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Coisas simples
Bolonistas com frio...
As piores imbecilidades dos seres humanos são tão imbecis que é difícil entender como pode o mesmo animal inventar um jogo como o futebol e um míssil de longo alcance. São coisas absolutamente incompatíveis. São? Pensando bem, não são... Infelizmente. Bombas e bola são coisas que se compatibilizam, há exemplos todos os dias.
Escrevo essas ingenuidades pensando na cretinice de ontem no Beira Rio. O incêndio causado por uma facção da torcida gremista e a fumaça, o ódio inexplicável, as pessoas aplaudindo o confronto com a Polícia. Um incêndio, coisas queimando. A estupidez deste ato é de uma grandeza espetacular. E inexplicável. É? Bom, pensando bem, não é. Infelizmente. Até quando?
Andamos uns e outros desistindo muito facilmente das coisas humanas. Outro dia vi uma passeata aqui em SP, com bandeiras do Líbano. Confesso, achei aquilo uma ingenuidade absurda para os tempos atuais. Tudo é muito complexo. É? Não é, infelizmente. Não é, porque não é complexo entender que as ações de Israel não vão contribuir um naco para diminuir as pretensas ações “terroristas”. Não é complexo entender porque a ONU impõe ao Irã a obrigação de parar com as pesquisas nucleares imediatamente, mas não impede a destruição do território libanês. E fácil entender. Muito fácil. E é por isso que a nossa resignação dói mais.
A torcida do Grêmio, com seu hino imortal de Lupicínio, não tem nada com o incêndio. Os imbecis que incendiaram podem até torcer pelo Grêmio, mas são só imbecis. Só? Infelizmente. E na impotência para resolver essas coisas vamos perdendo o encanto, dia a dia.
Até quando? Essas ingenuidades me escapam, às vezes. No mundo dos negócios, do “real time”, da internet, não somos capazes de entender as coisas simples. Até quando? Até? Mais um dia de luto.
31.07.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h33
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Sem fundo
Caros, todos os dias eu me pergunto o que de pior pode acontecer ao Corinthians. Depois que alcançamos a lanterna do Brasileirão e que o neto do Dualib entrou nu na Globo dando tiros, eu tive uma ponta de esperança de que havíamos alcançado o fundo do poço. Mas a seguinte notícia publicada na Folha me deixou aflito:
"Perto de completar 75 anos, Zagallo ainda descartou a aposentadoria e afirmou que está disponível para ouvir propostas de clubes interessados em seu trabalho."
Escrito por Zecão às 13h46
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IHHHHHH LIBERTADORES QUALQUER DIA TAMO AÍ!!!!!!!!!!
POIS É MOÇADA,
DE VOLTA À SALVADOR DEPOIS DE UMA GLORIOSA PASSAGEM PELA CIDADE MARAVILHOSA COM DIREITO A TÍTULO DA COPA DO BRASIL NO MARACA.
DEPOIS DE 14 ANOS UM NACIONAL. FANTÁSTICO!!!!!!! E MAIS, EM CIMA DO VASQUINHO!!! É ISSO AÍ RENATÃO, NÃO TEM PREÇO!
ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ VICE DE NOVO!!!!!
VALEU EURICO! NUNCA MAIS FALO MAL!
DÁ-LE DÁ-LE DÁ-LE DÁ-LE EÔ....FLAMEEEEEEEENGOOOO!!!!!!!!!
AHHHHH QUE BELEZA!!!!!!!! MARACA É FODA, MENGÃO É FODA!!!!!!
O MAIOR PAPÃO DE TÍTULOS NACIONAIS!!!!!!!
ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔO QUE TORCIDA É ESSA!!!!!!!
ABRAÇO A TODOS E MUITO OBRIGADO PELO PRESENTE!
VALEU PERLA, MEU AMOR!!!!!!
P.S.: Repara não moçada, já já passa...
RUMO À TÓQUIO!!!!!!! MEEEEEEEENGGOOOOOOOOOOO
Escrito por Pedrão às 11h18
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Eram 11 camisas.
"(...) Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.
Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: - quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."
Nelson Rodrigues, Manchete Esportiva, 26/11/1955
Recebi esse texto de um colega flamenguista.
Realmente, foram as camisas, pois o time tem 11 gatos pingados.
Escrito por Jubas às 15h04
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Ontem foi um bom dia

Em cima do Vasco não tem preço!
Tá lá Pedrão! Rumo à Tóquio!
Escrito por Renato às 11h29
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Sem fundo
O cara não era só conselheiro do Corinthians. O cara é neto do Dualib. Desisto.
Polícia transfere ator preso na Globo para Polinter Publicidade da Folha Online
O ator Ricardo Ackel Dualib, 29, preso ontem (25) no Rio após invadir os estúdios da Globo e disparar tiros, foi transferido na tarde desta quarta-feira (26) para uma carceragem da Polinter (Polícia Interestadual).
Ele estava na 32ª DP (Taquara) e deve ficar em uma cela na unidade da Polinter no bairro do Grajaú (zona norte), aguardando decisão da Justiça. Ele já passou por uma triagem e deve ficar em uma cela comum por não possuir diploma de curso superior, segundo a Polinter.
Reprodução Imagem de Dualib em carteira de motorista Imagem de Dualib em carteira de motorista Não há, por enquanto, informações de que ele tenha recebido visitas de familiares. Dois advogados cuidam do caso.
Dualib é conselheiro do Corinthians e neto do presidente do time, Alberto Dualib. Na Globo, ele foi figurante da novela "Cobras & Lagartos" (19h). Desde abril, o ator estava desligado da emissora.
Dualib invadiu, armado (pistola calibre 9 milímetros), o Projac, em Jacarepaguá (zona oeste do Rio), gritando. Vestia apenas uma sunga e chegou a ficar nu. Segundo a Globo, ele chegou a render um funcionário e a disparar tiros. Ninguém ficou ferido.
O ator queria mostrar ao diretor Wolf Maia cadernos de desenhos de sua autoria, com o objetivo de vender o material para a Globo.
Procurada mais uma vez pela reportagem, a família de Dualib se recusou a comentar o caso. O time de futebol também evitou se manifestar.
Escrito por Zecão às 09h40
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A MALDIÇÃO DE RAÍ
Fim da década de 80 e eu era apenas um feliz estudante do colégio Rio Branco, em São Paulo. Numa turma grande, gastávamos horas discutindo bundas e seios, "ficadas" e, logicamente, futebol. Era impossível não ser arrogante. Os "menudos" do Cilinho cresceram comigo. Eu assisti ao maior de todos os jogos do Brasileirão, São Paulo 3x3 Guarani. Silas, Pita, Muller e Careca. No ano seguinte, paulistão em cima do Corinthians, com autoridade. Em 89, outro título, com o inexplicável Bobô ajudando a puxar o time. Que tempos aqueles!! Cabuladas de aulas chatas, as primeiras noitadas, as matinês de danceterias, os namoricos e o tricolor absoluto. Os corintianos eram os adversários, já que Palmeiras e Santos não existiam.
Nesse final de década, ELE, veio do interior e era, no início, o saco de pancadas da torcida. "Fora Raí", já cantei diversas vezes em estádio. O colegial terminou, fui parar numa faculdade de economia e o soberbo tricolor foi rebaixado. Desse rebaixamento, graças a obra dos cartolas, surgiu um mega-paulistão e a esquadra tricolor começou a brilhar sob a batuta do eterno Telê e o comando DELE. Brasileirão de 91 com gol espírita de Mário Tilico, bicampeonato da Libertadores e mundial. Eram os anos de 92 e 93, tínhamos derrubado um presidente e eu agora era um deslumbrado aluno do Largo de São Francisco. Foram anos mágicos, em que recuperamos a nossa deliciosa arrogância ("torcer para o São Paulo é a maior moleza", dizia o santista Milton Neves).
Raí já era um ídolo são-paulino, mas no momento em que colocou aquela bola de falta no gol do Barcelona, qualquer tricolor sabia que as as coisas tinham mudado. Éramos campeões, contra um time chamado de imbatível, logo tínhamos atingido um outro nível e Raí, ELE era a personificação deste momento. Num time que já teve Zizinho, Friedenreich, Leônidas, Gerson, Canhoteiro, Pedro Rocha, Careca e tantos outros, ELE era pura identificação com a torcida. ELE jamais foi de outro time (grande, pelo menos) e, até hoje, falar mal DELE é uma ofensa gigantesca para um são-paulino que se preze.
Com a saída DELE, continuamos com a orquestra afinada pormais um tempinho, sob o comando de Leonardo, Cerezzo e Palhinha, que nunca se recuperou totalmente daquela penalidade nas mãos de Chilavert. Começa a maldição.
A partir de 94, a vaga de Raí se transforma em um buraco. Muitos laterais de qualidade são produzidos e vendidos; Serginho, Fábio Aurélio, Júnior, Cicinho, Belleti, Gabriel e até o Zé Carlos (aquele que imitava bichos). Bons volantes surgem, como Maldonado, Julio Baptista, Mineiro, Josué e outros, de quem agora eu não me lembro bem. Alguns bons zagueiros e diversos matadores, indo de França, passando por Dodô, Marcelinho Paraíba, Luis Fabiano, entre outros. Para armar o jogo..........que desgraça.
Logo de cara, a aposta em Souza soneca, para a posterior vinda da revelação Sandoval, do gordinho Carlos Miguel e, em 98, quando mais um título estava perdido para o nó tático de Luxemburgo, a volta DELE, tal qual Dom Sebastião. São Paulo campeão Paulista". Mais um título paulista em 2000, decidido por um arremate de falta do monumental goleiro (!!) Rogério Ceni. Logo após, alguns anos de secura e uma tentativa frustrada de uma negociação milionária com Ricardinho.
Em 2005, um estranho time começa a ser montado, com a afirmação de Lugano como maestro da zaga, dois excelentes laterais e dois volantes incríveis, além de excelentes atacantes. Um paulistão, uma Libertadores e um mundial decidido pelo pequeno elfo Mineiro, incansável marcador. A era 3-5-2 se estabeleceu de vez no tricolor e o armador de ofício, Danilo, alterna lampejos de criatividade com lentidão, displicência. O time avança na Libertadores, avança no brasileirão, mas eu mem pergunto quando verei novamente aquele jogador, referência no meio, "o cara", que encanta, que marca e lança na medida para os outros marcarem. O dono da bola.
Escrito por Ogro às 05h50
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Luís Frederico de Alcântara
No primeiro grau – quando ainda o havia, lá pelos idos de oitenta e falcon – participei de uma corruptela imberbe do Clube dos Cafajestes. Éramos uns cinco ou seis que, sob a proteção de boas notas, organizávamos a fuzarca, promovíamos as rebeliões e liderávamos as peladas no recreio.
Éramos bons de papo, uns mais que outros, o que nos valeu a participação em todas as equipes esportivas do Colégio Pio XII, ainda que – exceção feita ao Alex Peruca – fôssemos todos grossos, uns mais que outros. Freqüentávamos o time de vôlei, de basquete, de futebol de salão e de atletismo da escola.
Em uma notável competição, na sexta série – quando ainda a havia, lá pelos idos de oitenta e dipin’lik – o Pio XII enfrentaria as equipes de basquete do Santa Rosa e do Imaculada Conceição. Sabíamos duas coisas: o Imaculada tinha um craque, o Santa tinha caras grandes (havia a desconfiança sobre "gatos" da oitava série na equipe). O primeiro jogo seria contra o Santa.
Reunimos os cafajestes e traçamos o plano: o plano era convocar o Fred.
O Fred era um garoto muito branco e grande da 6ª A: parecia um armário itatiaia. E Fred era bobo, muito bobo. Era essa a nossa arma: o Fred. Grande o suficiente para encarar os garotos do Santa Rosa e bobo o suficiente para obedecer as nossas ordens. Deu certo: perdemos de pouco.
Pois Dunga é o Fred.
Parece grande, brigão, valente. Motivador, raçudo, exigente. Mas é só um bobo.
Dunga é o bobo que, sob a armadura de soldado, não oferece perigo à CBF, que continuará trocando por dólares jogos contra a Rússia no inverno e contra o Haiti no verão. Dunga parecerá valente, mas não terá autonomia para contratar o auxiliar de roupeiro. Dunga gritará como um louco à beira do campo, enquanto agentes negociam contratos atrás do banco de reservas.
Dunga é o trouxa, uma espécie de xilocaína ludopédica. Perdemos porque somos frouxos? Põe o Dunga, que ele é raçudo. É nada, ele é o bobo.
O Dunga é aquele mesmo que se ajoelhou para Maradona desfilar segundos de seu gênio. Que segurou a taça mais insípida de todas as Copas. Que rachou a seleção em 98.
Mas parece durão. Tem garra, dirão alguns. Tem bosta nenhuma. Ele é o fantoche que legitima o "plus ça change, plus c´est la même chose".
Mudaria alguma coisa com Felipe ou Vanderlei? Não sei. Com Muricy ou Paulo? Não sei. Abel, Mourinho, Pekerman ou Chamusca? Não sei, não sei, não sei. Sei que com Dunga não muda nada. Nada.
No máximo, como com o Fred, perderemos de pouco. O que é, senhores, muito pouco.
PS. Estou de volta.
Escrito por Demas às 13h31
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Bolão
Esse é o resultado dessa rodada no bolão da ESPN. Entrem que vale a pena. Pedro, francamente.
Ranking Geral Meu Bolão
| 1º Ricardo Sartori |
69 |
| 2º Juliano Basile |
66 |
| 3º Fernando Melo |
60 |
| 4º pedro sahlit |
21 |
Escrito por Fernando às 09h52
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Tá rindo de que? II

Francamente, ainda mais apertando a mão desse outro aí!
A ERA DUNGA II, SERÁ QUE CHAMAREMOS ASSIM?
