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Rojas, obrigado.
Bolonistas de um dia de chuva,
E a intempérie veio. Chove em São Paulo e isto não é novidade. A novidade é que Autuori não fica, apesar dos fatos. O ex treinador do Tricolor, campeão do mundo e da Libertadores nos deixou. Não sei se este é o tipo de separação que imaginava e é difícil ficar incólume. E agora, o que será?
Muito se discute sobre o papel dos treinadores em um time de futebol. A sopa de números que denota as composições táticas, o desenho do jogo, as pranchetas e os berros. E as vaidades. Mas, tenho cá comigo, que o fato de um técnico não atrapalhar, ele já ajuda, e muito. O título não nasce de uma hora para outra, e, se nasce, é raro. Ainda mais um título como o Mundial. Rojas foi o treinador do time quando nos classificamos para a Libertadores do ano passado. Para mim o título começou ali, naquela classificação. Dizer que o São Paulo e o torneio continental tem uma relação, uma química, como os amantes, é chover no molhado. Mas o fato é que passamos muitos anos longe do torneio e certo complexo nos incomodava. O time nadava, nadava, chegava a jogar lindamente, estonteante e nada, na hora fatal caíamos. Com Rojas jogamos com valentia e me parece que o time aprendeu a dar chutões. Não ganhamos nada, é verdade. Mas a torcida pode comprar os seus ingressos para a Libertadores e este é o ponto.
Autuori soube entender o time. Adotou os três zagueiros, por mais que este esquema não lhe agradasse. Mas, com Lugano no time é necessário jogar com sobra, porque o uruguaio joga melhor assim. E Junior e Cicinho deixariam qualquer zaga sem sobra aparvalhada. E o técnico tentou jogar no "seu" esquema predileto, durante intermináveis sofrimentos no Brasileirão. Mas o esquema, para Autuori, nunca foi "seu" e, sim, do time. Sem gritar, sem saramaleques e sem rodeios. Batata, ganhamos o caneco.
O título mundial nasceu lá em outras rodadas. Cuca, Leão e Milton Cruz. De Leão, fiquei perplexo com sua saída, me senti abandonado. O estilo autoritário de Leão deixava no ar a impressão de que o time não saberia jogar sem ele a berrar pelos cotovelos. Leão é ótimo treinador e no Tricolor ele assumiu a vasta cabeleira branca, o que, convenhamos, para um Leão não é pouco não. Mas se o abandono de Leão nos deixou órfãos, com sensação de estarmos num mato sem cachorro, a saída de Paulo Autuori nos deixa tristes, nostálgicos, mas com a certeza de que o time pode, e deve, jogar.
Vou ao Pirajá tomar um chopp e brindar ao Autuori. Na minha lista, queria Muricy. Seria legal ver novamente o mais são paulino dos técnicos, aquele que, como nós, chora quando o time perde, dirigir o plantel. Desconfio que o tetra começou com a saída de Autuori. O tetra, vejam bem, o tetra. Não é pouco, bolonistas. Não é pouco.
Feliz Ano, grande abraço.
31.12.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 23h12
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Temos sorte, bolonistas.
Uma homenagem a Ana, Dani, Stela, Perla, Carol, Ju, Márcia, Elke, Lu, Vivi e Pri. Como temos sorte.
Cama & mesa
XICO SÁ COLUNISTA DA FOLHA
Amigos torcedores, amigos secadores, é como sempre digo: nada para irritar mais uma mulher do que uma mesa-redonda de futebol de domingo. Último volume, bate-boca nonsense, polêmica, roubo de juiz, bola entrou, não entrou, mão na bola, bola na mão, meia bola é gol? Ela querendo sair de casa, ir para o cinema, ver o filme cabeça de Taiwan... E você ali, saltando de um canal para o outro: Avallone, Flávio Prado, Milton Neves... Ela querendo tabular uma D.R. -a mitológica "Discussão de Relação"-, você ouvindo um irredutível Parreira explicar o inexplicável, você gritando "bota o Rogério Ceni", você xingando o Carlitos Tevez... Você, sei lá, um vidiota incorrigível. Ela até apela, passa de calcinha nova na frente da TV, marquinhas de biquíni das recentes férias baianas... Você nem aí, nem se abala. Você, sei não, fala sério, até lembra aquele velho samba de Luiz Ayrão, canta pra ele, ô velho Môa: "Esse camarada se androgenou/ A moça deu bola a ele/ e ele nem ligou". Ela vai ler o novo do Marçal Aquino e pede para abaixar o volume. Você vidrado nos olhos atlânticos de Marília Ruiz (a moça da mesa da Band), atrapalha-se, faz o contrário... Ainda manda um "RockGol" (MTV) nas alturas, chuta o balde, carimba o poste... Pára com isso, compadre. Mire-se no meu próprio exemplo. Já perdi pelo menos duas mulheres por causa dessa tara: uma balzaca de responsa; uma gazela saída à Gisele -só que mais cheinha, claro, questão de gosto. Pára com isso, compadre. Só volto ao assunto, aliás, por causa do amigo Pereira, são-paulino da mais ampla estima, que acaba de perder também a sua amada costela. Anda inconsolável, sem rumo, cabisbaixo, chutando as tampinhas da decepção pelas ruas e sarjetas. Recuado, volta pra casa e só lhe resta chupar o frio Chicabon do zero-a-zero. Chupa, Pereira. "Ah, vacilei, apareceu um vagabundo e a levou pra ver o Bill Murray no filme-cabeça!", explica-se. Agora é tarde. Nada para irritar mais uma mulher do que o "abrobol" televiso domingueiro. O próprio jogo ao vivo já deixa a nega à beira de um ataque de nervos. Cadu, um amigo, desliga a TV e sempre foge com o radinho de pilha para o banheiro, onde ouve, humildemente, o jogo do Peixe. Nada para irritar mais uma fêmea. Falo da maioria, claro, as ditas normais. Aí não conto as taradas, aquelas capazes de decifrar, na mosca, na hora que a bola é alçada na área, um impedimento. Daqueles difíceis, por uns fios de grama apenas, daqueles que deixam em parafuso até o próprio tira-teima. Essas moças finas não contam, são raras, especiais. São capazes de executar um Kama Sutra inteiro dentro das quatro linhas de uma cama king-size, são capazes de nos dar um nó, de nos entortar todinhos, como Julio César "Uri Geller", como Garrinchas do tantra e do amor.
FSP, 30.12.05.
Escrito por Demas às 09h41
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Master
Cenário: Casa de um bolonista.
Personagens: Quatro bolonistas e dois amigos queridos, o Paul – que além de parceiro ponta-firme é meu cunhado – e o Cris – um irmão que está pagando promessa brava: mora em Campos.
Motivo: Confraternização de fim-de-ano.
Figurino: Cerveja Skol gelada e empadinha da Gamela.
Roteiro: Uma partida de Master – o inventor merece um Nobel – com a seguinte regra: se o sujeito não souber a resposta, o próximo tem a chance de chutar.
Lá pelas tantas, o Cris pega o cartão e dispara rumo a um bolonista:
Cris: Qual é o maior artilheiro do Campeonato Paulista até 2001?
Um bolonista: Uhn, Campeonato Paulista...Ah, bem, Paulista... não sei, não vou nem chutar.
Outro bolonista: Maior artilheiro... 2001... acho que é o Evair.
Evair? Evair. Dois bolonistas com pedigree: um: não sei; outro: Evair.
Cadê o Pelé?
Só em 58 mandou 58. Foi 11 vezes artilheiro. Já fez 10 em um só jogo.
Se um argentino sabe disso, dá capa de Olé.
Mas o que atormenta mesmo é o Evair. Por que o Evair?
PS: Desculpa do bolonista: "Putz, esse negócio de 2001 me confundiu".
Escrito por Demas às 09h33
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Sede bem-vindo de volta, filho pródigo.

Escrito por Demas às 17h37
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Verissimo - Um Bolonista
Meu troféu Bolonista do Ano vai para o Luis Fernando Veríssimo. 2005 foi o centenário do Érico, o colorado fez boa figura no brasileirão e seus textos estão cada vez melhores. Veja este trecho, do texto de hoje, entitulado Semana Supérflua:
A melhor comparação que se pode fazer da semana entre o Natal e o Ano Novo é com um jogo de futebol já decidido na metade do segundo tempo mas que precisa ir até o fim. Um time já fez 4 a zero e não se interessa em fazer mais, o outro já desanimou e se entregou, o próprio juiz só pensa em tomar um banho e ir para casa, mas ainda faltam vinte minutos de jogo. A semana desnecessária é isso, os vinte minutos finais de um jogo já liquidado. Uma semana só para cumprir o regulamento ou, no caso, o calendário.
Escrito por Luís às 13h38
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Craque
Tevez supera são-paulinos e é o melhor da América
O argentino Carlos Tevez, do Corinthians, ganhou pela terceira temporada consecutiva o prêmio de melhor jogador da América do Sul, em eleição feita pelo jornal uruguaio El País, com mais de 400 jornalistas de todo o continente. O detalhe fica para o fato de que Tevez, campeão brasileiro pelo Corinthians na temporada, desbancou três campeões mundiais pelo São Paulo (Lugano, Cicinho e Rogério Ceni, que ficaram em 2º, 3º e 4º, respectivamente).
O brasileiro Gustavo Nery (6º) e Javier Mascherano (9º), do Corinthians, e Carlos Gamarra (8º), do Palmeiras, completam a lista de jogadores que atuam no Brasil e que ficaram entre os dez melhores jogadores da América em 2005.
Já o atacante Robinho, do Real Madrid, mesmo tendo atuado pelo Santos até agosto deste ano, não foi citado na lista dos dez mais, enquanto Mascherano, que não joga pelo Corinthians desde o dia 10 de agosto, ficou em nono.
Veja a lista dos dez melhores
1º - Carlos Tevez (ARG) - 77 votos 2º - Diego Lugano (URU) - 54 3º - Cicinho (BRA) - 37 4º - Rogério Ceni (BRA) - 31 5º - Rodrigo Palácio (ARG) - 26 6º - Gustavo Nery (BRA) - 25 7º - Fernando Gago (ARG) - 25 8º - Carlos Gamarra (PAR) - 22 9º - Javier Mascherano (ARG) - 21 10º - Daniel Bilos (ARG) - 21
Escrito por Zecão às 13h17
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Ainda sobre jazz...

Perfeito, "The Man with the Horn" ao vivo no Japão, 1981. Ah, o Japão. Esse é o lugar.
Escrito por Demas às 17h07
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E por falar em jazz...

Maravilha, Charles Mingus mandando ver na Cumbia. É a trilha sonora perfeita para um feliz 2006. Abraço!
Escrito por Luís às 15h59
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Em filme, Maradona volta a alfinetar Pelé Publicidade FLAVIA MARREIRO da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires
Na quinta-feira passada, poucas horas depois de ser detido pela polícia brasileira, o ex-jogador e agora ídolo pop argentino Diego Maradona passava por um tapete vermelho, sob chuva de papéis picados e show de luzes, para chegar à sala da pré-estréia de "Amando a Maradona", sua biografia autorizada, um dos três filmes sobre ele que devem estrear em 2006.
Cantando como num estádio, a platéia de convidados esperava o início do documentário: "Brasileño, brasileño/ qué amargado se te ve/ Maradona es más grande/ es más grande que Pelé".
Acompanhavam, ruidosos, os primeiros momentos do filme: tela escura, se ouve a narração do segundo gol de Maradona na vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra na Copa-86 --aquele em que ele dribla vários rivais desde a intermediária, passa pelo goleiro e marca.
Não se passaram nem dez minutos de filme e Pelé, a obsessão comparativa, já estava na tela. "Respeito Pelé no futebol. Mas usar a gravata com as cores dos EUA me parece asqueroso", ataca Maradona, em referência à participação do brasileiro na festa de encerramento da Copa de 94.
Fala com dificuldade, 50 quilos mais gordo, em imagens gravadas em Havana dois anos atrás.
Impressiona o contraste absoluto com a nova silhueta de Maradona, de novo delgado, que recebeu Pelé na histórica estréia de "La Noche del Diez ", o espalhafatoso talk show que apresentou na TV argentina neste ano.
As câmeras vão, então, para Copacabana, perguntar quem é melhor: o argentino ou o brasileiro? Arrancam elogios, alguém fala do carisma do ex-jogador. Depois, o próprio Pelé aparece, numa brincadeira de edição, "admitindo" em entrevista a superioridade de Maradona. Delírio da platéia.
Além de divertir o público à custa de Pelé, o filme do estreante diretor Javier Vázquez mostra o calvário do argentino: obeso, sem dinheiro, longe dos filhos, com torcedores na porta da clínica de Buenos Aires, onde esteve perto de morrer em 2004.
Perto do que, à altura, era o ocaso, Maradona volta à carga. Meses antes de estrelar os protestos anti-Bush na Argentina em novembro último, exibe as tatuagens de Fidel Castro e Che Guevara, elogia Cuba. Se no campo há dúvida, fora dele não: Maradona é mais "personalidade" que Pelé, é o que parece dizer o filme.
O ex-craque acusa os cartolas argentinos de não o terem defendido no caso de doping em 1994, afirma ter sido "usado" por João Havelange, ex-presidente da Fifa.
Tudo é homenagem, emoção e linguagem publicitária (Vázquez é ex-publicitário) para mostrar o fanatismo por Maradona. Quase não se menciona a cocaína, há entrevistas dos pais do ex-meia e de fãs do argentino em Nápoles.
Para os aficionados pelo futebol do argentino, mas nem tanto pelos "maradonismos", vai faltar bola em jogo. "As mulheres vão gostar do filme, o lado família do Maradona", aposta Vázquez, que se associou ao ex-jogador e dividirá os lucros com ele. Uma produtora neozelandesa também participou do filme.
"Amando a Maradona" estréia em 12 de janeiro nos cinemas de Buenos Aires e do litoral. A estréia internacional está prevista para abril, mas o diretor ainda busca um distribuidor brasileiro. O filme é o primeiro da onda Maradona "estrela de cinema".
No primeiro semestre de 2006, deve estrear o documentário que está sendo filmado pelo premiado diretor balcânico Emir Kusturica -produção que também tem a simpatia do ex-meia. O italiano Marco Risi filma ainda "Maradona en la mano de Dios" (título temporário), ficção que não teve roteiro aprovado por Maradona.
Escrito por Zecão às 15h32
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Erroll Garner é tricampeão mundial! - Parte 2
(continuação...)
Tatum foi convidado para o jogo provavelmente pelas liras do Berlusconi que toca piano. Aliás, o Berlusconi contratou o Gullit tocando piano para ele numa festa, mas essa é outra história. Berlusconi tocando é um charlatão operístico. Tatum logo percebeu isso e se sentiu meio deslocado nas arquibancadas do Milan. Até que viu uma troca de toques rápidos. De Cafu a bola foi para Palhinha e de lá para o gol. Soou nos ouvidos de Tatum um mi bemol fortíssimo.
Então, veio o cruzamento de Leonardo para Cerezo e Tatum ouviu uma subida de escala até que uma nota ficou em suspenso. Era a bola passando paralela à linha do gol, a apenas um passo das redes, e será que ninguém vai tocá-la? A bola pedindo um chute explosivo para o gol era, na cabeça de Tatum, um si bemol imperdoável. Cerezo tocou. E o resto da orquestra veio a baixo.
Tatum já estava longe de Berlusconi e seu piano macarrônico, quando Muller fez uma improvisação intencional. Muller não queria tocar exatamente daquele jeito. Era um lançamento em dó menor, totalmente improvável. De repente, transformou-se em fá maior com sétima. A bola foi quicando para o gol e Tatum mexeu os dedos nas notas pretas ao alto do piano, bem onde se faz pequenos acordes de suspense.
Algo levou Muller a deixar o calcanhar ali e fazer a bolar rolar jazzisticamente para dentro do gol. Tatum gostou. Como Erroll Garner, viu a alegria de um solo improvisado. Monk, Tatum e Erroll descobriram que podem fazer a bola ir para um lado e o goleiro para o outro. São os dias de Mineiro que todos os jazzistas têm. São todos alegres e tricampeões mundiais.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 10h58
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Erroll Garner é tricampeão mundial! - Parte I
Existem imagens fiéis da felicidade. São fotos de pais com recém-nascidos, aprovações em vestibulares e, é claro, títulos de futebol. Os jogadores de boca aberta, os pais com olhos para o céu, os filhos com aquela sensação de alívio e dever cumprido. Há também a felicidade sigela do dia-a-dia, às vezes, muito maior do que a dos grandes feitos. O sorriso da garota certa numa noite especial, um pulo na piscina numa tarde comum, uma criança dando os primeiros passos e o Erroll Garner tocando piano.
Sim, porque o Errol Garner é a própria expressão da felicidade. Suas mãos pulam de nota em nota, enquanto ele olha para a câmera e abre um sorriso de orelha a orelha. Parece completamente desajeitado num caminho cuja única racionalidade é a criatividade. E daquela figura estranhamente sorridente vem uma música alegre, pulsante quando é hora de encantar e pensativa quando é preciso anteceder o momento de extrema felicidade. Porque antes da felicidade vem aquele momento de reflexão em que pensamos: serei mesmo tão feliz assim no próximo instante? São os últimos segundos antes do apito final de um jogo que está para ser vencido.
Foi o Nelson Freire no documentário do João Moreira Salles que mostrou a felicidade do Erroll para o público. O Nelson toca clássico como poucos. Ele interpreta as notas certas dos compositores certos. Ele é a perfeição em agilidade, tom e movimento. E quando vai para casa, após os concertos, Nelson pára para ver o Erroll no mais puro improviso.
O Erroll quando começa a nota parece não saber onde ela vai parar. O Nelson sempre sabe onde a nota vai acabar. Ele sabe exatamente o caminho de toda a sinfonia. O Nelson é a mais absoluta perfeição. O Erroll é o mais puro improviso.
Arrisco dizer que o Erroll é sim um tricampeão mundial. Poucos sabem, mas o Erroll estava lá em Yokohama. Enquanto os jogadores do São Paulo faziam o imprevisível – um passe aflito de Fabão para uma colocada milimétrica de Aloisio –, o Errol deslocava-se das arquibancadas com torcedores do Liverpool, onde estava por razões culturais, e sentava-se ao lado dos tricolores, por razões puramente criativas. Foi lá que ele viu o improviso do jogador mais baixo em campo. Mineiro poderia ter tocado para a direita. Mas, numa fração de segundo, amparou a bola com o pé, tirando o goleiro Reina do caminho. Reina foi para a direita e a bola para a esquerda de Mineiro. Erroll Garner viu a jogada e gostou. Pois ele também poderia ter tocado “They Cant Take That Away From Me” num estilo convencional, mas ampliou-a ao ápice do improviso, com lampejos iguais àquela fração de segundo de Mineiro. E, ao final daquela jogada em Yokohama, Erroll riu para a platéia. Riu como quem viu o impensável. Naquele improviso de Mineiro, Erroll também foi tricampeão mundial.
Ouvi “Concert by the Sea” às vésperas daquela final. Era uma maneira de relaxar a tensão e de trazer um pouco de alegria para os dias que antecedem um jogo decisivo. Conclui que “Concert by the Sea” foi a trilha preferida do filhote de cão pastor que morou dois meses em casa. Ouvíamos juntos entre um gole de uísque e um biscoito Purina. Belo disco. Pura alegria.
E, depois que o jogo acabou, confesso que veio aquele tiquinho de tristeza que toda a grande alegria tem. É lógico, pois não seremos mais tão felizes quanto estamos quando somos realmente felizes. O pós-felicidade nunca será igual à verdadeira felicidade. O triste da felicidade é que, nela, o presente é sempre melhor do que o futuro.
Enfim, quando o jogo acabou lembrei-me de que Thelonius Monk também esteve lá no Japão no primeiro título tricolor. Monk com aquele jeito estranho: ele se levantava do banco de reservas, próximo ao Telê Santana, dava três voltas em 360 graus em torno de si e voltava para o mesmo lugar. Muito estranho esse tal de Monk. Com seus toques precisos e monotonais.
Não confundir monotonal com monótono. Monk tocava sempre com a mesma intensidade. E, ao mesmo tempo, era belo pois nunca foi estático. Todas as suas notas têm a mesma força. Mas, a intensidade equânime de Monk é também ágil, precisa e ritmada. Eu diria que o primeiro mundial do São Paulo, aquele de 1992, foi um caso clássico de “Time Thelonius Monk”. Pois, além de toques precisos, perfeitos e intensos, aquele time tinha inventividade.
E são poucos os jazzistas que inventaram tantos temas como Monk. Monk compôs Evidence. Muller deu aquele drible histórico no Ferrer, antes de cruzar para o primeiro gol do Raí. (Aliás, passaram-se 13 anos e me pergunto se o Ferrer já encontrou aquela bola. Acho que ele continua procurando até hoje. Quem sabe, em algum time mediano na Espanha.)
Voltando ao Monk, ele fez Epistrophy. E Ronaldo Luis salvou aquela bola em cima da linha. Monk compôs Blue Monk. E Raí, tocou para Cafu, que parou a bola para Raí, que morreu no ângulo de Zubizarreta. Monk e sua precisão inventiva igualou-se a Telê, o técnico dos técnicos.
Foi uma pena perdermos, no ano seguinte, Monk e Raí. Deu tanta nostalgia que, neste ano, lançaram “Thelonius Monk e John Coltrane no Carnegie Hall” e o revival “São Paulo 4x0 Real Madrid, ao vivo da Galicia”.
Sem Monk e Raí, o time não tinha mais toques tão precisos. Mas continuou sua era de conquistas. Num estilo diferente. Era um time mais emocional. Jogava apenas com as notas pretas do piano.
As notas pretas são aquelas que dão mais emotividade. São as notas que provocam nós na garganta ou ímpetos de alegria. O São Paulo de 1993 jogava sob o toque de bemois e sustenidos. Em dezembro daquele ano, estava no estádio o pianista Art Tatum.
Tatum toca com uma rapidez e uma agilidade impressionantes. Ele desliza pelas notas pretas, como uma tabelinha Palhinha-Leonardo-Cerezo. Toques curtos, rápidos e precisos. Sempre mantendo o ritmo.
(continua...)
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 10h57
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Não tem preço.
Este moleque aí atrás é ou não é o Joãozinho da piada?

