mais 6 advertidos com o cartão amarelo é pouco menos que uma guerra, em que esportistas mordem-se, arranham-se, cospem-se, socam-se e xingam-se nervosa e mutuamente. Acontece que África e Dinamarca foi pouco mais que um amistoso. O clima era tão belicoso quanto uma partida de biriba em uma Casa de Repouso. Entretanto, o apavorado juiz parecia ostentar a invisível bandeira: -”Aqui o Chiba não tem vez. Eu sou mais eu!”
É preciso acalmar nossos simpáticos árbitros. Devagar com o andor que o santo é de barro! Temo que, neste passo, a final do Mundial tenha de ser disputada através de um improvável par ou ímpar, indolor e seguro. Concordo que a bordoada deva ser, na maioria das vezes, evitada e que Chiba mereceria ser suspenso. Mas daí a transformar a Copa do Mundo em uma caça aos que arduamente disputam as jogadas há uma razoável distância. É sempre preciso o bom senso: não quero que meus filhos e netos sejam obrigados a assistir a um campeonato de maricas. É demasiadamente duro agüentar um só Bebeto em campo. Imaginem onze.
Demetrius Cruz 18.06.98
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Demas às 23h09
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Sem comentários
Bolonistas:
Sabem o quanto gosto de comentar os jogos, jogadores e notícias sobre nosso futebol. Farei diferente hoje. Registro, sem comentários, matérias da Gazeta Esportiva de hoje, terça-feira, 18 de outubro de 2005.
São Paulo (SP) - O pedido do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro para invalidar a anulação de 11 jogos do Campeonato Brasileiro recebeu nova recusa da Justiça Federal. Nesta terça-feira, o juiz Alfredo França Neto, responsável pela 30ª Vara, divulgou seu parecer negando a solicitação. Segundo a sentença do magistrado, a Ação Civil Pública proposta não está no âmbito da Justiça Federal e a sentença de extinção do processo original, que resultou na anulação dos jogos, só poderá ser modificada por meio de apelação cível e não de embargos de declaração como foram apresentados.
“Eu vou ficar constrangido porque seria vitória em uma partida que já aconteceu. Acho até que seria injusta (a vitória) porque outras equipes que disputaram suas partidas dentro de campo não poderão repetir seus jogos”, comentou Paulo Autuori nesta manhã. [sobre o jogo Ponte Preta versus São Paulo]
Santos (SP) - Cinco atletas e o árbitro Cléber Wellington Abade irão ao banco dos réus no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira, às 15 horas, por conta da confusão durante o clássico Santos e Corinthians, na última quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Quem confirma a informação é o procurador-geral do STJD, Paulo Marcos Schmitt.
São Paulo (SP) - O saldo negativo e lamentável de três mortes em dois dias envolvendo torcedores de São Paulo, Ponte Preta, Palmeiras e Corinthians abalou as estruturas do já combalido e desacreditado futebol brasileiro.
Santos (SP) - A morte de três torcedores entre a tarde de domingo e a manhã de segunda-feira deixaram de luto o futebol brasileiro e preocupadas as pessoas que trabalham no meio. Há mais de 30 anos no esporte, o técnico do Santos, Nelsinho Baptista, mostrou temor com a partida entre Ponte Preta e São Paulo, nesta quarta-feira, em Campinas.
Santos (SP) - Depois da confusão no clássico contra o Corinthians, na última quinta-feira, a direção do Santos já tomou a primeira providência e resolveu aumentar a altura dos alambrados, que separam a torcida do campo na Vila Belmiro.
São Paulo (SP) - Uma piada de mau gosto. Assim foi definida por Carlos Alberto a possibilidade de ser punido por sua expulsão no clássico contra o Santos, na última quinta-feira, 13 de outubro, na Vila Belmiro.
Campinas (SP) - O torcedor Anderson Tomás, o ‘Conde’, foi enterrado na tarde desta terça-feira no cemitério dos Amaris, em Campinas. O pontepretano, de 28 anos, foi morto nesta segunda-feira, depois de ser espaçando por cerca de 15 torcedores do São Paulo, nas proximidades do estádio Moisés Lucarelli, onde ocorria a retirada de convites para o jogo entre as duas equipes, nesta quarta-feira.
Escrito por Demas às 22h53
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Minha solidariedade
O Flamengo. Putz, o Flamengo. A gente brinca, o que é obrigatório, mas a realidade é que a atual situação do Mengo me deixa meio triste.
Nasci em 75: alguns dos melhores momentos que vi no futebol foram construídos pelo time da Gávea. Deixo aqui, saudoso, um desses momentos. Que os bons ventos voltem a soprar por aquelas bandas.
http://media.putfile.com/Soccer-Bitchfight
Escrito por Demas às 22h15
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Foste ao Mineirão
E, com tudo isso, o Galo ainda conseguiu perder o jogo? Você já escolheu para qual time da primeira divisão você vai torcer ano que vem?