Escrito por Renato às 08h48
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Mundial de Botão – Momentos decisivos
Assim como o Campeonato Brasileiro, o Mundial da Fiba (a Federation Internacional of Botão Association) parou por um mês e voltou após a Copa. A Copa foi um fiasco, mas o Mundial botonista é sucesso de público e crítica. Os grupos estão se definindo e saíram os primeiros classificados à próxima fase. No grupo 1, a surpreendente Austrália eliminou o Uruguai num jogo de perder o folego: 2x1. A Tcheca perdeu (Áustria 3x1), mas se classificou em segundo. No grupo 2, a Romênia é a grande reveleção. Bateu os eslovenos (3x1) e acabou com 100% de aproveitamento. O Equador eliminou a defensivista Espanha (outro 3x1 merecido) e ficou com a segunda vaga. O grupo 3 teve a Sérvia em primeiro (1x0 na Irlanda do Norte) e México (3x0 na Dinamarca) em segundo. O grupo do Brasil foi um sufoco. O quadrado mágico também não funciona nos campos de madeira. No jogo decisivo, o Brasil bateu Gana (antes do jogo da Copa) por 2x1. O primeiro gol foi um golpe de sorte. Kaká chutou forte e, no rebote, Cafu bateu da linha de fundo para o gol escancarado. (Notem que, no Botão, Cafu vai à linha de fundo.) O segundo gol foi um lance de gênio do Gaúcho que driblou três ganenses e bateu de cobertura. (Gaúcho mantém-se gênio no Botão.) Depois, Gana diminuiu com Muntari e perdeu outras três chances claras de gol. No outro jogo da rodada, a retranqueira Grécia bateu o limitado Chile (3x1). Maldonado saiu de campo chorando, afinal os chilenos bateram o Brasil na primeira rodada e bobearam nas seguintes. A vitória da Grécia classificou Gana em segundo do grupo. Mas, a revelação africana foi a Costa do Marfim. Os elefantes ganharam da Alemanha por 2x1 (Yapi, Drogba e Klose) no tira-teima do grupo 5. (No outro jogo, Casta Rica 3x2 Paraguai.)
No mesa-redonda-futebol-de-botão-debate, o Juarez disse que a derrota alemã foi estratégica. Mas, o Godói lembrou que o Mundial da Fiba tem regras claras e, na segunda fase, o melhor primeiro pega o pior segundo e, por aí vai, de modo que não dá pra escolher adversário. Cavalone, o digníssimo âncora, anunciou a grande batalha da primeira fase: Itália x França. Ambos empataram com a Colômbia (2x2 e 1x1) e venceram Togo (4x2 e 2x0). Logo, se a Colômbia fizer três gols em Togo, a França terá de vencer a Itália de qualquer maneira. O jogo pode marcar a despedida de Zidane dos campos de madeira. No “mesa”, a Love Fan entregou um jogo de facas Ginsu para Renteria, que empatou os jogos contra Itália e França – ambos com gols no último minuto. Depois, fomos todos na pizzaria São Pedro, na Mooca. O Cavalone escalou o time do Juventus campeão de juniores em 1987 e pagou uma rodada de calabreza pra todo mundo. E com porção extra de cebola, exclamação!
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Jubas às 19h39
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Lorota
Se fosse verdade, ele teria jogado bem a Copa.
Modelo diz que Ronaldinho "escapou" durante a Copa Site pessoal/Divulgação
Alexandra Paressant não esconde seu romance com Ronaldinho Últimas de Seleção » Modelo diz que Ronaldinho "escapou" durante a Copa » Adriano conta que chegou à Seleção acima do peso » Branco pode ser diretor técnico da Seleção Brasileira » Luxemburgo nega convite, mas vê chance de assumir Seleção Busca Faça sua pesquisa na Internet:
A modelo Alexandra Paressant afirmou ao jornal inglês The Sun, em sua edição do último final de semana, que Ronaldinho "escapou várias noites da concentração" do Brasil para ficar com ela durante a Copa do Mundo, realizada na Alemanha.
De acordo com diário inglês sensacionalista, o meia brasileiro deixava o hotel da Seleção Brasileira quase toda noite para se encontrar com a modelo francesa, que desde junho diz ter um caso com o jogador.
"O técnico não queria que as namoradas dos jogadores dormissem no hotel da equipe, mas nós não agüentávamos ficar separados. Então, quase todas as noites ele vinha no meu hotel e fazíamos amor a noite toda. Às vezes, nem conseguíamos chegar ao quarto, e fazíamos no corredor mesmo. Somos loucos um pelo outro", disse a modelo.
Empolgada com o romance, Alexandra não economizou elogios ao desempenho do atacante fora das quatro linhas.
"Ronaldinho é fora de série na cama. Melhor que no campo de futebol. Ele não pode viver sem amor, é uma pessoa muito passional e me demonstrou isso constantemente. Uma noite ele me fez gritar de tanto prazer, as pessoas que estavam no térreo do hotel podiam até me ouvir, já que minha janela estava aberta", contou ao diário.
Antes de conhecer o jogador, Alexandra acreditava que todos atletas de futebol não passavam de estrelas. Mas após ficar íntima do brasileiro, conta a modelo, ela percebeu o quanto Ronaldinho era sensível.
"Ele é uma graça, muito educado. Ele me trata como uma dama. Ele gosta de me levar para jantares românticos e me dar pequenos presentes. Nós passamos todo tempo possível juntos quando podemos. Perdemos muito do nosso tempo dentro do quarto, fazendo amor. Ele é o melhor amante que já tive. Eu o amo", exclamou.
Escrito por Zecão às 15h17
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Tá rindo de que?!!!

FRANCAMENTE, BIONICÃO!
Escrito por Renato às 03h36
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Crônicas de Lucas I
Lucas ainda não se conhece. Mas, Lucas é tudo para si. Lucas se basta. Sem perceber que, para se bastar, há uma multidão de pessoas em sua volta.
Um engasgo de Lucas faz lhe tirarem do berço. Uma tosse de Lucas faz a mãe acordar. Um resmungo de cara feia faz lhe verificarem a fralda. Reviram Lucas de um lado para outro várias vezes ao dia. O mundo de Lucas é todo para si.
As finanças, o trabalho, os sentimentos giram todos em torno de Lucas. Ele é o Sol. E o resto são planetas, luas, satélites. Amigos são como cometas que visitam Lucas rapidinho e voltam para as suas casas. A mãe é Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol. O pai quer ser Vênus, o segundo planeta mais próximo, mas está perdendo essa posição para a babá que, por força do trabalho, fica mais perto do que ele de Lucas. Então, o pai será Terra ou Marte. Lunático, sei lá...
Dizem que “Lucas”, a palavra, é “luz”. Ou “o luminoso”. Ou “o que vem da luz”. Não sei bem ao certo. O fato é que o mundo, o nosso mundo atual – e quando digo atual o faço segurando a página do jornal de hoje, 20 de julho de 2006, para uma fotografia –, é feito de um Lucascentrismo aguçado. Afinal, Lucas é, hoje, onde o mundo está girando. Tudo é para ele e pouco sobra para os outros. Mas, os outros não reclamam. Estão satisfeitos e felizes com Lucas.
Lucas nos dá retornos incríveis. Nos dá calma e alegria. Apreensão também. Principalmente nos momentos de fome e de mamadas mal acertadas. E há aqueles momentos de dúvida nos chorinhos de Lucas: Será uma fralda molhada, fome, ou a aba do macacãozinho?! Para ele, é óbvio. Mas, para nós, é difícil saber.
O fato é que a alegria está por trás desses momentos de apreensão. A alegria perfaz o mundo que gira em torno de Lucas. Como se fosse uma harmonia pura e universal. Como se satélites e luas lhe sorrissem. Os primeiros dias são puramente felizes, então?!
Escrito por Jubas às 19h02
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Crônicas de Lucas II
Tento adivinhar observando Lucas. Em seus sonhos, ele suspira. Bastante alto, às vezes. Em outras, fecha as mãos e as inclina para frente. Quer nadar? Quer acertar algo? E há os momentos em que ele franze levemente a testa e sorri com os olhos. A boca imóvel.
Dizem que a criança se forma nos primeiros 60 dias. Faço as contas e descubro que Lucas estará pronto em 23 de agosto próximo. Como? Como, se nada estará pronto e acabado no mundo de Lucas?! Afinal, Lucas é tão novo que parece não ter fim. Tudo em torno dele será evolução e descoberta. Tudo serão passos. E ele nem sabe andar ainda. Mas, mexe muito os pés quando quer trocar a fralda (Sem saber ainda o exato significado de trocar a fralda.)
O tempo é grande para Lucas. Uma contínua e eterna evolução. Na etapa atual (27 dias completados em 20 de julho de 2006), são 16 horas por dia de sono. Isso foi o que me disseram, mas é difícil de acreditar já que o nosso sono, o sono de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte foi bastante reduzido. Parece que Mercúrio dorme apenas 3 horas por dia. Ou noite, não sei, Nem Mercúrio sabe mais. Terra dorme um pouco mais, mas em sonos picados. Não importa.
Lucas é a nossa atenção. A nossa aula, aquele jogo decisivo que nos faz grudar os olhos na TV e levantar as orelhas. Lucas é o nosso presente. Lucas é o nosso é.
Quando o levantamos do berço, Lucas espreguiça, confortável em algum lugar tranqüilo em sua mente. Quando o colocamos de volta no berço, ele, acordado, estica os braços na horizontal. Uma esticada rápida. Procura equilíbrio, pois ainda não há gravidade para Lucas. É o Sol, sem gravidade. Todos em torno dele. Novamente, todos os dias.
Faço planos malucos para Lucas. Quero que ele não coma chocolate até os 4 anos. Que ele desconheça o açúcar por um bom tempo. Que afaste cáries infantis e diabetes idosas, lá pelos idos de 2066. Mas, e as primeiras festas de aniversário. Bombons e brigadeiros. Refrigerantes e sorvetes. Barras de caramelo. Algodão doce. Doces das tias, doces das outras crianças.
Vejo, hoje, as festas de um ano. Um ano de vida. E entendo, porque não penso mais como antes. Antes, festa de um ano, para mim, era bobagem. Pensava que os aniversariantes não teriam como aproveitar. Nem se lembrariam da festa. Eu não me lembro de meu primeiro ano, embora os psicólogos insistam que é neste primeiro ano que a gente se forma. Ou será nos primeiros 60 dias? Não sei mais nada.
Enfim, vejo, hoje, o primeiro ano como motivo para uma festa brutal e assustadoramente feliz. Afinal, cada dia – e digo isso, hoje, 20 de julho de 2006, 19h50 – é uma conquista.
Lucas ainda não fez um mês e caminhamos assim, descobrindo trocentas coisas não sabidas. Os olhos, as expressões, as mãos, os gestos são diferentes a cada dia. Poderia escrever um livro por dia sobre a evolução de Lucas. Mais. Sua evolução é como uma enciclopédia diária. Os conhecimentos sobre Lucas vão se acumulando todos os dias. E são os conhecimentos sobre nós também. Nos descobrimos mais como satélites, luas, Mercúrio, Terra, pais, mães ou o que seja.
Escrito por Jubas às 19h01
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Crônicas de Lucas III
As palavras ainda faltam a Lucas, mas ele tem o olhar atento dos escritores. Ora, quem sou eu para dizer que ele será escritor? Já quis fazer de Lucas um médico. Quis fazê-lo pianista. Foi quando vi as suas mãos se movimentando com uma agilidade incrível, os dedos extremamente articulados. Sei que querer fazer Lucas algo é uma falha, claro. Sei que, no fundo, Lucas se fará. Com todo o apoio – que queremos –, ou o não-apoio – que não controlamos –, é certo que ele se fará.
Lucas olha as paredes com atenção e me vejo com a mesma expressão. De repente, o olhar atento de Lucas se torna o mesmo olhar que o meu, abrindo livros, assistindo aulas, vendo jogos de futebol. “Está aprendendo com o papai?!” A fala sai num tom de brincadeira. Mas, o fato é que eu aprendo com Lucas. Descubro com ele como olhar atento para o mundo. Ou será que ele é quem aprendeu isso comigo? Será que ele já nasceu sabendo o olhar atento? Genes, cromossomos com olhares atentos em algum lugar microscópico, sei lá?! Ou será a gravidez tranqüila da mãe que deu a Lucas esse olhar atento? Não sei mais quem aprendeu com quem. Quem aprende com quem?
Agora, são 2h. Trocamos fralda. Dormimos num balanço de poltrona branca num quarto claro com leves tons de azul. Faltou pregar o quadro do gato. O quadro da Copa também, com Lucas pegando no gol, embora não possa dizer ainda se ele será goleiro. Talvez, a imagem do menino no quadro (que, na verdade, não é bem Lucas, pois foi feita antes de ele nascer) esticando os braços rumo a bola no alto não seja bem a de um goleiro. Pode ser uma comemoração. Pode ser um atacante. Um meia, talvez. Lateral, mas não sabemos ainda se Lucas é destro ou canhoto, onde jogará, se jogará. Então, é melhor parar com as especulações.
O dia de Lucas tem 3 horas. E eu conto: são 2h10 da manhã. Continuamos na poltrona branca. Logo, acordaremos. Às 5h, talvez. Comeremos. Quer dizer, ele comerá. Trocaremos de fralda e, nessa tarefa, vou participar bastante. Pode ser que eu ligue uma música para ele se esquecer do desconforto da fralda molhada. Lucas adorou Beatles, curtiu um groove gravado pelo padrinho, franziu a testa com Saltimbancos e o “Pato Pateta que pulou o caneco”. Depois, arrotos, puns. Pequenos gritos. Na verdade, alívios. Braços e pernas moles. Berço. E cama.
Escrito por Jubas às 18h59
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Pé quente
O KIa enrolou ao máximo o Lyon. E quando finalmente pagou pelo Nilmar...
Corinthians diz que operação de Nilmar foi "um sucesso" da Folha Online
O atacante Nilmar, do Corinthians, realizou na manhã desta quinta-feira uma cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho direito, no Hospital Pasteur, no Rio de Janeiro.
Segundo a assessoria de imprensa do clube, a operação durou cerca de uma hora e vinte minutos e foi bem sucedida. A cirurgia foi feita por José Luiz Runco, medico da seleção brasileira, e acompanhada por Fábio Luiz Novi, médico do Corinthians.
O atleta permanecerá internado até amanhã, quando receberá alta. A equipe médica prevê que dentro de 15 dias o atacante poderá iniciar o tratamento de fisioterapia.
Nilmar rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho após se chocar com o zagueiro Daniel, no primeiro tempo do clássico de domingo contra o Palmeiras
Segundo o departamento médico do Corinthians, o período médio de afastamento para esse tipo de lesão é de seis meses.
Nilmar, que foi o artilheiro do Campeonato Paulista-06, sofreu a contusão no mesmo mês em que o Corinthians chegou a um acordo com o Lyon (FRA) para adquirir seus direitos federativos em definitivo.
Escrito por Zecão às 17h17
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"O choro é livre. A vida é assim..."
Por Rogério Ceni, falando da reclamação do goleiro argentino no lance em que defendeu a penalidade de um hermano, com um pequeno adiantamento.
Escrito por Ogro às 14h16
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Chinelinho
Machucado, Carlos Alberto desfalca o Corinthians contra o Fortaleza da Folha Online
O meio-campista Carlos Alberto sofreu uma contratura na parte posterior da coxa esquerda e está fora da próxima partida do Corinthians no Campeonato Brasileiro, sábado, às 18h10, contra o Fortaleza, no estádio do Morumbi.