Escrito por Demas às 18h54
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Em janeiro tem Copa São Paulo...
Bolonistas e Ano Próximo,
Café com leite e bolacha de água e sal. É um vício. Não sou muito fã desses elementos isolados. Mas juntos, ganham ares de banquete. E porque digo isso? Definitivamente não sei. Talvez para começar assunto. Ou o texto.
O fato é que 2006 tem Copa do Mundo. Minha primeira memória de Copa do Mundo é muito distante, muito. É Chicão, volantão tricolor, contra os argentinos. Arrancamos um empate na casa dos hermanos e em plena Copa deles. De nós, não ganharam e depois soube, por leitura e teipe, que ganharam de forma um tanto estranha a vaga, numa improvável goleada contra os peruanos, por um placar elástico, esportiva e, dizem, moralmente falando. Ou escrevendo. Chicão entrou naquele jogo e foi uma espécie de leão de chácara. Minhas memórias daquela Copa evidentemente são memórias pouco confiáveis. Chicão, não. Este era plenamente confiável. Intransponível. Raçudo. Atestam alguns que era violento. Duvido. Chicão, de qualquer forma, foi um leão naquele jogo e o resultado foi empate. De nós, não ganharam.
As memórias de 82 já são muito mais confiáveis. Confiabilidade que decorre, e muito, daquele 3 x 2, inapelável. Zoff, Gentile, Scirea e ele, Rossi. Paolo Rossi. Mas lembro também do timaço da França, de Platini, Tresor e Tigana. Torci muito pelos franceses contra os germânicos. Jogo de semifinal. Deu Alemanha, que com a Alemanha não se brinca. Mas o time de Rochetau jogava o fino, e isso é o que importa. Sempre, e sempre mesmo, é a Copa do Brasil de Telê. Mas é a Copa da França de Platini, também. Poucos jogavam com a classe daquele baixinho. Quem não teve o prazer da assistir, o camisa dez azul tem um "dvd" que circula pelas bancas de jornal. Eita, craque.
Maradona jogou aquela copa, também. Não foi bem e tomou uma piaba do Brasil de Telê. E perdeu a cabeça, desferindo um golpe mortal em Batista, o volantão do Internacional. Maradona eu vi jogar, também. Vi Denis dar um chapéu no craque, o que vale a redenção de qualquer cabeça de bagre, com todo respeito ao lateral esquerdo. Mas vi Maradona fazer coisas do arco. Há um cruzamento que ele fez de chaleira, num jogo da seleção argentina. Carambolas, gênio. Maradona é a própria Copa de 86 no México. O time do Brasil era confuso, muito confuso. Mas tinha Careca, que golaço contra os franceses. Aquela Copa podia ter sido de Careca também. Pensando bem, foi. Careca é daqueles que quem viu, viu. Quem não viu, não crê. Careca, era tricolor.
Um programa divertido da época era, aos domingos, ver Carecone e Maradona, na narração de Sílvio Luís. Os jogos do Napoli eram assíduos na telinha. Sorte nossa. Um pouco antes do almoço. Macarrão. E Napoli. Isso era antes da cerveja também.... pensando bem eu devia assistir aos jogos com um copo de café com leite e bolachas de água e sal. Era um bom programa.
As outras copas são outras. Pertencem a um outro mundo e um outro olhar se abate sobre elas. As lembranças são outras. Provavelmente se perdem por aí. O que não se perde é aquele frio que dá quando o time entra em campo. Menos em 90, que o time era ruim mesmo e nós sabíamos que não ia dar. Aliás, que copa horrorosa aquela. Teremos outra Copa em 2006. O que será que vamos ter? Bem sei que torço para que o Parreira deixe de ser este chato teórico que ele é.
Alguém aí tem o "dvd" do Ronaldinho Gaúcho? Preciso emprestar para os meus filhos. Encerrando, este ano acaba. Eu gosto muito de café, sem leite e sem bolacha. Do expresso, mais. Quase um vício. Quase, não. É. Escrevo para dizer adeus ao ano de 2005. Esta é a última Coluna do Amaral do ano, salvo intempérie ou alguma coisa que tenha que escapulir para o papel, deixar de ser idéia e virar texto. Este espaço que saborosamente me coube nesta galeria. Outro vício. Assim como gostar de futebol e de falar de futebol, que as vezes, quase sempre, é até mais saboroso. E antes de sair, Autuori fica. Melhor para os fatos, muito melhor. Feliz ano de 2006 para todos nós. Um grande abraço.
27.12.05
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 18h39
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Valeu.
Eu tenho muita sorte de ser um bolonista. Muita sorte. Vocês não fazem idéia o quanto são importantes. Muito obrigado. E um belo 2006 pela frente.
Escrito por Demas às 19h08
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Esse é guerreiro

Escrito por Zecão às 13h05
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Não tinha um ponta de lança de nome Natal????
Boa Noite, Bolonistas...
"Para Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro" – Chico Buarque, O Futebol.
Acabo de desligar o celular. Minto. Antes, jantei com a Dani. Mas o fato é que acabo de bater um papo pelo telefone com Os Bolonistas. Fico imaginando como seria feio o ano de 2005 sem eles. O ano que foi, sinceramente, difícil.
Sinceramente, foi neste ano que resolvi preferir o Atlético ao Cruzeiro. Nunca achei que um alvinegro, exceto o XV de Piracicaba e o Treze, ia acabar ganhando minha simpatia. Confesso que em Minas sou mais América. É menos perigoso e lá jogou o Palhinha, o campeão do mundo e não o do gol de nariz. Se bem que ambos jogavam bem, completavam o time. É do América, também, Ronaldo Luís. Este é estátua, lá em Cícero Pompeu.
Estátua, como o busto do Galinho lá em Salvador. Há na boa terra muita gente adepta de um sofrimento momentâneo – será? -, que é torcer para um time que disputa vaga na Sulamericana. De qualquer forma, pelo que sei, a Bahia tem o Vitória, o Bahia, o Galícia e o Fluminense de Feira de Santana, mas são os americanos que de lá mandam notícias sobre a vida, em ébrias palavras e bonitas rimas, e que tem recuperações fantásticas nos certames bolonísticos, ao menos neste ano.
Foi neste ano, também, que resolvi redescobrir a camisa do 4 de Julho de Piripiri. A camisa está lá, entre a do Botafogo de João Pessoa e a do América de Natal, fazendo sombra para a camisa do Corisabá, também do Piauí. Quem nunca foi ao Piauí, não conhece o Delta, a Serra da Capivara e o Restaurante do Dedé, em Luís Corrêa. Aliás, a Serra é dos locais mais lindos do planeta. O fato é que quem não conhece o Piauí desconhece o brasileiro, isto é fato.
Fato, também, que a Argentina sabe de bola. E muito. Outro dia assisti a um Ginasia contra sei lá quem, só para ter assunto neste sítio eletrônico. Sabe como é, precisamos saber do futebol argentino. Jogo bom de assistir, confesso. Os caras tocam bem. Alberto Helena diz que o estilo deles é o toco e me vou, que o cronista escreve em castelhano e eu não me atrevo a isso não.
Não me atrevo mais a falar de futebol de botão, sem antes consultar manual. Outro dia descobri um libreto, nunca utilizado, sobre regras de ludopédio de mesa. Acho que vou pedir para alguém digitar e colocar no nosso sítio. Quantas caixas de time de botão eu não achei este ano. No fundo, lá no fundo, tinha guardado a maioria dos times, na esperança de rever os meus campeonatos e encontrar alguém para falar deles.
Deles, o que eu me lembro, é o sorriso de campeão brasileiro. Pouco importava os sarros ou a dor de cotovelo dos demais. A ternura de um deles quase é escondida na vasta digitação do nome do time quatro vezes campeão na tela do nosso diário. Escreveu uma, duas, seis, zilhões de vezes a mesma coisa. Talvez quisesse crer naquilo que os outros sacaneavam. Outro, teorizou e postou a teoria dos jogos. Este sítio, um dia, irá virar almanaque e as crianças aprenderão noções de tudo, geografia, política, economia e sei lá mais quais assuntos. E tem outro, que também tem um lá suas manias. Para este o sítio se chamaria "bellabosta", um nome impróprio para as digressões sobre o esporte bretão, mas que seria, com certeza, uma boa razão para abrir uma cerveja. Afinal, se é, é. Se não é, bela bosta. Há ainda outro desses seres de São Jorge, mas este é meu sócio, e se é sócio não preciso explicar muito. Só sei que ele não sabe a escalação completa do time que foi para a Copa de 1990 e acho que para um Bolonista isso é algo imperdoável. Taffarel, Zé Carlos e Acácio. Mazinho, Jorginho e Branco. Mauro Galvão, Ricardo Gomes, Ricardo Rocha, Mozer e Aldair. Dunga, Alemão. Valdo, Silas, Bismark, Tita. Muller, Careca, Romário, Bebeto e Renato Gaúcho.
Renato Gaúcho, aliás, que é carioca demais. Prefiro o Portaluppi e seus goles geniais contra o Hamburgo. Se bem que o gol de barriga naquele Flu X Fla é coisa deliciosa de canal 100. Mas não fui eu quem disse isso. Ouvi, ou li, não importa, esta explicação sobre os Renatos. E ouvi, li, confesso que não importa, várias outras definições da pena, ou das teclas, de um filósofo que criou um "protoblog" lá nos idos de 98. E dá saudade.
E não dá. Porque estamos aqui exercitando. Eu não estive no Bella Rubia neste dia 22. Ou estive? Nem me lembro. Lembro, sim, da final do Campeonato do Gelo, dos goles de Dida, do gol de Basílio e do faz me rir, lembro de Rui, de Bauer e de Noronha. Lembro do jogo que estivemos juntos em Estocolmo, na final de 58, daquela memorável goleada. Recordo daquelas partidas renhidas contra os checos, acho que foi em 38. Euzébio, Cruiff e Ademir nos cromos ilustrados.
Bom sonho a todos. Feliz natal, Bolonistas.
"Bola com Kaká, domina e vai para cima, um, dois, três... genial. Recebe Ronaldinho, mata a bola, deslancha, calcanhar, espetacular.... Fenômeno, Adriano.... e goooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllll!!!!!!!!!!! Mineiro, Mineiro, camisa sete!!!!" .....
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 00h47
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Questão de Ordem
Saiu hoje o resultado do prêmio ao melhor atleta latino-americano promovido pela Agência EFE.
Em primeiro, nenhuma surpresa: o Gaúcho terá de apertar na prateleira mais um troféu.
Foram lembrados também Ginóbili, Nalbandián e Tévez.
Mas a maior surpresa foi a premiação de Jefferson Pérez, campeão mundial na marcha atlética de 20 quilômetros, em Helsinque.
E eu que não dava nada pra esse Senador.
Escrito por Demas às 11h55
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Sonho pega vida, uma trilogia. Trilogia? Segue a quarta parte.
23: Dinamite (agora já um ponta esquerda) lança perfeitamente para o arremate de Anderson. EZI 4 X EBR 1.
24: Maradona tenta cavar um pênalti. O juiz não marca e Diego sai reclamando, braços abertos etc.
26: Cruzamento para Dinamite na área: o velhote cai de costas.
26: Dinamite recebe a bola e faz um golaço. Gol de menino. EZI 4 X EBR 2.
27: Maradona sai de campo. Confusão: fotos, crianças, jornalistas, seguranças. Em seu lugar, Maurício – o homem que acabou com a fila do Botafogo (onde andará Paulinho Criciúma?).
28: Clayton (ái) faz um gol. EZI 4 X EBR 3.
35: Tentam lançar Roberto Dinamite em velocidade. Leitura labial minha: “Dá no pé, garoto. Dá no pé”.
37: Cla(á)yton acerta a trave.
39: Luizinho Tombo acerta a trave.
44: Leonardo, esse santo, bate boca com Jéder (nunca em minha vida vi um amistoso tão disputado).
45: Adílio põe dois adversários na roda e faz uma jogada de gênio.
46: Cláiton faz mais um. EZI 4 X EBR 4.
47: Apito.
Após o segundo tempo, mais detalhes: 5) dos titulares que jogaram a Final da Copa União contra o Inter, só faltaram Leandro e Edinho – o Flamengo não consegue reunir essa rapaziada, o Zico consegue; 2) ver o Diego, 53 quilos mais magro, despejar doses de sua genialidade é algo emocionante; 3) se fosse possível a substituição ilimitada (o sujeito entra, joga um pouquinho, bate uma falta, volta, toma uma água) e um banco com quarenta jogadores, metade dos que vi hoje eu queria na seleção; 4) não há um caso de tamanha sorte seguida de tamanho azar como o que ocorreu com os flamenguistas de nossa geração.
Bolonistas, lembram-se daquele jogo que inventei, lá no começo do blog? Esqueçam. Esse aí de cima eu vi, na vera. Foi meu presente de Natal. Aliás, Feliz Natal a todos.
Escrito por Demas às 00h07
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Sonho pega vida, uma trilogia - Parte 3
Antes do segundo tempo, alguns detalhes: 1) Djalminha trocou passes – vários e lindos – com Renato; lembram-se dos dois trocando murros em 93, Fla X Flu em Caio Martins?; 2) Bebeto continua caindo como um palhaço e jogando o fino; 3) Maradona (o melhor em campo, de longe) jogou todo o primeiro tempo com as chuteiras desamarradas; 4) Edu, o filho do Zico que teve a prudência de desistir do Futebol foi o promotor do jogo e teve uma idéia inusitada: colocar luzes internas para iluminar as traves. A diferença foi incrível: nenhuma.
Segundo tempo.
De um lado: entram Josimar (a Camisa 13 às costas), Nunes, Andrade, Leonardo, Jorginho (de zagueiro central), Cláudio Adão e Adílio (que reentra). Zico e Maradona continuam.
No outro, uma devassidão: Rodrigo (filho do Júnior), Jéder, Rubens Júnior, Torres (aquele, o filho do Capita), Anderson (que sorte tem o Grêmio com esses moleques), Clayton (só pra frisar: Cláiton, não Clêiton), Marcus Vinícius, Paulinho (lembram-se, corinthianos?) e duas maravilhas: Luizinho Lemos (ele não gosta de Luizinho Tombo) e Roberto Dinamite (de meia esquerda).
6: Falta para o time azul. Na cobrança, Roberto Dinamite. Na barreira, imaginem: Andrade, Adílio, Jorginho e Maradona (!!!!!!!). Bola pra fora.
6 (!!!!!!!): O juiz marca impedimento de Maradona.
7: Uma tabela magistral entre Luizinho Lemos (eu adoro o América) e Andrade. Quase gol.
9: Zico pede água. Sai quase morto. Quem entra? Quem? Júlio César, o Uri Geller (meu Deus, como eu adorava esse cara!!!).
11: Cláudio Adão passa para Adílio, que passa para Maradona, que passa para Nunes acertar o travessão. Tudo de primeira.
14: Um passe de Dinamite com açúcar e afeto para Luizinho Lemos: Zé Caaaaaaaarlos!!!!
16: Maradona lança Cláudio Adão, que mata de chaleira. A bola bate na mão de Jéder, mas o juiz nada marca.
17: Anderson (que menino bão!) tenta encobrir Zé Carlos. Adivinhem: Zé Carlossssss!!!!
21: Nunes emenda uma bicudaça pra gol. Bandeirantes, o Canal do Esporte.
22: Idem.
Escrito por Demas às 00h05
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Sonho pega vida, uma trilogia - Parte 2
O jogo começou aos 4. Segue o resto.
7: Thiago, o filho, dá um passe para Wagner Love marcar o primeiro das Estrelas do Zico. EZI 1 X EBR 0.
15: Idem. EZI 2 X EBR 0.
18: Zé Carlos (ele não era grosso?) defende uma sensacional seqüência de chutes de Djalminha e Renato Gaúcho.
18: Na saída de bola, Zico (gripadíssimo) quase marca. O Ciarelli (acreditem) defende lindamente.
23: Um belo passe de Zinho para Love, e mais um gol. EZI 3 X EBR 0.
24: Bebeto na cara do gol e mais uma defesa inacreditável de Zé Carlos.
25: Pra descontar, Zico dá um peixinho e desfere uma cabeçada perfeita: Ciarelli espalma (acreditem!).
31: Renato Gaúcho tenta fazer graça na frente de Júnior, que fica estático. O único movimento que faz é pra tomar a bola, sem falta, e deixar Renato sem rumo.
33: Maradona (até aqui o melhor em campo, não só pela categoria, mas – fundamentalmente – pela movimentação em campo) desfere um chutaço pela esquerda. Ciarelli (acreditem!!) espalma para escanteio.
35: Zico e Maradona se procuram, sempre, e se acham, quase sempre.
36: Um belo passe de Zico para Carlos Alberto. EZI 4 X EBR 0.
43: Um cruzamento sensacional de Renato Gaúcho encontra Gabriel livre: Zé Carlos defende como um menino.
45: Bebeto sofre pênalti de Zé Carlos e na seqüência Renato marca. Tarde demais: Wagner Tardelli já havia marcado o penal.
46: Adivinhem: Renato Gaúcho cobra e Zé Carlos defende, como um gato. Aliás, creio ser o momento de dizer que o Zé Carlos hoje é muito melhor que o Getúlio Vargas. Getúlio Vargas? Sim, flamenguistas, esse é o nome do goleiro de vocês para 2006.
48: Apito.
Escrito por Demas às 00h03
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Sonho pega vida, uma trilogia - Parte 1
Bolonistas, bolonistas:
Há pouquíssimo tempo inauguramos nosso diário ludopédico. Pouquíssimo. Lembro a surpresa ao ver a página, a alegria nos primeiros textos, as complicações digitais. Hoje, vinga o hábito das atualizações horárias, a antecipação do estilo de cada um, a expectativa de uma imagem acompanhada de um comentário esperto. Deu certo o blog. Deu certo.
Tão certo que já cultivo lembranças dele. Dos textos de todos. Até dos meus. Destaco duas lembranças de minha pena: disse uma vez que temos responsabilidade imensa sobre nossos menores atos, que as conseqüências são imprevisíveis. Outra, descrevi um jogo inexistente na memória dos outros, só na minha: os irmãos de Ribeirão com o mesmo uniforme.
São as duas lembranças que importam agora, já que neste momento tenho de reformular a primeira e esquecer a segunda. O fato é, bolonistas, que temos responsabilidade até sobre o sonho, que às vezes pega vida.
Vejam só o que aconteceu hoje. Adianto que será cacete, que escrevo pra mim, cacete.
Hoje vi o jogo das Estrelas do Zico contra as Estrelas do Brasil, camisas vermelhas contra azuis. Foi meu sonho com ossos e carnes. Foi a minha crônica imaginária por água abaixo, que a vida foi maior.
De um lado: Zé Carlos (20 anos de Fla); Delacir (o Flamengo tem cada coisa), Ricardo (tinha de ter um amigo do Zico que joga no Japão), Régis (esse não pára quieto) e Zinho (sim, lateral esquerdo); Júnior, Adílio, Thiago (filho é filho), Carlos Alberto (o do Corinthians) e Zico; Wagner Love.
Do outro: Ciarelli (aquele do Big Brother – juro por Deus); Válber (esse desperdiçou todas), Mauro Galvão e Márcio Santos; Gabriel, Aílton (que dribles em 95 – contra a Lusa foi sorte), Beto (continua valendo duas chuteiras), Djalminha (vide Válber) e Hugo (aff); Bebeto e Renato Gaúcho (o 1987 dos flamenguistas é o 2000 dos corinthianos, não é?).
Disse que o Adílio estava no time vermelho? Minto: começou o jogo e aos 4 já tinha confusão. Fotógrafos, crianças, jornalistas, atletas cercavam Maradona, que chegou atrasado. A confusão foi tanta que o anfitrião pagou geral e arrastou o Pibe para campo. Azar do Adílio. Então, Maradona no lugar de Adílio.
Escrito por Demas às 23h51
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A cena do jogo
Bolonistas, confesso que houve uma cena no jogo de Yokohama que me emocionou mais que o gol do Mineiro. Era uma faixa, estendida no intervalo. Dizia: "Dani, parabéns pelo filho!" Não sei se é a Dani que eu imagino. Mas, para mim, sempre será! A faixa, na verdade, é assim: "Dani e Fe Amaral, parabéns pelo pequeno Leonel!" Mal sabem que o Leonel será presidente do São Paulo...
Escrito por Jubas às 18h50
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Reflexões sobre o tricampeonato
Confissões da Segunda Paternidade
Perguntas e Respostas
"Ô Paiê..... Ô Paiê...."
Olhos curiosos. Eles falam pelos olhos, quase sempre. Olhares atentos e olhando a tudo e ao todo. E tudo acaba sendo motivo de pergunta, de porquês e de inevitáveis embaraços, porque explicar as razões de tal coisa ser amarela e não verde é algo que sequer os físicos sabem definir.
"Ô Paiê...."
Estávamos na quadra do prédio. Acompanhados de uma simpática bola de futebol do Tricolor, aquela altura já tricampeão do mundo. Torço muito para que a bola de futebol seja para ele algo mais íntimo do que é para mim. Eu venero a bola, idolatro. Mas a chamo de Vossa Excelência. Enfim, eles que sejam bons amigos. Tinha chovido, bastante, na noite anterior. A quadra tinha poças consideráveis e foi inevitável que pai e filho ficassem descalços brincando de escorregar pelo limo que se tornou a quadra. Eu tentei segurá-lo algumas vezes, noutras ele caiu. E ria. "Porque cai? Porque o Antônio cai, papai?" "Porque a quadra está escorregadia por causa da chuva."
"Ô Paiê... Paiiiiiiiiêêê!!!"
Inevitáveis algumas perguntas, e acho que ele de fato queria muito boas respostas, para as novidades dos últimos dias. "Pai, porque o Leonel não fica de pé?". "Porque o Leonel não fala?". "Porque a mamãe fica com o Leonel?" Fui respondendo, uma a uma, as questões. As respostas seriam convincentes se a velocidade das perguntas fosse um pouquinho menor. E os olhos... falando, gesticulando. Perguntando. Entre uma risada e outra, um escorregão a mais, um chute na bola e um grito de "tricampeão" que deixou o pai totalmente imenso parecendo balão que ia explodir.
"Ô Paiê...."
Ops... Num átimo ele correu para dar outro chute na pelota e bum... rastabum no chão, de costas, com os pés erguidos, tombo de cinema. A camiseta branca ficou escura. E chorou. Saí correndo para acudir. "Filho, acontece, não foi nada!" Um abraço e os soluços continuavam, foi só o susto. "Pai, papai, porque o Antônio caiu?" "Ora, filho, o Marco Antônio correu e escorregou no chão molhado, isso acontece." "Pai, mas porque caiu?" "Filho, o papai quando tinha a sua idade também caía bastante." "E quem levantava o papai?" "O seu avô filho, o vô Nilton, que é o pai do papai."
Enquanto isso, Leonel está ninando no colo da mãe. Feliz da vida. O danado já sorri e os olhos já sabem falar... o irmão entra em casa: "Mamãe... Mamãe... o papai levantou o Antônio, disse filho não foi nada, isso acontece." Acontece, filho. Acontece sempre. Pergunte para a Vó Lena.
21.12.05
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 18h37
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A falta que faz o Mineiro
Ontem, estava vendo o jogo do Barcelona. Eles mostraram os prêmios da Fifa: Ronaldinho, melhor do Mundo; Messi, revelação do Mundo; Eto, terceiro melhor do Mundo. Mas o título de Campeão do Mundo eles não têm!!!
Escrito por Jubas às 15h55
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Tucanês
“Não me deixaram ganhar”, diz Luxemburgo
Santos - Vanderlei Luxemburgo foi apresentado nesta quarta-feira, no final da manhã, como novo técnico do Santos e fez algumas revelações. Demonstrandos certo arrependimento, admitiu que se fosse hoje, não trocaria o Santos pelo Real Madrid. Apesar disso, garante que não se sente derrotado. “Eu não perdi. Não me deixaram ganhar”, resumiu ele.
O treinador contou também que recebeu propostas do Internacional e do Fluminense, mas preferiu voltar à Vila Belmiro - de onde saiu no final de 2004. Luxemburgo revelou ainda que está participando diretamente das negociações para levar o corintiano Fábio Costa de volta para a Baixada Santista. Veja alguns dos principais pontos da entrevista:
A experiência no Real Madrid: “Não perdi. Não me deixaram ganhar. Eu não me sinto derrotado. Minha grande vitória foi ter ido para lá. Não sei de nenhum técnico brasileiro que tenha saído para um projeto como aquele. Apesar de não ter continuado, foi uma experiência fantástica. Trabalhar com jogadors diferentes, com culturas diferentes foi muito bom para mim. Volto mais fortalecido e com uma experiência que não tinha quando saí daqui. Hoje eu não sei se faria isso. Deixar um projeto como o do Santos (que disputaria a Libertadores) e ir para lá”.
A Volta: “Eu estou bem. Tranqüilo. Bem disposto e bastante motivado. Foi enriquecedor (trabalhar no Real) e tenho certeza que volto melhor. Hoje eu posso dizer que a diferença entre o futebol brasileiro e da Europa é a economia. A economia européia é muito forte. De resto, não perdemos em nada. Os clubes daqui também têm planejamento”.
Dívida com o Santos: - “Não acho que esteja em dívida com o Santos. Quando saí foi para atender a um projeto pessoal e o fiz no início de uma temporada. O clube teve tempo para se preparar. Além disso, eu avisou várias vezes que isso poderia acontecer”.
Promessa: “Quando eu sai do Santos para o Real Madrid, eu prometi ao presidente Marcelo Teixeira que daria prioridade ao Santos caso voltasse. E foi o que eu fiz. Recebei propostas do Inter e do Fluminense, mas preferi cumprir a minha promessa”.
Contratações: Essa foi uma das diferenças minhas no Real (a participação na montagem do time). Aqui eu estou fazendo o que sempre fiz. O Fábio Costa foi uma indicação minha. É um jogador que eu conheço muito bem do pré-olímpico e que tem uma história no clube. Ainda não está definido, mas ele vai ser nosso, com certeza”.
Projetos: - O nosso primeiro objetivo aqui (no Santos) é ganhar o Campeonato Paulista. Depois, buscar uma vaga na Libertadores. Vamos trabalhar na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro para conseguir uma vaga na Libertadores".
Escrito por Zecão às 14h02
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CHEGA DE ATRAVESSADORES!!!!
No mundo dos negócios, é preciso ser direto..pra que pagar um terceirizado e correr riscos, se é possível ter um empregado para executar as tarefas necessárias??
Fora do STJD, Luiz Zveiter já prega a renovação do tribunal
SERGIO RANGEL da Folha de S.Paulo, no Rio
Ao deixar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), destituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anteontem, o desembargador Luiz Zveiter mudou o discurso: disse que o órgão não precisa mais de magistrados e pregou a alternância de poder.
Antes de ser impedido de ficar, ele pregava que os juízes davam mais credibilidade aos tribunais esportivos. E, com um intervalo de um ano, ficou por dez anos à frente do STJD, sem permitir a renovação do órgão.
"Acho que cumprimos o nosso papel [magistrados]. Sem nenhum interesse, demos a nossa contribuição. Ninguém pode se perenizar no cargo", disse Zveiter.
Com esse discurso, ele reafirmou que não vai recorrer da decisão do CNJ -havia possibilidade de tentar reverter a decisão.
Desembargador da 9ª Câmara Cível, disse que vai se dedicar ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde vai concorrer à vaga de corregedor-geral. No futuro, a intenção de Zveiter é assumir a presidência do órgão.
Para substituí-lo na presidência do tribunal do esporte, indicou Rubens Aprobatto, ex-presidente do OAB, que foi seu aliado.
A partir de 1º de janeiro, o advogado já será o comandante do tribunal de forma provisória, como mais antigo auditor. Isso porque o vice-presidente do STJD, Nelson Thomaz Braga, também será destituído porque é desembargador do Tribunal Regional do Trabalho-RJ, cargo que não pretende abandonar no momento.
"O Aprobatto é um bom nome por causa da sua experiência", afirmou Zveiter.
Escrito por Ogro às 12h29
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Agora vai!
Kleber Leite assume cargo no Flamengo
Rio de Janeiro - O ex-presidente Kleber Leite aceitou o convite do presidente Marcio Braga e assume, nesta quarta-feira, o cargo de vice-presidente de Futebol do Flamengo. Kleber já vinha colaborando com o clube havia meses, desde quando se prontificou a ajudar na recuperação do time que estava ameaçado de rebaixamento para a Segunda Divisão.
Kleber Leite relutava em aceitar oficialmente o cargo que vinha desempenhando por ter de tocar seus negócios particulares. “Vinha adiando tomar posse, pois preciso ver meus negócios. Mas, num ano eleitoral no clube, não vamos permitir que isso possa interferir no futebol. Vamos blindar o setor mais importante do Flamengo”.
Kleber já vem trabalhando na renovação de contratos dos jogadores, enquanto estuda novas aquisições para o elenco.
Escrito por Zecão às 10h53
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Vai entender
Ainda bem que o Felipão não é mais o técnico da seleção.
Felipão e Zico não votaram em Ronaldinho
São Paulo - Ronaldinho Gaúcho não está nem entre os três melhores jogadores do mundo para dois conceituados técnicos brasileiros: Luiz Felipe Scolari, que dirige a seleção portuguesa, e Zico, do Japão. Os dois ignoraram o craque na votação da Fifa, que o elegeu melhor jogador do mundo no ano pela segunda vez consecutiva. O troféu foi entregue na segunda-feira, em festa de gala em Zurique, na Suíça.
A entidade divulgou a relação com as escolhas dos treinadores e capitães das seleções nacionais e os votos mais surpreendentes foram de Felipão e Zico. Atual campeão mundial, o comandante de Portugal pôs Kaká, do Milan, no primeiro lugar, Lampard, do Chelsea, no segundo e Ibrahimovic, da Juventus, no terceiro. Zico optou por Adriano, da Internazionale, Kaká e Lampard. Os rivais da Argentina, o técnico Jose Pekerman e o lateral Sorín, foram outros que não o citaram.
Alguns dos mais badalados jogadores também ignoraram o meia-atacante do Barcelona, como Zidane e Raúl, que não votaram em nenhum brasileiro. Na lista de Zidane apareceram Drogba, Maldini e Raúl. Raúl destacou Zidane, Van Nistelrooy e Gerrard.
A imprensa internacional fez uma série de especulações após a divulgação dos votos. Uma delas: Raúl e Zidane, ambos do Real Madrid, não têm muita simpatia por brasileiros e, por isso, os ignoraram na eleição da Fifa. No clube espanhol, eles convivem com vários atletas do país tetracampeão: Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho e Júlio Baptista.
Apesar de não ter recebido o reconhecimento de Felipão, Zico, Zidane e Raúl, Ronaldinho venceu a disputa com a maior votação sobre o segundo colocado nos 15 anos de existência do prêmio. Ele somou 956 pontos contra apenas 306 do inglês. O terceiro foi o camaronês Samuel Eto’o, seu colega de Barcelona, com 190.
Escrito por Zecão às 10h48
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Porra, Pelé.
Zico e Maradona jogam juntos no Rio
Rio de Janeiro - O torcedor carioca terá uma oportunidade rara na noite desta quarta-feira, quando Zico e Maradona vão atuar juntos no “Jogo das Estrelas” - uma partida amistosa beneficente que deverá reunir ex-jogadores e atletas em atividade. Além de Zico e Maradona, o jogo deverá contar com os ex-jogadores Junior, Claudio Adão, Renato Gaúcho, Jorginho, Bebeto, entre outros.
Zico disse que soube da vinda de Maradona a apenas dois dias. “Quem cuidou de tudo foi o meu filho (Junior). Ele tem uma empresa de promoções e fez tudo. Para mim foi uma surpesa muito agradável saber que Maradona viria. A gente se encontrou ontem, ele janetou em casa e eu fiquei muito feliz em vê-lo bem, recuperado”, disse Zico hoje pela manhã, no programa Redação Sportv. O jogo deverá começar ás 20h30 e será realizado no CFZ - o time fundado por Zico.
Ao desembarcar ontem no Rio, o ex-craque argentino conversou rapidamente com os jornalistas. Disse ter ficado feliz por vir ao Brasil e reecontrar Zico “um amigo de muito tempo”. Ele comentou também sobre a eleição de Ronaldinho Gaúcho como melhor do mundo pela segunda vez. “Eu concordo (com a Fifa). Acho justo, porque ele é mesmo o melhor da atualidade”, disse. Maradona só não quis falar sobre grupo da Argentina na Copa do Mundo - quando vai enfrentar Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. “Não vou falar sobre isso”, resumiu.
O Galinho explicou porque Pelé não participa do jogo. “O Pelé é que não quer jogar. Quantas vezes eu disse à ele, ‘Negão joga aí... Entra pra bater uma bolinha, uns cinco minutos, mas ele quer se preparar antes. Eu não entendo. Ele acha as pessoas vão exigir que seja o Pelé..”
A renda do evento (alimentos não perecíveis que estão sendo trocados por ingressos) será revertida para instituições beneficentes. Na preliminar, haverá o “Jogo dos Artistas”, com personalidades da TV, teatro, cinema e música.
Escrito por Zecão às 10h42
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Na Bolívia?!
Copa no Brasil ainda é só desejo, diz presidente da Fifa
FÁBIO VICTOR da Folha de S.Paulo, em Zurique
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou ontem que a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, dada como certa pela CBF e por boa parte da comunidade futebolística do país, está longe de ser uma garantia.
Conforme o rodízio continental definido pela entidade que rege o futebol mundial, a edição de 2014 será mesmo na América do Sul. Também é fato que a Conmebol (Confederação Sul-Americana) já se posicionou favorável a uma candidatura única do Brasil.
Mas, questionado pela Folha se a certeza do Brasil tinha respaldo na Fifa, o dirigente falou em outros candidatos no continente e enumerou obstáculos, deixando claro que por ora o projeto brasileiro não pode ser considerado muito mais do que um desejo.
"A única decisão tomada pelo Comitê Executivo da Fifa é que a Copa de 2014 será disputada na América do Sul, mas ainda não abrimos as inscrições de candidaturas, e todas as confederações nacionais podem apresentar uma. Se haverá só uma... não sei, talvez duas ou três. Sei que o Chile está considerando uma candidatura, talvez a Bolívia e outros países em conjunto", disse.
O Chile, que já foi sede do Mundial de 1962, é hoje o país com os melhores índices sócio-econômicos do continente.
"Não posso prever o futuro, mas o Brasil não deveria estar tão certo de que vai organizar a Copa, porque há um caderno de encargos, e o país terá de atender a todas essas exigências", prosseguiu o dirigente suíço.
Diante do sorriso de uma repórter à resposta, Blatter ainda provocou: "Você está rindo, mas organizar uma Copa do Mundo é uma coisa muito séria. Não é somente Copacabana".
O dirigente deu as declarações após uma entrevista coletiva em Zurique na qual fez um balanço do ano e traçou planos para 2006. Atendeu por alguns minutos três jornalistas brasileiros para questões relativas ao país.
O "choque de realidade" de Blatter é um alerta para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que há anos acalenta o sonho de trazer de novo o Mundial para o Brasil. No cargo desde 1989, o cartola dá sinais de que pretende seguir no comando da confederação até 2014 só por causa do projeto, ao qual dedica hoje boa parte de suas articulações políticas.
Tem se reunido com políticos em busca de apoio, já foi a Brasília fazer lobby e fez promessas a dirigentes de federações de que seus Estados seriam agraciados com uma das sedes do torneio.
Tem o governo federal como aliado: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já revelou em diversas ocasiões seu entusiasmo com a idéia, abraçada com fervor também pelo ministro do Esporte, Agnelo Queiroz.
As candidaturas à sede da Copa de 2014 serão apresentadas no ano que vem, e a escolha acontece em 2008. O Mundial de 2010 terá lugar na África do Sul.
Escrito por Zecão às 10h30
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Taguatinga, Japão
O último acerto foi seco: “Cinco, então”. Em verdade, não foi acerto, que esse já estava consolidado há dias: foi um boa-noite esquisito, próprio para noite tal. “Cinco, então”.
Às cinco, então, estava sentindo frio sob uma noite fria, quando o Ogro chegou. Arrisquei a piada: “Ah, então isto é cinco da manhã”. Rimos azedo, que às cinco ninguém está acordado. Falamos pouco, que já estávamos repetindo a semana: Gerrard, Crouch, Cissé, Reina; Rogério, Amoroso, Cicinho, Grafite. Falamos pouquíssimo do Mineiro.
Assim fomos até Taguatinga. Taguatinga? Taguatinga. Os que me conhecem pouco devem ter achado firme meu e-mail contra o orkut. Os que me conhecem bem não têm dúvida de que criei um perfil falso para continuar bisbilhotando e evitando o oposto. Pois bem, acompanhei – e mantive informado o bolonista – os preparativos sobre o encontro marcado em Taguatinga pelos tricolores daqui: Dr. Beer, em frente à Católica, aberto desde sábado para os mais novos.
Fomos os primeiros a chegar. Os primeiros não, que havia uns mais fortes do lado de fora. Mas fomos os primeiríssimos a marcar o território: escolher uma mesa e firmar bandeira. Falamos pouco: já havíamos repetido a semana. Comentamos alguns clipes que passavam repetidamente na TV e esperamos. Esperamos. Vimos um pouco do 2° tempo de São Paulo e Milan (do gol de Toninho até um pouco antes do gol de Papin). Um programa evangélico e a montagem do telão. Nessa hora, o Sol já tornava os casacos desnecessários e o espaço começava a encher: bandeiras, caras pintadas, lenços nas cabeças, camisas antigas, de treino, de organizada e de goleiro.
Eu e Ogro lá, mesma mesa – trincheira segura. Nas primeiras cenas de Yokohama, a voz do Galvão e a escalação do Liverpool. “Cissé fora!”, “E Crouch?”, “Fora!”, “E aquele, aquele, aquele lateral?” “Fora”.
Começou o jogo e aí não há mais crônica, pois o jogo foi exatamente igual em todas as paisagens: Taguatinga, Vila Matilde, Tóquio, sofá; Morumbi, Guimarânia, Estádio, cama.
Todos os tricolores vivemos das cinco às dez e meia o equivalente a doze anos. Isso não se explica, mas se entende. Cheguei em casa antes do meio-dia. Antes disso, o Ogro fumou um charuto que guardava há anos para um momento único - que incluia uma alquímica mistura de emprego para a esposa, Brasília e Campeonato Mundial -, recebi um telefonema emocionado do Amaral, acompanhamos uma carreata improvável. Choramos, rimos. Doze anos.
Na volta, falamos muito do Mineiro.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Demas às 23h16
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Será mera coincidência
Mal o edmundo assinou com o palmeiras, já foi preso...
Escrito por Pedrão às 18h55
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Come quieto
Biógrafo põe Ronaldinho acima de Maradona e de Ronaldo Publicidade FÁBIO VICTOR da Folha de S.Paulo, em Zurique
Em tese, ele seria suspeito para elogiar Ronaldinho, já que escreveu uma biografia sobre o meia-atacante brasileiro. Mas o espanhol Toni Frieros, 42, coloca o craque do Barcelona num patamar acima de lendas recentes do futebol mundial com a credencial de especialista em contar a vida de melhores do mundo.
Editor-chefe do diário catalão "Sport", Frieros já escreveu biografias sobre Ronaldo, Rivaldo e Figo, todos premiados com o troféu da Fifa. E ninguém --nem mesmo Maradona-- o impressionou tanto quanto o gaúcho.
Segundo o jornalista, "Ronaldinho, La Magia de Un Crack", lançado no ano passado, já vendeu 75 mil exemplares, menos que os 100 mil de "Ronaldo, Esta es su Vida", publicado em 1997.
Ele conta que, pouco após publicar as obras sobre as trajetórias de Ronaldo e Figo, os dois deixaram o clube. "Espero que não aconteça o mesmo com Ronaldinho", diz Frieros.
Folha - Em que lugar você insere Ronaldinho na galeria dos grandes craques do futebol mundial? Toni Frieros - Não vivi a época de Pelé, mas, por tudo o que vi de Maradona e Ronaldo no Barcelona, posso assegurar que Ronaldinho supera em muito os dois. O fenômeno midiático é o mesmo, mas Ronaldinho está além deles em rendimento esportivo [ganhou uma Liga, algo que os outros não fizeram] e no espaço que ocupa no coração dos torcedores. Ronaldo e Maradona foram um "boom", Ronaldinho é adorado de uma forma constante.
Folha - Como biógrafo dos dois, como você pode comparar Ronaldo com Ronaldinho? Frieros - A grande diferença é o entorno. Ronaldo tinha o [Alexandre] Martins e o [Reinaldo] Pitta [ex-empresários do atacante, presos sob acusação de lavagem de dinheiro], que só queriam ganhar dinheiro. Ele foi para a Inter de Milão por dinheiro, Ronaldinho poderia ter ido para o Manchester ganhar mais, mas escolheu o Barcelona, onde um projeto gira em função dele. Não foi por dinheiro.
Folha - Mas em que ponto você o enquadra em relação, por exemplo, a Pelé? Frieros - É muito difícil de dizer, porque não vi nem Pelé nem Di Stefano jogarem. Mas o mérito dele é muito maior, porque hoje o futebol é mais amplo e mais competitivo. Ser o número um hoje é muito mais difícil do que há 40 anos.
Folha - Como explica o fato de, apesar da fama, Ronaldinho se manter tão discreto, como que imune a fofocas e boatos? Frieros - Ele está muito protegido por toda a família, os irmãos, a mãe, os primos e amigos que são quase parentes estão sempre o rodeando. Ele não vai com a cara aberta a nenhum lugar. Foi uma surpresa, por exemplo, até para mim que o conheço tanto, a notícia de que teve um filho [João, de quase 11 meses, fruto de um relacionamento com uma ex-dançarina do Faustão].
Escrito por Zecão às 16h30
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Ser Trimundial, vários milhares de reais, ver o mirrado Mineiro furar a invencível defesa dos gigantes do Liverpool, outros milhares de reais, partir o coração de vários ingleses, não tem preço!!!!
Do site oficial do Liverpool
SAO PAULO FC 1-0 LIVERPOOL Sunday 18 December 2005 10:20 , FIFA Club World Championship Final |
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SAO PAULO BREAK LIVERPOOL HEARTS
Liverpool's hopes of finally adding the only piece of silverware we've never won to the Anfield trophy cabinet were dashed in Yokohama as our 11-match unbeaten run finally came to an end with an underserved 1-nil defeat to Brazil's Sao Paulo.
The Reds hit the bar twice, had three goals disallowed and saw a strong penalty appeal waved away as they lost the most one-sided final we can remember. Trailing from the 27th minute to a well-worked goal from Brazilian midfielder Mineiro ? the first goal conceded by Pepe Reina since Luis Boa Morte struck for Fulham against the Spaniard back in October - Liverpool's recent knack of overturning first-half deficits in major finals finally deserted them inside Japan's freezing national stadium. While Rafael Benitez will no doubt already be planning Liverpool's tactics for the potentially more important Premiership visit of Newcastle on Boxing Day, the Reds boss will no doubt take consolation in the fact that his side performed so well in defeat. In fact, a quick glance at the statistics from this game will show a freakish amount of efforts on the Sao Paulo goal from the losing side. Luis Garcia, so often Liverpool's hero on nights like this, might have scored four or five on his own had he enjoyed just a fraction more luck in front of goal. The tiny Spaniard, who hit the bar with a header during the first-half, actually had the ball in the back of the net midway through the second half only for his celebrations to be cut short by the linesman's flag. The Garcia effort wasn't the only time Liverpool had the ball in the back of the net. Just minute's after Garcia's 'goal' was disallowed, Sami Hyypia smashed the ball beyond Ceni Rogerio in the Sao Paulo goal but this time the referee adjudged the corner to have crept out of play before finding the big Finn. Substitute Florent Sinama-Pongolle even got in on the act with just minutes of the game remaining after his 'goal' was also disallowed for offside. With Fernando Morientes going close with a header inside the first minute and then seeing an overhead kick flash wide after the interval, an equaliser always looked on the cards but when the excellent Harry Kewell - who'd earlier seena cross pushed against the bar - was practically assaulted inside the box during time added on, only for the penalty appeals to be waved way, you just knew this wasn't to be Liverpool's night. Losers on the night, Liverpool will probably still return home to Merseyside on Monday having won more new fans in this part of the world thanks to their never-say-die attitude in the final ? a stark contrast to the cynical fouling and play-acting of the Brazilian champions which left as sour taste in the mouth. Having lost here in Japan against South American opponents in both 1981 and 1984, Liverpool will have to wait at least another year before they can have another shot at filling that final void in the trophy cabinet. Until then, it's back to more domestic matters and next Monday's meeting with a certain Michael Owen. |
Escrito por Ogro às 13h59
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Boa, Renato!
Bolonistas:
Feliz surpresa ver na lista de links do nosso diário a página do Gustavo Duarte. Confesso que nunca havia feito uma visita eletrônica ao desenhista, que acompanho pelo Lance há tempos.
Que beleza de página, que beleza. Deixo aqui seus últimos desenhos, para o prazer de todos e delírio de quase metade. Mas a visita é obrigatória.