Escrito por Zecão às 10h12
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Ai, ai, ai
Justiça pode rever cancelamento de jogos
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro protocolou na Justiça, nesta segunda-feira, uma ação contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Os procuradores Claudio Gheventer e Vinícius Panetto pedem a revogação da decisão que anulou onze jogos do Campeonato Brasileiro.
Analisando o processo que resultou na anulação dos jogos, Gheventer e Panetto concluíram que “não foi apresentado um fundamento lógico para a decisão”. O caso tramita na 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Veja os detalhes no sítio mantido pelo Ministério Público na internet.
Escrito por Zecão às 10h08
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Fui ao Minerão
Amigos bolonistas, fui ao Minerão assistir GALO x Cruzeiro. Só deu GALO. Precisamos urgente de um matador. Catanha mata, mas a torcida de raiva. Marques jogou muita bola, fez lançamentos incríveis. Em um único lance a bicharada fez um gol. Só deu galo! Tiveram que repetir o hino nacional duas vezes, porque a torcida do GALO não parava de cantar o seu hino. Aécio Neves foi muito vaiado ao ser anunciado. Houve uma preliminar em comemoração aos 40 anos do Mineirão, e o Reinaldo, isso mesmo, nosso Rei, marcou um golaço lançamento do Éder. Fui à loucura! Demas, Zecão e Pança: “O feijão tropeiro do Minerão continua supimpa”. Não houve morte de torcedores no final do jogo. Nota 10 para o policiamento,não vi uma confusão. Definitivamente a torcida do GALO é a melhor.
Escrito por Frank às 09h40
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Resposta
Acho que o Flamengo rebaixa de qualquer jeito. Mas, se o Márcio Braga calar a boca, o rebaixamento será um pouco menos rídiculo.
Escrito por Zecão às 09h47
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Fatos:
1) Do site da Folha de São Paulo de hoje, 17 de outubro - Edcarlos, duas vezes, Thiago, Mineiro, Souza e Amoroso, que foi ironizado durante a semana pelo presidente flamenguista, Márcio Braga, marcaram para o São Paulo. O gol isolado da equipe carioca foi feito por Josafá. 2) O mesmo Márcio Braga ironizou o atacante corintiano Tevez, perguntando quem ele era e ele acabou com o Flamengo.
Pergunta:
Será que se o Márcio Braga resolver calar a boca o Flamengo se livra de vez do fantasma do rebaixamento?
Escrito por Ogro às 08h13
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2006
Amigos:
Há algum tempo venho dizendo que 2006 repetirá 1970 ou 1982. A história não se repete? Ou só se repete como farsa? Bobagem, maiúscula bobagem. Quem gosta de mulher sabe disso.
O que quero dizer é que vamos encantar, vamos brilhar. O contrário é simplesmente impossível. Se Kaká estiver de piriri, Gaúcho dobrar de dor de dente, Robinho tremer e Adriano encravar a unha, Ronaldo resolve sozinho. As dores e as personagens podem ser alteradas aleatoriamente que a verdade continua lá, um totem.
Mas vamos ganhar, metendo 4 a 1, ou perder, tomando de 3 a 2? Não sei.
Só sei que ontem assisti ao jogo do Real Madri e Ronaldo esteve perfeito até levar uma bordoada de um idiota chamado Perea. Tão idiota que quebrou o Ronaldo e fez um gol contra na mesma jogada.
Ronaldo saiu de maca e eu sofri. O boleiro já não é de madeira boa e uma contusão agora, sei não. E Ronaldo é o atacante mais letal da história do futebol. Em minha opinião, o único intocável em qualquer seleção. Ronaldo saiu de uma convulsão e Zagalo o botou para jogar em 98. Eu faria o mesmo se ele tivesse amputado uma perna.
Pois bem, voltando à vaca fria, Ronaldo saiu de maca. Lembrei-me do Careca, do Reinaldo. Tenho um fantasma que me persegue: teríamos vencido em 82 se os atacantes fossem esses. Ronaldo na maca esfriou meu ânimo.
Mas hoje li nas folhas que não foi nada grave, está tudo bem. Careca estará lá. Ops, Ronaldo.

Escrito por Demas às 12h16
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Comemoração
É, pode ser que não. Mesmo. Mas o campeonato não acabou no jogo Santos x Corinthians. Eu vi o jogo. A arbitragem foi péssima, mas, se fosse um jogo normal, seria apenas mais uma partida em que o juiz dá um pênalti duvidoso, ou roubado mesmo, para compensar outro não dado – minutos antes do pênalti, o Nilmar tinha sofrido um pênalti escandaloso feito pelo Saulo, o Danrlei do Santos. Mas a qualidade da arbitragem não é o ponto. O que pega é que o Corinthians perdeu os jogos para Santos e o São Paulo na bola, e esses jogos foram anulados, assim como outros jogos na mesma situação. Se o campeonato acabou, acabou quando se anularam todos os jogos do Edílson indiscriminadamente, e não quando o Giovanni viu que o jogo estava perdido. Se eu tivesse dinheiro para ser Presidente do Corinthians, eu abriria mão dos rejogos e manteria os placares dos jogos originais.