Segundo o clube informou em seu site oficial, Carlos Alberto está em tratamento e existe a expectativa de que se recupere para o jogo contra o Santa Cruz, em Recife, no dia 30.
No sábado, o Corinthians vai tentar se reabilitar de seis derrotas seguidas no Brasileiro --a equipe ocupa a 19ª colocação, na zona de rebaixamento, com nove pontos.
Escrito por Zecão às 10h37
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E daí?
Bolonistas de Inverno...
O noticiário, para falar a verdade, é puro fastio. E o perigo está nisso. No fastio deixamos de nos indignar, de criticar, de acreditar e de torcer. O pior do PCC é aprender a conviver com os ônibus queimados. O pior de Israel bombardear o Líbano, outra vez, é começar a achar que é daquele jeito mesmo e não tem outro. Enfim, o mundo está cada vez mais chato. E essa chatice está perigosamente contaminando nossas vísceras. O espetáculo do mundo "on line" se transforma cada vez mais em anestésico, quando deveria ser exatamente o contrário. Estou confuso. Na verdade, estou é perplexo.
Antigamente as coisas eram menos espalhafatosas. Mas eram muito, mas muito mais divertidas. É nostalgia? É. Mas ando com o saco na Lua das coisas como elas estão. Vejam o Corinthians e sua interminável crise de identidade. Todos os periódicos, todos os dias santos ou não, descrevem o calvário do alvinegro. Tudo uma chatice monumental. As crises do Timão, no passado, eram divertidas. Eram brigas de Mateus com outros tão ou mais divertidos. Eram times bizarros que passavam dias sem vencer, sem marcar e a Fiel continuava a cantar. Hoje, vejam, hoje é só melancolia. A direção do time do povo é grotesca. De tão ignóbil deixou de ser engraçada para causar fastio. A Fiel não canta mais e isso é o fato triste da crise corintiana. O homem do dinheiro no Timão é um pernilongo, daqueles pernilongos novos ricos e cheios de manias. Chato como um enochato, um vegetariano radical ou um "yuppie" patético.
Pois bem, o clássico acabou e o Palmeiras venceu. Antigamente eu iria dar boas risadas dos meus amigos corintianos. Mas, vejam, vou falar o quê? Não tem mais graça. Acabou. A pantomima virou um espetáculo idiota. Eu sofri com Sócrates, Casagrande, Zenon e o Biro, o quarteto da espetacular fotografia colocada aqui no nosso diário dia desses. Sofri quando o Ataliba deixou o Oscar e o Dario, a maior dupla de área do universo, na saudade. Sofri com o Neto. Ainda hoje sofro com o gol do Tupãzinho. Mas confesso, memórias impagáveis e inesquecíveis do calcanhar do Doutor. O gol de falta do Neto contra o Bahia, magnífico.
Embora já achasse aquele timaço de Rincon, Ricardinho, Marcelinho, Luisão, Gamarra e sei lá mais quem uma falseta, pois não combinava com o Timão, reconheço que aquela máquina era como um Jamelão para quem gosta de boa música. Enfim, o Sport Club Corinthians é algo de bom e de ruim, mas faz parte da gente. E agora? Estão a brincar com isso, com uma desfaçatez e um despudor de dar nojo. E os periódicos todos os dias descrevem a "crise" quando deveriam ignorar, solenemente. Os idiotas querem holofotes. Sem o Corinthians o futebol é mais triste. Definitivamente mais triste.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 21h15
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Hoje é domingo e não tem mais Copa, mas domingo passado...
Che bella cosa na jurnata 'e sole, n'aria serena doppo na tempesta! Pe' ll'aria fresca pare gia` na festa, che bella cosa na jurnata 'e sole. Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te! Ooooooo sole, 'ooooo sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a teeeeee! Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne, me vene quase 'na malincunia. Sotto 'a fenesta toia restarria, quanno fa notte e 'o sole se ne scenne. Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'ooo sole mio, sta 'nfronte a te! Ooooooo sole, 'oooooo sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a teeeeee!
Escrito por Jubas às 17h49
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Reavivando a memória
Posição até a 5ª rodada. Povo, vamos fazer o mutirão da correção daquele jeito mesmo, cada um corrige o do outro, na seqüência do meu e-mail:
| Massonetto |
480 |
| Frank |
460 |
| Caubas |
445 |
| Daniel |
425 |
| Fê |
425 |
| Ogro |
385 |
| Deco |
360 |
| Pedro |
350 |
| Amaral |
345 |
| Ju |
345 |
| Renato |
325 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 12h19
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LIBERTADORES
Vélez Sarsfield 0 Chivas 0 Estudiantes 1 São Paulo 0 Libertad 2 River Plate 2 LDU 2 Internacional 1
Escrito por Zecão às 10h32
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BRASILEIRÃO
P J V E D GP GC SG 1º - Cruzeiro 24 11 7 3 1 22 8 14 2º - Internacional 24 11 7 3 1 18 11 7 3º - São Paulo 23 11 7 2 2 19 9 10 4º - Fluminense 22 11 7 1 3 18 12 6 5º - Paraná 18 11 5 3 3 22 12 10 6º - Santos 18 11 5 3 3 14 8 6 7º - Figueirense 18 11 5 3 3 17 13 4 8º - Goiás 17 11 5 2 4 13 12 1 9º - Grêmio 15 11 4 3 4 15 16 -1 10º - Atlético-PR 14 11 4 2 5 15 13 2 11º - Juventude 14 11 4 2 5 13 13 0 12º - Flamengo 14 11 4 2 5 12 13 -1 13º - Ponte Preta 14 11 4 2 5 17 23 -6 14º - Vasco 13 11 3 4 4 15 21 -6 15º - São Caetano 12 11 3 3 5 11 15 -4 16º - Botafogo 11 11 2 5 4 11 14 -3 17º - Fortaleza 11 11 2 5 4 7 13 -6 18º - Corinthians 9 11 3 0 8 12 19 -7 19º - Palmeiras 7 11 2 1 8 13 26 -13 20º - Santa Cruz 6 11 1 3 7 8 21 -13
Escrito por Zecão às 10h24
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“Ofenderam as minhas mulheres. Preferia um ‘cazzotto’ na cara”
O craque francês resolveu falar e acusou Materazzi de ter insultado a sua mãe e irmã. Vejam o curioso da história: ele diz que preferia um “cazzotto” na cara. Cazzo, todo mundo sabe, é caralho. Então, Zidane mostrou-se adepto da boioláge française?! E, em seguida, ainda disse que é homem, reagiu e pediu desculpas por isso?!! Bem, não exatamente. “Cazzotto” pode ser entendido como cacetada, bofetada, tapa. “O culpado é quem provoca”, completou Zidane. "Não refleti. Agi depressa." Sobre o pênalti no estilo Marcelinho Carioca: “Sabia que tinha que bater um grande goleiro, Buffon, e resolvi mudar o meu modo de chutar para enganá-lo”. Outra curiosidade: “Contra o Brasil não tínhamos nada a perder e jogamos muito bem, mas não foi a melhor partida da minha carreira”. Fico pensando qual foi. Aí vai o brilhante trabalho do reportagem da Gazzetta Dello Sporto, muito elogiado pelo Cavalone...
"Ha offeso le mie donne" Le verità di Zidane nell'intervista tv a Canal Plus: "Materazzi ha insultato mia madre e mia sorella, avrei preferito un cazzotto. Sono un uomo, ho reagito, mi scuso per questo" Zinedine Zidane intervistato da Canal Plus. Afp PARIGI (Francia), 12 luglio 2006 - La verità di Zidane sulla testata a Materazzi arrivano con un'intervista fiume in esclusiva all'emittente tv francese Canal Plus: "Con il c.t. Domenech ho avuto un rapporto diretto, non è vero che non lo sostenevo. Ci siamo detti in faccia alcune cose quando dovevamo farlo, ma non ho avuto nessun particolare problema con lui, anzi c'era grande complicità". LA TESTATA MATERAZZI - Non c'erano particolari contenziosi precedenti con giocatori italiani. Neanche con Materazzi. Il problema è sorto quando mi ha tirato la maglia. Gli dico di fermarsi aggiungendo "se vuoi la maglia te la do a fine partita". Ha detto parole molto dure che ha ripetutto più volte. Più dure dei gesti. Non ho riflettuto. E ho reagito in fretta. Sono cose personali, sono prima di tutto un uomo, preferivo prendermi un cazzotto in faccia che ascoltare questo. Ha offeso le donne della tua famiglia, madre e sorella. Mi scuso con i bambini che mi vedevano, ne ho anch'io, per la reazione che ho avuto". Se rifarei la stessa cosa? Ho detto quello che volevo dire. Si parla sempre della reazione. La reazione va punita, ma non ci sarebbe reazione se non ci fosse una provocazione. Il colpevole è chi provoca. A 10' dalla fine della mia carriera non avrei mai fatto un gesto simile, l'ho fatto perchè ho ricevuto una provocazione molto grave. Il mio gesto non è perdonabile, ma bisogna sanzionare il vero colpevole. Voglio solo dire che ringrazio il calcio e chi ha supportato me e la Francia. L'addio è irrevocabile". LA FINALE - In finale ero molto carico. Eravamo tutti preparati alla sfida. Volevamo regalare una gioia ai nostri tifosi e condividere con loro un grande successo. Sul rigore sapevo che avevo davanti un grande portiere, Buffon. Ho voluto quindi cambiare il mio modo di calciare per ingannarlo. Ho deciso durante la rincorsa. Ho fatto il cucchiaio anche perchè volevo che questo gesto restasse, ma soprattutto perchè era il modo per segnare. Sul mio colpo di testa nel supplementare ho colpito fin troppo bene, sarebbe stato meglio colpire in maniera meno pulita. IL PERCORSO MONDIALE - La svolta del torneo della Francia è stata la partita con il Togo. Passando il turno abbiamo girato pagina. Contro la Spagna abbiamo messo a tacere le critiche. Avevo già la maglietta celebrativa di addio addosso, da mostrare, ma una volta in campo non ci pensavo di certo. Il successo con la Spagna ci ha fatto capire che potevamo arrivare lontano. Contro il Brasile,poi, non avevamo nulla da perdere. E abbiamo giocato benissimo. Ma non è stata la partita più bella della mia carriera. Credo di aver fatto anche meglio in altre occasioni. Contro il Portogallo ho segnato il rigore decisivo. Di solito dal dischetto tiro a destra, ho fatto così anche quella volta, ed è andata bene perché ho calciato forte.
Escrito por Jubas às 15h26
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A Coluna na Copa - 27
Bolonistas Sem Copa....
Esta é a derradeira. A última inscrição sobre o torneio alemão. Foi uma Copa equilibrada. Li e vi pela TV alguns comentaristas que dizem que o nível técnico do torneio foi baixo. Bom... não me recordo de Copa com bom nível técnico, exceto as memórias de um longínquo ano de 1982. Talvez 1986, com os bons times da França, da Dinamarca e Maradona. Aliás, as copas tem sido sofríveis neste quesito. Há uma incompatibilidade entre calendário e seleções. Há um obstáculo enorme para o bom futebol, não há tempo para treinos. Não há substância na preparação dos times e este fato impede a prática do jogo cativante que vemos em alguns campeonatos de clubes.
O problema é que a Copa deveria ser a cereja do bolo. E não é. Os jogadores estão sempre em final de temporada, desgastados, desequilibrados. Os treinadores dos selecionados nacionais não conseguem fazer um único coletivo decente durante os anos sem copa do mundo. Os aeroportos se transformaram em Centros de Treinamento. Não há como a Copa ser a cereja.
Os que monopolizam o poder no futebol teriam que deixar de lado alguns milhões para preparar um torneio cereja e exigir bom futebol. No fundo, na atual forma e data, a Copa se transforma numa reunião de amontoados que tentam se transformar em equipes durante o torneio. A Copa se transforma, portanto, em demonstração de garra, vontade e de certo patriotismo, que pode ser sadio, mas quase nunca é.
As últimas edições do torneio, 98, 02 e 06 tiveram equipes vencedoras que conseguiram encontrar a fórmula adequada para ganhar a disputa. Nenhuma equipe de arrancar suspiros, mas equipes que jogavam com muita garra e dedicação. E os times do Brasil de 98 e 06 dão o exemplo oposto, de quando não se reúnem os ingredientes decisivos para ganhar a Copa. O futebol burocrático não consegue o título. Que sirva de lição para os próximos certames.
O Daniel anda irritado com o título italiano. Não o culpo. Existem muitos fantasmas que vestem azul. Mas o fato é que foi a Itália a equipe do Mundial. França, Portugal e Alemanha quase foram. O problema é que nos três times existiam pequenos pecados que impediam a transformação do amontoado em time. Nos quatro semifinalistas os ingredientes decisivos estavam presentes, entretanto. Todos os quatro semifinalistas puderam, com certa dose de euforia, sonhar com o título. Os burocráticos selecionados do Brasil e da Inglaterra não encontraram vontade. A Argentina teve o azar de pegar a Alemanha. E teve o azar, supremo azar, de enfrentar o México, que apesar de sofrível tecnicamente tinha mais cara de equipe, tinha dedicação e vontade. Todos os times que enfrentaram prorrogações caíram na rodada seguinte. Exceto os italianos, que ao cabo seriam os campeões do mundo. A Itália tinha mais cara de equipe, mudavam peças e o jogo, ainda assim, fluiria.
O calendário é cruel com a Copa, não há como ignorar esta obviedade. Não haverá seleções encantadoras se não mudarmos o calendário e a forma da disputa. Os clubes tendem a galvanizar as paixões, é inevitável. Mas, para o futebol seria importante que as seleções pudessem, de fato, proporcionar, a cada quatro anos, épicos, reunindo num mesmo time jogadores da mesma rua. A fórmula? Não sei.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h12
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Agora, um outro lado...
A cabeçada de Zidane , uma história de honra e racismo
Zélia Leal Adghirni (*)
Não entendo nada de futebol. Só sei quando é gol porque todo mundo grita. Mas entendo um pouco de cultura árabe e muçulmana. Sou jornalista e morei quase dez anos anos no mundo árabe onde sempre fui tratada com o maior respeito e consideração. E sei bem o que pode ofender profundamente um muçulmano.
Quando vi aquela terrível cabeçada do Zidane no peito de Materazzi não tive dúvida. Foi reação a um insulto. O que teria dito o jogador italiano para deixar o francês/argelino/kabyle daquele jeito? Só podia ser um insulto à sua religião ou à sua família. E isso, muçulmano nenhum tolera. Imediatamente comecei a ligar para meus amigos muçulmanos de Brasília. Eles tinham a mesma convicção: insulto da mais grave potência. Zidane não teve dúvida. Preferiu perder a Copa do que levar desaforo para casa.