Escrito por Demas às 12h04
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Ludoterapia
Bolonistas, pacientes e impacientes, o texto é longo...
Até hoje, depois dos trinta, gosto dos meus jogos de futebol de botão. Guardo gostosas lembranças dos meus torneios. Porém, se quiser ou desejar um dia um tete a tete com Juliano tenho certeza que vou me estrepar de verde e amarelo, o cara é confederado e joga dentro das normas da Federação Internacional de Futebol de Botão. Ainda jogo sozinho. Não há regras. Pratico a mais infantil das brincadeiras, sem regras. Um botão anárquico. A única regra é a do goleiro só poder se movimentar para defender lances de bola parada. Nas demais jogadas o arqueiro é peça fixa. Talvez seja a hora de um Congresso Internacional para rediscutir as regras desta tão afetuosa brincadeira.
Todo ano e todo santo ano faço alguns jogos. Verdade que quase não há jogos materiais, pois no apartamento ainda não cabem mesa de futebol de botão, mesa de jantar, poltrona, sofá, carrinhos de brinquedo, berço e todas essas coisas da vida moderna. Mas os jogos ainda acontecem, no afeto, nas memórias. Pelejas virtuais espetaculares. Memórias de antes de dormir e dos sonhos. Existe uma prática dialética nos jogos, entre a memórias e os desejos, os fatos bons e os fatos ruins do cotidiano, do dia a dia de quem já não veste calção todos os dias do ano. Esta prática é vital, essencial. Alguns dizem que falo sozinho. Pode ser. São grandes jogos, com certeza.
Nos finais de ano, nos festejos, há uma disputa que já virou tradição. Para comemorar o encerramento das atividades futebolísticas de botão de cada ano, um time de fantasia composto pelo melhor elenco tricolor que eu vi jogar contra um convidado, um time especialmente escolhido para a festa. Apesar de ser transmitido em cadeia de rádio e televisão, a narração oficial é de rádio, até porque os jogos pelo radinho de pilha são sempre um pouco imaginários, de realidade fluída. Fico imaginando como foi Os Bolonistas de 1958, acompanhando a Copa do Mundo pelo rádio, ouvindo aos jogos do time que provavelmente era o mais Brasil de todos os "Brasis", com Didi, Pelé e Garrincha, um trio que ainda hoje ouso duvidar da existência. Os onze acompanhavam aos jogos e faziam anotações febris num surrado caderninho azul, com caneta tinteiro. Quem achar esse caderninho, por favor, em qualquer lugar do mundo e pelo preço que for, qualquer preço, traga para o baú de nossa confraria!!!
Lembro que nos festejos do ano passado a contenda foi entre o meu Tricolor dos sonhos, escalado com Zetti, Cafu, Oscar, Dario e Serginho; Chicão, Raí e Pita (aos quinze da etapa final, Cerezo); Muller, Careca e Zé Sérgio (Leonardo entrou no segundo tempo). Do outro lado o time do Once Caldas, campeão da Libertadores. O resultado foi um sonoro dezoito tentos a um, talvez para amenizar a indigesta desclassificação para o time colombiano. Raí destroçou o jogo. Mas outros jogos incríveis já aconteceram nesses prélios festivos. Lembro especialmente de um deles, o meu Tricolor contra um Tricolor de Almanaque, que foi de Poy, De Sordi, Mauro Ramos de Oliveira, Roberto Dias e Noronha; Rui, Bauer, Gérson (jogou parte da segunda etapa o argentino Sastre) e Pedro Rocha (aos quarenta do segundo, houve uma homenagem a Zizinho, que jogou os instantes finais); Leônidas e Fried (que, cansado, jogou um tempo, infernal aliás, para depois entrar Canhoteiro, que fez estripulias inenarráveis). O resultado, um fantástico quatro a quatro. Quase que o meu São Paulo perdia a invencibilidade de anos a fio. Quase.
E foi aqui nos Bolonistas que o Daniel fez a improvável comparação entre Raí e Pelé. Certo, certo, dirão vocês: Zecão só foi tirar onda de outro comentário mais fanático do Juliano. Mas que comparou, comparou. E é um exagero comparar. Mas não é. Raí é o símbolo tricolor, assim como Zico deve ser para o Flamengo, Ademir para o Palmeiras e Fried para o Paulistano. Raí é o nome do estádio de botão lá de casa. É nome de rua, de estação de metrô e é o gol dele contra o Barcelona que abre as transmissões esportivas. No meu time, ele é o capitão e desconfio que sempre será.
Para o jogo deste ano, por razões mais que evidentes, há um verdadeiro frisson na crônica esportiva. Pela primeira vez em muitos anos, o time dos sonhos será dirigido por alguém que não o Telê Santana. Mestre Telê, desta vez, receberá homenagens, justíssimas homenagens, de minhas memórias. Telê assistirá ao jogo em local de gala, junto das cabines das rádios. Para dirigir o time é convidado especial para a peleja o Paulo Autuori. Com seu jeitão quieto, discreto e de boa gente, Autuori conheci no Pirajá. E convenhamos, quem gosta de um bom chopp dá início a qualquer boa conversa. Autuori fez algumas alterações no time mágico. E mais, o convidado para o festejo é um imbatível time de ingleses, com Gordon Banks no gol, Lampard, Beckham, Kevin Keegan, Bob Moore, Bob Charlton, Lineker, cujo capitão é Gerrard. Joga o fino esse tal Gerrard! Quando os ingleses aportaram em Congonhas, disseram que eles eram os inventores do futebol e por esta razão qualquer resultado que não fosse a vitória seria inaceitável. Sei lá, achei presunçoso, mas a bola tem lá seus caprichos.
Mas o que importa, o que causa certo frenesi, são as alterações de Autuori para o jogo. Relutei, muito, a princípio. Mas Zé Sérgio sai do time. Me rendi ao argumento de que o Zé será arma letal para o segundo tempo. Sai Chicão também. Entram Mineiro e Josué, que segundo Autuori são como lápis e papel, linha e agulha, Butch Cassidy e Sundance Kid. Se um joga, o outro joga. Se não joga um, o outro fica amuado e toma cartão amarelo, logo de saída e pode acabar expulso, o que seria deveras complicado. E, para este jogo especial, o capitão Raí dará a braçadeira ao goleiro, que ganhará um busto de museu e terá o seu nome dado a uma Avenida e ao Centro de Treinamento do Time. Rogério, para nós tricolores, o arqueiro, fará com que eu tenha que resolver um problemaço para a prática do futebol de botão, que é arrumar maneira do goleiro não ser mais aquela peça fixa. Mas não tem problema, Rogério merece que façamos mudanças nas regras mais antigas, nos costumes mais arraigados. Rogério, vai lá e erga a taça, capitão. Vamos ao jogo, que comece logo.
19.12.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 22h23
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Parreira, francamente
O técnico Carlos Alberto Parreira, da Seleção Brasileira, minimizou a possibilidade de levar o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
Rogério foi eleito o melhor jogador em campo na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, onde o São Paulo derrotou o Liverpool, campeão europeu, por 1 a 0.
De acordo com Parreira, será difícil levar novamente os três goleiros da conquista do pentacampeonato - Dida, Marcos e Rogério Ceni - em razão de todos estarem com 32 anos.
¿Temos de analisar até que ponto seria interessante levar três goleiros experientes. Será que eles gostariam de ir à Copa e ficar na reserva por mais interessados que estejam¿, disse Parreira, em entrevista ao SporTV.
Outros dois goleiros estão na disputa pelas três vagas e levariam vantagem sobre Rogério na disputa - Gomes, do PSV, 24 anos, e Júlio César, da Inter de Milão, 26 anos.
Parreira desmentiu que haja algum problema pessoal com o goleiro Rogério Ceni. A última vez que o capitão do São Paulo foi convocado aconteceu no amistoso no início do ano contra a Guatemala, no Pacaembu, quando foram chamados apenas jogadores do futebol brasileiro.
"Não existe nenhum problema pessoal entre o treinador e o Rogério. Nunca houve briga. Nos gostamos e nos respeitamos. O fato de ter sido convocado ou não foi por opção técnica", comentou.
Parreira admitiu uma preferência por Dida e Marcos para as vagas de goleiros mais experientes. "O Dida está há três anos no Milan e foi campeão italiano e europeu. O Marcos foi titular na conquista do pentacampeonato e o melhor goleiro da Copa", comentou.
No entanto, o técnico lembrou que Marcos precisa resolver os seus problemas de contusão e ter uma seqüência maior jogos pelo Palmeiras
Escrito por Frank às 21h00
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Beleza, mas o GALO FORTE VINGADOR tem vários títulos internacionais
CAMPEONATOS INTERNACIONAIS 1950 - Campeão do Gelo 1976 - Campeão do Torneio Conde de Fenosa (Espanha) 1977 - Campeão do Torneio de Vigo (Espanha) 1980 - Campeão do Torneio Costa do Sol (Espanha) 1982 - Campeão do Torneio de Paris (França) 1982 - Campeão do Torneio de Bilbao (Espanha) 1983 - Campeão do Torneio de Berna (Suíça) 1984 - Campeão do Torneio de Amsterdã (Holanda) 1990 - Campeão do Torneio de Cadiz (Espanha) 1990 - Taça Ramon de Carranza (Espanha) 1992 - Campeão de Conmebol (Copa América Inter. Clubes) 1997 - Campeão da Copa Centenário (Belo Horizonte) 1997 - Bicampeão da Conmebol (Copa América Inter Clubes) 1999 - Campeão da Taça Millenium (Estados Unidos) 1999 - Campeão da Three Continent`s Cup (Taça dos Três Contine
Escrito por Frank às 20h23
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Parabéns
Salve o tricolor paulista... Parabéns aos bolonistas tricampeões.
Escrito por Frank às 20h10
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O tempora, o mores!