Mas, bola pra frente, que ano que vem tem Copa do Mundo com a melhor seleção brasileira em décadas. Teremos assuntos bem mais agradáveis para falar do que o malfadado Brasileirão de 2005. O meu bolão terá novas e sensatas regras, haverá o bolão da Copa, prévio e por rodada, as colunas do Amaral serão diárias e os comentários de Deco, o Demas, também.
Em todo caso, 2005 é um ano que merece ser comemorado. Apesar de todos os problemas, criamos este diário eletrônico, fizemos novas amizades e reencontramos velhos e queridos amigos, tudo por causa do futebol. Não dá para passar em branco.
Segue, então, o calendário das comemorações, cujo mote é: “Futebol é um jogo? Não é não, é outro lance.”:
29 de outubro, minha festa de aniversário
30 de outubro, I Encontro dos Bolonistas no Bella Rubia.
A presença de todos é obrigatória.
O mensalão pagará ajuda de custo para os de fora.
Escrito por Zecão às 13h01
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31ª Rodada corrigida
| Daniel |
2540 |
| Fê BSB |
2465 |
| Frank |
2460 |
| Renato |
2445 |
| Ju Basile |
2345 |
| Massonetto |
2330 |
| Caubas |
2280 |
| Fê SP |
2250 |
| Ogro |
2245 |
| Deco |
2220 |
| Pedro |
2110 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 10h11
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Pode ser, mas é triste.
Gosto de fotografias. Gosto muito. Gosto de sacá-las, de vê-las, de comentá-las.
Ontem, no mais importante jogo do Brasileiro de 2005, Santos versus Corinthians, houve várias delas. Acho até que fazia tempo que uma partida não paria tantas fotografias boas.
Vi a do Luizão cotovelando um zagueiro, a do Carlos Alberto chutando firme no canto, vi a do Betão comemorando seu primeiro gol pela equipe iraniana, vi duas mostrando os seguidos chutes de Ricardinho. Vi a do polícia gravateando um torcedor, a do Saulo cuspindo no adversário, a do conselheiro santista encarando escudos. Vi a do Zé Elias endiabrado e a do Fábio Costa tranqüilo.
Mas de duas não vou me esquecer. A dos jogadores persas comemorando, dançando, o fim do jogo e sua vitória e a de Giovanni chutando a bola para a puta-que-pariu, decretando o fim deste campeonato.
Poucas fotografias disseram tanto a mim. São momentos tristes, ambos.
PS. Conversando hoje com um sujeito que trabalha num gabinete perto do meu, durante um almoço-reunião horrível, ele disse: “foda-se, bambi, a gente ganhou e não tem culpa da merda que o Edílson fez”. Pode ser que ele esteja certo. Pode ser mesmo.
PS2. Nosso irmão disse que o jogo foi uma delícia, pois o Luizão tomará um gancho, a Vila será interditada, os ex-corintianos fracassaram e seu time ganhou roubado. Pode ser que ele esteja certo. Pode ser mesmo.
Pode ser que não.
Escrito por Demas às 22h54
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Que medo!
No campeonato paulista de 2000, a FIFA autorizou a Federação Paulista de Futebol a utilizar dois árbitros a título de experiência.
No dia 30 de abril daquele ano, o Corinthians venceu a Ponte Preta por 2 x 1, no Moisés Lucarelli. O Timão jogou com Dida, Daniel, Fábio Luciano (Batata), João Carlos e Kléber; Vampeta, Edu, Marcelinho (Marcos Senna) e Ricardinho (Márcio Costa); Edílson e Luisão. Tc. Oswaldo de Oliveira.
Os gols foram anotados por Luisão e Daniel pelo Corinthians e Adrianinho pela Ponte.
O inusitado: Os árbitros foram Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon.
Que medo!
Escrito por Ricardo às 21h59
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31ª Rodada
1) Vocês já repararam que as vitórias semanais só servem para reduzir o que vocês todos me pagarão no fim do ano?
2) Só não ganhei essa rodada porque apostei no Flamengo, imbecil!;
3) Renato, lamentável sua atuação;
4) Pedro, francamente.
| Daniel |
2540 |
| Fê BSB |
2465 |
| Frank |
2460 |
| Renato |
2455 |
| Ju Basile |
2345 |
| Massonetto |
2330 |
| Caubas |
2280 |
| Fê SP |
2250 |
| Ogro |
2245 |
| Deco |
2225 |
| Pedro |
2110 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 08h17
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Moçada do Pará
O treino da Seleção nesta terça foi marcado por muita confusão. O estádio Mangueirão, local do confronto, recebeu mais de 55 mil torcedores, que, para assistir ao treino*, tiveram de levar um quilo de alimento não-perecível. Pelo menos mais 15 mil pessoas ficaram de fora. Houve tentativa de invasão, o que deu muito trabalho para a Polícia Militar. O ambulatório do Mangueirão fez mais de 100 atendimentos. Revoltados, os torcedores que não conseguiram entrar despejaram nas imediações do estádio os alimentos que deveriam ter sido trocados por ingressos. Futebol é um jogo? Não é não, é outro lance. A moçada do Pará sabe disso.