Passada a euforia da vitória italiana, a cerimônia oficial da entrega das medalhas, o constrangimento dos “Bleus” sem a presença do capitão do time, e ainda sob o impacto da cabeçada do Zidane, os comentaristas de futebol começaram a tentar explicar o que parecia inexplicável. A imagem rolou e desenrolou dezenas de vezes na telinha da TV. Sob os mais diversos ângulos, dezenas de câmeras captaram o tresloucado gesto. E eu, que não entendo e não gosto de futebol, fiquei ali, diante da TV, até de madrugada.
O que teria dito o Materazzi que, seguindo Zidane a alguns passos de distância, murmurava coisas que não podíamos ouvir (não seria o caso de chamar os meninos da Globo para fazer a leitura labial?) para que o galante rapaz de origem argelina enfurecesse daquele jeito e como um touro selvagem irrompesse com uma cabeçada no peito do italiano...
Começaram a surgir algumas hipóteses: que Materazzi teria chamado Zinedine Zidane de terrorista. Que Materazzi teria chamado a irmã de Zidane de prosituta (certamente não seria este termo politicamente correto mas um sonoro putana, que na língua italiana ecoa com vibrações fantásticas). Até agora ninguém sabe o que realmente aconteceu e Zidane ainda não se pronunciou.
A mídia, no mundo inteiro repercutiu o fato. Título do New York Times : “Uma estrela se quebra, a França declina e a Itália se regozija", qualificando de vergonhoso o último jogo de Zizou quando poderia ter sido um glorioso coroamento.
As mais severas críticas contra o capitão da equipe francesa vêm da Alemanha, país sede do campeonato mundial. Bild, o jornal de maior tiragem, com 12 milhões de leitores, afirma que “Zidane é o responsável pelo aspecto mais sujo do nosso Mundial”. E deplora que ele tenha destruído sua auréola de santo.
Mas o mais grave não se passou no estádio. Nem na cabeça de Zidane. Ele sempre lidou bem com aquilo que o diferençava de um verdadeiro francês. Não cantava a Marseillese, mas beijava a camisa do time quando fazia um gol. O mais grave se passou na cabeça de alguns franceses que engolem o gênio da raça de Zidane no futebol mas não engolem sua raça estrangeira.
Zinedine Zidane nasceu na França, em La Castellane, bairro miserável de Marseille, filho de pais de nacionalidade argelina e etnia kabyle. Os Kabyles são os povos primitivos da Argélia como os Berberes são do Marrocos. Eles foram convertidos pelas guerras santas da islamização e depois colonizados pelos franceses que ficaram quase cem anos na Argélia. Foi preciso uma guerra para tirar os franceses de lá.
Anos depois, no boom da industrialização francesa, os argelinos, assim como tantos ex-colonizados foram para a França trabalhar nas fábricas , nos serviços de higiene pública, como pedreiros, operários, porteiros, etc. enfim aquela mão de obra humilde e mal paga que os franceses não queriam e não precisavam fazer. E ali ficaram, tiveram filhos, os filhos cresceram, tiveram mais filhos, mas a integração com a sociedade francesa resta uma questão não resolvida. A prova: a explosão da revolta dos jovens dos subúrbios há alguns meses.
Zidane, o Zizou, teve sorte. Tinha o gênio nas pernas. Virou um grande jogador, um símbolo da equipe francesa, um orgulho nacional. Mas bastou um erro (lamentável, com certeza) para que esta imagem ruísse.
Quem entrou nos fóruns e chats de debates nos sites dos principais jornais franceses pôde ler frases como esta por exemplo: “Tenho vergonha de ser francês. Zidane nos sujou”. Ou então” : Árabe é isso mesmo; Zidane deveria ter ficado lá onde saiu, queimado carros nas ruas com sua gangue”. E eram muitos os insultos racistas contra aquele que até ontem era herói.
Muitos dirão: mas futebol é isso mesmo! Tem que agüentar! Pelé foi tantas vezes provocado e não reagiu... Mas talvez fosse melhor que tivesse reagido para defender sua raça. Nunca vi Pelé defender publicamente os negros. Mas lembro de uma famosa frase do maior jogador entre todos: “Pelé não tem cor, Pelé não tem raça, Pelé não tem religião”. Pelé é Pelé, uma instituição. Foi assim que ele viveu.
Mas Zidane tem o sangue quente dos povos do deserto. Ele é kabyle. É muçulmano. E coloca honra acima de todo como seus ancestrais.
“Diante do que não podia ser mais do que uma grave agressão, o senhor reagiu como um homem de honra antes de sofrer, sem pestanejar, o veredicto”, escreveu o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, em mensagem enviada hoje a Zidane.
(*) Zélia Leal Adghirni é professora da Faculdade de Comunicação na UNB
Escrito por Jubas às 14h24
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Vanucci bêbado
A comemoração do tetra italiano foi boa lá na RedeTV!
http://www.youtube.com/watch?v=fI238WIHnF0&search=Fernando%20Vanucci
Escrito por Zecão às 09h51
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A Coluna na Copa - 26
Bolonistas da Copa....
Há três coisas infalíveis neste mundo. Três? Não. São quatro. Sexo, pizza, filme do 007 e Copa do Mundo. Sempre há algo para sorver nestas coisas infalíveis. E, com a invenção do teipe e das cópias, podemos acompanhar Copa e 007 sempre que dá na telha.
Copa e 007, entretanto, são melhores quando estão em cartaz. Nada tira o prazer de um Satânico Dr. No, mas acompanhar o filme em cartaz no cinema tem um aconchego maior. Assim é a Copa. Por mais que tenhamos o DVD de 58 acompanhar o certame a cada quatro anos tem muita graça adicional. E a Copa se foi, infelizmente.
Dizem que Zidane foi o melhor da Copa. Foi. Desequilibrou, foi craque, foi gênio. E não foi uma barata mercadológica. Errou, evidente. Seja lá o que Materazi falou, disse ou sussurrou, ofendeu. Zidane, o menino da rua, tirou satisfação. Entre a ofensa e o humano preferiu o segundo. Heróico. Com a carreira de Zizou este poderia ter se calado, engolido o apupo e ainda tentar o gol. Mas preferiu outro caminho, o da desforra. Zidane não é um ser de outro mundo, sem defeitos. Não é Pelé. Mas é Maradona, com as incontáveis bobagens que o genial argentino fez com sua carreira, com o perdão do infame trocadilho. Zidane e Maradona são mortais, meninos que gostam de bola. E jogaram como meninos e não como seres gélidos. Alma. Um amigo disse que Zidane teve o seu dia de Chulapa. Teve. E foi, depois de Maradona, o maior dos amantes da bola.
Alma de um lado. Soberba, de outro. A presepa de Zidane pode ter tirado as últimas chances da França na renhida peleja. Mas, entre erros e grotescos, pensem em outras infantilidades na Copa. Algumas, com alma. Outras, só infantilidades, pura empáfia. E Materazi fez o que devia fazer para marcar Zidane, pois estávamos num jogo de futebol e não numa propaganda de desodorante. A batalha é vivida, não se pode ignorar que o jogo tem coisas estúpidas. Não faço a apologia do vale tudo. Mas não ignoro a alma do jogo. Quantos e quantos tapas, sopapos, empurrões, xingos e agressões não tivemos nos nossos jogos de futebol, aqueles da rua ou da quadra da escola?
A Itália mereceu. Cada gota do título. Canavaro foi estupendo. Foi um Gamarra de 98, com título. Foi um Scirea, um Baresi. Poucas exibições de zagueiros são capazes de comover. E Canavaro foi assim contra todos os adversários. Uma copa tem sete jogos. Sete exibições de gala. E a taça, merecida. Bufon foi grande. Pirlo colocou a pelota onde quis. Tenho a impressão que faltaram pernas para os italianos a partir do segundo tempo. A França, então, foi superior e até merecia melhor sorte. Mas a Itália tinha alma. E soube ir para as penalidades. Errou menos. Enfim, tetra.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h42
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Fim do bolão
Caros, o time cínico e retranqueiro levou a melhor. Pior para o futebol e o Renato, melhor para o Jubas, que ganhou sozinho o bolão. Estou com as apostas de Lucas, Cazuza, Fisch, Gugu, Deco, Ogro, Paulo, Pier e a minha. O resto ainda não pagou. Sugiro que os bolonistas paguem 1 real a mais para completar os 10 reais da Nossa Copa, que foi muito melhor que a Copa.
P.S.1: Com aqueles dois jogadores italianos abraçadinhos na disputa por penaltis, a Itália demonstrou que é o time mais gay da Copa.
P.S.2: Parabéns ao Ogro, que previu a aposentadoria vergonhosa de Zidane, o imbecil.
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 11h20
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O Cafajeste
Zidane foi o grande cafajeste do Mundial e, por isso, ganhou o prêmio da Fifa. Nada de anormal, afinal, Kahn já havia ganho mesmo tendo engolido um frango em plena final e o Fenômeno também faturou mesmo com a ridícula convulsão, quando ele amarelou mais que a camisa. Vamos retificar a injustiça. Tostão já retirou o seu voto de Zidane e deu para Buffon. A Gazzetta dello Sporto está fazendo uma bela enquete: “Zidane, bola de ouro a frente de Cannavaro e Pirlo: é justo?” As respostas: “Não, o melhor foi Cannavaro”, “Dar o prêmio para um sujeito que foi expulso é um escândalo”. “Foi só geopolítica e um prêmio à carreira”, “Sim, o francês foi mesmo o melhor”. Pessoal, vamos entrar no site (www.gazzetta.it), votar e acabar com esse absurdo de um cafajeste, mau caráter figurar como o melhor. Vejam a parcial da enquete e o brilhante trabalho de reportagem da equipe da Gazzetta (elogiado até pelo Cavalone).
Zidane Pallone d'Oro Fifa davanti a Cannavaro e Pirlo: è giusto?
44.6% No, il migliore è stato Cannavaro 28.3% Il premio nonostante l'espulsione è uno scandalo 15% E' solo geopolitica e un premio alla carriera 11.9% Sì, il francese è stato il migliore
Numero votanti: 9798
Escrito por Jubas às 11h06
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Minha Seleção
Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Thuram e Sorín; Maniche, Pirlo, Zidane e Balack; Henry e Klose. Técnico: Marcelo Lippi. Chuteira de Ouro: Cannavaro
Escrito por Ricardo às 10h58
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A culpada?
Após a final da Copa, a pergunta que não quer calar: A irmã do Zidane trabalha mesmo no período noturno no Porto de Marselha, ou ela atua que nem o slogan da candidata ao governo do DF: “Abadia – Trabalha de Noite, trabalha de dia”?
Escrito por Jubas às 10h48
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MON DIEU
Dia 09 de julho. Finalmente a Copa da Alemanha está encerrada.
Uma Copa alegre, mas insossa, como aliás é a Alemanha. As zebras fugiram e as seleções tradicionais se reafirmaram em solo germânico. Muito rame-rame e o Brasil assistiu a tudo, enquanto pôde. Felipão, por sua vez, empolgava a nau portuguesa. Muitos goleiros e defensores se destacaram nesta Copa, enquanto o artilheiro não passou dos cinco goles. A final foi disputada entre duas seleções européias e, simbólicamente, após um jogo morno e uma prorrogação dramática o gran finale se deu por conta de um jogador de sobrenome GROSSO.
Muitas vezes comparamos a Copa real com aquelas que desenhamos aqui no blog. Alguns jogos foram parecidos, resultados iguais, mesmo por que refletiam certas obviedades do futebol. Só sei que algumas vezes acertamos certos eventos inusitados, FATO QUE PROVOCA UMA SENSAÇÃO ESTRANHA, UM INCÔMODO PROFUNDO. Pois bem, na minha narrativa dos jogos da França, eu descrevia um Zidane se despedindo do futebol de forma melancólica. O baile contra o Brasil, a partida contra Portugal indicavam mais um erro grotesco meu. Na final, um penalti batido com a sorte dos vencedores parecia indicar o nome da Copa e então...ao final da prorrogação, sabe-se lá por que razão, aquela cabeçada grotesca, o silêncio monumental no estádio e o rumo dos vestiários de cabeça baixa, da mesma forma que eu tinha descrito. Após ter assistido a todos os jogos desta Copa, a única emoção que eu vou guardar aconteceu quando faltavam apenas alguns minutos para o seu fim.
Na disputa por penales, no silêncio do estádio, juntamente com o som da pancada seca no travessão, desferida por Trezeguet, juro que pude escutar, vindo de algum lugar, a risada aliviada de nosso velho goleiro Carlão (o Bozo).
Até 2010.
Escrito por Ogro às 22h45
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mal aí! mas...
Old Friends Old Friends Sat on their park bench like bookends Newspaper blowin' through the grass Falls on the round toes Of the high shoes Of the old friends
Old Friends Winter companions the old men Lost in thier overcoats Waiting for the sunset The sounds of the city sifting through trees Settle like dust On the shoulders of the old friends
Can you imagine us years from today Sharing a park bench quietly? How terribly strange to be seventy...
Old Friends Narrowly brushes the same years Silently sharing the same fear
A time it was It was a time A time of innocence A time of confidences
Long ago it must be I have a photograph Preserve your memories They're all that's left you
Escrito por Pedrão às 06h03
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Hello Crazy People!!!!!
Sei que estive em falta
Meu computador morreu
Mais uma vez
Ressuscitado, vou eu.
A rima falta
Tinha que escrever
O nosso reencontro
Ainda há de ser.
O que escrevo agora é de um jeito científico
Cafu, ao desembarcar, disse que não se podia
Criticar essa geração.
Era vencedora. Não vou dizer os títulos.
Aqui digo, a geração, mesma que a nossa, francesa é melhor.
De 98 à 2006, 1 título pra cada lado.
2 finais.
A nossa seleção exaltada como a melhor desde 82. Houve quem dissesse que desde 70.
Ninguém falou da França. Talvez em Zidane. Esqueceram o rsto.
Digo, agora sem dor, que essa geração- a francesa- é melhor!
No primeiro confronto direto: 3x0.
Que fosse Zidane e a convulsão.
2002 levamos. Lindo!!
Não houve convulsão nem Zizou. Esse tava quebrado.
Agora, mais que nunca, favoritos totais.
Seleção não pintou. Na primeira fase, Les Bleus também não.
Chegaram as oitavas. Brasil inda não.
França 3x1 Espanha.
Mais uma vez, confronto direto. Não tem convulsão. Não há desculpa.
Se faltou raça, gana, garra, sobrou Zidane, Thuram, Henry.