Escrito por Demas às 19h27
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PARABÉNS
Parabéns aos tricolores. O fato do juiz mexicano ter dado o título ao São Paulo não tira o brilho da vitória. Futebol tem dessas coisas mesmo. Pior para os ingleses.
Escrito por Fernando às 15h56
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coleção de figurinhas
Após termos derrubado times de ponta espanhóis, italianos e ingleses, sem precisar jamais de prorrogação ou disputa por penais, naturalmente o São Paulo só aceitará voltar a disputar o Mundial se for contra alguma equipe alemã, holandesa ou, em último caso, francesa. O resto perdeu a graça. Que venham o Bayern de Munique, o Ajax e o Lyon.
Escrito por Ogro às 14h24
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Até tu, Tostão?!
Como é difícil prever jogos! Vejam esse trecho da coluna do Tostão, o mestre do texto e da bola, escrita antes da final do Mundial...
"O Mineiro sempre ataca. Se ele tivesse talento ofensivo, valeria a pena. Porém, ele é confuso e raramente acerta um passe decisivo ou faz gol"
Escrito por Jubas às 14h17
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Próximo campeonato do tricolor...
Copa Intergalática - equipes classificadas:
São Paulo
Estrela Vermelha de Marte
Olimpic de Urano
Real Jupiter
Venus Rangers
Sparta Saturno
Mercurio Rapids
Internazionale de Netuno
Sociedade Esportiva Plutão
Escrito por Jubas às 14h13
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para o Zecons
com o intuito de evitar a poluição do nosso blog com centenas de palavras repetidas, vou escrever objetivamente:
- de 1980, ocasião em que nenhum dos Bolonistas tinha sequer entrado na puberdade, até os dias atuais, O TRICOLOR É O MAIOR CAMPEÃO DO MUNDO E O MAIOR CAMPEÃO DA LIBERTADORES, JUNTO COM O BOCA JUNIORS!!!!!!.
Por esta razão, digo uma única vez
"TRICAMPEÃO MUNDIAL" - O MUNDO É NOSSO"" - na nossa frente nenhum outro time
Escrito por Ogro às 11h11
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questões relevantes 2 - após o jogo
Amigos:
1 - Como disse o Caubas, o Gerrard joga o fino. Os ingleses mantiveram o domínio de bola durante quase todo o jogo e sucumbiram à tentação de serem ingleses, ou seja, alçaram bolas para a área do São Paulo o jogo inteiro;
2 - Diante disso, o tal do Rafa Benitéz, o Osvaldo de Oliveira de lá, optou por jogar com Morientes, baixo, no lugar do tal Crouch, muito difícil de marcar por cima (o fraco da defesa tricolor) e o Luis Garcia, que tem nome de cantor porto-riquenho, no lugar do Cissé, um bom jogador, que atua bem pelas pontas e joga sujo, o que poderia render um penal ou a expulsão de algum jogador do tricolor;
3 - A defesa dos caras é boa, apesar de insistir nas linhas de impedimento e anulou os atacantes, que não marcaram.
4 - O Souza, creio que teria ajudado o São Paulo a tabelar no meio de campo, coisa que deixa ingleses malucos e diminuiria a pressão na área tricolor, além de liberar mais o Cicinho e o Danilo. Mas se ele que sair do São Paulo, que vá pra puta que o pariu (leia-se Santos).
5 - O Sobrenatural de Almeida se manifesta de várias formas. Desta vez, além do espírito de Yashin, Carrizzo, Zoff e Rodolfo Rodriguez, presentes no MAIOR GOLEIRO DO BRASIL, o sobrenatural se manifestou no nosso simpático e incansável saci, o gaúcho de apelido MINEIRO, a antítese do futebol ariano praticado no velho mundo nos dias de hoje;
6- Por fim, TRICAMPEÃO MUNDIAL, algo que só quem torce para o Real Madrid, Milan, Boca, Peñarol e Nacional sabem o que é.
SAUDAÇÕES E ATÉ O TETRA!!!!!!
Escrito por Ogro às 10h35
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Então tá.
Ah, mas os europeus não ligam para o Mundial...

Escrito por Demas às 09h14
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Pra fazer um samba com beleza...
Revelo o milagre, mas poupo os santos: houve, além do Pedro, bolonistas torcendo pelo Liverpool ontem. Corintianice? Não, o motivo era mais nobre: torciam contra o Tricolor porque a tristeza dá melhores textos que a alegria, e já antecipavam a maravilha de um Amaral amargurado.
Desde ontem penso nisso. Fico encarando a tela em branco e pensando como registrar em nosso diário as impressões sobre aqueles inesquecíveis minutos em Yokohama. A grandeza de Rogério, como defini-la?
Os bolonistas agourentos estavam cobertos de razão: a alegria não é muito inspiradora, meus dedos não conseguem parir prosa alguma. Ainda estão fechados num punho lá no alto, em homenagem à indefinível grandeza de Rogério.

Escrito por Demas às 09h01
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O Sol de Yokohama
Não sei que horas eram em Yokohama, mas quando o Sol aportou no Planalto Central, o jogo estava aos exatos 32 minutos do segundo tempo. O São Paulo perdia pelo placar de 3x2 e eu acordava de um pesadelo para encarar a realidade de logo mais. Lembro-me claramente do primeiro gol do São Paulo. Foi um passe da esquerda para o Muller tocar para o gol vazio. Então, o primeiro tempo acabaria em 1x0 se não fosse um pênalti injustamente marcado para o Liverpool. Mais injusto foi o gol de empate e a expulsão do zagueiro Flávio Donizete. No segundo tempo, dois gols relâmpagos de um jogador baixinho e habilidoso. Era Milan Baros, o craque tcheco que o Liverpool não teve na final. E, quando foi marcado um pênalti em Aloisio, lembro-me de ver o placar: São Paulo 2x3 Slavia Praga. Estranhos rumos têm os nossos sonhos. O meu começou em festa e acabou num estranho pesadelo: o São Paulo perdendo para o Slavia Praga. Lembro-me que o Slavia vestia branco, e não o vermelho diabólico do Liverpool. E nos ombros a camisa se tornava violeta. Foi exatamente quando o Aloisio converteu o segundo gol tricolor que o placar mostrou o nome do Slavia e anunciou: 32 minutos do segundo tempo... Foi nesse exato momento que o Sol começou a surgir aqui no alto do Planalto Central e, finalmente, acordei para o duro jogo da realidade. O Sol era alaranjado grande e redondo. Veio acompanhado de umas listas igualmente alaranjadas, mas contínuas, de modo que não podia ver onde começavam, nem de onde acabavam. Iam para o infinito. Já me disseram que o horizonte de Brasília, a visão diária do chão de nuvens sem fim, nos traz um mar de possibilidades. É como se pudéssemos sempre ir adiante. É como se as utopias pudessem se realizar todos os dias. Basta nos orientarmos pelo horizonte, pelo amanhã, pelo futuro, pela utopia. Bem, aquele horizonte no centrão do Brasil era, na verdade, japonês. Era um Sol típico de Yokohama. Eu já estava em Yokohama. Passei todos os últimos dias da semana por lá. Aliás, acho que estou em Yokohama há meses. Estive nos centros de treinamento, nos restaurantes de hotel, ouvi preleções e fiz compras nas horas vagas, gastando dólares e mais dólares. Ri das diferenças culturais com os japoneses. Fiquei nervoso após o jogo com o Saprissa, mas nunca entreguei os pontos. Sempre acreditei. E, no meu último dia em Yokohama, acordei de um verdadeiro pesadelo, de um 3x2, inacabado aos 32 do segundo tempo, com jogadores que já se aposentaram ou que nem jogaram. Acordei para ver a realidade de mais uma final de mundial: São Paulo x Liverpool. Tentei antecipar o jogo de outras formas, não apenas nesse sonho. Num campeonato recente de Botão, quis ver São Paulo x Liverpool na final. Mas os Reds perderam para o Bayern, que logo depois eliminou o São Paulo – apenas para igualar as minhas expectativas para o jogo real de Yokohama. Um dos motivos da derrota do São Paulo era a minha estranheza com a escalação. O jogo que tenho do São Paulo é de 1983. Logo, já teve Careca, Muller, Sydnei, Raí, Cafu, Cerezo, Leonardo e tantos craques. Eu me incomodava com um time com tão poucos atacantes. E me irritava particularmente ver o botão de número 7, Muller, artilheiro de tantos campeonatos, como um jogador volante e destruidor. O 7 tricolor sempre jogou pelas pontas e marcou muitos gols. O 7 atual, Mineiro, tinha que ficar no meio-campo destruindo o jogo adversário e balançava poucas vezes as redes. Lembro-me que o 7 atual fez um gol no Bayern e fiquei meio transtornado a ponto de o adversário ter virado o jogo logo depois e eliminado aquele errante São Paulo. Nenhum 7 volante poderia se igualar aquele 7 artilheiro. Aquele 7 foi por quase dez anos foi o melhor ponta do Morumbi. E também do meu campo de Botão. Hoje, a realidade mostrou que também pode ser utópica, inverossímel e imprevisível. O 7 volante foi o herói, o autor do gol dos sonhos. E eu ouvi na televisão o 7 ponta, aposentado dos gramados, chorar após o gol do 7 volante. E um comentário irônico: Mas que camisa... O jogo em Yokohama não teve Sol. Foi disputado sob os refletores artificiais da realidade. Para mim, esse jogo foi um verdadeiro clarão. Foi o significado da mais pura utopia. O de que ela pode, sim, se tornar verdade. E que esse é o horizonte que devemos buscar sempre.
Escrito por Jubas às 21h32
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Agora falta o tetra
O São Paulo foi brilhante. Acordei cedo, pouco disposto a ver o jogo. O Corinthians não estava em campo e o dia seria muito longo, com muita tarefa a cumprir. Mas, encarnando o espírito bolonista, fui para frente da TV, assistir à peleja entre os vermelhos e os tricolores. Logo de início uma surpresa. O treinador dos vermelhos decidira poupar alguns titulares. Sua esquadra invencível podia se dar o luxo de deixar craques no banco, preservando-os para a Liga dos Campeões.
O São Paulo chegou humilde. Liderado pelo seu super-goleiro, chegou como franco atirador, conhecendo suas virtudes. A principal delas: a periferia. Sim, o São Paulo é um time da periferia. Não aquela zona empobrecida da cidade de São Paulo, tão familiar à torcida corinthiana. Mas aquela zona de homens mestiços que se desdobram para a vitória que nunca vem.
O Liverpool é a encarnação da soberba, como são todos os clubes europeus, liderados pelo centro do capital futebolístico mundial – a UEFA. Há anos tal entidade vem construindo o seu projeto de poder, baseado na desconstrução das nacionalidades e na apropriação da maior parte do excedente do futebol mundial. Os melhores estão lá – Kaká, Ronaldo Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Messi, Gerrard, Lampard e tantos outros. Por isso, orgulham-se de ter o melhor campeonato do mundo.
Há algum tempo, o presidente da FIFA declarou ser contra a execução dos hinos nacionais na Copa do Mundo. Compreensível. É europeu, admira sua Liga, na qual os hinos não fazem nenhum sentido.
Há anos, como o tempo passa, o Corinthians ganhou o campeonato mundial de clubes organizado pela FIFA. Dois clubes europeus representavam a força do futebol daquele continente. O Manchester perdeu e saiu reclamando da organização. O Real perdeu e voltou lamentando a perda de um título, que não tinha a menor importância. Como vão virar as costas para o título tricolor.
O São Paulo foi brilhante. Honrou as estrelas do Adhemar Ferreira da Silva e com sua equipe mestiça ganhou da soberba britânica. Com gol do Mineiro, o avesso de tudo que representa aqueles nórdicos vestidos de vermelho. E como joga este Lugano – deu até saudades da perdida província rebelde de Cisplatina.
Enfim, parabéns aos amigos tricolores. Para consumo interno, é duro aguentar mais este título. Para consumo interno, parabéns, vocês já têm um mundial organizado pela FIFA. Falta um tetra brasileira, mas o momento é de confraternizar. Os tricolores não tem do que reclamar, o ano foi perfeito. Os corinthianos estão bem satisfeitos. Os flamenguistas devem ter rido novamente com o Liverpool morrendo na praia, lembrando aquele gol do Adílio. O Franklin, bem o Franklin deve estar contente, porque tem o bar mais legal de Brasília e a chance de conquistar o seu título inédito no ano que vem.
Escrito por Luís às 19h43
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Ogro, valeu a reza brava!
questões relevantes (postado pelo OGRO nesta semana)
1 - Quanto mais o tal de Gerrard conseguir pegar na bola, menores as chances do São Paulo. Se eu fosse o Mineiro e o Josué estaria realmente preocupado; - O Gerrard pegou muito na bola, o Josué foi implacável na marcação e o Mineiro fez o gol do título.
2 - Se a defesa são-paulina já toma gol de cabeça de atacante com 1m80, o que acontecerá com os 2m do tal de Crouch?? Se eu fosse o Lugano, Rogério Ceni, Fabão, Edcarlos e talvez o Renan (alternativa levantada por Osvaldo de Autuori), estaria bem preocupado. O Crouch não jogou.
3 - O tal de Cissé, o pai Tomás, ou tio Barnabé da França é extremamente rápido, habilidoso e folgado e joga nas costas de ambos os laterais. Se eu fosse o Cicinho, o Júnior e os jogadores de sangue quente do elenco (os zagueiros e volantes em geral, menos a mocinha do Cicinho), eu estaria extremamente preocupado. O Cissé não jogou.
4 - A defesa dos caras não toma gol há 12 jogos, se não me engano. Se eu fosse o Amoroso, Aloísio, Danilo e Rogério Ceni, estaria bem preocupado. Tomaram um gol e o Rogério foi o melhor jogador da final.
5 - Será que caberá ao Souza, o homem da camisa com o número da sorte, o papel de ser o predestinado, o desarticulador da frieza britânica, o homem do caos?? Só os deuses, orixás e o Sobrenatural de Almeida poderão responder, amiguinhos. Enquanto isso este coração, até domingo, não bate, só apanha. O Souza quer deixar o São Paulo por não ter jogado nenhum jogo no Japão.
Escrito por Luís às 13h56
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Crédito Folha Online
18/12/2005 - 10h25
Torcedor corintiano invade gramado durante a decisão do Mundial
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da Folha Online
O torcedor corintiano Albert Monte, usando calças e camisa da torcida organizada Camisa 12, invadiu neste domingo o gramado do estádio Internacional de Yokohama, no Japão, durante a decisão do Mundial de Clubes da Fifa.
| Shizuo Kambayashi/AP |
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| Torcedor invade o gramado em Yokohama | Na partida, o São Paulo venceu o Liverpool, da Inglaterra, por 1 a 0, com gol do volante Mineiro.
O torcedor carregava em uma das mãos um brinquedo de pelúcia do personagem Bambi, em clara provocação aos são-paulinos.
Além de interromper o jogo, o torcedor ainda se agarrou às redes de um dos gols antes de ser dominado pelos seguranças. No incidente, as varetas de sustentação da rede se quebraram e a partida ficou paralisada por mais de quatro minutos.
Monte, 27, nasceu na Espanha, viveu no Brasil, e agora mora em Barcelona, cidade que empresta-lhe o apelido.
Em junho, ela já havia invadido o gramado na partida entre Brasil e Alemanha, em Nuremberg, pela Copa das Confederações. Na ocasião, ele entregou uma bandeira do Corinthians a Robinho.
Escrito por Luís às 13h51
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1x0
Vou antecipar o trabalho dos caros amigos bolonistas que ganharam o campeonato mundial da Fifa e a essa altura estão tropeçando por aí, parabéns e até a próxima...

Escrito por Renato às 13h23
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Parabéns
Parabéns rapêize tricolor!!
O jogo foi bom, mas eu esperava mais.
De qualquer maneira, valeu.
Rogério é foda
Lugano, ptu, ptu...
Mineiro, belo jogo.
Já o Benitez, não entendi.
Deixar o Cissé fora.
Keywell pra segurar o Cicinho...
E o Morientes já era.
Mas é isso aí!! Parabéns!
Pra finalizar minha temporada futebolística,
é lógico que o time que escolhi, perdeu.
Abração!!
Escrito por Pedrão às 09h54
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O ângulo de Stoichkov
Quando Stoichkov chutou e a bola morreu no ângulo direito do goleiro Zethi, houve entre os jogadores brasileiros uma perplexidade e um desapontamento terríveis. Lembro de ver o Zethi com so dois pés no chão, olhando a bola lá no alto, como quem procura uma fruta numa árvore. E o zagueiro Adilson, que acompanhava Stoichkov: acompanhou, acompanhou e nada pôde fazer. Viu o chute aparentemente fácil. Tão fácil que Stoichkov foi comemorar com Laudrup e Koeman e acho que ouviu os dois dizerem: eu também vou marcar um gol hoje. Seria fácil, como pretendiam os europeus. Mas não foi. O Barcelona era um misto do time campeão olímpico espanhol, com o melhor zagueiro da Europa (Koeman), o melhor atacante (Stoichkov), um legendário goleiro (Zubizarreta), todos sob o comando do técnico que, quando jogador revolucionou o futebol mundial (Cruyff). O Brasil não tinha – como ainda não tem – título olímpico, o zagueiro Adilson era um eficiente jogador do interior paulista, o nosso melhor atacante (Muller) tinha caído para a segunda divisão com o Torino e o nosso técnico (Telê) era admirador da Holanda de Cruyff. Então, Stoichkov faria mais gols, Koeman anularia nossos ataques, Zubizarreta faria todas as defesas do mundo e Cruyff comemoraria o sucesso do futebol total. A paella estava pronta para a festa em Barcelona. Mas a realidade foi desconcertante naquele dia. O lateral Ronaldo Luís foi mais eficiente que Koeman e tirou uma bola quase de dentro do gol. Cafú, Palhinha, Cerezo e Raí trocavam de posição em campo, fazendo o futebol-total da Holanda de Cruyff. Muller quase quebrou a espinha do campeão olímpico Ferrer, num dos dribles mais desconcertantes do futebol mundial. Raí foi o artilheiro que Stoichkov pretendia ter sido. E, enquanto Zethi fez todas as defesas do mundo, Zubizarreta viu a bola entrando naquele mesmo ângulo de Stoichkov. Apenas olhou para o alto, com os pés presos ao chão, como quem procura uma fruta numa árvore. Ontem, vi Gerrard chutar com força no cantinho. Já vi ele fazer vários gols assim. Ele se posiciona à direita, fora da área. Mira num cantinho improvável entre a trave e as mãos do goleiro. É um chute bastante difícil. Treino a jogada, há anos, no futebol de botão. Ponho o meia-atacante na direita, longe da área e o goleiro defendendo o canto esquerdo. Sobra apenas uma linha, mínima e tortuosa, para se chegar ao gol. Se você acerta o pé, a bola pega na quina do goleiro, ou na trave. Ou ultrapassa os dois e vai para o gol. De cada dez tiros, dois, no máximo vão para o gol. Com Gerrard, parece que, de cada dez, oito morrem no gol. Assim como o ângulo de Stoichkov, o cantinho direito de Gerrard parece um chute fácil, trivial. O goleiro se atira no chão apenas para que a bola passe no espaço livre entre a sua mão e a trave. E, além de Gerrard, o Liverpool tem dois zagueiros de um metro e oitenta e tantos centímetros (Hyppia e Carragher), um lateral eficiente (Riise), o sempre renegado Morrientes (não adianta, ele sempre vai jogar pensando no Real Madri), outro renegado espanhol, o Luis Garcia, e o grandalhão Crounch. Não tomam gol há 12 jogos e marcam gols em todos. Então, todos estão dando de barato a vitória do “Lidipool” e o Cavern Club já deve ter dezenas de barris de Carlsberg para a comemoração. Eles esperam pelo óbvio. Não acham que pode surgir uma desconcertante realidade. Os baixinhos Josué e Mineiro podem fazer mais desarmes do que Hyppia e Carragher. Grafite pode ser mais fatal pelo alto do que Crounch. Amoroso, mais habilidoso do que Morrientes. Lugano pode tirar todas as bolas baixas dos renegados atacantes espanhóis. Cicinho e Junior podem alçar mais bolas do que Riise. O cantinho de Gerrard pode se tornar o cantinho de Danilo. E a invencibilidade do Liverpool pode vir por água a baixo com um simples e desconcertante gol de goleiro. Que chegue logo o domingo para vermos!!
Escrito por Jubas às 15h51
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VOLTA, VAI??
Raí é destaque do último coletivo