(* treino: dez minutos de bobinho, uns gritos do Parreira, vinte minutos de dois toques e rachão. 55 mil no Mangueirão e 15 mil se estapeando para ver)
Escrito por Demas às 23h39
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Precisa dizer mais? Parte 2

Escrito por Demas às 18h58
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Precisa dizer mais?

Escrito por Demas às 18h57
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Fernando e Pierre
Duas notícias sobre a mesma rodada de classificação para a Copa da Alemanha. Futebol é um jogo? Não é não, é outro lance. Fernando e Pierre sabem disso.
"Madri (Espanha) - O atacante Fernando Torres, do Atlético de Madrid, comemorou como nunca os dois gols marcados na vitória da seleção espanhola por 2 a 0 sobre a Bélgica, neste sábado, em Bruxelas, pelas Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo. O resultado, além de tirar uma pressão enorme das costas do camisa nove, ainda manteve a Fúria com chances reais de obter uma vaga na Alemanha.
O jogador, que não vinha tendo boas atuações com a camisa da Espanha, admite que a partir de agora, tudo deverá caminhar mais facilmente para ele próprio e para a equipe comandada por Luis Aragonés. “Faltava fazer uma boa partida e marcar para tirar um grande peso que tinha em cima de mim. Não estava vindo bem, tinha ansiedade para marcar e isto estava me prendendo. A confiança chegou a mim com o gol”, ressaltou Torres. “Estou tranqüilo, pois o mais difícil já passou”."
"Yaunde (Camarões) - A família do zagueiro Pierre Wome viveu momentos de pânico durante este domingo, com a não-classificação de Camarões à Copa do Mundo. O jogador perdeu um pênalti no empate em 1 a 1 com o Egito, aos 46 minutos do segundo tempo, quando a seleção precisava de apenas uma vitória simples para garantir a vaga.
Furiosos com o vexame, um grupo de torcedores invadiu a casa de Wome durante a madrugada de sábado para domingo, quebrando tudo o que viam pela frente. A polícia foi chamada, mas não tem pista de quem são os vândalos.
"Alguns jovens saquearam a casa da família, em Yaunde, e ainda destruíram o Mercedes de Wome", declarou um primo do zagueiro, que pediu para não ser identificado com medo de represálias. Após a partida no sábado, Wome teve de deixar o estádio em um carro de polícia. O jogador já está em Milão, onde defende a Internazionale."
Escrito por Demas às 18h35
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Compadres?
Vamos lá: amanhã, o Uruguai recebe a Argentina no Centenário, pelas Eliminatórias. A Argentina já está classificada. O Uruguai garante uma vaga na repescagem com uma vitória. Alguém se lembra de como foi a classificação do Uruguai para a Copa de 2002?
Posso estar sendo injusto, mas sei não, sei não. Deu vontade de comer marmelada.
Escrito por Demas às 18h22
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o time mais popular da Guiana
o leão de Geogetown...

Escrito por Ogro às 10h33
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Beto Fuscão e cia.
Outro dia, jogando conversa fora com o Massoneto no quintal de sua casa (a.k.a. Beirute), ponderamos sobre o valor das Bottom Five Lists. Nada contra a elaboração de Top Five Lists, prática que toma boa parte do meu tempo há anos, mas é que – sobre alguns temas – há uma morna concordância sobre os melhores.
Nenhuma lista dos maiores jogadores excluiria Maradona, Pelé, Cruyff ou Nilton Santos. Mas, e os piores, e os esquisitos, e os mais-ou-menos?
Lanço aqui minha contribuição para a seleção brasileira mais esquisita de todos os tempos.
Em pé: Getúlio, Leão, Miguel Paulada, Beto Fuscão, Givanildo e Marco Antonio. Agachados: Búfalo Gil, Geraldo, Dinamite, Zico e Flecha.
Brasil versus Paraguai, em 09 de junho de 1976 (Brasil 3 X 1)
Escrito por Demas às 20h44
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Butinadas
Caramba. Assisti hoje no SPORTV as 10 maiores butinadas da história do futebol. É cruel de ver. O quadro chama: os vilões. Assistam, vão reprisar.
Escrito por Frank às 18h04
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la Fúria
Finalmente um bom motivo para a seleção espanhola merecer tal apelido, além da raiva que ela faz a própria torcida passar

Escrito por Ogro às 17h22
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bola nas nuvens
eis o Calouros do Ar, um esquadrão surgido de uma base aérea da segunda guerra mundial.....

Escrito por Ogro às 14h34
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RESULTADO DA 30° RODADA
| Daniel |
2430 |
| Renato |
2375 |
| Fê BSB |
2355 |
| Frank |
2340 |
| Ju Basile |
2250 |
| Massonetto |
2215 |
| Fê SP |
2180 |
| Caubas |
2160 |
| Deco |
2150 |
| Ogro |
2135 |
| Pedro |
2040 |
Pedro, francamente!