Qual é a dificuldade em admitir que essa geração é simplesmente melhor que a nossa?
Não foi o Brasil que não jogou, foi a França que não deixou.
E SALVE ZIZOU!!!!!!!
(graças à Deus eles não renovam....)
Escrito por Pedrão às 22h21
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A Coluna na Copa - 25
Bolonistas da Copa...
Encerrada a última sexta feira da Copa do Mundo. Este fato é inexorável. Semana próxima, acabou. É campeonato brasileiro e olha lá. Quem sabe uma Libertadores, uma Copa do Brasil ou uma Série B. Mas depois da Copa a ressaca é brava. Ainda mais funesta pelo papelucho do time nacional. Quem queria Ronaldo Gaúcho, não teve. Quem queria Kaká, não teve. Quem queria Roberto Carlos, bem feito.
Enfim as tardes vão murchando. A de hoje ainda teve umas gozações, algumas digressões sobre os finalistas, palpites para o jogo de sábado, algo de Felipão. Ainda teremos assunto para o boteco da noite, para a mesa redonda. Escolheremos o time da Copa, xingaremos despudoradamente Parreira e Zagallo, lembraremos dos grandes jogos da Copa e dos piores lances.
No fundo, gostei do certame. Uma copa sem zebras tenderia a ser mais renhida. Não tínhamos times excessivamente fracos nas fases posteriores da Copa. A Argentina nos brindou com exibição de gala no 6x0, valendo todos os ingressos. Os toques e passes no gol de Cambiasso serão debatidos por muitos ainda. O gol de Maxi Rodrigues contra o México também.
O jogo épico entre Portugal e Holanda será revisitado. Itália e Alemanha e a prorrogação espetacular, o jogo da Copa. Mas o fato é que os dias tendem a murchar, lentamente. As mesas redondas tendem a discutir as eleições, a crise da bolsa, a bolsa vazia, o rebaixamento do Verdão. Assuntos importantes, tão ou mais fundamentais que a Copa do Mundo. Mas sem o charme da Copa. E 2010 está muito, mas muito, longe.
Na Nossa Copa, as semifinais foram Brasil x Alemanha, Gana x Portugal. Foram bons jogos....
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h45
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Azzurra x Les Bleus - times históricos
Qualquer um dos azuis fará história neste domingo. Seguem escalações históricas de ambas as seleções.
França
Goleiro – Bats. Pegou pênaltis de Zico e Sócrates no mesmo jogo. Depois, entregou tudo para a Alemanha, mas entregar para a Alemanha é algo bastante comum na França. Duas guerras, duas invasões, duas derrotas seguidas em semifinais de Copa. Normal.
Defesa – Thuram, Desailly, Blanc e Amoros. Thuram jogou de lateral em 1998 e classificou o time pra final. Fica com a posição. Desailly é outro craque daquele time. Impecável na marcação. Também pode jogar no meio e deixar a zaga central para Trésor, que fez um golaço na semifinal de 1982. Blanc seria o capitão em 98, mas tomou amarelo e não pôde jogar a final. O que não tira o brilhantismo do zagueiro que sabia subir ao ataque (vide gol na morte súbita contra o Paraguai) Amoros foi um baita lateral. Extremamente ofensivo (algo que não existe na França de hoje, que é uma retranca só). Perdeu pênalti contra a Alemanha em 1982, mas até Zico e Sócrates perderam em Copas.
Meio-campo – Deschamps, Tigana, Zidane e Platini. Seriedade na marcação do meio-campo e apoio ao ataque. Deschamps ainda levantou a Taça Fifa. A falta que faz um meia-direita genial. Desses que parecem canhotos. Tigana. Zidane: o craque da Copa de 98 e da Copa atual. A menos que sofra uma convulsão no domingo. Platini: um desses gênios dos anos 80, ao lado de Maradona, Zico, Boniek.
Ataque – Kopa e Fontaine Kopa era para ser o artilheiro da Copa de 58. Mas, jogou para o time. Dava assistências perfeitas a Fontaine. E ainda fez os seus gols. Fontaine nem seria convocado, mas um cidadão que esqueci o nome (aliás, o mundo esqueceu) se machucou e ele apareceu para fazer 13 gols num mundial, recorde imbatível. O Gordo precisou de três Copas para ultrapassá-lo.
Técnico – Aimé Jacquet, o único que levantou um caneco pelos Bleus. Mesmo se ganhar no domingo, o Domeneq é um baita retranqueiro e não merece o posto.
Itália
Goleiro – Zoff. Com 40 anos, pegou tudo em 82, inclusive aquela cabeçada do Oscar (para nossa tristeza).
Zaga – Gentile, Baresi e Tardelli. Vão por em dúvida a escalação do Gentile, mas o sujeito conseguiu anular Maradona e Zico na mesma Copa. É um feito. Qualquer coisa, o Scirea pode entrar no seu lugar. Tardelli marcou o gol na final contra a Alemanha. O gol do Grosso na semifinal foi mais bonito, claro. Mas, o gol do Tardelli foi de título e o cidadão jogava muito. Baresi, o eterno líbero. Fez tudo certo em todas as partidas, menos naquela decisão de pênaltis em que consagrou o Brasil. Grazie!
Meio-campo – Bergomi, Gattuso, Dino Baggio e Maldini. Armei a Itália num 3-4-3, seguindo as orientações do Lippi por um time mais ofensivo. Os alas (não se fala em laterais na Itália) são os jogadores que mais vestiram a camisa do Milan (Maldini) e da Inter (Bergomi). Aliás, Maldini soube se retirar. Se ele fizesse como o Cafú (fosse pra Copa para bater recordes), o Grosso não jogaria. Na volância, Gattuso, símbolo da raça da Calábria, e Dino Baggio, o melhor chute de fora da área da Copa-94, com exceção do gol-cala-a-boca feito pelo Branco.
Ataque – Paolo Rossi, Giuseppe Meazza e Roberto Baggio. O carrasco de 1982 é titular em qualquer seleção histórica da Azzurra, óbvio. Quem mais fará três gols num jogo contra o Brasil? Ainda mais num Brasil sem Cafú e Roberto Carlos?! Schillaci seria o seu reserva imediato. Meazza, nome de estádio em Milão, o craque do bi italiano nos anos 30. Eterno goleador. Roberto Baggio, o maior craque italiano de todos os tempos. E o mais injustiçado. Jogou três Copas, saiu das três nos pênaltis.
Técnico – Vittorio Pozzo, único técnico bicampeão mundial. Mas também se não ganhasse, o Mussolini lhe cortava a cabeça.
Agora, vejamos o jogo: França – Bats; Thuram, Desailly, Blanc e Amoros; Deschamps, Tigana, Zidane e Platini; Kopa e Fontaine. Itália – Zoff; Gentile, Baresi e Tardelli; Bergomi, Gattuso, Dino Baggio e Maldini; Paolo Rossi, G. Meazza e Roberto Baggio.
Quem ganha?!
Escrito por Jubas às 15h04
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EIS O QUARTETO

Foto enviada pelo ilustre Bolonista Zecão, ligeiramente modificada para enquadrar-se no blog, digo, caber aqui.
Escrito por Renato às 14h39
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Agora vai
Guitarrista do Oasis repetirá roupa na final para dar sorte à Itália Publicidade da Folha de S.Paulo
Noel Gallagher, guitarrista da banda inglesa Oasis, pretende ir à final da Copa neste domingo para torcer pela Itália com a mesma roupa usada na semifinal contra a Alemanha, o que inclui uma camisa dada pelo atacante Del Piero.
O músico, torcedor do Manchester City e que também esteve na partida entre Inglaterra e Suécia, disse ao site oficial do torneio que a necessidade de repetir a roupa vem de uma conversa com o próprio jogador italiano, um fã do Oasis.
Segundo Noel, Del Piero havia lhe dito antes do confronto com a Alemanha que faria um gol mesmo começando no banco. "Após o jogo, ele me falou que havia me tornado seu mascote da sorte. Então, tenho de ir à final e vestir exatamente a mesma roupa, cueca e meias para dar sorte a ele."
A amizade dos dois começou numa entrevista a um jornal italiano. "Ele vem nos ver quando estamos na Itália e nos viu na França", contou o músico. "Demos uma entrevista juntos uma vez para o 'Gazzetta dello Sport' e o conhecemos. Ele nos deu camisas e me deu um par de chuteiras uma vez, mas tive que dividir com Liam [irmão de Noel e vocalista da banda]. Cada um ficou com uma chuteira."
Escrito por Zecão às 13h28
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O que interessa
"Nós temos Zidane, e a Itália, não", afirma lateral Sagnol
A seleção da França entrará em campo para a final da Copa do Mundo-06 com uma vantagem sobre os italianos. Para o lateral-direito Willy Sagnol, Zinedine Zidane pode fazer a diferença em favor dos campeões mundiais de 1998.
Três vezes eleito melhor jogador do mundo --em 1998, 2000 e 2003--, o meia fará no domingo, às 15h (horário de Brasília), sua última partida como profissional.
"Nós temos o Zidane e a Itália, não. Acho que esse pode ser um ponto de desequilíbrio. A Itália marca muito forte, assim como a França, por isso o jogo será muito difícil", afirmou Sagnol, que prevê ainda mais complicações caso o time adversário saia na frente no placar.
"Se a Itália fizer um gol, pode ganhar. Mas volto a afirmar que temos um jogador como Zidane. Com 34 anos, ele mostrou que ainda pode fazer coisas incríveis", prosseguiu o lateral, que ressaltou não apenas o talento individual do companheiro, mas também sua função no esquema tático na equipe.
"Todos estão se esforçando para defender, inclusive ele, mesmo em detrimento de suas habilidades ofensivas", afirmou.
Depois de um início de Copa apagado, Zidane começou a se destacar na partida de oitavas-de-final, contra a Espanha. Diante do Brasil, no jogo seguinte, o meia brilhou e foi eleito pela Fifa o melhor em campo. Na semifinal, diante da seleção portuguesa, o francês voltou a jogar bem.
A Itália, adversária na final, tem se mostrado mais forte no jogo coletivo. Um exemplo é a distribuição da artilharia da equipe: os 11 gols da equipe foram marcados por dez jogadores diferentes --apenas Luca Toni balançou a rede mais de uma vez.
Escrito por Zecão às 13h24
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Os piores da Copa
Os jornais só falam na lista dos melhores. E a Copa foi um fiasco. Poucos gols. Retrancas horrendas. Pela primeira vez, um time foi eliminado sem tomar gols (a Suíça). Quase não tivemos goleadas. O melhor é trocar a lista. O melhor é falar do pior. Dos piores. Aí vai a seleção...
Goleiro – Porras Símbolo da defesa mais vazada do torneio, Porras, da Costa Rica, parecia um bobinho na área. E ainda tem esse nome ridículo. É dele a camisa 1
Zagueiro central – Sancho Trinidad e Tobago segurou um 0 x 0 com a Suécia e conseguiria o mesmo contra a Inglaterra. Mas, o zagueiro Sancho deixou Crounch, o Salsicha-humana, subir em seus ombros, no segundo andar (ou seria terceiro), e marcar. Depois, Sancho fez gol contra para o Paraguai. Gol contra para o Paraguai é o cúmulo da falsificação. Ele veste a camisa 3
Quarto zagueiro – Zaccardo A defesa da Azzurra passaria invicta se não fosse uma presepada de Zaccardo. Foi tirar a bola da área, acabou batendo de canela. Gol dos EUA. Uma vergonha. A 4 é dele.
Laterais Imbatíveis na lista. Cafú chegou para bater recordes na Copa e conseguiu. Fez a pior partida de uma camisa 2 do Brasil na história. Roberto Carlos foi pior ainda. Ajeitar a meia? Que vexame!! Ficam com a 2 e a 6.
Meias Pantsil – O representante do futebol africano no time. Não sabe proteger os zagueiros, não sabe fazer linha burra, e quando chega perto do gol, manda uns canhões pra fora do estádio. Pra completar, ainda mostrou bandeirinha de Israel e conseguiu aumento no time em que joga em Tel Aviv. O ganense fica com a camisa 5.
Gilberto Silva – “Pra onde vou? Marco Zidane ou ajudo a zaga?” Ficou com a camisa 8.
Yanagisawa – Jogador que retrata bem a seleção do Zico: azarado, azarado, azarado. E ruim também. O gol que ele perdeu contra a Croácia – sem goleiro, na pequena área – lhe garantiu o posto. A 7 é dele.
Nedved – Chegou com pinta de craque e foi o retrato da República Tcheca, a promessa mais falida da Copa. Veste a 10. Capitão.
Atacantes Valdez – É o sujeito que mais finalizou, mas foi tudo pra fora. Um traste. Pra completar, o sujeito ainda usa um cavanhaque de vendedor de disco usado da Vila Madalena. Símbolo do ataque paraguaio. É dele a camisa 9.
Ibrahimovic – Símbolo do time de medalhões suecos. Os caras chegaram à Copa com nomes do Barcelona, Juventus, Ajax. Se acharam o máximo. O Ibrahim não fez nada nessa Copa. Triste medalhão. É dele a 11.
Técnico – Dois dividem a preferência. Parreira, pela burradas contra a França: antes do jogo, não admitiu que seria revanche; durante, insistiu em Ronaldo, Roberto Carlos e Cafú (só tirou o capitão depois do gol); depois do jogo disse “Todo mundo sabia que Zidane jogava muito”, mas não pôs ninguém para marcar o Zizou. E o Sven-Goran-Eriksson, que pegou uma boa geração inglesa, pôs todo mundo na retranca e, de novo, voltou mais cedo pra casa. Acho que o Parreira deveria ser o técnico e o Eriksson o auxiliar. Eles teriam dúvidas incríveis como tirar o Sancho para colocar o Miyamoto, aquele que tomou um entortada do australiano na estréia do time do Zico. Outra: tirar o Pantsil e por o Mastroeni, o argentino naturalizado americano. Imagine só: você está empatando com a Itália, com um jogador a mais. Aí, o tal do Mastroeni consegue ser expulso. No ataque, a dupla Parreira-Eriksson teria Adbeyor, do Arsenal (a esperança falida de gols de Togo – o time que passou a Copa toda discutindo premiação). McBride, dos Eua, e Saha, da França, são outros horrores do banco deste time.
Vejam a escalação: Porras; Cafú, Sancho, Zaccardo e Roberto Carlos; Pantsil, Gilberto Silva, Yanagisawa e Nedved; Valdez e Ibrahimovic (Adebayor). Técnico: Parreira.