Time reforçado: Raí entra em campo e treina com os jogadores do São Paulo ante da final do Mundial
Escrito por Ogro às 14h55
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Quica a bola
Bolonistas.... caros e diletos,
"Bola rolando no Morumbi! Abrem se as cortinas e começa o espetáculo!!! Jogo iniciado em Mário Filho!!! Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!!!" . " Apontou..... guardou...!!!!" "A bola veio pedindo me chuta, me chuta, me chuta... ele veio e encheu o pé....". " Tá na rede! Tá no filó".
Leonel está em casa. Dorme no berço. Pensa no mundial. Sonha com o tri.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h26
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questões relevantes
1 - Quanto mais o tal de Gerrard conseguir pegar na bola, menores as chances do São Paulo. Se eu fosse o Mineiro e o Josué estaria realmente preocupado;
2 - Se a defesa são-paulina já toma gol de cabeça de atacante com 1m80, o que acontecerá com os 2m do tal de Crouch?? Se eu fosse o Lugano, Rogério Ceni, Fabão, Edcarlos e talvez o Renan (alternativa levantada por Osvaldo de Autuori), estaria bem preocupado.
3 - O tal de Cissé, o pai Tomás, ou tio Barnabé da França é extremamente rápido, habilidoso e folgado e joga nas costas de ambos os laterais. Se eu fosse o Cicinho, o Júnior e os jogadores de sangue quente do elenco (os zagueiros e volantes em geral, menos a mocinha do Cicinho), eu estaria extremamente preocupado.
4 - A defesa dos caras não toma gol há 12 jogos, se não me engano. Se eu fosse o Amoroso, Aloísio, Danilo e Rogério Ceni, estaria bem preocupado.
5 - Será que caberá ao Souza, o homem da camisa com o número da sorte, o papel de ser o predestinado, o desarticulador da frieza britânica, o homem do caos?? Só os deuses, orixás e o Sobrenatural de Almeida poderão responder, amiguinhos. Enquanto isso este coração, até domingo, não bate, só apanha.
Escrito por Ogro às 15h44
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Eu teria medo. Muito medo.
15/12/2005 - 16h:13m - Quinta-feira
Lugano quer descobrir o fofoqueiro
YOKOHAMA – O zagueiro Lugano está inconformado com o que considera uma fofoca que surgiu no elenco do São Paulo . Apesar de não acreditar que um companheiro de clube possa ter divulgado informações erradas a respeito da premiação e inventado até que os atletas exigiram o bicho em dólares, o uruguaio tem se esforçado junto aos repórteres para tentar descobrir o nome da pessoa que soltou essa notícia.
- Eu quero muito saber que inventou essa notícia. Não existe premiação em dólares e nem prêmio maior para titulares e menor para os reservas. Nunca houve problema de premiação. A diretoria propôs um valor e nós aceitamos – afirmou Lugano.
Lugano participou com Rogério Ceni das negociação dos valores da premiação para a conquista do Mundial de Clubes. Assim como disse o capitão tricolor, o uruguaio jurou de pés juntos que a proposta dos dirigentes foi aceita no ato pela dupla. Depois, eles informaram o elenco.
- Não entendo quem poderia ter jogado contra o próprio time. Não é possível que alguém não saiba o valor da premiação. Infelizmente, ninguém fala quem foi a pessoa que soltou essa informação. Queria saber se saiu de dentro do nosso grupo – reclamou o zagueiro.
Escrito por Demas às 15h28
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'ere we go, 'ere we go!!!
Salve, salve rapêize tricolor!!!
Vários de vocês já sabem, alguns não. No tempo que morei na inglaterra, adotei o Liverpool como meu time (não de coração, esse só o Mengão!!). De qualquer modo, essa mensagem aqui é pra desejar boa sorte aos bambitos do Morumbi, mas quero deixar claro que minha torcida vai pro time da terra dos Beatles(que torciam para o everton, mas isso não importa). Só pra dar um pouco mais de ânimo à essa disputa. Então, é isso aí. Boa sorte pra vocês mas que o Liverpool leve esse caneco.
'ERE WE GO!! 'ERE WE GO!! 'ERE WE GO!!!!!!
Abraços a todos.
PS.- Provavelmente passo o reveillon em BSB. Qual vai ser?
Escrito por Pedrão às 14h14
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Regina e eu.
Eu vi o jogo. Eu tenho medo.
Escrito por Demas às 10h36
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Será que vai?
Diário da Copa, Segundo Jogo.
Bolonistas Nostradamus...
Ainda não sei como descobri esses caras. Mas descobri. Enfim, vasculhando a Internet, lá estão onze paraguaios aficionados por futebol e uísque. Uísque legítimo bradam os amigos. Se é verdade não sei. De fato, não importa. O medo deles é Gamarra não se curar da tal contusão. Desconfiados, acreditam que tudo não passa de uma trapaça da comissão técnica do Palmeiras, que não quis liberar o jogador, porque com o "Beckenbauer" Paraguaio em campo o cachê do time aumenta para os jogos de exibição. Até em Assumpcion, a fama do cartola brasileiro em adorar cachês é mundialmente reconhecida.
O fato é que o sítio eletrônico dos caras (www.osbolonistas.zip.net) só discorre Copa do Mundo. Olímpia, Cerro Portenho e Romerito foram temas recorrentes, mas depois do sorteio do mundial, no já distante dezembro de 2005, os hermanos pensam em um tema único: a classificação paraguaia para a segunda fase do Mundial da Alemanha. Estamos no dia 10 de julho, em Frankfurt. Eles, los hermanos, tambien. Estão aflitos, muy aflitos. Eles reconhecem a fragilidade do time, que já não tem mais a mesma força defensiva de outra copa. Mas eles tem Gamarra, e convenhamos, quem tem Gamarra tem chances. Enfim, o hino. Uísque na mesa e eles me dizem que estarão os onze juntos. Difícil acreditar, uns moram em Assunção, outros em Pedro Juan Caballero. Há um em Concepcion. Mas, o sítio eletrônico dos caras é espeto e lá, com certeza, estarão os onze a torcer. E, haja torcida... O centro avante deles ainda é o Cardozo??? Ai... dá medo sé de pensar.
Sei lá por quais cargas d’água conheci esses figuras. Eles se autodenominam "The Eleven Boys Who Love The Game, But Is Not a Game". Não entendo patavina do inglês dos caras, sou preguiçoso. Mas o site dos caras é bem bacana, cool. Visitem, amigos, visitem: www.osbolonistas.zip.net .
O fato é que lá o assunto principal é... adivinhou quem disse "COPA DO MUNDO". Tem torcedor do Arsenal, do Aston Villa e do United, que vem a ser o Manchester. Tem um, de cabeça inchada ainda, que torce para o Liverpool. Outro, torce para um time chamado Fullham, que disputa o campeonato da rainha já tem uns bons cem anos e nunca ganhou patavina, só lembranças. O site dos caras tem muitos tópicos sobre James Bond, o que eu acho fundamental, essencial e bacana. Mas o subject principal é o futebol. O bom e velho futebol que eles acreditam ter sido inventado por eles. Tenhamos piedade, por favor, com tal comentário. A bola que não nos ouça. Mas o fato é que eles estão confiantes, até um pouco arrogantes. Se bem que o torcedor do Leeds afirma que o English Team treme nas fases decisivas. Sei lá, eles devem ter suas razões para crer neste fato. Frankfurt, Paraguai e Inglaterra. Estréia. Confiança e tensão. E todos, todos, acham que Beckham será o dono da copa. Desconfio que irão quebrar a cara. O "madrilheno" joga bem, exerce a arte dos passes precisos como poucos, mas no meu time disputa posição. Eu gosto mesmo é da zaga deles, que eles apupam. E Rooney é o xodó. Estão todos juntos, pois de metrô se chega em qualquer lugar por lá. Pub. Cervejas, infindáveis. Bola rolando.
Enquanto isso eu fico procurando uma boa desculpa para não sair de casa, sentar no sofá da sala, abrir uma ou duas latinhas e preparar o telefone para fazer as conferências com o Demétrius sobre o jogão Inglaterra e Paraguai. O jogo, foi um típico Inglaterra e Paraguai. Chato. Modorrento. Gamarra joga e toma uma bola entre as pernas, Owen. Beckham perde pênalti. Cardozo fura a bola e a paciência. E, na base da pressão, Rooney. Inglaterra 1 x 0. No fim do jogo, bem no "finzinho", tabela de Rooney e Owen, desfecho de Scholes. 2 x 0. Não sei, foi mais fácil que de costume.
Enquanto isso, Luis Fernando Massoneto está em Hamburgo. Daqui a alguns instantes, Argentina e Costa do Marfim....
Escrito por Amaral às 23h43
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Os mistérios insondáveis da mente de um treinador de futebol
Bolonistas de sempre,
Algumas considerações.
Muito obrigado pelo domingo. Foi muito bom ouvir vocês. Leonel, de fato, chorava a pleno pulmão quando o nosso Franklin estava na foto.
Leonel está ótimo. Macambúzio com o tricolor, preocupado. O gordinho ainda não veio para casa, ficará mais um pouco na maternidade. Ele apresentou hipoglicemia quando nasceu, que vem a ser falta de açucar no sangue, em brevíssimo e leigo resumo. Para resolver tal pendenga precisa de soro. E soro, na maternidade. Estamos um pouco ansiosos, querendo ter o atacante logo aqui em casa. Mas, está tudo bem. O menino é atacante, parece um tanque!
Marco Antônio está bem. O craque joga muito, modéstia a parte. Está mais manhoso, é verdade. Mas, também, com a partida que o tricolor jogou contra os árabes... Estou com ele agora. Ele, dormindo. Eu, escrevendo.
A Dani está bem, e linda, mas isso é óbvio. Terá alta amanhã.
Outras considerações.
Pedro, lindo texto. Como disse o Ricardo o texto cabe fácil no "Saiba quem são os Bolonistas".
Ogro, calma. Calma, que estamos lá. Calma, muita calma, porque para aguentar o Edcarlos tem que ter um coração forte e desobstruído.
Deco, sinceramente, se odiei o jogo, gostei do jogo. Esse negócio de "preparação especial", nutrientes lunares, contratos, saramaleques e bandejas estava me tirando o sono. Depois de hoje, a certeza: Se jogarmos a bolinha de hoje não pagaremos nem placê para o Liverpool e para o Patrícia, Saprissia, Saprissa, sei lá. Não iremos jogar assim no domingo. O jogo de hoje, desconfio, colocou o "salto" no devido lugar.
Renato, seu comentário me derrubou. Obrigado.
Por fim, segue o relato de Inglaterra e Paraguai. E desde já escalo o Massoneto para a missão de descrever o primeiro confronto entre Argentina e Costa do Marfim...
Grande abraço.
Escrito por Amaral às 23h37
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Vai entender...
14/12/2005 - 17h:46m - Quarta-feira
São-paulino Souza faz sucesso no Japão
TÓQUIO - É verdade que as camisas do São Paulo vendidas pelos camelôs na porta do estádio Nacional eram piratas. O torcedor tinha apenas como opção as de número 2 de Cicinho, 11 de Amoroso e 21 de Souza. Mas a novidade é que o uniforme do reserva do meio-campo foi disparado o mais procurado pelo torcedores.
Souza nem entrou em campo na vitória do São Paulo por 3 a 2 diante do Al-Ittihad, nesta quarta-feira, nas semifinais do Mundial de Clubes. Mas na preferência dos torcedores ele levou a melhor no duelo com os titulares Cicinho e Amoroso, que marcou dois gols.
Cada camisa do São Paulo foi vendida por dois mil ienes (cercande R$ 38,00). E a preferência pelo uniforme de Souza tem uma explicação plausível. Os japoneses adoram o número 21, que consideram da sorte.
Escrito por Demas às 18h53
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Cuma, Deco?
Digo, Demetrius Ferreira e Cruz:
"O Edcarlos é cego."
Mais não digo.
É isso.
Escrito por Demas às 16h19
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Amém, Raí!
Diz Raí Souza Vieira de Oliveira:
"Não gostei da atuação do São Paulo. O time jogou bem no início do primeiro tempo, mas o tempo todo mostrou muito nervosismo. Os jogadores não renderam o que sabem, inclusive o Amoroso, que começou bem, caiu de produção, voltou a melhorar e depois caiu novamente".
Diz mais:
"O Danilo precisa perceber que quando é o único armador do time ele precisa se movimentar mais. O Danilo não pode se restringir a jogar feito um ponta esquerda. A obrigação dele é chamar mais o jogo. Por sorte, o Autuori percebeu que o São Paulo não estava bem e no intervalo corrigiu os erros e a equipe melhorou. Mas espero bem mais de todos na final"
É isso.
Escrito por Demas às 14h51
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Ave, Muller!
Diz Luís Antônio Corrêa da Costa:
"O São Paulo teve muitas dificuldades com os três zagueiros. O Al-Ittihad percebeu que havia um buraco entre a defesa e o meio-campo e criou várias chances de gol. Não gostei da escalação do time, pois enfrentamos um adversário frágil tecnicamente e fomos muito mal."
Diz mais:
"A obrigação do São Paulo era vencer com mais tranqüilidade. A defesa jogou mal e a marcação do meio-campo também errou muito. Espero que na final a equipe jogue com dois zagueiros e um homem a mais de marcação no meio-campo."
É isso.
Escrito por Demas às 14h43
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cardíacos sobreviventes
9:35 | EN TOKIO Un finalista Amoroso
San Pablo venció 3-2 a Al Ittihad, de Arabia Saudita, y se metió en la final del Mundial de Clubes que se juega en Japón. La figura de la cancha fue Marcio Amoroso, que estuvo incontenible y marcó dos goles. Mañana, la otra semi: Liverpool-Deportivo Saprissa.
San Pablo derrotó 3-2 a Al Ittihad, de Arabia Saudita, en semifinales del Mundial de clubes de fútbol que se lleva a cabo en Tokio. De esta manera, el conjunto brasileño pasó a la final del domingo, en la que enfrentará al ganador del partido que mañana disputarán Deportivo Saprissa, de Costa Rica, y el Liverpool inglés.
Marcio Amoroso abrió el marcador a los 16 del primer tiempo y marcó el segundo a los 2 del complemento para darle la ventaja a los sudamericanos. Antes, a los 33 de la primera etapa, Noor había puesto el empate transitorio.
Un penal convertido por el arquero Rogerio Ceni a los 12 del complemento le dio dos de diferencia al San Pablo, en tanto que Hamad Al Montashari, a los 23, estableció el 3-2 definitivo.
considerações:
1 - é bom a diretoria do São Paulo começar a juntar um dinheirinho para pagar o tal clube japonês e providenciar um contrato rápidamente;
2 - Paulo Autuori é desde já favorito ao troféu Osvaldo de Oliveira do ano (espero que pelo menos ele tenha a sorte do muso inspirador);
3 - o Edcarlos é da clássica escola Guinei de zagueiros;
4 - se o tricolor jogar assim domingo, os festejos em Liverpool ou San José serão intensos.
Escrito por Ogro às 11h40
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Ah, o vil metal
Pivô de crise, Amoroso quer deixar problemas fora do campo Publicidade da Folha Online
Pivô da crise criada no São Paulo na véspera da estréia no Mundial de Clubes da Fifa, nesta quarta, às 8h20 (de Brasília), em Tóquio, contra o Al Ittihad, o atacante Amoroso diz acreditar que os problemas extra-campo não irão se refletir no desempenho do time, que precisa da vitória para ir à decisão do torneio.
A notícia de que Amoroso assinou no Japão um pré-contrato com o FC Tóquio causou desconforto e tirou a paz do time.
"Não tem problema nenhum porque todo mundo é profissional. Eu não sou menino e aqui não tem mais menino. O grupo sabe que um jogador que veste a camisa do time em um momento como esse não pensa em outra coisa que não seja ser campeão mundial", afirmou o atacante, cujo compromisso com o São Paulo vai até o próximo dia 31.
A notícia da assinatura do pré-contrato irritou profundamente o presidente do clube, Marcelo Portugal Gouvêa, que disse inclusive que já não conta mais com o atleta após o torneio, já que para mantê-lo agora o time brasileiro teria que pagar uma multa rescisória de US$ 500 mil.
"Ele não era obrigado a assinar nenhum pré-contrato. Parece que provocou isso para ganhar a multa de US$ 500 mil. O São Paulo espera que ele tenha um bom término de contrato e depois cada um segue sua vida", afirmou o dirigente.
Amoroso, no entanto, não fechou a possibilidade de permanecer no São Paulo. "Existe o pré-contrato, mas isso não me impede de ficar. Só pretendia decidir isso depois do Mundial", disse o jogador, que também tem uma proposta do futebol francês.
Além de todo o problema envolvendo Amoroso, a questão do bicho pela possível conquista do título no Japão também já cria polêmica no grupo --ainda não existe acordo para a premiação.
"O Rogério e o Lugano tiveram algum tipo de conversa sobre a premiação com a diretoria. Mas até o momento não passaram nada para nós", disse o volante Josué.
"Mas o importante é ter a cabeça tranqüila. Estamos falando do Mundial de Clubes e pode ser uma oportunidade única para todos os jogadores. Garanto aos torcedores que não será uma premiação, um bicho, um valor a mais ou a menos que fará com que a equipe deixe de correr em campo", continuou.
Escrito por Zecão às 14h59
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Caim e Abel no grupo da morte
E olha que vai ser a primeira partida da história que vai envolver duas seleções de uniformes laranjas....
Kalou versus Kalou
Inédito: Bonaventure y Salomon son hermanos y podrían enfrentarse en el Mundial, uno con Costa de Marfil y el otro con Holanda, nuestros rivales.
CARLOS CARPANETO. ccarpaneto@ole.com.ar
El sorteo deparó cruces que inducen al morbo. La Inglaterra del sueco Eriksson deberá enfrentar a Suecia... El Japón del brasileño Zico deberá enfrentar a Brasil... Crespo, Drogba y Robben son compañeros en el Chelsea y se las verán en el grupo C. Podría hablarse de choques fratricidas... Pero esos casos se quedan en anécdota en comparación a lo que puede darse, a un duelo fratricida en su más absoluta literalidad: hermano contra hermano. Sí, en un Mundial.
Se habla de los Kalou. De Bonaventure y de Salomon, nacidos en Oumé, Costa de Marfil. Bonaventure tiene 27 y juega en el Paris Saint Germain; Salomon, 20 y lo hace en el Feyenoord de Holanda. Hasta hoy, los hermanos siempre compartieron su camino. Ambos surgieron de la academia del ASEC de Abidján. Y fue Bonaventure, que tuvo como primer destino europeo al Feyenoord, quien llevó a su hermanito, cuando tenía 15, al club de Rotterdam.
Bonaventure es titular y hombre clave en Costa de Marfil. Salomon, en cambio, desechó la invitación de la selección de su país natal. ¿El motivo? Si obtiene la nacionalidad holandesa, es casi un hecho que Marco Van Basten lo llevará a la selección naranja europea (Costa de Marfil usa el mismo color). Por eso, agendar: 16 de junio, en Stuttgart. Ese puede ser el día histórico.
Irónico, justo hasta el viernes, el día del sorteo, lo de Salomon con Holanda parecía imposible. La ministro de inmigración, Rita Verdonk, había rechazado hace un par de meses el pedido de nacionalización: todavía le faltan dos años como trabajador en suelo holandés (se exigen cinco) y la funcionaria aducía que sólo quería el pasaporte para emigrar a Inglaterra o a Francia. Sin embargo, ese día una corte de apelación ordenó rever el caso. Así, Salomon podría obtener una nacionalización más rápida (se les da a deportistas y a ciertas personalidades, por caso, Máxima Zorreguieta). En su momento, Van Basten declaró bajo juramento, durante el proceso, que Salomon era un gran jugador y que podría servirle a Holanda. Si le hacen caso, se viene: Kalou vs. Kalou.
Escrito por Ogro às 09h46
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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Hoje faz 24 anos que o Flamengo conquistou a Copa Toyota, enfiando 3 a 0 no Liverpool. Hoje li no jornal que o time da Gávea aumentou a proposta para ter o Renato no ano que vem e que está contratando uma jovem promessa do plantel corinthiano, o Bobô. Muita coisa a comemorar.
Escrito por Luís às 08h18
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Escrito por Pedrão às 16h59
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Dúvida
O Renato, capitão do Flamengo, é tão bom assim?
Tenho certeza que todos, fora o Renato - bolonista - e eu, responderam: Não!!!
Aí entra minha segunda dúvida. Por que tanto auê pra renovar o contrato do cara?
Agora, Cruzeiro, Fluminense e, pasmem, até o Corinthians demonstram interesse e, no caso dos dois primeiros, fizeram proposta pelo jogador.
Porra!!! Tá difícil aguentar meu time. Agora querem tirar nosso melhor jogador?!?!?!?!
O cara é tão bom assim????
Escrito por Pedrão às 16h39
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Aqui, daria certo?
Polícia britânica veta hooligans na Alemanha
BERLIM - Cerca de 3.500 hooligans não poderão viajar à Alemanha para ver a seleção inglesa jogar a Copa do Mundo, afirmou nesta segunda-feira, em Berlim, o chefe da Polícia britânica, David Swift.
Os torcedores proibidos de assistir aos jogos da Copa terão seus passaportes retidos durante a competição. As autoridades calculam que cerca de 100.000 britânicos viajarão à Alemanha para assistir à Copa.
A Inglaterra jogará em 10 de junho contra o Paraguai em Frankfurt, em 15 de junho contra Trinidad e Tobago em Nuremberg, e em 20 de junho contra Suécia em Colônia.
Site da Globo.
Moçada, o site da globo tá bacana. Vale a pena dar uma olhadinha. Todas as notícias da copa, times, declarações etc. É isso aí. Abração!!
Escrito por Pedrão às 15h55
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Final da explicação do Zecão.
Se não entenderam porra nenhuma, meu celular é ...
Escrito por Frank às 14h16
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Zecão é demais!
Bom, depois eu vou tentar fazer um mapa e escanear, mas acho improvável que o consiga. Seguinte, para quem está na Asa Sul:
1) Pega a Avenida das Nações; 2) Depois do Pier 21 e da Asbac, pega a primeira a direita; 3) Vai passar pela entrada do Cota Mil, Clube do Exército, Arena (à esquerda), AABB. Ou seja, vai indo; 4) Nessa pista, seguindo reto, tem uma hora que você contorna um balão e passa debaixo de um viaduto em direção à Academia de Tênis Espaço Cultural do BB, ou entra na segunda à direita e pega a pista que vai para a ponte nova - tudo depois do balão; 5) Se vocês fizerem qualquer uma das duas coisas, estarão no caminho errado; 6) Peguem a primeira à direita, depois do balão, vocês vão cair numa pista paralela à pista que vai para a ponte nova; 7) O clube do Ministério Público é no segundo terreno à direita, tem cones na frente e uma caixa d'água vermelha e branca, se não me engano. Não tem o noem do clube, pois a guarita está em reforma; 8) Depois do clube do MP, tem o clube dos magistrados. Se você errar e passar o do MP, basta fazer a volta no quarteirão, da segunda vez ninguém erra.
Para quem está na Asa Norte:
1) Pega a pista para a ponte nova; 2) Nessa pista, você passa por cima do tal viaduto, se continuar reto. Não faça isso; 3) Antes do tal viaduto, entre à direita, você vai cair no tal balão; 4) Contorne o balão de forma a pegar o sentido oposto da pista; 5) Entre na primeira à direita e siga as instruções de 6 a 8 acima.
Escrito por Frank às 13h52
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assinaturas maiúsculas vérsus o nada
2005 está no final. Posso dizer que foi um ano difícil para mim em vários aspectos, mas delicioso em tantos outros. Este blog acabou criando uma confraria maravilhosa aonde pude descobrir a sensibilidade e a verve de muitos, discutir amenidades ou assuntos fundamentais para o mundo com todos e me emocionar. Ao abrir a página hoje, realmente eu me emocionei com o sempre brilhante texto do Amaral - Leonel, que inspiração!!! - emoção e lágrimas na maior macheza, como diria a Stelinha. Pude dizer algo ao Caubas que eu sempre quis, mas nunca havia dito. Ao ler melhor os textos e comentários, encontrei um medíocre comentário apócrifo no meio de todas as discussões e parei para refletir. Como é bom termos criado um blog com tamanha qualidade, aonde um comentário apócrifo, manifestação tipicamente covarde, presente em 99% dos blogs adolescentes que "iskrevem" assim, cause estranheza.
Longa vida aos Bolonistas e que em 2006 todos continuem com esta inspiração
Escrito por Ogro às 12h08
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Descobri o que é medo!!!
Desde pequeno, pensei saber o que era medo. Quem me conhece sabe! Cresci buscando minha liberdade, minha paz... Chico me ajudou em muito. Renatão bem sabe do que estou falando. Saí de casa cedo. Não por que fui pra SP ou por que fui fazer faculdade.
Chegou minha hora. Horas depois, voltei. Mostrei quem tinha voltado. Por um lado bom, por outro, é isso aí.
Com eles, e vocês também, cheguei onde estou. Acho que posso falar que hoje eu sei o que é ter medo. Vejo o Amaral falar do que está pra vir. Texto lindo!!! Tenho certeza que estamos todos presentes... Mesmo assim, a necessidade de ter todos ali é clara!!!
Amaral, PARABÉNS!!!!! Você me inspira...
Tenho medo tempo todo. Só fico tranqüilo quando sei que depois encontro vocês. Fico tranqüilo quando me toco que é bobagem.
O Mengão não cai! O Lula volta! Renatão passa! Fernando se forma! Ogro não para de cozinhar! Demas... esse sabe o que fazer..., Ricardo continua acreditando em mim, Zecão arruma tudo, Amaral ainda escreve, Massoneto ainda faz uma baliza, Ju arruma a seleção soviética, o Franklin, ah o Frankitcho, esse resolve...
Ah, esqueci o medo. Deixo pra Argentina...
Escrito por Pedrão às 00h37
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Time quase completo... falta pouco!
Bolonistas, domingo é dia de clássico
Esses poucos minutos que antecedem uma grande partida são só meus. Me tranco no vestiário, qualquer um, nem que por minuto ou minutos, sozinho e tento pensar. Em que? Não sei. Mas tento.
Acho que foi em Boleiros, o filme do Giorgeti, que ouvi a frase que reputo ter sido dita por José Macia, o Pepe, 405 goles com a camisa do Santos, o maior artilheiro do Peixe, pois o outro não vale. A frase era algo como "depois de tantos anos como treinador, quase o dobro que a minha carreira de jogador, quando durmo, sonho que estou jogando." Jogar, dentro do gramado, é a lembrança maior. E vejam, Pepe era o treinador do São Paulo campeão brasileiro de 1986, com aquele time do Careca, valha-me!
Daqui do vestiário, são onze e qualquer coisa da noite, penso na fase em que era jogador. E gosto e desgosto de coisas e coisas. Meu título de 82, na quarta série, vestindo uma camisa do Vasco da Gama. A vitória nas eleições do XI de Agosto. Jogos inesquecíveis passam pelas minhas memórias. Lembro dos treinadores e me dá um nó quando lembro de Vó Teresa, grande técnica. Seria bom tê-la neste vestiário. Engraçado, quando sonhamos, volta e meia, é no campo que estamos. Mas hoje sou treinador. Nós somos. Somos acometidos por aquela mania de jogador de futebol de falar na primeira pessoa do plural. Somos, fomos, fizemos. É que, neste caso, somos dois mesmo, eu e a Dani. Fizemos excelentes jogos nestes 2004 e 2005. Nosso time engatinhando num longo campeonato deu passos importantes. Daqui deste vestiário é possível notar a imensa quantidade de quinquilharias que inexistiam antes deste campeonato. São carrinhos, ferramentas de plástico, bolas e sei lá mais quantas coisas espalhadas pelo chão. Nossa, o tempo voa. Nem parece. Não parece que outro dia, neste mesmo vestiário, me peguei preocupado, perguntando se daria certo, se teríamos saúde, paciência, inteligência. É um campeonato difícil de se imaginar antes do começo e é dificílimo, depois de iniciada a peleja, de fazer quaisquer previsões. Mas jogamos bonito. O time tem jogado o fino. Escrever e lembrar desses jogos iniciais é tarefa quase impraticável. Dá uma vontade louca de chorar. Chorar igual menino jogador. E parar de escrever para abraçar.
Na sexta feira, a preparadora física, psicóloga e médica do time deu a notícia: "Leonel está pronto para a estréia." Dra Luciana, é o nome da preparadora, deu um outro aviso: " Olha, acho que temos que fazer estréia no sábado ou no domingo." Foi um baque, confesso. Esperava colocar o avante na outra rodada, noutro final de semana. Queria preparar melhor o nosso clássico armador, Marco Antônio, que ele teria uma companhia para o time. Fomos surpreendidos. Mas fizemos tantos planos para o time que é uma sensação delirante poder sonhar com a nova escalação, com o novo padrão tático, com as novas situações que o time pode gerar a partir de agora.
Do vestiário começo a ouvir o zunir da multidão de apoiantes, que é como os portugueses de Felipão chamam os torcedores. Os cânticos são ouvidos e quase vejo os rostos ansiosos de avós, avôs, bisavó, Edu, Paula, tios, tias, amigas, amigos, colegas da pracinha, bolonistas. Meia noite. Dou uma revisada no texto escrito. Não é uma tarefa fácil. Ansiedade. Para nós, quando fechamos os olhos e sonhamos, sonhamos com o tempo que éramos jogadores, mas sonhamos, sobretudo com os nossos jogadores. Daqui a pouco apago a luz, ponho o despertador. Temos hora marcada para a estréia. Vou conseguir dormir? Não. Certamente que não. Tenho cá comigo ser ateu. Mas daqui do meu vestiário, lembro de São Francisco, por razões óbvias e pela música do Vinícius que abria a Arca de Noé. Daqui a pouco entraremos todos em campo. Mais um jogo do campeonato. Desligo o computador. Já estou no túnel.
Filho, seja benvindo.
10.12.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 20h49
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A Copa começa!
Bolonistas,
Algumas coisas. Estarei ausente por alguns poucos dias. Mas escreverei o jogo Inglaterra e Paraguai. Podem começar as apostas. Achei o Alemanha e Costa Rica dramático e, sem o goleiro, não sei se a Alemanha se recupera. Mas com a Alemanha não se brinca, já sabem disso os mexicanos, os coreanos, os irlandeses, os camaroneses e, sobretudo, os holandeses. Adianto, porém, Gamarra é dúvida. A contusão na eliminação do Verdão na pré Libertadores não foi curada por completa. Tenho receio de Gana senhores. Uma paúra inexplicável.
Bom churrasco a todos.
A Coluna do Amaral de hoje, véspera, é especial.
Escrito por Amaral às 20h44
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O chefe da grande área