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por fernando às 08h22
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aposta
Não se esqueça que o Demetrius também apostou. Mas vamos aguardar. Deixemos Murphy fora dessa conversa.
Escrito por fernando às 13h32
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18 pontos
Ogro, você deve R$ 15,00 para mim e R$ 15,00 para o Fê BSB. Quer parcelar o pagamento até o fim do campeonato?
Escrito por Zecão às 11h15
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Ameriquinha
Neste bem-vindo surto de Américas, deixo aqui minha contribuição. Mais uma vez João Cabral, perfeito.
O torcedor do América F. C. por João Cabral de Melo Neto
O desábito de vencer não cria o calo da vitória; não dá à vitória o fio cego nem lhe cansa as molas nervosas. Guarda-a sem mofo: coisa fresca, pele sensível, núbil, nova, ácida à língua qual cajá, salto do sol no Cais da Aurora.
Escrito por Demas às 11h11
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Mais um América...
Trata-se do Cavalo Alado do Sergipe. Campeão Estadual de 1966: França, Henário, Nadinho, Cabo Verde e Periquito; Simas, Vílson e Dequinha; Tiquinho, Bobô e Geraldo. Um esquadrão!
Na Loteca deste final de semana, clássicos impagáveis: Santacruzense x Osvaldo Cruz; Amadense x Estanciano; Goianésia x Rioverdense; e, o maior deles: Dorense x Olímpico. Algum palpite?
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Amaral às 10h47
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O Favorito das Eleições de Outubro
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Vocês viram que o George Weah é o candidato favorito a presidente da Libéria nas eleições da próxima semana? |
Escrito por Luís às 07h54
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Puro forfait.
Oliveira trombando Arlindo?
Danrley trombando Bebeto.
Escrito por Demas às 23h15
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Uma jóia. A ver.
Bolonistas campeões, bolonistas vice-campeões:
Descobri um sujeito no Rio (não sei se é o mesmo de quem o Luis falou) que jura ter em VHS os jogos mais incríveis. Encomendei logo um histórico, que nunca vi mas que imaginei incontáveis vezes. Estou confiando desconfiando. Se o cara for ponta firme, publico aqui o seu contato. Aliás, se o cara for ponta firme e cumprir o que prometeu, passarei um fim de semana inteiro assistindo à partida que escolhi.
A ver. A ver.

Escrito por Demas às 20h58
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homenagem de hoje
a um América verde, outrora um leão do norte, o time do João Cabral, hoje apenas uma lembrança de uma época em que era uma das grandes forças do futebol pernambucano, repousando em fotos e troféus estocados num casarão antigo do bairro de Casa Amarela, em Recife. Ao América de Recife...

Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 18h58
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Máxima Morais
O tempo vem se encarregando de destruir as máximas do futebol, tirando nossas referências mais sólidas para a compreensão do mundo.
A fusão das duas maiores cervejarias brasileira tornou sem sentido aquela história do Vicente Mateus de agradecer a Antártica pelas Brahmas enviadas.
Aquela história do campeonato baiano terminar empatado por força dos despachos de umbanda também não faz mais sentido, com o rebaixamento do Bahia e do Vitória, que desmoralizaram o poder mágico da macumba.
Agora vem o STJD e mais uma vez enterra o velho Mateus, mostrando que o jogo não acaba quando termina.
A única máxima que permanece de pé é a sabedoria do Jardel de que é clássico é clássico e vice-versa. Esta já nasceu sem sentido e blindada contra qualquer resignificação.
Escrito por Luís às 14h37
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Sem pressão, Renatão
O blog está muito bacana. Belos textos, boas imagens, grandes sacadas. Mas dá na bola esta moldura verde e este pezinho. Nosso operador podia mudar o visual da página. Como bem disse Ben Parker, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades".
Escrito por Demas às 14h25
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A palavra e as coisas
Um bom time começa com bons nomes. O craque nasce no batismo, civil ou profissional. A responsabilidade do técnico é combinar bons nomes, de acordo com a posição tática.
Não existe goleiro melhor que Taffarel, que cobre o gol de ponta a ponta e revela o medo do atacante diante do pênalti.
Na zaga, não há combinação melhor que Oscar e Daryo Pereira. O primeiro conciso, firme, deixando para o segundo a maior cobertura, impondo ainda o vigor de um nome com ípsilon. Lembro de uma dupla de zagueiros do Timão, Baré e Embu. Não deu certo. Provocava risos no adversário e vergonha na torcida.
Do mesmo Timão, lembro um ataque com Sócrates, Casagrande, Zenon e Ataliba. Evidente que deu certo. Ainda mais com o Biro-Biro se desdobrando no meio campo.
Artilheiros exigem nomes sonoros, que preenchem o gol sonoro do rádio. É o problema do Rafael Sóbis, do Christian, do Zó. E a maior virtude dos ronaldos brasileiros.
Preocupa-me uma zaga com Juan e Roque Júnior. Falta um Gamarra, um Betão (ótimo nome para beque de fazenda), um nome composto de verdade.