Escrito por Jubas às 11h00
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Azzurra x Les Bleus
A Copa foi um fiasco para o Brasil. Mas, a final está aí. O bolão continua. Aos que estão em dúvida sobre quem torcer na final segue uma análise bastante criteriosa e um tanto imparcial feita por este bolonista. Vejam quem contribuiu mais com a cultura mundial e escolham o time preferido...
Spaghetti x Escargot (O melhor da culinária de cada um. Agora, não dá para comparar lesma com massa e molho de tomate)
Pizza x Pão francês (Pizza: uma das poucas comidas que mesmo quando é ruim, é boa. Já o pãozinho nem é feito por franceses. São os portugas que fazem. Outro item sem comparação)
Impressionismo x Renascimento (Adoramos os impressionistas, sua criatividade. Mas, se não fossem os clássicos, nem impressionistas haveria)
Roma x Paris (A cidade luz é incrível. Linda, mas o povo é esnobe, detesta turista. Já Roma é receptiva, calorosa e tem belas mulheres na garupa das lambretas. Ponto para a Azzurra)
Cesar x Napolão (Ambos imperadores totalitários. Mas, o primeiro só caiu de traição. Já o segundo, caiu com a bunda arrebitada que nem o Roberto Carlos. Vergonha. “Ave, Cesar! Os que vão morrer te saúdam!”)
Brigitte Bardot x Sofia Loren (Aqui a disputa é difícil. Mas, a Loren é muito mais mulherão. A Bardot ficou com aquelas frescuras, defendendo focas canadenses, uma bobagem danada)
Sartre x Bobbio (Temos que reconhecer a importância da filosofia existencialista, mas Bobbio trata do futuro da democracia, algo muito mais fundamental)
Rodin x Michelangelo (Aqui não há discussão, até porque Rodin copiou Michelangelo)
Victor Hugo x Dante Aligheri (Dante, o verdadeiro poeta. Ponto para a Azzurra)
Gosciny e Uderzo x Milo Manara (Asterix é uma das melhores criações dos quadrinhos, mas não dá para comparar a Falballa com as loiras maravilhosas desenhadas pelo Manara)
Truffaut x Felini (O françoais é um gênio, mas o Federico também e é muito mais irônico. A cena da Anita Ekberg na Fontana de Trevi basta para decidir. Que decote!)
Marselha x Veneza (Da primeira saiu a revolução – burguesa diga-se de passagem. Da segunda, a pré-história do capitalismo. A disputa é difícil, mas um passeio de gondola resolve. Veneza na cabeça)
Provence x Toscana (Belos vinhos em ambas, mas as mulheres da Toscana são muito mais bonitas. E na Provence tem o TGV, trenzinho chato que fa zum puta barulho)
Champagne x Limoncello (Champagne ganharia pelo gosto. Mas, o Limoncello é a bebida caseira. Tem em toda a casa, qualquer italiano faz. Fora com a bebida elitista. Ponto para a Azzurra)
Luciano Pavarotti x Charles Aznavour (Os melhores cantores dos dois países. Aznavour é meloso, meio afeminado, enquanto Pavarotti é vibrante, preciso. Sem comparação)
Louvre x Foro Romano (O Louvre está na moda com o Código Da Vinci. Baita museu. Mas, o Foro Romano é um museu a céu aberto. E quem acha o Louvre melhor, é por causa do Leonardo Da Vinci, que, como a Mona Lisa, torce para a Azzurra)
D´Orsay x Glu Uffizzi (O D´Orsay é fantástico, mas na Uffizzi está a Vênus de Milo, a irmã do Americo Vespúcio que conheceu o Brasil em 1502 e se apaixonou. Ponto para o Botticeli)
Can-can x Tarantella (uma dança é cheia de frescura; a outra é alegre, familiar, a cantina toda pula. Sem comparação)
Prodi x Chirac (Chirac poderia ter feito um governo de esquerda mas, amarelou. Já o Prodi acabou com o Berlusconi)
Robespierre x Garibaldi (O primeiro morreu na forca, o segundo fez a reforma agrária na Bota. Um herói, o verdadeiro revolucionário realizador)
Marselhesa x Va Pensiero (Tudo bem, é o hino mais bonito, contra a tirania e coisa e tal. Mas, o Va Pensiero, do Verdi, é o verdeiro hino italiano – e não o que ouvimos, o Fratelli D´Italia. Em Verdi, escravos presos soltam a imaginação: “Vai, pensamento, sobre asas douradas, vai acima das montanhas, do Sol...” Espetacular!)
Campos Elíseos x Mooca (O primeiro virou bairro de mansões decadentes, da antiga elite paulistana. O outro é bairro popular e tem o Juventus, um dos times mais curiosos da história. A camisa é do Torino, o nome da Juve. É como um Palmeiras branco e preto em plena Milão. Fantástico!)
Vaticano x Palácio dos Papas de Avignon (Avignon foi sede do Papado por menos de 50 anos. Não dá pra comparar)
Coliseo de Roma x Coliseo de Nice (Você prefere a cópia ou o original?)
Então, ainda não decidiram?!!!
Escrito por Jubas às 19h41
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A Coluna na Copa - 24
Bolonistas da Copa....
Quem nunca cometeu um pequeno pecado? Ou um grande pecado? Quem nunca teve algo inconfessável no currículo? Tenho cá um desses pecados mortais. Revelo. Em 82, na final Itália e Alemanha torci pelos italianos. E gostei do gol de Paolo Rossi. Nunca pensei revelar este segredo. Jurava que este tipo de coisa guardaria e levaria comigo. Até o fim. A Itália foi meu terceiro time naquela Copa. Depois do Brasil, adotei a França de Platini. E depois do Waterloo de Tigana e companhia, no jogo com os alemães, torci por Zoff, Scirea, Gentile e ele, o capeta. Rossi. O algoz.
Pois bem. Mais uma final de Copa e mais uma vez temos algozes para torcer. De um lado, Zidane. O crápula de 98. O vilão. De outro, a Azzura. Eles, os eternos culpados pelo fim do futebol. 82 é um pesadelo vivo ainda. É mais real do que 98. Mas a máscara dos franceses é irritante demais, por outro lado. Portanto, nesse Corinthians e Palmeiras, temos que escolher alguém que nos fustigue menos. O ânimo.
Na copa alemã a Itália foi diferente. Retrancada, sempre. Mas com mais audácia, talento e bola redonda. Totti é um jogador que encanta. Pirlo faz um mundial empolgante, corando volantes com mais pompa. Bufon é um arqueiro seguro e provavelmente é o melhor goleiro do mundial. E Canavaro não existe. O zagueiro jogou seis partidas irretocáveis, pintou quadros de arte em cada uma delas. Um zagueiro artista. O lance que origina o segundo gol na prorrogação com os germânicos é pura demonstração do que tem sido o Mundial de Canavaro. A Itália campeã e sem erros do zagueiro colocarão Fabio Canavaro no rol dos deuses da bola. No Olimpo.
A França tem um belo time de futebol. Vieira e Thurran estão entre os melhores que vimos. Ribery é vontade, dedicação. Raça. Henry é talento irritante. O avante parece aquele tipo de jogador displicente, sem vontade, tamanha a facilidade com que toca na pelota. E mata, e acaricia e rola a bola. E a França tem Zinedine, o melhor depois do Don Diego. Zidane está acima dos mortais, do bem e do mal. Zizou é algo para recortar, colar e guardar. E Zidane provavelmente faz seu último jogo no próximo domingo.
Para quem torcer? Se a Itália ganha chegará ao quarto título. Incomoda esta proximidade com a nossa quinta conquista. A França vence e construirá uma geração que venceu o Brasil em duas oportunidades, humilhou a "amarelinha". Para quem torcer? Sinceramente esperarei os primeiros momentos do jogo. Quero um grande jogo, merecemos. O futebol merece. No fundo torcerei pelos italianos. Mas a alma quer que Zidane continue sua saga. Não são coisas inconciliáveis, penso. Portanto, Azzura faça a sua parte. Zizou, nos brinde com chave de ouro. A Copa acaba. Que pena.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h14
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Fiz bosta
É, errei, só vai ter um ganhador no bolão, e só vai sair após o resultado final. Seguinte: o Renato e o Jubas tinham 725 pontos cada antes da semifinal. Como cada um acertou um finalista, foram a 815 pontos cada - a Stela foi a 795, ficando em terceiro lugar. Bom, como os dois tinham posto o Brasil ganhando a Copa, eu achei que eles continuariam empatados, mas esqueci de levar em conta que acertar o vice-campeão também vale pontos (30). Ou seja, Se a Itália for vice, o Renato ganha sozinho - e a Stela fica em segundo!; se a França for vice, o Jubas ganha sozinho. É por isso que ele tá torcendo pela Itália, safado.
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 09h21
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Acabou o bolão
PREZADOS, O RENATO E O JUBAS DIVIDEM O PRÊMIO. E QUE A FRANÇA GANHE A COPA.
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h39
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O fim do bolão
Pelo que eu entendi, o bolão acaba hoje. Se der Portugal, o Renato leva tudo. Se der França, divido o prêmio com ele. Confesso que não esperava. Torço pela minha derrota. A final Itália x Portugal seria uma espécie de Parmera x Lusa, guardadas as devidas proporções. São países que temos ligações. Chegaram à marginal Tietê, ali pertinho do Corinthians. Chegaram às ladeiras da Pompéia, a Belo Horizonte, a São Januário. A final pode ser um Cruzeiro x Vasco. Nossas heranças latinas do Tejo, do Tibre. Quem sabe? O futebol questiona-se, é claro. A Itália ensaia sair de seu eterno defensivismo. Li um artigo de um jornalista italiano em que ele dizia que o libero é a coisa mais bonita que já inventaram no futebol. Discordei, óbvio. Mas, o artigo me deu uma certa compreensão do calcio. "Calcio" ao pé da letra significa solar. Solar, carrinhos, faltas... é a antítese do futebol brasileiro. Mas, o futebol brasileiro não apareceu nessa Copa. Uma pedalada, talvez. Um gol contra Gana. Um recorde. E só. Então, merecemos ver essa final. Veremos o "calcio", as soladas, os carrinhos. Mas, veremos raça também. Coração. Portugal chegou na final da Nossa Copa. Foi bravo. Um golaço do Figo que se recusou a sair quando Felipão anunciou a substituição. Histórico. Dizem que Portugal joga feio. Bate muito, é verdade. Mas, também joga com o coração. Portugal tem alma e alma nos faltou, concluiu o Amaral. No bolão, acertei três semifinalistas. Só errei o Brasil. Na minha Copa, a França seria vice. Perderia para a nossa vingança. Seria a nossa desforra. Um 3 a 1, sensacional. Tenho sangue italiano e a "vendetta" me é inexorável. A Alemanha ficaria com o terceiro posto e Portugal com o quarto. O artilheiro seria alemão. Pode ser. Errei quanto à Itália. Achei que cairiam contra os franceses nas quartas. Pode ser também. Na final, quem sabe? Mas, a França é muito medalhão. Tem o Zidane que é espetacular. Tem um bando de sujeito de Guadalupe, negros, carecas e fortes. A França tem estatura, um belo time. Mas, a França tem empáfia. E nos tirou 86, quando ao menos merecíamos. Se bem que cairíamos mais pra frente, já que 86 teve o Diego. O bolão chega ao fim e a revelação é a Stela. Ela chegou junto com os marmanjos. Jogou as finais. Palpites de alma, de coração. O que teve no bolão faltou na Copa.
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Jubas às 14h31
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A Coluna na Copa - 23
Bolonistas da Copa....
Enfim, aconteceu. As almas desalmadas que perambulam pelo mundo marcaram reunião para o mesmo horário do jogo. Idêntico. Dezesseis horas e reunião. E apito. Em Dortmund e em São Paulo. Era de se esperar. O jeito foi chegar pontualmente para poder encerrar a reunião o mais rápido possível. Fiz os cálculos. Daria tempo de assistir a todo o segundo tempo e, com sorte, acompanharia os melhores momentos em algum televisor. Reconheci o terreno e tive presságio. Teria problemas. Não existiam televisores próximos da sala de reunião. Deixei de lado o plano dos melhores momentos e aceitei a idéia de acompanhar os primeiros quinze minutos da etapa derradeira no carro. Pelo rádio.
Enfim, óbvio. A reunião atrasou. Sempre acontece de reunião atrasar. Aposto que mesmo londrino teria atraso na reunião no dia do jogo semifinal da Copa do Mundo. Tem certas coisas que acontecem, sempre. Independe nação, horário, classe ou profissão. E a reunião certamente começaria atrasada. Tive um comichão. Sem televisores ligados, sem rádio e sem o começo da reunião. Pavor. Mão trêmula. Disparei umas mensagens para celulares de amigos: "Me tirem das trevas. Quanto está o jogo." Obtive respostas e me acalmei. Saindo gol alguém me avisaria. Mas o celular nada avisou. Dezesseis e quarenta e seis. Vinte minutos de reunião e um aviso: "Jogo equilibrado. Disputado. Empate. Fim do Primeiro Tempo." Outra mensagem: "0x0". Bom, perdi a etapa inicial, mas gols não saíram. Perdi um bom jogo mas não perdi gol. Um consolo. A reunião prosseguia. Bola para lá e para cá. E nada. Confesso que olhei o relógio. Dezessete e trinta. Temi pelo pior. Um gol agora e o jogo estaria definitivamente encerrado. Resultado sacramentado. "Então tá. Marcamos para a próxima semana então. Ok?". Ouvi as palavras e o celular. Dezessete e trinta e sete. Nada de mensagens. Imaginei empate e sorri. Vai ter prorrogação. Imaginei pelo pior. Um gol no fim e eu perco tudo. As idéias iam e vinham enquanto me despedia da reunião e dos participantes. Corri escada. Não esperei elevador.
No carro deu para ouvir o último suspiro do jogo no tempo normal. Peleja equilibrada, mas os italianos levemente superiores. Era o comentário. Acreditei e digo que fiquei feliz com a prorrogação. Agora era achar uma televisão. Trânsito ruim. Não deu para encontrar algum lugar para ver o jogo e lembrei que tinha que deixar o carro com a Daniella. Pânico. Perderia a prorrogação no trajeto entre o carro, o elevador, o escritório da Dani, elevador, rua e boteco mais próximo com televisão. Perdi. "Prorrogação. Itália, duas bolas na trave". Suei. Estava no elevador. Tenso. Na rua, sem boteco. Sem TV. Quase chorei.
Um ponto de táxi me salvou. Cinco minutos, primeiro tempo do tempo extra. Em pé, ao lado de outros transeuntes. Enfim pude ver o jogo. E era jogo daqueles. Lá e cá. Emoção. Adoro futebol. Mas gosto muito de uma boa partida. Canavaro existe? Que zagueiro. A Itália põe Del Piero e tira um volante. Vivi para ver a Itália no ataque. Bola lá e cá. Fôlego curto. "Perdão, tenho que desligar a TV." Era o taxista, com cara de arrependimento. Mas tinha passageiro esperando. "Perdi tudo". Pensei que perderia o gol.