Craque que foi descoberto nos campos de várzea de Mirassol, onde nasceu, e que inevitavelmente foi parar na capital. O Corinthians comprou seu passe. Jogou ao lado de Gamarra e juntos constituíram a zaga mais sólida de todos os tempos.
Fora dos campos, assim como o Dr. Sócrates, também se fez Doutor, mas nas ciências jurídicas. Durante a universidade conheceu o grande amor de sua vida, a também advogada, mas não jogadora Stela, que lhe trouxe alegria para enfrentar os artilheiros com tanta classe.
Tive oportunidade de certa vez estar frente a frente com esse craque. Foi em um jogo ocorrido em Brasília. Acho que era Corinthians x Dom Pedro e ele ganhou o prêmio de melhor jogador da partida. Na festa de entrega do prêmio, um Motorádio, entregue por Sílvio Luís, o público foi ao delírio com o seu inflamado discurso em um certo Bella Rubia. É um craque também nas palavras.
Nas raras situações em que os atacantes conseguem passar por ele e o time é derrotado, faz logo seu característico bico. Quando isso acontece até os jornalistas entendem que é melhor não chegar perto. Que personalidade tem esse zagueirão.
Agora, o Timão que nos perdoe, mas seu passe pertence aOs Bolonistas.
Categoria: Saiba quem são os Bolonistas
Escrito por Fernando às 18h37
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Kahn, o Louco
Bolonistas, começou a Copa: somos, oficialmente, monotemáticos. Ontem, na fila do banco, um office-boy teimava com um engravatado que Togo se classificaria em primeiro lugar. Togo? Fila de banco? Quando se poderia supor que Togo seria assunto de fila? Enfim, Bolonistas, enfim.
Bem, a festa de abertura da Copa, nisto não há surpresa, foi alemã: começou na hora, as crianças estavam mais coreografadas que urso de circo, houve balões e aquele leão engraçado e sua bola falante foram simpáticos. Surpresa não houve: nenhuma gafe, nenhum atentado terrorista.
A surpresa estava guardada para mais tarde.
No começo de Alemanha versus Costa Rica, tudo parecia repetir a festa de abertura: estádio lotado (destaque para os quinze torcedores da Costa Rica), hino da Alemanha cantado pelo Scorpions, Klissmann engravatado, Guima de abrigo, partida iniciada sem atraso. Tudo chatinho, chatinho.
Chatinho como o primeiro tempo. O tal do Schneider até tentou, como Ballack, o único não-míope neste time da Alemanha. Apesar dos elogios de Galvão, o brasileiro Kuranyi não viu a bola, e o Klose, meu Deus, é pior que o Sandoval.
Do outro lado, o Apache de Vila Matilde. O tal do Umula é a piada mais fácil do ano e o Centeno conseguiu contundir seu próprio companheiro, o que – pasmem – fez melhorar o time da Costa Rica: a saída do Solis foi o que de melhor aconteceu para os caribenhos na primeira etapa. O não-míope foi Wanchope, mas, sozinho como um paulistano, não conseguiu mais que dois belos dribles e um chute, que Kahn encaixou seguro.
Quase dormi no primeiro tempo, Bolonistas, mas o que vi no segundo tempo vale um membro superior.
O juiz iraniano apita e começa a etapa final: cinco minutos depois, ei-lo correndo para o centro, que o Frigs marcou de cabeça. A torcida que lotou o Olímpico de Munique reagiu com palmas alemãs, nada mais. Parecia antecipar.
Aos 30, eis que Drummond (aquele mesmo que eliminou o Liverpool do Mundial Interclubes) limpa Hamann e Hitzlsperger em um só lance e cruza. Wanchope se vê sozinho com Kahn. O negão tira o goleiro com o olho e chuta de bico: 1 X 1 no Olímpico.
Os “Quinze de Costa Rica” gritaram o que os alemães pouparam. Era nítido o “Costa, Costa, Costa Rica”: durou minutos.
Mas o imponderável ainda não tinha atingido seu objetivo.
Aos 42, corner para os americanos, e Kahn, o Louco, desfere um cruzado de direita em Wanchope. O juiz viu? Viu. Vimos todos a miserável apelada do alemão. A bola passou pelo 9, mas o arqueiro não quis saber: enfiou a mão. Negão no chão e apito trinando: pênalti para a Costa Rica e Kahn cuspindo no iraniano ao receber o vermelho.
Que desfecho, Bolonistas, para a primeira partida da Copa: goleiro reserva tomando gol de pênalti de Wanchope, desde já candidato a artilheiro desta Copa.
Este 2 X 1 para Costa Rica não estava em meu planos, que errei a minha aposta no Bolão. Não estava nos planos de Klissnmann, nem nos de Wanchope. Certamente não estava nos planos de Kahn, o Louco.
Amaral, você é o próximo: Inglaterra versus Paraguai.
Escrito por Demas às 16h32
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Escrito por Pedrão às 11h00
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curioso....
a notícia é de 2003, mas é interessante..
Legião brasileira é destaque na seleção do Togo
Claudia Silva Jacobs
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O treinador brasileiro Antônio Dumas chegou ao Togo, um minúsculo país na costa oeste da África, com o objetivo de tentar levar a seleção nacional à próxima Copa do Mundo.
Ao entrar em contato com a equipe, viu que essa seria uma missão quase impossível. Daí, surgiu a idéia que tirou a seleção togolesa do anonimato: importar jogadores brasileiros.
A idéia vem dando certo e elevou as esperanças dos togoleses de chegar à Alemanha em 2006.
Dumas, de 51 anos, que foi jogador de equipes como o Santos, Portuguesa e o Sporting de Lisboa, admite que os jogadores togoleses têm algumas limitações.
"São jogadores que atuam no exterior, não são de um nível excelente. E, como o objetivo é chegar na Copa da Mundo da Alemanha, surgiu a idéia de buscar alguns jogadores no Brasil, nacionalizá-los, elevando assim o nível da equipe."
Velhos contatos
Dumas foi buscar velhos contatos no Paraná, onde conseguiu a mão-de-obra que queria. Foram quatro os jogadores escolhidos e naturalizados togoleses.
A escolha de Alessandro Faria, Fábio de Oliveira, Fábio Azevedo e Jefferson de Souza não levou apenas em conta o nível do futebol apresentado.
"Fizemos o possível para trazer jogadores de cor negra, para evitar contrastes com a população aqui do Togo", disse Dumas.
Os brasileiros-togoleses não se mudaram para o oeste da África. Continuaram atuando no Paraná e indo ao Togo apenas para treinamentos e jogos.
Apesar do povo togolês gostar muito de futebol e sonhar com uma Copa do Mundo no currículo, Dumas afirma que a presença dos brasileiros não foi tão bem aceita no início.
"No começo, as pessoas estranharam um pouco. Mas, com o andar da carruagem, os brasileiros começaram a mostrar um bom nível de futebol", conta o treinador.
"Inclusive, dois jogadores que vieram já foram vendidos para o Metz, da França, devido ao futebol que mostraram na seleção, e um está sendo negociado com a Alemanha. Eles elevaram o nível de futebol apresentado pelo país."
Campanha
O resultado foi imediato. A partida de estréia dos novos togoleses acabou em uma vitória do Togo por 5 a 2 sobre Cabo Verde, quatro gols de brasileiros.
Na segunda partida, pelas eliminatórias para a Copa Africana das Nações, a vitória contou com dois gols de brasileiros.
A terceira atuação, contra a seleção da Mauritânia, acabou em 0 a 0. Os togoleses, no entanto, ainda precisam de duas vitórias para se classificar.
"Os bons resultados fizeram com que a população, que é louca por futebol, aceitasse melhor a presença dos brasileiros. É claro que existem críticas, mas a maioria já considera os brasileiros como togoleses."
Dumas chegou ao Togo após uma bem-sucedida passagem pelo Gabão, onde se sagrou campeão da Copa Centro-Africana, vencendo seleções como a de Camarões.
Foi daí que surgiu o convite para dirigir a seleção do Togo, por dois anos, visando especificamente a Copa do Mundo.
Classificação
Mas Dumas, mesmo com o reforço dos brasileiros, sabe que a tarefa é difícil. O Togo está na 86ª posição do ranking da Fifa, entre 204 país, e nunca participou de uma Copa do Mundo.
O treinador afirma que ainda precisa superar algumas dificuldades para tornar a equipe mais competitiva.
"Existe muito amadorismo. É difícil e um grande desafio trabalhar assim. Inclusive, a vinda dos brasileiros para cá mostrou as diferenças e facilitou muito a disciplina."
"Os africanos são até bem disciplinados como pessoas, mas como profissionais falta muita coisa. Por exemplo, se faltam a um treino é como se não fosse nada. É um futebol alegre, quase um futebol profissional."
Para tentar amenizar as deficiências, já que durante as Eliminatórias o Togo vai encarar seleções africanas com o nível mais alto, Dumas está levando a equipe para o Brasil.
Os jogadores, excluindo os brasileiros, vão passar dois meses em um centro de treinamento no Paraná, tendo contato com o futebol brasileiro.
"Quero mostrar a eles uma estrutura mais profissional. Acho que isso vai ajudar muito no desenvolvimento da equipe", conclui Dumas.
Escrito por Ogro às 19h21
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Fortuna, esse mistério
Como pode o Felipão, que podia cair em outros 7 grupos, acabar com o México? E depois ver saírem das bolinhas o Irã e a Angola?
Como pode a Argentina, que podia enfrentar zil outros adversários, acabar com a Holanda? E depois ver saírem das bolinhas a Costa do Marfim e a Sérvia?
A fortuna é impressionante.
PS1. O Ogro acha que Portugal e Angola será uma nova guerra. Lembrou bem que Angola era bombardeada por Napalm português quando todos já estávamos vivos.
PS2. O Ogro antecipou a manchete do Olé de amanhã: "Fifa favorece o Brasil mais uma vez"
Escrito por Demas às 18h47
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Perguntar não ofende.
Não quero botar água no chopp de ninguém que vibrou com a Austrália, a Croácia e o Japão. Mas já pensaram a República Tcheca em primeiro e a Itália em segundo?
Brasil versus Itália nas oitavas?
Reformulo: a melhor geração de jogadores que o Brasil produziu em 20 anos enfrentando um time medíocre da Itália em um mata-mata?
Ah, Deco, a história não se repete!
Bem, pra mim, já se repetiu: Zico é Didi em 70.
Escrito por Demas às 18h37
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A Copa
| GRUPOS DA COPA DO MUNDO |
| GRUPO A: Alemanha, Equador, Polônia, Costa Rica |
| GRUPO B: Inglaterra, Paraguai, Suécia, Trinidad e Tobago |
| GRUPO C: Argentina, Costa do Marfim, Holanda, Sérvia e Montenegro |
| GRUPO D: México, Angola, Portugal, Irã |
| GRUPO E: Itália, Gana, República Tcheca, Estados Unidos |
| GRUPO F: Brasil, Austrália, Croácia, Japão |
| GRUPO G: França, Togo, Suíça, Coréia do Sul |
| GRUPO H: Espanha, Tunísia, Ucrânia, Arábia Saudita |
Esse foi o resultado do sorteio das chaves para a Copa da Alemanha.
Escrito por Renato às 18h11
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Sorteio
Fizemos um bolão aqui no escritório, meus palpites:
Brasil, Sérvia e Montenegro, Austrália e Japão. Alemanha, Angola, Ucrânia, Trinidad e Tobago.
Escrito por Zecão às 16h43
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O mais impressionante é que bebum eu consegui postar tudinho...
Escrito por Pedrão às 15h29
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Manguaças e Saudades a parte...
Que tal se, até a próxima temporada, brincássemos com a loteca?
Poderíamos fazer a combinação entre nossos palpites e apostar uma pequenta quantia na loteca.
A brincadeira continua e ainda podemos ganhar algum.
Tentei Publicar a do próximo domingo mas me atrapalhei. Se alguém se habilitar, fica a sugestão.
Abraços.
Escrito por Pedrão às 15h28
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ENQUETE OS BOLONISTAS
Hoje, no Sorteio dos Grupos da Copa-2006, Pelé sorteará que time europeu para o Grupo F:
a) Portugal
b) República Tcheca
Escrito por Demas às 11h57
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Sem autorização, com muitas saudades
Todos os Bolonistas sabemos de nossa sorte. Imensa, parruda, maiúscula sorte. Este diário é uma comunhão de personagens improváveis, mas cabe o plágio: há método nesta loucura.
Há algo que nos une além da vontade de ler, escrever e jogar com o futebol. Há a “coisinha”. A “coisinha” é aquilo que a gente não nomeia, mas sabe o que é. É o que faz da garota de aparelho que senta no canto da sala uma mulher luminosa, é o que faz de um filme como “Sobre Ontem à Noite” uma obra-prima, é o que faz do Cerezo uma unanimidade. É a “coisinha”, aquilo que a gente não explica, mas conhece.
Saramago teorizou: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”. É bacana, mas “coisinha” define mais. “Coisinha” é aquilo que dizemos esfregando o polegar no indicador e franzindo a testa. E todos na roda entendem imediatamente.
Bem, toda essa leréia para dizer que nesta semana reencontrei eletronicamente um Bolonista com quem não falava há tempos. A história é curta: usei indevidamente o nome dele em um e-mail; ele me deu uma bronca, me indicou um site, cobrou uma visita e me mandou um beijo; retribui o beijo, perguntei do filhote e contei um segredo; trocamos impressões sobre o site e retomamos o velho papo que interrompemos ontem, ontem mesmo. Já estamos fazendo planos ousados para o futuro. O resultado? Bem, o resultado é que estou usando o diário – tal como Pedro – para matar saudades. Saudades do Balu.
Falei que o Balu era um Bolonista? Falei, que se ele não é na vera, é na “coisinha”. Ele é um dos nossos. E disso, todos nós – todos nós – sabemos.
Ah, se eu usei o nome dele indevidamente num e-mail, por que não publicar sem autorização um soneto do gênio?
Disseram que viram você no terreiro
no dia em que você me viu com a Odete
sentado na mesa de um bar do Salgueiro
assistindo a um jogo do nosso escrete.
Consigo até compreender seu ciúme
mas explico a partida era fundamental
Brasil versus a seleção do Djibuti
um dos clássicos do futebol mundial.
Amor, juro pra você que eu só via o jogo
dizer que eu estava de fogo
é intriga da oposição
Aquilo que você viu no meu copo era água
pura e simplesmente água
com gotinhas de limão (contra a indigestão...)
Escrito por Demas às 22h51
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Gripe aviária no Zimbábue ou você sabe o nome do goleiro do Saprissa?
Bem, se o time da Libertadores era bom, este está melhor – não perdemos ninguém e trouxemos uns três mais-ou-menos. Uma capivara apareceu hoje à beira da Marginal Tietê, na altura da Ponte do Piqueri. Mas este negócio de poupar time, nem sei a última vez que vi o Danilo jogar. Começa amanhã o julgamento dos assassinos de Dorothy Stang. O negócio de chegar antes é bom, acostumar com o fuso. Receita libera amanhã consulta ao 7° lote da restituição. Mas esse negócio também é esquisito: tá certinho demais – complementos vitamínicos personalizados, choquinho no avião, teste do suor. Donos da Daslu são acusados de formação de quadrilha. Acho que o Amoroso e o Grafite formam uma dupla infernal – os dois anotam e abrem pelo cantos: pra quem tem o Mineiro, isso é um estouro. Prefeito de Biriba Mirim decreta: é proibido morrer. O Autuori mandou bem na entrevista ao dizer que temos de pensar no 1° jogo, mas esse cara também não empolga ninguém, nem o time dele. Parte do dinheiro perdido por fundos de pensão pode ter ido para o exterior. E o Rogério marcando de falta no Liverpool – vai reprisar na Europa por um mês. PF intima Delúbio a explicar dinheiro pago à Coteminas. O Liverpool ainda pega o Middlesbrough antes de viajar. Europeu tem jet lag? Presidente do Irã diz que Israel deveria ser na Europa. E a invencibilidade dos egípcios vale alguma pataca? Quina acumula e pode pagar R 1,2 mi no próximo sorteio. E o time de aluguel, vira? 80 mil participam de homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Três zagueiros, Cicinho querendo provar que não é só uma invenção do Luxemburgo; mas o Júnior parece que está gripado. Sem-terra interdita rodovia em Goiás. A camisa de treino é a mais bonita que já vi, a de jogo é ok, mas e o bosta do Edcarlos, e o Souza?. Você acha que Bia Falcão deve mesmo deixar “Belíssima”? Dia 14 de dezembro de 2005, 07h20. Que dia é hoje?
Escrito por Demas às 22h10
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Outro brinde, outro beatle
Bolonistas de cá, de lá e de acolá
Este nosso tempo não é batuta. É feio. O senso comum está a galopar feito um louco octópode carnívoro desgovernado, que dilapida tudo. O maior problema não é que o senso comum seja reacionário ou conservador em seus arraigados conceitos sociológicos, filosóficos, políticos, econômicos, morais ou futebolísticos. O grande, e o inevitável problema, é que os conceitos não têm conteúdo, não há valores, não há nada. Existem meras etiquetas, “standards”, padrões.
Uma geração deprimida a nossa. Acordamos para ler um jornaleco e, no fundo, gostamos. O jornaleco não nos faz pensar e emite, ou vocifera, opiniões com um grau abjeto de banalidade que nos faz sentir bem em não ter que argumentar, que duvidar, que discordar. O senso comum impera em todas as páginas, exceto uma ou duas, que no conjunto resulta no nada mesmo. A dúvida é a dúvida da bolacha que vende mais porque está fresquinha ou é fresquinha porque vende mais: é o senso comum que se espelha na mídia ou é a mídia que faz o senso comum? Mas nem isso, nem isso, ousemos perguntar.
E dormimos, catatônicos, para assistir ao programa de “entrevistas” que é uma cópia de alguns programas de entrevistas norte-americanos, na mais rasa demonstração do que seja um chupim, o mais completo repertório de frivolidades da mal tratada televisão brasileira, travestido em programa para intelectuais. Mas, no fim, como estamos anestesiados, é até bom, dormimos sem nenhuma tentação.
O sucesso - sabe-se lá o que é isso – é algo que pode ser mensurado com as repentinas aparições em revistas dominicais ou semanários ilustrados. Ou com a ostentação de algum brinco de uma loja de grife, quem sabe um relógio ou um carro com chip lunar embutido. Definitivamente, não é um tempo batuta.
Mas porque tantas linhas escritas para descrever tanta animosidade? Hoje, em 1980, morreu um torcedor do Everton, o outro time da cidade de Liverpool. É senso comum dizer que Lennon não era adepto do senso comum. É senso comum admirar Lennon. Assim como é senso comum admirar Che. Eu sei que é. Mas nesse senso há dissenso, porque Che não é um rosto numa camiseta. Para o senso comum a letra de “Imagine” é apenas uma canção de ilusões, perdida no tempo em que o mundo era outro mundo. Para mim, “Imagine” é uma espécie de Internacional, uma Internacional “revisitada”. Sou anacrônico, porque a letra de “Imagine” é uma canção de ilusões, perdida no tempo em que o mundo era outro. Mas era mundo.
Para quem não sabe, o nosso diário nasce de uma série de intermináveis correspondências eletrônicas, que discutiam rodadas e as facetas do campeonato de futebol e de um singelo Bolão. Estou amuado. O fim do campeonato nacional é o fim do nosso Bolão. Daí a pergunta inevitável? E Os Bolonistas? Chegou a hora do fim? Neste difícil ano de 2005, este local foi um abrigo vital para escrever, ler, conviver, refletir e duvidar. E ousar. Ousaremos, então.
Não há mais campeonato nacional, é verdade. Mas existem milhares de campos de futebol por aí, em praças, em colégios, nas ruas, nas praias e nos sonhos, acolhendo os mais diversos certames, esperando, ansiosamente, por um diário que apaixonadamente discorra sobre estes torneios improváveis e incomuns. Mãos a obra!
Ah... para variar, quase me esqueço: um brinde ao torcedor do Everton. Ao menos nesta semana, ele deve ser Tricolor. Deco, onde raios você descobriu que o cabra torcia pelo Everton?
08.12.2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 19h24
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“You Will Never Walk Alone”
Bolonistas, escrevo de Vitória, nome sugestivo para quem espera pelo Mundial Interclubes. Vitória de ruas aparentemente calmas. São alamedas cheias de árvores, restaurantes pequenos de comida marinha, padarias da esquina. (É tão bom para quem mora em Brasília ver padarias na esquina.) Mas a calmaria é uma farsa. Passamos pelas ruas aparentemente calmas de bairros de classe média amplamente escoltados. Quase não me toquei. Havia motos para todos os lados e, na saída do ônibus, revólveres e coletes, metrancas e coturnos. Vitória onde a vista da praia dá no porto virou uma falsa calmaria. E não é a calmaria do mar. Vitória está um pânico contido escondido na garganta. As capitais brasileiras estão um pânico. A falsa calmaria é de todos nós.
E, logo que cheguei, percebi que não importa aonde for, minha mente não está calma. Meu coração não está calmo. Está em ritmo de espera. Está conectado no Japão. Ok, há o tempo de comer o carangueijo do Gil, de ir atrás das autoridades, de conversar com os técnicos e dos intermináveis bate-papos com os jornalistas de plantão. Mas o Mundial está aí e a ebulição é fatal. Queremos antecipar os fatos e ver logo os jogos. Queremos notícias do mundial. E, aqui, em Vitória, os jornais também o relatam.
Não quero ser surpreendido como em 1982. Nem como o Barcelona de Cruyff em 1992, nem como o Zagalo com o Cruyff em 1974 e procuro, caço notícias sobre os adversários estrangeiros do Mundial.
Leio que esse Al Itihad é um Cruzeiro de 1997. Os árabes usaram mundos e fundos (e muito petróleo, acredito) para pinçar bons jogadores aqui e ali. Levaram o Tcheco, do Coritiba, e o Marcão, do Atlético do Paraná. E o ataque tem o camaronês sempre promessa Job e o Kalon, de Serra Leoa. Como acompanho os intermináveis 0x0 do cálcio, posso dizer que o tal de Kalon é um baita jogador. Ele jogava com a camisa 3, estranha para um atacante. E como 3 subia mais que os zagueiros centrais dos outros times. Era o 3 que humilhava os outros 3. Cumpria melhor do que eles a função daquela camisa. Kalon foi nome de gol na Inter quando o Fenômeno estava contundido, e depois dele também. Mas o Itihad entra como o time-em-cima-da-hora. Os mercenários de plantão. Será?
Leio. que o Al Ahly está invicto há 52 jogos. São dez jogos sem derrotas apenas no campeonato egípcio. O que é o campeonato egípcio? Não dá pra ter a mínima noção. O fato é que o time não perde há um ano e meio. Lembro que, nos anos 90, o Sport ficou uns 50 jogos invictos no campeonato pernambucano. Aí, falaram que o campeonato era fraco e o Sport respondeu com uma terceira colocação no Brasileirão. Então, os futebolistas olharam retroativamente e deram mais valor aos 50 jogos invictos. Será o Al Ahly assim imbatível? Será?
E o Liverpool, este eu estudei atentamente no último interclubes de botão. O Liverpool tem um espanhol renegado de centro-avante. Morientes foi o reserva eterno do Real Madri. E tem um legionário no ataque, o Cissé. Ele faz parte da legião estrangeira que veste as cores da França, Copa após Copa, desde Fontaine, até Zidane, Trezeguet, passando por Tigana. É a legião sem fim quem defende a França. E tem um craque, o tcheco Milan Baros. Baros é o “Maradona de Ostrava”. Conversei outro dia com um colega que, por ironia do destino (ou melhor, das viagens sem rumo pela Europa) esteve em Ostrava. Assistíamos a Eurocopa e quando falei que o Baros era de lá, ele não acreditou que a roça européia também produzia finos meia-atacantes. E, para completar, o Liverpool tem o Luis Garcia, o camisa 10 do time campeão da Europa que é encoberto pelo 10 da seleção da Espanha, o Raul.
Agora, se há algo para temer do Liverpool, não é o time. As equipes brasileiras podem ganhar de todos eles. Também não temo a torcida, que matou belgas e italianos nos anos 80. A torcida do Liverpool não tem (ou não teve) os quatro torcedores mais importantes da cidade, pois John, Paul, George e Ringo preferem (ou prefeririam) o Everton. Essas falhas da torcida do Liverpool nunca serão reparadas.
O temor do Liverpool é o lema do time: “You Will Never Walk Alone”.
É um ensurdecedor grito de que não importa o que façam o renegado, o legionário, o Maradona da roça européia, o 10 que não é 10 onde deveria ser 10. Eles nunca estarão sozinhos. Onde chegarão então?
Escrito por Jubas às 19h17
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Escrito por Frank às 14h56
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Mumu da Mangueira