Preocupa-me também o destino deste Bruno Otávio, do Corinthians. Jogador com este nome não suja a camisa. Dá coletiva em várias línguas mas é incapaz de um carrinho em campo molhado.
Chamo atenção ainda para o time do Fluminense. Um time de personalidade com Tuta, Toró, Schneider, Lenny, Arouca e Radamés. Pode chegar lá.
O que quer dizer isso? Que os técnicos devem ser linguistas, e não professores? Não sei. Só sei que um nome define muita coisa e não consigo parar de pensar nisso.
Escrito por Luís às 08h40
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Inter 3 X 0 São Paulo
Eu vi o jogo Internacional versus São Paulo, hoje, pela Record. Algumas impressões:
Luciano do Valle é péssimo.
Alex é péssimo.
Christian é ruim.
Ediglê é ruim.
Rafael Sóbis é bom.
O gramado do Beira-rio é bom.
Fernandão é ótimo.
Mossoró é ótimo.
Murici é excelente.
O Internacional é excelente.
Rogério é de longe, de longe, o goleiro mais espetacular do Brasil. No gol, defendendo. Nada de bater falta, coisa e tal, peteleco, ventilador.
Escrito por Demas às 22h59
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Avenida Simão Teles Bacelar
Ainda sobre a edição comemorativa da Placar.
O 8° maior artilheiro do Brasil, dentre vivos e mortos, é o Sima, com 529 gols.
O Sima? Sim, o Sima. Simão Teles Bacelar, centroavante nascido em Teresina – PI, em 07.03.1948. Consultei o google e descobri que fez calor naquele dia.
Bem, vamos ao Sima: campeão piauiense em 66, 67, 68, 69, 74, 75, 77, 78, 80, 81, 83 e 85.
Os gols de Sima? 185 pelo River, 156 pelo Piauí, 93 pelo Tiradentes, 30 pelo Auto Esporte, 12 pela Seleção de Barras, 10 pelo Flamengo, 4 pela Seleção Piauiense, 2 pela Seleção da AGAP, 2 pela Seleção Prata da Casa e 1 pela Seleção de Teresina.
Só listei os gols anotados para equipes piauienses.
Se esse cara não tem uma estátua na Praça da Matriz em Teresina, eu não sei de mais nada. Tem, Renato?
Escrito por Demas às 20h12
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homenagem....
..a um time que outrora embalou sonhos de muitos em Porto Alegre, inclusive de Moacir Scliar, foi campeão gaúcho de 1929, excursionou pela Europa, tendo enfrentado o famoso esquadrão do Real Madrid e depois virou o segundo time da maioria dos gaúchos, um ameriquinha dos pampas. Em algum momento, uma gestão ambiciosa e estúpida resolveu vender o seu estádio para que lá fosse construído um cemitério. Desde então, o clube foi se esvaindo, até desaparecer por um bom tempo. Agora volta como clube-empresa, destinado a revelar e negociar jogadores, sem nenhum charme. Este é o Cruzeiro de Porto Alegre, o outrora chamado "fantasma da colina".

Escrito por Ogro às 19h40
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De quem, de quem?
Sei que alguns compramos a edição comemorativa da Placar sobre os maiores artilheiros do Brasil. Os outros deveriam comprar.
A revista vale por diversas razões. Destaco três.
A Placar reúne, sabe Raí como, os maiores artilheiros dentre os jogadores brasileiros em atividade: vale muito a pena descobrir que o 16° colocado é o Kuki, com expressivos 240 gols. Quem é o Kuki? Respondo com outra pergunta: você sabia que o 24° maior artilheiro em atividade é o Sérgio Alves? Ele mesmo, Sérgio Alves de Lima, o Terror do Nordeste.
Outro lance: a Placar dispõe, lado a lado, todas as suas capas, desde março de 1970. Nessa maravilhosa coleção, parecida com um álbum de cromos, podemos ver a capa de dezembro de 1983: “A Voz do Brasil: Fora Parreira!”.
Mas o melhor mesmo é a lista dos maiores artilheiros, vivos e mortos, de nosso futebol. Em primeiro, Pelé, com seus inacreditáveis 1283 gols. Depois, Zico, com cabalísticos 700. Em seguida, Roberto Dinamite, com 660.
Pelé do Santos, Zico do Flamengo, Dinamite do Vasco. Que jogadores, que jogadores. O Negão marcou 1086 pelo alvinegro, Galinho anotou 508 para o Mengo e Roberto fez 619 gols para o Vasco. Que times, que times.
Mas o assunto da crônica é outro. Outro? Outro. O mais impressionante na lista é o 4° colocado. Esse sim me atormenta.
O 4° é o Cláudio Adão. E o que me intriga nesse maravilhoso avante não é seu total de gols, imponentes 591, mas o fato de que ele não é o Cláudio Adão do Santos. Cláudio Adão do Mengo. Cláudio Adão do Vasco. Ele é só o Cláudio Adão.