Enquanto caminhava desesperado em busca de uma padaria, de um complexo hoteleiro, de um ponto de táxi, uma floricultura ou um simples televisor, penalidades. Pensei que o jogo acabando zero a zero daria tempo para ver as penalidades. Um consolo para um épico. Perderia o jogo, mas não perderia a vaga. Ouço um barulho de jogo. Volume alto. "Telão". Acertei. Um bar e um telão. Descobri o que é água no deserto.
Aquelas firulas de virar tempo e consegui sentar, pedir uma cerveja e olhar incrédulo: "0x0". E pontapé na pelota, começa o segundo tempo da prorrogação. Os melhores quinze minutos. O melhor jogo da Copa. Canavaro existe. Bufon, também. Petardo de Podolski. Defesa. Ataque lá e cá. Jogaço. Quando Pirlo deu o passe vi o gol. E acertei. Golaço. Aplaudi sozinho. Sorri. E com o gol de Del Piero tive certeza de que tinha visto o jogo da Copa.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 13h47
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Vocês sabem: são inesquecíveis! - I
Há dias que não passam. Há dias que passam devagar. Às vezes, temos mil tarefas. Noutras, estamos cheios de pensamentos. O tempo nos engana. A vida nos engana. Muitas vezes, concentrar-se nos segundos parece ser a única solução. Tentar encontrar o que realmente importa.
Eram nove horas e eu já estava no trabalho. Já, digo eu, porque no jornalismo o dia começa sempre perto da hora do almoço. Para todo o mundo, o dia está na metade, quando, para o jornalismo, está no início. Quando o dia de todos está no fim, chaves de carro e caminho de casa, o dia do jornalismo está no auge de sua correria, com textos sendo editados na última hora.
Nove horas e, até aqui, nada de reportagem. Poderia adiantar a vida que chegaria logo mais. Meu filho iria nascer. Era, então, um último dia de trabalho. Último dia com um pouco mais de irresponsabilidade. Com menos preocupações. Sofrendo minhas próprias conseqüências. Pensando apenas por mim. O último dia de todos os demais.
Teria que fugir da lógica daqueles dias jornalísticos. Tinha a maternidade, com hora marcada. E havia o jogo do Brasil, é claro. A maternidade com toda a sua expectativa. O jogo com toda a sua ansiedade. E as matérias do dia, até aqui nada. Nada até os ministros resolverem mudar a Constituição. Dez da manhã, péssimo horário para mudar a Carta. Mas, para eles, não importa. Cai um artigo, ganho uma matéria. Telefonemas a fazer, textos para escrever. O dia começa a acelerar. Novos telefonemas. Duas notas do Planalto, duas novas matérias. Terei de acelerar ainda mais. Outro telefonema, os ministros vão para uma nova sessão. Temos que subir e acompanhá-los. Os ministros falam do reajuste de seus salários, nova matéria. Um deles discorda, polêmica, a matéria cresce, o trabalho também. E tem o jogo, a maternidade.
Bloco no bolso, anotações na cabeça. Tenho que voar na hora do almoço. Há muito o que escrever, mas não se reclama do que se gosta. Vou ao restaurante, dedilhando no ar a matéria que irá para o computador e, de lá, para as páginas do dia seguinte. Paro no meio do caminho. Cumprimento o ministro-professor. Ele me chama de Ovídio. Ninguém entende.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 19h00
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II
Ovídio era comerciante. Vendia móveis no Centro da cidade. Depois, fazia festas imensas em casa. Nas festas, dezenas de pessoas e panelas e mais panelas de macarrão. Depois, bombas e mais bombas de chocolate, que variavam com as de creme, é verdade. Quando todos estavam satisfeitos, Ovídio ia no ouvido de cada um e perguntava baixinho: Se eu pedir pizza, você come? “Claro, claro!”, lhe respondiam em sussurros. E chegavam bandejas de pizzas às dezenas, entravam pela madrugada.
Ovídio era meu avô. Mas, nunca lhe chamei de vô. Ele pedia para ser chamado de Amigão. Ele se considerava nosso amigo. E era isso o que ele era. Um baita amigo, um amigão.
Conheceu o ministro-professor quando vendia móveis. Tantos anos, décadas, e o professor se lembra. “Ô, cara! Passa lá no meu gabinete!!”
“Desculpe, professor. Hoje, não posso!”
É claro que ele estranhou um pouco a resposta. Um dia, tentei acompanhar o ministro-professor ao seu gabinete e era tanta gente fazendo a concorrência. Queriam lhe pegar pelo braço, levar a bengala, tecer elogios. Aí, chego eu e digo “Não, não posso”?!!
“É que meu filho nasce amanhã”, disse, apressando a justificativa.
“Ahh! Parabéns!”, respondeu, com olhos abertos num suspiro, enquanto eu virava os pés e acertava o passo.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h59
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III
No segundo andar do prédio dentro da Praça dos Três Poderes, uma única sala aberta. Afinal, era jogo. Jogo era dispensa. Dispensa com três horas de antecedência. O jogo era às quatro. Às duas comecei a escrever. Quatro matérias na única sala aberta. Os dedos são mais rápidos do que o computador, que corre atrás cuspindo frases inteiras de uma só vez. Os dedos estão mais rápidos de quando decorei a Marcha Turca. Gostava de tocar rápido e desrespeitava as colcheias de Mozart até a música perder sentido. Depois da Marcha Turca, desrespeite O Cravo Bem Temperado, acelerando os dedilhados em acordes dissonantes. Depois, Yesterday e até Michelle não escapou dos toques em 78 rotações. Só paro para um novo telefonema. Outra decisão, mais uma matéria. Estou cansado e lamento por um segundo. O dia parece que não irá acabar. Cinco matérias em duas horas. O tribunal vai fechar. O Congresso vai fechar. O governo vai fechar. A cidade ficará reclusa em frente a televisões. O país inteiro irá sumir por um instante. Será transferido para Dortmund, onde jogaremos com o Japão. Dortmund, para mim, é a casa do meu irmão.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h58
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IV
Na 108 Norte, meu irmão montou uma boa morada. Cafeteira, relógio de vidro, sofás de afundar e o mais importante: 44 polegadas para ver a Copa. Naquela tarde, ainda tinha almoço feito pela mãe e a companhia da cunhada e do amigo Léo. Léo, o sujeito com quem mais fui ao Morumbi. Noites de quarta históricas. Vimos duas conquistas de Libertadores. Depois, nosso time sumiu da Libertadores e o Léo foi parar nos States. A despedida do Léo foi pouco antes de um Brasil x Honduras. Perdemos feio. Só voltei a vê-lo mais de quatro anos depois, quando já éramos penta e acreditávamos no hexa. De um tetra a um hexa, é muito tempo sem ver grandes amigos. A mãe também vi menos depois que me mudei. Naquela tarde, esperávamos um novo filho. E o jogo, claro. O jogo começa e o novo filho parece que ainda sou eu. “Não vai comer mais?” “Quer outra sobremesa?” “Mais café?” “Pão de queijo?” “Você não quer apoiar o pé?” A cunhada, sempre gentil, pega um banco com a bandeira do Brasil para onde será direcionado o meu pé. O futebol começou e o bebê ainda sou eu. Andei muito desde cedo e meu pé não está com os melhores cheiros. Bem na bandeira do Brasil, penso num curto lamento. A mãe acomoda meu pé e vamos ao jogo.
Não dá pra concentrar no jogo. Sei que é Copa, e que jogos de Copa são sempre emocionantes, inesquecíveis. Mas, o jogo mesmo está marcado para amanhã. Tomamos um gol e pareço não me importar. Ficamos num resultado contrário e não ligo. Empatamos e perco um pouco da ansiedade. Viramos num chutaço de fora da área e posso comemorar. Depois, goleamos. “Quanto você pôs no bolão?”, pergunta a mãe. “Quatro a zero.” Até que não fui ruim. Acertei os gols do Brasil. Mas, Zico é um azarado. Sai da Copa pela porta dos fundos. Nós continuamos. Cheios de dúvida, mas continuamos. Mas, a Copa, para mim, parou por uns instantes. Tenho outro jogo para me preparar.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h58
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V
Em casa no alto do lago, a mala azul-claro está pronta. A futura mãe está pronta. A futura avó anda com o terço na mão, brilho atrás dos óculos. O futuro avô passou o dia sentado, olhando para o ar, refletindo, emocionado. Chego, como, banho, alguns pares de roupas para dentro da mala. Desço eu e a barriga imensa que nem uma bola de futebol. Ponho a barriga no carro e, de repente, me bate um pequeno suspiro de nervosismo. Preciso de um apoio. Subo as escadas novamente. Abro uma mala antiga. Pego um pequeno amuleto: um ovo, presente de minha mãe na primeira formatura. O ovo, o nascimento. Não sei rezar direito. Acho que servirá.
Na chegada ao hospital, na sala de internação, três relógios. Quinze para as onze no horário de Brasília. Vinte para as dez no horário de Londres. Quinze para as onze no horário de Tóquio. São doze horas de diferença entre uma goleada e uma eliminação. Mas, qual o problema com Londres? Então, Brasília anda vinte minutos e em Londres ainda são 20 para as dez. Londres está parada, com defeito. Em Brasília, as horas passam devagar. A emoção é contada em segundos.
No quarto, impossível dormir na véspera. O mundo gira dentro da cabeça na expectativa de tudo o que virá. Uma mísera hora de sono é interrompida pelo calor. Calor?! Numa das noites mais frias do ano, em Brasília?!! Ou é o cobertor do hospital, ou a emoção. Que logo se manifesta, de um jeito sorridente. A ainda futura mãe acorda com o barrigão pulando, como uma coelha. “É hora de ver o bebê-ê!” Ainda não são seis horas. Aí vamos nós...
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h57
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VI
A sala de cirurgia, vou contar. É pura adrenalina. Bate o jogo do Brasil, os chutes de fora da área do Ronaldo e do Juninho. A sala é expectativa pura. Estou suando embaixo dos óculos e perto do coração. “O pai nón quer ficar más perto, más pertinho?”, pergunta o Doutor Felipe, abrasileirando o sotaque argentino.
O Dr. Felipe não sabe, mas não posso ver sangue. Uma mísera agulhadinha basta para dar tonturas, quem sabe, desmaio. Uma fraqueza besta, confesso. “Para mim, está bom aqui”, respondo com a boca tampada pela “máscara de neve”, me escondendo no “corner” da sala de cirurgia. Tento conter uns tossidos de nervosismo, enquanto os médicos acertam movimentos cuidadosamente ensaiados em torno da Viviane. Dr. Felipe me dá uma última fitada. Dessa, vez, ele não fala nada, mas seus olhos se abrem para mim, dizendo: “E aí, cara?! Não vai ver?!!”
Estou firme no meu “corner”. Aí vem a cobrança do escanteio e eu tentarei não ver nada. Estou como um torcedor apaixonado em disputa de pênalti. Tiro os óculos esperando que a miopia afaste o sangue da minha frente. Mas, quero muito ver meu filho. Quero muito ouvir o seu choro, fotografar os seus primeiros movimentos. O fato é que tenho medo do escanteio, mas quero ver o gol.
Segundos se passam como horas. Médicos falam algo que não posso ouvir. Falam por sinais, jogadas ensaiadas. Dr Felipe comanda e tento me concentrar na Viviane. Viviane tonta. Viviane calma. Viviane ri. E, de repente, mexem Viviane pelos lados de sua barriga, como se fossem lhe ajeitar a vida. Meus olhos me traem e miro a frente. É um lindo bebê.
Lucas sai querendo chorar, mas não chora. Mexe os braços incessantemente. É rapidamente embrulhado e posto cabeça a cabeça com a mãe. Corações estão a mil. Os segundos, agora, voam. E Lucas vai para a sala ao lado nas mãos do pediatra. Deixo a mãe e vou atrás.
Lucas vai parar num bercinho aquecido numa pequena sala. É desembrulhado. Está embranquecido. Mãos e pés roxos. O saco vermelho. A sala é mínima para tantos batimentos, o que me deixa em dúvida: devo entrar?
O médico lhe passa um tubo pela boca e ouço um choro forte. O tubo passa pelas narinas e o choro aumenta uma, duas vezes. Os braços são maiores do que as pernas – afinal, ficaram achatados entre o fígado e a parte alta da barriga, nas últimas semanas, quando a barriga se tornou cada vez mais pequena para quem via de dentro e assustadoramente maior para quem via de fora. As mãos são grandes. De pianista?, pensei. Os dedos são extremamente bem articulados e ele leva as mãos constantemente à boca, procurando o líquido amniótico que lhe tiraram. Lucas procura respostas desesperadamente. Vejo aquele berço e também tenho perguntas. Conseguiremos nos adaptar à nova vida? Tudo vai mudar, radicalmente? Serei forte, tranqüilo, responsável? Cadê meu líquido amniótico?!
Meu coração bombeia como um tanque e preciso me sentar. Uma breve tontura frente a tantas perguntas, tantas visões. Preciso de um apoio. Sim, a vida vai mudar, e será ainda mais espetacular. A adaptação será difícil, mas teremos força, coragem, calma, responsabilidade. O líquido amniótico sou eu. Ou melhor, a Viviane. Sento por um momento e vejo a cena mais emocionante da vida. Mais do que o primeiro beijo na Viviane, o beijo seguido de um clarão nos olhos e conforto no coração. É mais emocionante do que o gol na hora do recreio, do que o momento em que larguei a borda e me atirei para o centro da piscina. (Sabia que era fundo, mas, num milagre, consegui boiar.) Mais emocionante do que o nome na lista do vestibular, do que ver duas conquistas de Libertadores no estádio, do que a primeira matéria publicada, do que a Sala dos Estudantes em noite de eleições no XI de Agosto. Pego o telefone para dividir aqueles mil sentimentos com alguém. Toco para o quarto, onde novos avós e novos tios comemoram a notícia. Ligam para novas bivós, outros novos tios, outras novas tias. Então, Lucas é levado para outra sala. Continuo atrás.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h56
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VII
Lucas vai para a balança: 3,295. Lucas vai para a fita métrica: 48 cm. Toco o telefone para São Paulo. Na Pompéia, onde eu nasci, o irmão mais velho atende. Ainda não são 8h da manhã e da Pompéia escuto um choro sincero e emocionado. Meu irmão é só coração.