Ok, apenas uma homenagem ao Mussa.
Viva o Mumu, FOREVIS , CACILDIS...
E aí, vai rolar a COPA CACILDIS?
Escrito por Frank às 14h53
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Toc, toc, toc. Ptu, ptu.
Bolonistas descrentes e bolonistas devotos:
Depois da Fafá e do cocar de Lula, o oráculo Pelé. Deu na Folha de hoje:
"Hoje, sem dúvida nenhuma, o melhor do mundo é o Brasil. Pode fazer até dois times com a seleção brasileira e seriam os melhores. Daqui até a hora da Copa as coisas podem mudar. Mas hoje o Brasil é o favorito".
Diz mais:
"Quem está bem na Europa é a Inglaterra. A Itália também me impressionou. E, evidentemente, a Argentina, rival histórica do Brasil, que tem grandes jogadores. Esses são páreos duros"
Pra quem não se lembra, vá lá:
1994: "Não tenho dúvida: a Colômbia é o melhor time do mundo"
1998: "A Espanha vive boa fase e é uma das favoritas. O Brasil tem problemas na defesa e no jogo coletivo"
2002: "Argentina, Portugal e França brigarão pelo título. O Brasil não está entre os favoritos"
Moral da história 1 – brasileiros, ingleses, italianos e argentinos: tremei.
Moral da história 2 – craque que é craque não sabe apostar.
Escrito por Demas às 10h15
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God you know it ain't easy
Há 25 anos morria um torcedor do Everton. Torcedor mequetrefe, que bola não era seu lance. Mas não o julguemos, que torcer para time inglês também não deve ser mole. Meu brinde é dele hoje, torcedor do maior rival do Liverpool, mas nome do aeroporto de lá. Bless ya.

Escrito por Demas às 23h22
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Encontro Histórico

Aqui vai a foto de celular - não lembramos de levar máquina fotográfica - do segundo encontro dos Bolonistas, realizada no Bar Bella Rubia, dia 01/12/2005. Ausentes os queridos Pedro e Ricardo, que participram via telefones de bebuns. Em pé da esqueda para a direita: Franklin, Daniel, Fernando, Demétrius, Luís Massoneto e Ju Basile. Agachados: Renato, Fernando Amaral e Álvaro.
Abraços e boa leitura.
Escrito por Renato às 21h30
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Cadê o Guga
O Brasileirão acabou. Quarenta e duas rodadas de emoções e polêmicas e pronto, acabou-se. O Corinthians levou a taça, mas também a irrecuperável mácula de um torneio que se fez trôpego, cambaleante, como se o troféu não tivesse base firme, um joão-bobo que empurrado de um lado a outro insiste em permanecer em pé. Os torcedores do Timão não se abalam, empurrados, se aprumam. – A taça é nossa! Aos outros resta a inveja ou alguma certeza de que o campeonato foi mais disputado nos tribunais que no campo. O Internacional comemorou, tentou aparar o joão-bobo quando ele cambaleou para o sul, a empurradinha foi dada por uma juíza. Será que ela conhece a regra do impedimento? Machismo ingênuo a parte, o Internacional fez grande campanha, mas lhe faltou competência para ganhar mais jogos, alguns fáceis, pelo menos na análise, futebol se resolve no campo, o gol é tudo e eles não o fizeram em momentos cruciais. O Corinthians se aproveitou bem dos re-jogos e ampliou a vantagem. Fazer o que? Houve, dirão para sempre todos os outros torcedores ao lembrarem o Campeonato Brasileiro de 2005, um torneio que teve jogos repetidos, tendo em vista a corrupção de juízes e cartolas e que facilitou por um lado a campanha de uns e atravancou a de outros. O Inter vai reclamar para sempre que no total de pontos, sem os re-jogos, teria melhor campanha, enquanto para o Timão isso pouco importa, jogou com as regras e levou o Caneco, mesmo sem conseguir os pontos que diminuiriam a polêmica e que fariam mais firmes a vitória e a base do boneco. Enfim, acabou, parabéns aos Tetracampeões, parabéns aos Colorados que foram guerreiros, mas lamentarão o insucesso por não terem engrossado um pouco mais o caldo para dar sustância. E agora? Cadê as emoções, cadê? Campeonatos pelo mundo estão rolando, mas no final do nosso calendário sempre fica um vazio, torcer para que? Pra quem? O Gaúcho está lá na Espanha encantando o mundo e o Milan tem o time que, eu acho, vai ganhar a Copa dos Campeões, mas aqui tudo está quieto, silencioso, afora umas discussões de boteco que reanimam o ente morto, o passado, não temos mais campeonato, o Zecão é campeão do Bolão e esse finda com o Brasileiro. A temporada de porrinha vai longe, e o de cuspe a distância foi no meio do ano, eu me preocupava com o Mengão nessa época, não acompanhei. Parece que esse ano não haverá campeonato de aparadores de árvore por falta atletas e não televisionarão os jogos indígenas. Não assisto mais voleibol e o Guga... Cadê o Guga, mesmo?
Escrito por Renato às 20h52
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Crônicas Italianas III
Calcio histórico
Andar pelas cidades italianas traz uma sensação curiosa. São cidades pequenas, com ruas estreitas, sinos de igrejas, praças interioranas com cadeiras e mesas na calçada. E os italianos fazem aquele ar de grandiosidade, como se essas cidades já tivessem conquistado o mundo. De fato, as cidades italianas são, para eles, o mundo. Não é à toa que chamam as cidades de “paesi”. São os pequenos países deles, suas grandes e pequenas nações. É onde vivem e onde carregam as suas bandeiras. E é através desses “paesi” que eles competem, hoje, no futebol. Vejo a tabela do campeonato italiano e mais de 90% dos times carregam o nome de suas cidades. São os antigos reinos de Genova, Napoli, Reggina, Parma. As exceções, como a Juventus e o Chievo, têm no sobrenome a cidade-estado de antigamente: Juventus di Turim, Chievo Verona. Essa sensação de grandiosidade local aumenta quando passamos pelas cidades que, de fato, conquistaram o mundo. Se você já foi à Nova York – e teve a sensação de estar na capital do mundo – imagine Veneza e Firenze no século XV. Foram as capitais do mundo e, até hoje, guardam cada traço daqueles tempos. Vi, na Piazza San Marco, em frente à Basílica de Veneza, uma manifestação atual dessa grandiosidade passada. A Roma, cheia de “brasilianos”, veio enfrentar o Venezia. A torcida romana olha para os venezianos e grita: “Ave, Cesare”. Os venezianos respondem fechando as pontas dos dedos e balançando as mãos – um gesto de “que brincadeira estúpida”. Os romanos sabem que incomodam os locais e partem para os turistas. Levantam os braços em saudação: “Ave, Cesare”. E vêem os flashes das fotografias. Curioso. Ainda não cheguei a Roma, mas vi nos jornais as fotografias colocando Totti lado a lado com os imperadores da história antiga. Totti é igual a Cesar, a Constantino, a Adriano. Confiro novamente a tabela do “calcio” e percebo que, infelizmente, os times das cidades por que passei, andam muito mal das pernas. O Venezia é o último colocado no campeonato e já está condenado à segunda divisão. A tradicionalíssima Fiorentina é a penúltima e, para a tragédia da cidade, também deverá cair ao final da temporada. Sinto uma certa tristeza por essas duas cidades e suas equipes de futebol. Como podem, depois de dominarem o mundo, Veneza e Firenze verem os seus times relegados à segunda divisão? E o pior: enquanto isso, outras cidades que não passaram de meros entrepostos comerciais da antiga Europa, como Manchester e Leverkusen, decidem uma vaga na final da Copa dos Campeões. Imagino que belos times históricos seriam os de Veneza e Firenze. Como seriam imbatíveis! O primeiro teria San Marco no gol para intimidar os adversários. Quem faria um gol num apóstolo? No meio-campo, a criatividade de Tintoretto (com seus lançamentos “chiaro-scuro”), Bosch (o precursor das jogadas surrealistas), Giotto e Canova. Os alas seriam os corajosos Ruggero e Bon – os dois mercados que roubaram o corpo de San Marco da Alexandria no século IX e o trouxeram de barco para Veneza. A defesa teria San Teodoro, aquele que domina o leão de asas, o protetor da cidade, grande beque. Vivaldi seria o líbero para a equipe sair tocando a bola com classe. O ataque seria imbatível com os desbravadores Marco Polo e Casanova. O time de Firenze também começaria com um grande goleiro e teria um meio-campo pra lá de criativo. O goleiro seria Dante, o infernal. Passar por ele seria o purgatório. O meio-campo seria comandado pelos lances geniais de Michelangelo (camisa 10), acompanhado dos craques Donatelo, Fra Angélico e Piero Della Francesca. A dupla de ataque seria formada pelos “diventanti” (os inventores) Américo Vespucio e Galileo Galilei. Galileo, aliás, nasceu em Pisa, mas teria o maior prazer em defender o time da capital da Toscana. O líbero seria Maquiavel, o homem exato para indicar à equipe o momento certo de defender e de atacar. Na defesa, três apoiadores extremamente entrosados: Cosimo, Giugliano e Lorenzo di Médici. Os Médici, aliás, seriam os patrocinadores do time (o que garante a escalação). Agora, vejamos como seria a ficha técnica desse duelo histórico: Venezia – San Marco; Vivaldi; Ruggero, San Teodoro e Bon; Giotto, Canova, Bosch e Tintoretto; Marco Polo e Casanova. Fiorentina – Dante; Maquiavel; Cosimo, Giugliano e Lorenzo di Médici; Donatelo, Fra Angélico e Piero Della Francesca; Michelangelo; Américo Vespucio e Galileo Galilei. Hora e local do jogo: por do Sol, num campo neutro, o Coliseu de Roma. Seria, definitivamente, um dia histórico para o “calcio”.
Escrito em 10/4/2002. Ao final da temporada, Venezia e Fiorentina caíram para a segunda divisão.
Escrito por Jubas às 17h20
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Pré-Bolão
Comecem a estudar as apostas:
| SORTEIO DA COPA DO MUNDO |
| Cabeças-de-chave |
| Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália, México |
| Pote dois |
| Austrália, Angola, Costa do Marfim, Equador, Gana, Paraguai, Togo, Tunísia |
| Pote três |
| Croácia, Holanda, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça, Ucrânia |
| Pote quatro |
| Arábia Saudita, Coréia do Sul, Costa Rica, Estados Unidos, Irã, Japão, Trinidad e Tobago |
| Pote especial |
| Sérvia e Montenegro |
Escrito por Luís às 09h53
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RESULTADO FINAL
1) Eu, o dono do bolão, ganhei com 145 pontos de vantagem sobre o segundo colocado - e 615 sobre o último;
2) A disputa pelo segundo lugar foi acirrada, mas, no fim das contas, ficou com o Revisor Oficial;
3) Sem o Galo na primeira divisão, o Frank é franco favorito para ganhar o bolão do ano que vem;
4) Amaral, parabéns pela reação na última rodada;
5) Demetrius, você é o pior apostador de bolão de todos os tempos. Francamente.
| Daniel |
3560 |
| Fê BSB |
3415 |
| Frank |
3410 |
| Ju Basile |
3405 |
| Renato |
3395 |
| Massonetto |
3270 |
| Caubas |
3175 |
| Ogro |
3150 |
| Pedro |
3010 |
| Fê SP |
2950 |
| Deco |
2945 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 08h27
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um estranho no ninho
Domingo, dia 04 de dezembro, meio dia, Goiânia:
1-O restaurante tacho de cobre é muito bom. Destaque para o mano da fiel que veio perguntar, após a nossa refeição, se "tinha jeito" de ele surrupiar os pedaços de torresmo e mandioca que sobraram nas nossas fartas porções.
2-Entrada no Serra Dourada. Estádio lindo. Lotação absoluta, metade para cada torcida. Realmente uma final com duas torcidas vibrando é um espetáculo único.
3-Corinthians campeão, justamente, com um time regular e um argentino fenomenal (só pode ser de Jujuy).
4-O Goiás, de forma bucólica, com o patrocínio de uma clínica odontológica, que disponibilizou um homem-dente para fazer propaganda no gramado, um time bem armado, regular, com um excelente goleiro (Harlei) e um craque na lateral direita (Paulo Baier) conseguiu uma justíssima classificação para a Libertadores e ainda jogou uma aguinha no chopp do Corinthians.
5-Por fim, este foi o fecho do ano de 2006 para o bolão do Zecons, que foi a pedra fundamental deste blog, aonde velhos amigos se reencontraram e se redescobriram, novas amizades foram feitas, informações úteis ou meras curiosidades foram apresentadas, talentos se revelaram. A síntese disso tudo aconteceu no velho Bella de guerra, na última quinta, com a presença do nosso homem no STF e meia-armador do Velo Clube nas horas vagas e com os lamúrios pela ausência de um certo americano-candango-soteropolitando e do homem mais importante de Mirassol. Saudades de você, Caubas!!
6-Que os deuses façam de 2006 um ano ducaralho para todos os que torcem e sofrem (especialmente para o Franklin).
Escrito por Ogro às 18h18
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Catedráticos
Bolonistas Nostálgicos Futebol Clube
Devo ter dito em algum lugar por aqui que o futebol que existe de fato está guardado lá na nossa infância. Esta é a razão objetiva para que nossos pequenos e grandes corações, nossas pequenas e grandes lembranças sempre remontem pés descalços, bola de futebol de promoção de supermercado, pipa, papagaio e jogo de bafo. E futebol de botão. Não é por acaso, não é, que para nós os times da década de oitenta ainda estão vivos. Para nós, amanhã tem sempre jogo do Pita, do João Paulo, do Nilton Batata, do Tita, do Jorginho, do Baroninho e do Guina. Aliás, Guina era nome de um dois ou três centro-avantes diferentes, de diferentes times. Será que alguém tem a camisa do XV de Jaú? Por mais que a Copa de 94 tenha Romário, sempre queremos revisitar 82. Menos o Ricardo, ainda guri em 94, que chora toda vez que lembra do gol do Branco contra os holandeses. Exceto eu, que em minhas memórias também queria que aquela bola do Platini não entrasse e que Muller pudesse enfrentar novamente os argentinos. Bom... tem o Franklin que gostaria muito de ver o Reinaldo, curado do joelho, enfrentando a Copa de 1978. E, é fato, o Masson, o Fê, o Daniel querem que o Marcos não jogue aquele jogo, que não é de Copa mas é. Futebol é lugar de infância. A Copa sempre estará entre a primeira e a segunda lembrança daquele escorregador da praça da Avenida Nove de Julho ou daquele trem lá do Ibirapuera, o parque dos parques, e que tem uma foto magistral que virou poster, eu e o Du, de cabelo encaracolado. O Mundial estará sempre naquelas partidas com os milicos aposentados de algum campo de alguma superquadra da Capital Federal.
Escrevo estas linhas porque estive na Capital Federal na última semana. Lá fiz minha primeira defesa oral no Supremo Tribunal Federal, o STF. Esta parte é da vida adulta, aquela que veste terno e gravata, que tem horários e cronogramas, e prazos e dívidas, e que é boa e ruim, é nexo e desconexo, é tese e antítese. Foi assim no Supremo, foi uma vitória e uma derrota. Mas também tive Copa do Mundo lá na Brasília. E, fico muito feliz por isso. Guardo aqui a camisa do Treze que ganhei de um grande amigo. Treze de Campina Grande que derrotou o Tricolor nos anos oitenta, derrubando uma invencibilidade que poderia entrar na história, fato este lembrado e cantado por outro amigo. E que palavra é esta, a amigo? Indubitável, lembrar que o Timão foi campeão do mundo e não foi, porque só assim tem graça. Indubitável, o Pedrão debulhou-se entre as ondas da telefonia celular, de Salvador para Brasília. Saudade, que é coisa de amigo também.
Eu também percebi que todos não gostamos do Brasiliense. Com certeza é a antipatia que nasce da ojeriza ao dono do clube. Ojeriza a tudo aquilo que deveria ser infante é não é, porque aqueles pedaços de memória não podem ser destruídos sem pudor pelo ardil despropositado, do único propósito de ganhar. De ganhar, o que? Eles não sabem, não desconfiam e o prazer deles é um exercício solitário de esperteza cínica.
Percebi, assim, as crianças que somos quando estamos na tela deste Bolonistas. E deu uma saudade lascada do Velo Clube, do embate entre o River e o Flamengo, o outro, do Chacarita, do CEUB e da seleção da Nova Zelândia, que só existe nos campeonatos de botão. A Copa é a das memórias. Vô Joãozinho dizia isso ao cantarolar os versos da música de 34..."Eu quero é mudar meu nome/Se souber que o Brasil não venceu/Com esta linha de frente: Leônidas, Perácio e Romeu".
Ah, quase ia me esquecendo de duas coisas. Três. A primeira, o Timão é tetra e isso pouco importa, ou muito importa, sei lá. A segunda, o Romário é um moleque, não é? Por fim, aos candangos, a catedral de vocês é qualquer nota. É isso, um abraço. Grande abraço.
05/12/2005
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 14h15
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O melhor do Brasileiro é o argentino

Escrito por Zecão às 14h04
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Escrito por Zecão às 13h57
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90/98/99/05
TETRACAMPEÃO
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Escrito por Zecão às 12h52
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TIMÂO
TETRACAMPEÃO
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Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Zecão às 12h50
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Treta Campeão! Treta Campeão!!!
Escrito por Amaral às 11h47
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É tetra! É tetra! É tetra!
TETRACAMPEÃO
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Escrito por Luís às 11h38
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TIMÃO
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Escrito por Zecão às 10h56
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TETRACAMPEÃO
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Escrito por Fernando às 09h56
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Sempre fui contra a remarcação de partidas. À época, já previra o que aconteceria: não se muda a história impunemente. Anular partidas é concretizar o "e se", desejo de todo bolonista em mesa de bar. E se anulassem aquele fatídico Brasil e Itália, aquele Brasil e Uruguai, aquele Corinthians e Palmeiras? E se o Ronaldo não tivesse surtado, e se o Romário tivesse sido convocado, e se?
Corithians e Inter fazem a mais empolgante disputa de um título em anos. E se o Zveiter não existisse? E se não houvesse o desgaste das partidas remarcadas, o cartões dos jogos "rejogados" e a responsabilidade de confirmar um título tendo aberto nove pontos de diferença?
Sou contra a confirmação do "e se". Ela é boa em mesa de bar, ex-machina. Se não exisitisse o "e se", o futebol perderia a graça. Viraria basquete. É o que descobrimos no campeonato deste ano.
Um abraço, estou saindo pra Goiânia. Se tudo der certo, beberei à vida. E se der errado? Ficarei triste, à espera do texto Verissimo para me fazer sorrir.
Escrito por Luís às 11h42
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A day in the life
Esta é a despedida de Best. Futebol é um jogo? Não, não é. Um beijo no irlandês.