O boleiro marcou 85 gols para o Flamengo, 68 para o Bahia, 65 para o Al Ain (sic), 55 para o Flu, 45 para o Santos, 38 para o Sport Boys, 26 para o Botafogo, 25 para o Alianza Lima, 23 para o Ceará, 20 para o Vasco e para o Bangu, e assim vai, bicicleta, siricotico, cotovelo.
Cláudio Adão é o 4° maior goleador do país que tem o Dario do Galo, Fried do Paulistano, Serginho do São Paulo, Quarentinha do Botafogo e Ademir Menezes do Vasco.
Mas de quem é Cláudio Adão. De quem é Cláudio Adão?
Escrito por Demas às 19h36
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Isto é homenagem, o resto é confete
Correio Braziliense de hoje, coluna de Nilton Santos, o melhor jogador que não vi jogar.
"Já que estou falando de craques, gostei de ver o francês Zidane de volta aos gramados. Deu para perceber que, com ele em campo — e mesmo fora da sua melhor forma física —, o time espanhol deverá reencontrar sua verdadeira postura tática e técnica. É o grande maestro da equipe. O Zidane representa para o Real Madrid e a seleção do seu país o que o Didi representava para a Seleção Brasileira e para o Botafogo. Ou o Puskas para o Honved. Trata-se de um jogador que eu gostaria de ter atuado ao seu lado."
Escrito por Demas às 22h10
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Precisa dizer mais?
Garoto joga bola em El Salvador depois da chuva que provocou deslizamento de terra e deixou ao menos 49 mortos no país.

Escrito por Demas às 20h20
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Um pequeno desabafo nesses tempos de roubalheira
Nesses tempos de liberdade de imprensa, ou seria melhor chamar de poder de imprensa, saímos da ignorância, é verdade, ou não! Como diria o ilustre pentelho. No entanto, perdemos a ingenuidade. Sabemos demais, sabemos que o PT tem quadro corrupto, parte dele, gente! Não me apedrejem! Sabemos que o Chico come mulher alheia e namora a jovem dama ao ar livre, banhando no mar, que beleza! Sabemos que o Fenômeno namora deusas e larga delas como se descarta o palito do picolé chupado. Chega...
Os jornais, a rede de computadores, as revistas, se esforçam em apresentar do trivial ao crítico e sabemos que o nosso esporte do coração está cada vez mais cercado de mafiosos. Cartolas e juízes FDP que roubam do espetáculo o que ele tem de substância, o jogo. O Dicionário Houaiss diz que futebol é “esporte disputado em dois tempos, de 45 minutos, por duas equipes de 11 jogadores cada, no qual é proibido (exceto aos goleiros, quando dentro da sua área) o uso dos braços e mãos, e cujo objetivo é fazer entrar uma bola redonda no gol do adversário”. Para um dicionário, lugar de pouca formosura, está explicado. O nosso futebol não é há tempos jogado dentro das quatro linhas, isso o Houaiss não lembrou, o mais importante, dentro das quatro linhas. A peleja deveria ser lá, o espetáculo deveria ser descrito por aqueles que cercam as quatro linhas na esperança de ver seu time vencedor e para louvar os combatentes, ídolos por sua raça ou habilidade, sua força ou leveza no encaminhar a bola ao gol adversário.
O quadro não é acadêmico, não é um Degas, com pinceladas assim ou assado. Está lá o estádio. Um monumento de concreto construído com um único intuito, assistirmos um jogo de futebol. Algumas mil pessoas merecedoras daquele espetáculo que ocorre lá embaixo torcendo pelo seu time. Cercaram o gramado para isso, e só!
Mas não bastou para os gênios dos bastidores. Como se jogador precisasse de bastidor! Ele joga em campo, poderia se aquecer em campo, e é lá e só lá (desculpem pela música sem ritmo) o lugar do jogo. Enquanto isso nas arquibancadas a torcida prepara o seu próprio drama. Canta, vaia, ergue bandeiras, chora, desafia os oponentes e em graça grita o melhor e mais alto dos sons, GOOOL!
Não há cartolas de bastidores, não há jornalistas, não há sabedoria, mas a velha e boa ingenuidade, o nosso ato de poder, o gol...
Escrito por RenatoPC às 14h32
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30ª rodada
| Daniel |
2350 |
| Renato |
2285 |
| Fê BSB |
2280 |
| Frank |
2265 |
| Ju Basile |
2210 |
| Massonetto |
2135 |
| Fê SP |
2105 |
| Caubas |
2095 |
| Deco |
2090 |
| Ogro |
2050 |
| Pedro |
2000 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 07h30
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Vergonha
Antes de publicar o placar geral do bolão, gostaria de deixar registrado que poucas vezes na vida eu senti tanta vergonha de ser brasileiro. Vocês viram a Xuxa no programa do Maradona narrando o encontro dela com um duende?
Escrito por Zecão às 07h29
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Seleção dos Bolonistas
O desafio: escalar um time formado pelos onze bolonistas, um bom time, um time folclórico e memorável. Bem, não exatamente pelos bolonistas, mas por ilustres homônimos. Esta, aliás, foi a regra: os jogadores tinham de ser homônimos e bons. Ou folclóricos, ou memoráveis.
Uns me ajudaram, possibilitando arranjos vários. O Ricardo, por exemplo. Posso convocá-lo para a zaga (Rocha, Gomes), para o meio (inho) ou para o ataque (Oliveira). O Amaral me ajudou, mas de outra forma: posso escalar o Fernando (ão) ou o Amaral, esse na zaga ou na marcação de meio-de-campo.
O Luís Fernando foi uma mão na roda: para acochambrar, posso chamar o Luís (ou o Luiz, vá lá) na zaga (Chevrolet, inho), no meio (Carlos Winck) ou no ataque (ão). No aperto, ainda podia contar com o Luiz Fernando, mas esse é bom esquecer, que foi ruim.
O Daniel não deu trabalho, mas não ajudou. Não que faltem Daniéis, mas é que são todos muito pouco charmosos (o Passarella não vale, é argentino). Mas tem o Frasson, que foi o único grosso em um time fantástico, e isso vale como folclórico. O Pedro foi fundamental (uruguaio vale), pois possibilita a entrada de um meia (inho), um zagueiro (Paulo) ou atacante (Maradona), todos absolutamente folclóricos por razões diferentes.
O Renato foi uma festa no avanço (Pé Murcho, Gaúcho) e na contenção (o Renato da seleção é a cara do nosso operador). Eu dei trabalho. Forçando a barra, tem o Demetrius que jogou no Santos e o Deco (português vale?).
O Fá foi foda. O futebol de salão até tem um bom goleiro chamado Franklin, mas acho que é apelar. Tem o Josafá do Flamengo, atacante que veio do Madureira. Será que vale?
O Álvaro. Bem, o Álvaro é aquele zagueiro mesmo. O Fernando Pança: vide Fernandos anteriores.
Sobrou o Juliano. E aí, fudeu.
Escrito por Demas às 21h35
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Ai, ai, ai....
Ai, ai, ai...
Eu, definitivamente, odeio empatar com o Botafogo. Parafraseando o Deco, é muito, muito chulé.
Segue um texto que faz parte de uma série de crônicas, chamada "A Doce Vida". Se der coragem, um dia, publico os outros. Este é sobre futebol... entre outros assuntos laterais. Por óbvio, tricolor. Raí... ele não empataria com o Fogão.
"Foi um rio que passou em minha vida
" A bola rola, a emoção toma conta. Vamô lá! Vamô lá, Tricolor!!!. Barcelona 1 x 0 e o Tricolor no ataque. Bola ali pelo meio, Pintado lança em profundidade... Olha lá o Müller pela ponta! Olha lá! Müleeer se manda pela área, Ferrer cai nele. Vai Müller! Ele faz a finta e outra de novo, que lindo! Raí tocou e é goool. Gol do São Paulo!!! Raí, Raí Raí!!! Sempre ele! Empata o tricolor!"
Quase derrubou-se a mesinha do bar. Enquanto o radinho no ultimo volume repetia seguidas vezes o lance, pela TV era difícil acompanhar o repeteco. Afinal todo mundo estava de pé. Muitos comemoravam. Os tricolores pulavam e entoavam seus cânticos repletos de Ô, Ô, Ô!! Outros torcedores, outros times, alguns chatearam-se, outros indiferentes, poucos felizes.
Noite de sábado. O bar estava lotado. Mesas e cervejas se confundiam. Aquele era o ponto de encontro de muita gente da faculdade. Em ocasiões especiais sempre se podia encontrar algum companheiro da antiga. O pessoal da mesa cinco era fanático por futebol e o programa dominical era ver o jogo na televisão do Heitor, marido da Flávia, bela senhora.
E tinha gente de outros locais, de outras faculdades, de outras turmas. Aqui e alhures se observava gente conversando. Gente torcendo. Gente se revendo.
"- Falta!!! Ô louco, mêuu!!!" O radinho ligado com o som da TV desligado, mania de torcedor. " - Jogo empatado, tricolor na boa. O lance pode decidir o jogo. Olha lá a cara do Telê!!!" Interessante, os radialistas sempre sinestésicos. " - Olha o embalo da bola. Prá lá, prá cá. Dá-lhe Tricolor!!! Bola com Raí que vai bater a falta. Zubizarreta, cuidado meu rapaz! Raí vai prá bola, toca. Cafu. Raí de nooovo! Raí pro gooolll!!! Gol! Gol! Gol !!!! Raí vai abraçar o Brasil. Tricolor! Tricolor! Olha o São Paulo! Olha o título! Campeão do Mundo! Raí desempata. O meu coração se deixou levar, está transbordando!!!" Mesas voaram. Garrafas quebraram. Tinha gente chorando.
Que sintaxe. Que alegria. O bar pululava. Quem estivesse por lá passando sentiria um clima de nostalgia da infância, do time, das copas. Quem lá estava esqueceu que era madrugada e se puseram a cantarolar cantigas de guerra, acordar vizinhos e tudo mais."
A Doce Vida, 2000.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 20h53
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