Escrito por Demas às 11h21
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Papai Noel
Foi num desses dezembros. Estava num desses shoppings com o irmão da Viviane, o Junior. Ele tinha uns seis anos e já era o meu melhor amigo. Então, chegamos perto de um desses cercadinhos de Natal, com suas imensas decorações. Eram bolas de todas as cores e tamanhos, estrelas pequenas e brilhantes, pinheiros, renas, duendes e, no meio disso tudo, o Papai Noel. Eu falei pra ele: “Vai lá, cara, pedir o seu presente!” E o Junior olhou para o Papai Noel com uma cara meio desconfiada. Subiu as sombracelhas e não sorriu. Olhou de volta para mim com uma cara de “Tenho mesmo que ir?!” Eu insisti: “Você não quer pedir o seu presente para o Papai Noel?” E o garoto andou em volta do cercado do Papai Noel. Passos vagarosos, olhar de dúvida. Demos uma, duas, três voltas e nada de ele decidir. Até que ele parou num ponto estratégico, um canto na diagonal atrás e a esquerda do trono do Papai Noel. Lá, poderia observar sem ser observado. Ficou com os olhos fixos para o velhinho, pôs a mão no queixo e começou a me fazer várias perguntas. “Juliano, o Papai Noel usa pulseira?” “Ele é tão baixo assim?” “A barba dele é de algodão?” “Ele não vive no Pólo Norte?” A sensação que o Junior teve com aquele Papai Noel é a mesma que tenho com relação ao “título mundial” do Corinthians. Você olha para aquilo, pensa um pouco e logo desconfia. Os europeus não vieram com os times reservas? Se o Corinthians não ganhou a Libertadores por que estava lá? Foi um torneio-teste, ou um torneio de verão? E por que só teve um torneio? E por que foi no Brasil? Não teve jogo de volta contra os europeus?!!! O fato é que o “torneio mundial” do Corinthians está numa das estrelas da camisa do Timão, mas todas as outras torcidas insistem em ignorá-la. Tudo bem que essa história de estrelas na camisa seja uma das coisas mais mal organizadas no futebol brasileiro. É para disputar com os problemas do STJD. No Brasil, há times campeões da segunda divisão com a mesma estrela dourada na camisa do que campões mundiais. Gama e Brasiliense tem estrelas douradas pela Série B. O Santos também, mas é por Pelé em vitórias sobre Milan e Benfica. O Sport é outro time com duas estrelas na camisa: uma de vice-campeão da Copa do Brasil e outra de campeão brasileiro num título que o Flamengo reivindica para si. Pode? Pode, sim. O São Paulo tem quatro estrelas. Não seriam só duas, das vitórias contra o Milan e o Barcelona? Não. O São Paulo resolveu homenagear dois bronzes olímpicos de Adhemar Ferreira da Silva, o salto-triplista. São duas estrelas vermelhas. Bronzes vermelhos! Dá pra acreditar?!! Na Itália, por exemplo, não dá. Lá, para ter uma estrela dourada na camisa, o time precisa vencer 10 campeonatos italianos. Ou seja, só existem quatro estrelas douradas na Itália: Juve (27 títulos), Milan (15) e Inter (13). Sem graça? Imagine para o Genoa, que ganhou o nono título em 1924 e espera há 80 anos para por uma única e preciosa estrela na camisa. E o Genoa caiu para a segunda divisão e lá a segundona não dá estrela. Mas, voltemos ao Papai Noel, quer dizer, ao “título mundial” do Corinthians. Bem, ele não está só na estrela, estranha estrela na camisa. Há uma faixa bem grande no Parque São Jorge, voltada para a marginal comemorando o feito. É como se dissessem: “é, sim, para acreditar”. Acho que o “mundial corinthiano” é o “título-provocação”. Corinthianos olham para os são-paulinos que ganharam do Milan e do Barcelona e falam que a vitória sobre o Vasco é a única que conta. Olham para o Santos de Pelé e dizem que o que vale foi o 0x0 contra o Vasco. Olham para o Flamengo de camisas brancas de Leandro, Junior, Zico e Nunes e falam que o deles é o melhor, o mais reconhecido, pois é o “mundial da Fifa”. Ok, ok. Mas é também o “título-polêmica”. Li na internet outro dia uma provocação do Juca Kfouri. Acho que ele queria trazer olheiros para o seu blog e tascou algo como: Fifa reconhece o Corinthians como único campeão mundial. Então, Juca, como fica o Boca que ganhou do Real Madri em 2000? O Boca ganhou a Libertadores e, depois, ganhou do Real que ganhou a Copa dos Campeões. Não seria ele o verdadeiro campeão de 2000? Ou temos dois campeões mundiais em 2000? Pois, em 1999, o campeão foi o Manchester que ganhou do Palmeiras, não é isso? Onde colocar esse “título-sem-ano”, esse “título-oficialesco”, provocativo, polêmico e incrédulo, essa estrela que querem “não-estrela”? Esse não-título.
Escrito por Jubas às 10h18
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Uma dica.
Bolonistas em fim-de-ano:
Acabo de comprar o presente de meu amigo secreto. Uma jóia. Mas não escrevo pra contar isso, a razão é outra. A razão? A razão é que todos devem conhecer a Só Futebol Brasil. Outra jóia.
http://www.sofutebolbrasil.com
Escrito por Demas às 17h18
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Sobre o Mundial...
Sobre a Copa Habib´s, o ato falho da Fifa, sobre o Japão, a Toyota, estou com Ceni:
"O Corinthians tem todos os méritos porque venceu a competição que disputou e tem todo o direito de comemorar. Mas é um titulo à parte das disputas que vinham desde 1960. Para mim, o campeão mundial (de 2000) é o Boca Juniors (que ganhou o Intercontinental)".
Diz mais o arqueiro:
"Eu não posso me formar em direito e prestar o vestibular depois. Isso não é possível".
É o que acho.
Escrito por Demas às 15h49
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O I Mundial de Clubes
Brasil 2000: El mundo recibe una lección de samba (FIFA.com)
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Un evento pionero: El Campeonato Mundial de Clubes de la FIFA disputado en Brasil fue el primer acontecimiento futbolístico internacional del nuevo milenio. Esta valiente y novedosa iniciativa para lograr una comunidad de clubes más globalizada contó con una increíble colección de los mejores talentos del planeta, y sin duda resultó ser un magnífico escaparate. Ocho clubes, que representaban a todos los rincones del mundo del fútbol, se dieron cita en Río de Janeiro y São Paulo, bajo el cálido sol sudamericano del que para muchos es el país por excelencia de este hermoso deporte. Entre la lista de contendientes, repleta de estrellas, figuraban el Club del Siglo de la FIFA, el Real Madrid, de la prestigiosa Primera División española, y el Manchester United, de la Primera Liga inglesa y recientemente coronado campeón de Europa. El equipo que ganó el triplete en la temporada 1999/2000 llegó incluso a renunciar a la oportunidad de defender su Copa de la FA para medirse a los mejores clubes del mundo en el país del carnaval y la samba.
Campeones: Los dos participantes brasileños, el Vasco da Gama, de Río, y el Corinthians de São Paulo, se enfrentaron bajo el sol abrasador de Sudamérica en una final local atestada de estrellas. El conjunto de São Paulo consiguió ganar por los pelos a sus rivales (4-3) en una tanda de lanzamientos penales después de 120 minutos de fútbol táctico y sin goles. Tras empatar con el Real Madrid y deshacerse del Al Nasr saudí y el Raja de Casablanca marroquí en la primera ronda, el Corinthians y su elenco de purasangres (Vampeta, Freddy Rincón, Edu, Dida y el incomparable Edilson) se proclamaron merecidamente campeones frente a los 73,000 espectadores congregados en el legendario Estadio Maracaná de Río.
Sorpresas: Una final sin ni siquiera uno de los equipos punteros de Europa fue sin lugar a dudas la mayor sorpresa del Campeonato Mundial de clubes de la FIFA. El poderoso Real Madrid español terminó en un decepcionante cuarto lugar, tras perder ante el Necaxa mexicano en el partido por el tercer y cuarto puesto. Los españoles no lograron acceder a la final debido a la diferencia de goles, ya que en su grupo acabaron empatados a puntos con el Corinthians, a la postre vencedor. La derrota del Manchester United por 3-1 a manos del Vasco da Gama hizo que los grandes favoritos del torneo tuviesen que hacer anticipadamente las maletas, víctimas de la eficacia de Romário y Edmundo. Este último jugador marcó el que fue sin discusiones el mejor gol de la competición.
El Necaxa, representante mexicano, dio la campanada al hacerse con el tercer puesto frente al Real Madrid, en un encuentro en el que se batió con garra hasta el pitido final. Liderado por el sorprendente ecuatoriano Agustín Delgado en la delantera, el elegante conjunto de Ciudad de México se deshizo de uno de los grandes de Europa en los penales y se marchó a casa con la cabeza bien alta.
Mejor jugador del torneo: El delantero del Corinthians Edilson fue el ganador del Balón de Oro de adidas al jugador más valioso de la competición. Sus dos goles y la asistencia que dio reflejaron sólo parcialmente las enormes y variadas cualidades de este fantástico futbolista. Con Edilson a la cabeza del ataque del Corinthians, Sudamérica dijo la última palabra en el acalorado debate acerca de qué continente luce realmente la corona futbolística mundial.
Estadísticas de Brasil 2000:
Clasificación final: 1- Corinthians 2- Vasco da Gama 3- Necaxa 4- Real Madrid
Goles anotados: 43 (media: 3.07)
Mejor ataque:
| Jugador |
Goles |
| Real Madrid |
9 |
Máximos goleadores:
| Jugador |
Goles |
| Nicolas Anelka (RMAD) |
3 |
| Romario (VDGM) |
3 |
| Fahad al Husseini (ALNAS) |
2 |
| Agustín Delgado (NEXA) |
2 |
| Edilson (CORINT) |
2 |
| Edmundo (VDGM) |
2 |
| Quinton Fortune (MANU) |
2 |
| Cristián Montecinos (NEXA) |
2 |
| Raúl (RMAD) |
2 |
Sedes: São Paulo, Río de Janeiro
Espectadores: 503,200 (Final: 73,000)
Asistencia media: 35,942
Un dato interesante: El árbitro holandés Dick Jol mostró ocho tarjetas amarillas en la disputada final entre el Corinthians y el Vasco da Gama, acérrimos rivales. El saldo fue de cuatro amonestaciones cada uno.
Escrito por Fernando às 09h26
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O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES
Campeonato Mundial de Clubes de la FIFA Todos los campeones
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En sus 44 años de historia 25 equipos han levantado la Copa Toyota y la Copa Intercontinental. Conozca en profundidad a cada uno de estos clubes en FIFA.com. (AFP) Kazuhiro NOGI
| (FIFA.com) 01 dic 2005
¿Recuerdan la exhibición en 1960 del tándem Di Stefano-Puskas en el Santiago Bernabéu, que arrolló al Peñarol ante el delirio de 120,000 aficionados; o la demoledora tripleta goleadora de Pelé dos años después en Lisboa, con la que el Santos derrotó al Benfica de Eusébio? ¿Y qué decir de aquella precisión en el pase con la que Zico hizo trizas la elogiada defensa del Liverpool en 1981, en un Tokio glacial; o de cómo, en 2000, Riquelme desquició a los jugadores del Real Madrid asumiendo la responsabilidad de proteger el balón y la ventaja de Boca?
La Copa Intercontinental y la Copa Toyota han brindado momentos míticos a la historia del fútbol. FIFA.com ha rebuscado a conciencia en los archivos para volver a narrar aquellas noches repletas de acción en las que estaba en juego el orgullo de Europa y de Sudamérica. Con las crónicas y alineaciones de los partidos; los perfiles de las estrellas de la competición y sus entrenadores; la historia en detalle de cada equipo y el recuerdo de imágenes olvidadas, presentamos a los 25 clubes que se han proclamado campeones mundiales.
Desde el Ajax hasta el Vélez Sarsfield y de Uruguay a Serbia, la corona ha ido pasando por numerosos rincones del planeta y ha sido compartida casi a partes iguales entre los dos grandes continentes futbolísticos durante los 44 años de torneo. De los 11 países distintos que lo han ganado, los conjuntos argentinos son los que han sumado más títulos (9); mientras que, por equipos, Boca Juniors, AC Milan, Real Madrid, Peñarol y Nacional se llevan la palma, con 3 triunfos cada uno.
En cualquier caso, la competitividad de la cita intercontinental nunca ha estado en duda. A la vista del Sudamérica 13 - 12 Europa que señala el marcador y pese al cambio de denominación, formato y sede que sufrió en 1980, siempre ha estado enormemente disputada. De ser una final a doble partido (ida y vuelta), la Copa Intercontinental se trasladó a Japón hace 25 años para convertirse en la Copa Toyota, que entrañaba un enfrentamiento anual a partido único entre los campeones de la UEFA y la Conmebol.
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| El Juventus de Turín ganó en dos ocasiones la Copa Toyota, en 1985 y 1996. En la imagen, Alen Boksic y Alessandro del Piero levantan el preciado trofeo tras imponerse a los argentinos del River Plate por 1-0 en 1996. |
| (AFP) |
| Este año, el torneo adquiere un tinte más universal con la participación de los campeones de las seis confederaciones de la FIFA. Deportivo Saprissa (Costa Rica, Concacaf), Liverpool (Inglaterra, UEFA), Sydney FC (Australia, OFC), São Paulo (Brasil, Conmebol), Al Ittihad (Arabia Saudí, AFC) y Al Ahly (Egipto, CAF) disputarán el Campeonato Mundial de Clubes de la FIFA Copa TOYOTA Japón 2005 del 11 al 18 de diciembre.
Europa confía en nivelar el marcador frente a Sudamérica. Sin embargo, en un torneo que ha deparado tantas sorpresas como grandes actuaciones en el pasado, bien podría salir a la palestra un nuevo continente, y ser un conjunto de estrellas de diferente hechura las que acaparasen el protagonismo.
Campeones anteriores AC Milan (Copa Intercontinental 1969; Copa Toyota 1989 y 1990) Ajax de Ámsterdam (Copa Intercontinental 1972; Copa Toyota 1995) Atlético de Madrid (Copa Intercontinental 1974) Bayern de Múnich (Copa Intercontinental 1976 y 2001) Boca Juniors (Copa Intercontinental 1977; Copa Toyota 2000 y 2003) Borussia Dortmund (Copa Toyota 1997) Corinthians (Campeonato Mundial de Clubes de la FIFA 2000) Estrella Roja de Belgrado (Copa Toyota 1994) Estudiantes (Copa Intercontinental 1968) Feyenoord (Copa Intercontinental 1970) Flamengo (Copa Toyota 1981) Gremio (Copa Toyota 1983) Independiente (Copa Intercontinental 1973; Copa Toyota 1984) Inter de Milán (Copa Intercontinental 1964 y 1965) Juventus (Copa Toyota 1985 y 1996) Manchester United (Copa Toyota 1999) Nacional (Copa Intercontinental 1971; Copa Toyota 1980 y 1988) Olimpia (Copa Intercontinental 1979) Oporto (Copa Toyota 1987 y 2004) Peñarol (Copa Intercontinental 1961 y 1966; Copa Toyota 1982) Racing Club (Copa Intercontinental 1967) Real Madrid (Copa Intercontinental 1960; Copa Toyota 1998 y 2002) River Plate (Copa Toyota 1986) Santos (Copa Intercontinental 1962 y 1963) São Paulo (Copa Toyota 1992 y 1993) Vélez Sarsfield (Copa Toyota 1994)
Escrito por Fernando às 09h20
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E SALVE O MENGÃO!!!!!!!!!!!!!1
Escrito por Pedrão às 22h53
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Mudando de pau pra escudo...Foi mal
Demas, pra você...
Todo o mundo acha que pode achar que é pop achar que é poeta todo mundo tem razao vence sempre na hora certa todo mundo prova sempre para si mesmo que não é derrota todo o homem tem voz grossa e tem pau grande e é maior do que o meu do que o seu do que o pedro sá todo o mundo há referencias, se compara só para ver que e melhor todo o mundo é mais bonito que eu mas eu sou mais que todos todo o mundo tem swingue, é feliz , é forte e sabe sambar todos querem mas não podem admitir a coexistência do orgulho e do Amor Porque eu sou melhor que você, Boa viagem Eu sou melhor que você, mas por favor fique comigo que eu nao tenho mas ninguém. Todo o mundo diz que sabe, quando diz que não sabe é porque é charmoso náo saber algo que todas as pessoas já sabem como é todo o mundo é especial, é original, é o que todos queriam ser não basta ser inteligente, tem que ser mais do que o outro para ele te reconhecer todo o mundo ganha grana para dizer que ela nao vale nada todo o mundo diz que é contra a violência e sempre dá porrada todos querem se apaixonar sem se arriscar nem se expor e sem sofrer todas querem vida fácil sem ser puta e com reputaçáo se reprimem e começam a dizer:
Eu sou melhor que você Eu sou melhor que você, mas por favor fique comigo que eu nao tenho mais ninguém. eu sou melhor é melhor que você, mais ninguém é melhor que você, mais ninguém Todo o mundo acha que pode achar que é pop achar que é poeta
Escrito por Pedrão às 22h53
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fora isso...
how can I repay
you for having
faith in me
God bless you...
SALVE O MELA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito por Pedrão às 22h31
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Acabado o bolão...snif snif
Saudades filha da puta
falei com vocês hoje....boas risadas....
Lanço nova proposta...músicas futebolísticas...
Ando com minha cabeça já pelas tabelas Claro que ninguém se toca com minha aflição Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela Eu achei que era ela puxando um cordão Oito horas e danço de blusa amarela Minha cabeça talvez faça as pazes assim Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas Eu pensei que era ela voltando pra Minha cabeça de noite batendo panelas Provavelmente não deixa a cidade dormir Quando vi um bocado de gente descendo as favelas Eu achei que era o povo que vinha pedir A cabeça de um homem que olhava as favelas Minha cabeça rolando no Maracanã Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas Eu jurei que era ela que vinha chegando Com minha cabeça já pelas tabelas Claro que ninguém se toca com minha aflição Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela Eu achei que era ela puxando um cordão Oito horas e danço de blusa amarela Minha cabeça talvez faça as pazes assim Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas Eu pensei que era ela voltando pra Minha cabeça de noite batendo panelas Provavelmente não deixa a cidade dormir Quando vi um bocado de gente descendo as favelas Eu achei que era o povo que vinha pedir A cabeça dum homem que olhava as favelas Minha cabeça rolando no Maracanã Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas Eu jurei que era ela que vinha chegando Com minha cabeça já numa baixela Claro que ninguém se toca com minha aflição Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela Eu achei que era ela puxando um cordão
Chico...
Escrito por Pedrão às 22h28
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Percebam o curioso lapso, na lista do site da FIFA, entre a letra "B" e a letra "E". Estranho, não??
Latest News
[FIFA Club World Championship] We are the champions 01 Dec 2005 From football poetry to pitch battles, FIFA.com features the 25 clubs that have triumphed...
Escrito por Ogro às 17h13
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Mundial
Bom, já que vão nos sacanear muito, que seja logo:
Todos los campeones (FIFA.com) 01 dic 2005
En sus 44 años de historia 25 equipos han levantado la Copa Toyota y la Copa Intercontinental. Conozca en profundidad a cada uno de estos clubes en FIFA.com. (AFP) Kazuhiro NOGI ¿Recuerdan la exhibición en 1960 del tándem Di Stefano-Puskas en el Santiago Bernabéu, que arrolló al Peñarol ante el delirio de 120,000 aficionados; o la demoledora tripleta goleadora de Pelé dos años después en Lisboa, con la que el Santos derrotó al Benfica de Eusébio? ¿Y qué decir de aquella precisión en el pase con la que Zico hizo trizas la elogiada defensa del Liverpool en 1981, en un Tokio glacial; o de cómo, en 2000, Riquelme desquició a los jugadores del Real Madrid asumiendo la responsabilidad de proteger el balón y la ventaja de Boca?
La Copa Intercontinental y la Copa Toyota han brindado momentos míticos a la historia del fútbol. FIFA.com ha rebuscado a conciencia en los archivos para volver a narrar aquellas noches repletas de acción en las que estaba en juego el orgullo de Europa y de Sudamérica. Con las crónicas y alineaciones de los partidos; los perfiles de las estrellas de la competición y sus entrenadores; la historia en detalle de cada equipo y el recuerdo de imágenes olvidadas, presentamos a los 25 clubes que se han proclamado campeones mundiales.
Desde el Ajax hasta el Vélez Sarsfield y de Uruguay a Serbia, la corona ha ido pasando por numerosos rincones del planeta y ha sido compartida casi a partes iguales entre los dos grandes continentes futbolísticos durante los 44 años de torneo. De los 11 países distintos que lo han ganado, los conjuntos argentinos son los que han sumado más títulos (9); mientras que, por equipos, Boca Juniors, AC Milan, Real Madrid, Peñarol y Nacional se llevan la palma, con 3 triunfos cada uno.
En cualquier caso, la competitividad de la cita intercontinental nunca ha estado en duda. A la vista del Sudamérica 13 - 12 Europa que señala el marcador y pese al cambio de denominación, formato y sede que sufrió en 1980, siempre ha estado enormemente disputada. De ser una final a doble partido (ida y vuelta), la Copa Intercontinental se trasladó a Japón hace 25 años para convertirse en la Copa Toyota, que entrañaba un enfrentamiento anual a partido único entre los campeones de la UEFA y la Conmebol.
El Juventus de Turín ganó en dos ocasiones la Copa Toyota, en 1985 y 1996. En la imagen, Alen Boksic y Alessandro del Piero levantan el preciado trofeo tras imponerse a los argentinos del River Plate por 1-0 en 1996. (AFP) Este año, el torneo adquiere un tinte más universal con la participación de los campeones de las seis confederaciones de la FIFA. Deportivo Saprissa (Costa Rica, Concacaf), Liverpool (Inglaterra, UEFA), Sydney FC (Australia, OFC), São Paulo (Brasil, Conmebol), Al Ittihad (Arabia Saudí, AFC) y Al Ahly (Egipto, CAF) disputarán el Campeonato Mundial de Clubes de la FIFA Copa TOYOTA Japón 2005 del 11 al 18 de diciembre.
Europa confía en nivelar el marcador frente a Sudamérica. Sin embargo, en un torneo que ha deparado tantas sorpresas como grandes actuaciones en el pasado, bien podría salir a la palestra un nuevo continente, y ser un conjunto de estrellas de diferente hechura las que acaparasen el protagonismo.
Campeones anteriores AC Milan (Copa Intercontinental 1969; Copa Toyota 1989 y 1990) Ajax de Ámsterdam (Copa Intercontinental 1972; Copa Toyota 1995) Atlético de Madrid (Copa Intercontinental 1974) Bayern de Múnich (Copa Intercontinental 1976 y 2001) Boca Juniors (Copa Intercontinental 1977; Copa Toyota 2000 y 2003) Borussia Dortmund (Copa Toyota 1997) Estrella Roja de Belgrado (Copa Toyota 1994) Estudiantes (Copa Intercontinental 1968) Feyenoord (Copa Intercontinental 1970) Flamengo (Copa Toyota 1981) Gremio (Copa Toyota 1983) Independiente (Copa Intercontinental 1973; Copa Toyota 1984) Inter de Milán (Copa Intercontinental 1964 y 1965) Juventus (Copa Toyota 1985 y 1996) Manchester United (Copa Toyota 1999) Nacional (Copa Intercontinental 1971; Copa Toyota 1980 y 1988) Olimpia (Copa Intercontinental 1979) Oporto (Copa Toyota 1987 y 2004) Peñarol (Copa Intercontinental 1961 y 1966; Copa Toyota 1982) Racing Club (Copa Intercontinental 1967) Real Madrid (Copa Intercontinental 1960; Copa Toyota 1998 y 2002) River Plate (Copa Toyota 1986) Santos (Copa Intercontinental 1962 y 1963) São Paulo (Copa Toyota 1992 y 1993) Vélez Sarsfield (Copa Toyota 1994)
Escrito por Zecão às 16h03
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Poder econômico
Goiás sugere negociação de jogadores por mala-preta do Inter Publicidade da Folha Online
A polêmica sobre a possível "mala-preta" que o Internacional poderia pagar aos jogadores do Goiás para que consigam uma vitória sobre o Corinthians no domingo, na última rodada do Campeonato Brasileiro, ganhou força nesta quinta-feira, quando a diretoria do clube goiano chegou a sugerir que a negociação seja feita diretamente entre os jogadores.
"Poderíamos colocar o Fernandão [do Inter] e o Paulo Baier [Goiás] para conversar. A diretoria é que não pode se envolver. Não sou contra o incentivo para vencer", disse o diretor de futebol do clube, Pedro Goulart, em entrevista à TV Globo.
O dirigente admitiu também que jogadores do Goiás já chegaram a receber dinheiro vindo do Cruzeiro para que vencessem uma partida contra o Santos no Nacional de 2003 --conforme havia revelado o são-paulino Josué, que atuava pelo time esmeraldino.
"O Harlei e o Fabão [goleiro e zagueiro do Goiás na ocasião] negociaram diretamente e o Harlei chegou a viajar para receber o dinheiro", confirmou.
O técnico Geninho também disse nesta quinta-feira que os contatos para possíveis entregas de "malas-pretas" são feitos em geral entre jogadores, e não pela diretoria dos clubes.
"Muita gente nega, mas muita gente sabe que existe [mala-preta]. O contanto é feito entre jogadores, já que muitas vezes eles se conhecem, já jogaram juntos em outras equipes. Muito raramente alguém da diretoria vai querer se envolver na negociação", disse Geninho, em entrevista ao canal Sportv.
"Acho que incentivar para ganhar não é errado. É como se aumentasse o bicho. Não vejo nada de mal", continuou.
O presidente do Internacional, Fernando Carvalho, negou que tenha oferecido dinheiro ao Goiás pela vitória frente aos corintianos. No entanto os rumores dão conta de que o clube gaúcho poderia inclusive pagar quantias maiores por cada gol marcado pelo goianos, que já têm o terceiro lugar e a vaga na Libertadores garantidos.
Para ser campeão, o time do Parque São Jorge precisa apenas de um empate. O Inter tem que vencer o Coritiba, fora de casa, torcer por uma derrota corintiana e ainda tirar a diferença no saldo de gols, que hoje é de cinco.
Escrito por Zecão às 15h38
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