Sou pai, é fato. Mas, e agora?! A ansiedade é forte e está concentrada no peito. Voltamos para a sala de cirurgia, onde está mãe. Lucas e ela, testa a testa novamente. Um olhar, como se fosse um abraço. Uma foto de nós três e sou tirado da sala. Eles ficam. Agora, é só esperar.
O dia não acabou. Ainda é de manhã e não acabará nunca. Vejo o jornal e as manchetes que se repetirão indefinidamente. Ronaldo será sempre recordista de gols. Serão sempre 14. E não 15. O governo sempre confirmará aumento a servidores. A renda do trabalhador sempre terá alta. Sempre em 7,7%. São Paulo sempre ficará sem radares móveis a partir de segunda. Arrecadação sempre crescerá em maio. Sempre em R$ 28,7 bilhões. Presidente do Timor sempre fará ameaça de renunciar. Acervo raro da MPB sempre crescerá na Internet. O dia para mim é eterno. Como a espera da Viviane e do Lucas, que não chegam. O sogro se posiciona no sofá perto da porta. Estica o pescoço rumo ao corredor, onde segundos são horas. Horas se passam no dia sem fim e, de repente, chegam duas macas. Foi uma, voltaram duas. São Viviane e Lucas.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h56
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VIII
Tudo começou ali. Sei, pois vi tudo. Estava lá. Quem apareceu viu a nova mãe, os novos avôs e avós. Ouviu os amigos no telefone que não parou, nas flores que chegaram, na porta que abriu tantas vezes. Numa vez, abri e vi, para minha surpresa, o irmão que estava na Pompéia. Veio rapidinho com a cara de sempre de quem tem um grande coração. Na outra, a nova bivó. Outra bela surpresa. 86 anos bem vividos, 70 deles na Mooca. Cara feliz de quem fez muita massa e ganhou inúmeros beijos a vida inteira. Uma terceira batida: outra nova bivó, direto do interior, a responsável pela sapataria do Lucas, sempre solidária e carinhosa.
O dia não tem fim, mas a noite chega. Tenho tarefas. Aprender a trocar fraldas e anotar as mamadas. A primeira, das 8h40 às 9h10. A segunda, das 13h30 às 13h57. Essa demorou. A terceira, das 19h às ? (Me perdi.) A quarta, das 21h45 às 22h15. Talvez, possa dormir neste dia sem fim. Talvez, pois há a emoção e as mamadas. Que continuam. Das 1h48 às 2h21. Das 3h43 às 4h01. Das 4h05 às 4h24. Das 6h42 às 7h11. O dia se foi, mas continua. As tarefas continuam. Tenho um casamento às 10h. Ver os amigos. O início de tudo, quando paramos de pensar como um só, e passamos a pensar em dois. Depois, em três, em quatro. O casamento è às 10h, é o início de uma nova família, mas, no meu bloco, continuo marcando: das 9h37 às 9h44, das 13h às 13h20, das 13h30 às 13h50...
O dia não tem fim. Será longo e irá passar devagar. Não durmo mais. Deito a cabeça, é verdade. Mas, dormir? Nunca. Apenas sonho.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Jubas às 18h55
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A Coluna na Copa - 22
Bolonistas da Copa....
Desancam Cafu por aí. Dizem que o capitão deveria saber que era hora de parar, de sair da seleção. Dizem que ele deveria ser mais modesto, menos falastrão. Afirmam, categoricamente, que ele está ultrapassado. Futebol e exagero se misturam com muita facilidade. Muita.
Cafu foi talvez o mais importante lateral do Brasil. Mais importante, não o melhor. Durou pelo menos uma década o seu reinado absoluto. Poucos zagueiros tinham a capacidade física do capitão. Cafu, como prêmio por sua carreira, levantou a taça. Dizem por aí que Cafu liderava o "grupo" dos veteranos na seleção, avesso a qualquer tipo de mudanças no time.
Não sei se é razoável exigir de Cafu posições moderadas, interpretações e relatos sensatos. Não sei se é razoável exigir de Cafu que o lateral admita que seu tempo passou. Cafu é só um jogador de futebol. E só. Não me parece razoável, portanto, exigir do capitão e de qualquer outro jogador respostas para os fracassos, que vão além das desculpas de praxe e de sempre. O jogador que fugir deste roteiro, como Juninho ensaiou nas primeiras entrevistas pós jogo, será exceção.
Cafu foi escalado por Parreira. Aliás o time do Brasil era armado há tempos para ter Cafu e Roberto Carlos. Cicinho está numa fase mais exuberante? Está. Mas se era para jogar com Cicinho o esquema deveria ser outro. Deveríamos ter treinado outras hipóteses no jogo. Cafu era líder do "grupo" dos veteranos? Nada, mas nada mesmo, explica que uma seleção tenha panelinhas sem a leniência da Comissão Técnica. Se colocar Cafu e Roberto Carlos no banco causaria "constrangimento" ao grupo, paciência. Por muito menos Romário não foi para a copa da Coréia/Japão. E Romário, convenhamos, tem ficha corrida de respeito e é genial. Ao convocar Cafu e Roberto, ao montar o time em função deles, a Comissão Técnica criou sua própria armadilha.
Sou daqueles que achava que Cafu deveria ser o titular. Não pela vitalidade de seu futebol. Mas pela experiência e pelo fato do time pouco, ou nada, ter treinado com outra opção pela direita. Cicinho exigiria uma proteção diferenciada. Autuori fez isso no São Paulo campeão do mundo. E nos bons jogos que Cicinho fez no Real Madrid havia um sistema de proteção ao lateral.
O que causa perplexidade é a preguiça, entretanto. Parece que a Comissão Técnica fez uma opção pela obviedade. Nos "bobinhos" táticos que assistimos na televisão não vi, ou não reparei, nada diferente do... bobinho. Juninho parece ter recebido a camisa no vestiário do jogo com a França, com a seguinte orientação: "Vai lá e faz.". Fazer o quê? Não sabemos. Roberto Carlos poderia ter sido substituído, também. Diferente de Cicinho, Gilberto não exigiria mudanças drásticas no esquema. Entretanto, a convocação de Roberto Carlos não era tão fundamental como a convocação de Cafu. Roberto jogava com o nome há alguns anos. Confesso que nunca gostei do lateral e de sua verborragia, o que pode comprometer a avaliação. Mas futebol não é isenção, todos temos nossas preferências. Roberto não deveria ter sido convocado. Nem para as Eliminatórias. Na esquerda opções existiam.
Escrevo essas linhas porque ouvi muito do mesmo na imprensa esportiva. Caem de pau no Cafu, no Roberto Carlos, nos jogadores. Mas, de uma certa forma, ninguém ainda assumiu o erro do Quarteto que nunca existiu. Quem inventou o Quadrado que nunca existiu não foi a bola... Portanto, todos temos um pouco de responsabilidade no fracasso. Retumbante demais para ser culpa só de Cafu, Roberto, Ronaldos...
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h59
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A Coluna na Copa - 21
Bolonistas da Copa....
O pior da desclassificação precoce do time brasileiro é a possibilidade do dono do boteco desligar o telão. Afinal, depois da euforia do Quarteto Mágico, dos golpes de amor para com a nação desferidos por Galvão Bueno e das milhares de revistas com o Gaúcho na Capa, a eliminação patética pode retirar a empolgação do dono do boteco, minando seu humor e fazendo com que, para economizar uns trocos com energia elétrica, o cara desligue os monitores de televisão.
Copa do Mundo sem férias é Copa no boteco. Na televisão de boteco com palha de aço na antena. Na televisão preto e branco. Ainda existem televisores preto e branco no centro de São Paulo, acreditem. A desclassificação faz com que muitos seres humanos acreditem que a Copa do Mundo acabou. Que não há mais razões para aquela espiada no jogo da tarde, para aquele atraso na reunião, para aquele radinho de pilha ligado em volume desproporcional. Não os culpo. Mas a Copa não acabou e, para o nosso desespero, ainda há os melhores jogos para acompanhar. Se der tempo vou passar no boteco e proponho uma rifa para pagar a eletricidade do telão. E, quem sabe e com um pouco de sorte, o dono do boteco não torce para a Portuguesa de Desportos?
Tenho uma interessante teoria sobre Portugal e as Portuguesas. Desconfio que se Felipão conseguir o impensável, o improvável, o inusitado e o impossível título para Portugal, a Lusa de São Paulo ganha a Série B deste ano. A Lusa Carioca conseguirá vaga na Copa do Brasil. A Portuguesa Santista revelará o novo Eusébio. A vitória da seleção portuguesa trará imensas possibilidades para todas as Portuguesas do mundo. Será a vitória do patinho feio. Mas será que esta possibilidade realmente existe? Divago aqui e ali, tentando não pensar onde diachos conseguirei assistir aos jogos das semifinais. Portugal chegou, daquele jeito, empurrando, brigando, lutando. Mas para vencer a França terá que ter algo mais. Figo e Deco terão responsabilidades múltiplas. Cristiano Ronaldo também. E Felipão sabe que Costinha, Maniche, Tiago, Ricardo Carvalho e Fernando Meira terão que marcar o dez da França. Disse o dez da França? O Dez do Mundial. Quem tem Zidane tem chances.
Mas antes do clássico latino teremos o clássico dos tri campeões. Alemanha e Itália. Que jogo! Que épico! Só há um time capaz de barrar a empolgação alemã nesta Copa: a Itália. A camisa italiana tem o mesmo peso da germânica. E, numa copa sem zebras, isso é fundamental. Sem zebras? Veremos. Vou achar o cara do boteco, antes que ele se desfaça do telão e só alugue outro em 2010!!!
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 14h27
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A Coluna na Copa - 20
Bolonistas da Copa...
Algumas vezes o melhor é não falar nada. Depois de um fora inenarrável daquela espevitada com a qual trocávamos olhares no recreio. Depois daquela prova de física. Depois da briga inexplicável com o amigo. São coisas que são caras, raras, especiais. Mas, convenhamos, há coisas que merecem uma desopilada, uma desestressada. Um xingo. Coisas irritantes, chatas, normalmente medíocres. O que aconteceu ontem em Frankfurt? Desconfio que todos sabemos que o selecionado brasileiro não nos pertence. Por mais triste que seja a constatação, a mecânica de Parreira, a tagarelice de Zagallo e as peripécias vocais de Roberto Carlos fazem parte de um time que não é nosso. Não há porque entristecer, pois não haverá saudade.
Durante alguns dias nesta Copa da Alemanha encontramos um selecionado estelar. Qualquer "bobinho" virava treino tático. Ataque contra defesa se transformava em exibição de virtuoses. Não me lembro de outras ocasiões em que o time foi tão exposto na fase de treinamentos ao ar livre. Minto. Lembro. Em 98 foi a mesma bazófia, a mesma cantilena. Dunga, o capitão, chegou a reclamar dizendo que daquele jeito não era possível, quando o time deixou o treino para ir a algo de publicidade de refrigerante, material esportivo, chá ou remédio para emagrecer, sei lá. No comércio da amarelinha, não aprendemos. Temos grandes jogadores, quiçá os melhores. Temos treinadores, alguns bons, outros ótimos. Mas pecamos nos excessos de atividades não necessariamente esportivas. Pecamos, pois inchamos o ego, insuflamos o resto.
Perdemos para um time melhor. Ou que jogou melhor. Fato, inexorável. Zidane é um dos maiores e melhores jogadores que nossos olhos puderam acompanhar e compreender. Ontem Zidane chamou o jogo, pediu a pelota, tratou a bola com respeito, mas não com medo. Foi maestro. Era jogo de Copa, Zidane sabia. Perdemos de forma patética. Não que um time que se "entregue", divida todas as bolas, se dedique, seja sinônimo de bom futebol. Na maioria das vezes não é. Mas demonstra a compreensão do jogo, a dimensão da derrota. Não tivemos nada disso ontem. Podem culpar Parreira e suas teimosias. Mas todos pediam Juninho, inclusive este colunista amador. E foi um fiasco, uma exibição digna de esquecimento completo. Kaká foi um arremedo, uma pena. E Gaúcho, antes de tudo, não sorriu. Foi pálido, insosso, comum, firulas de comercial de desodorante. Parreira errou? Parreira foi o que sempre foi, modesto e modestamente. O engano é que o time não era o nosso. Não foi em 94, não foi em 98. Nesta Copa da Alemanha a soberba vestiu uniforme, calçou chuteira e boné. Alguns argumentarão que houve 2002. Mas lá a seleção tinha um cadinho de alma, chegou de cabeça baixa, a soberba fora afastada do elenco já nas eliminatórias. Fim de Copa para o time brasileiro. Mas, sinceramente, incomoda, mas não entristece.
Na Nossa Copa as semifinais foram Gana x Portugal e Brasil x Alemanha. Mas lá a Copa era Nossa. O que não faltava era alma....
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 09h46
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Na briga
O bolão será definido na semifinais.
Final Portugal x Alemanha: o Deco ganha
Final Portugal x Itália: o Renato ganha
Final França x Alemanha: o Jubas ganha
Final França x Itália: o Renato e o Jubas dividem a grana
| Renato (Bra X Ita) |
725 |
| Jubas (Bra x Fra) |
725 |
| Deco 1 (Bra x Ale) |
705 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h29
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Derrotados
Stela, apesar de você ter a mesma pontuação do Deco 1, você só pode chegar até o 2º lugar, pois colocou a mesma final do Renato, que está 20 pontos na sua frente.
| Stela (Bra x Ita) |
705 |
| Pedro (Bra x Ita) |
685 |
| Ogro 2 (Ita x Ing) |
680 |
| Amaral cient. (Bra x Ita) |
665 |
| Caubas (Bra x Fra) |
625 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h20
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Derrotados
| Fernando 2 (Arg x Por) |
615 |
| Massonetto (Bra x Hol) |
610 |
| Renata (Bra x Ale) |
610 |
| Gugu 2 (Bra x Hol) |
600 |
| Ogro 1 (Ing x Arg) |
590 |
| Daniel 1 (Bra x Arg) |
580 |
| Gugu 1 (Ing x Ale) |
580 |
| Cazuza 2( Bra x Por) |
580 |
| Fisch 2 (Bra 3 x 1 Fra) |
575 |
| Lindona (Arg x Ing) |
565 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h18
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Derrotados
| Daniel 2 (Bra x Hol) |
555 |
| Cazuza 1 (Bra x Fra) |
550 |
| Lucas 1 (Tche x Bra) |
540 |
| Fernando 1 (Bra x Arg) |
540 |
| Lucas 2 (Ing. X Bra) |
540 |
| Fisch 1 (Bra 2 x 0 Fra) |
505 |
| Nossa Copa (Bra x Por) |
475 |
| Deco 2 (Bra x Arg) |
445 |
| Amaral zoado (TchxBra) |
395 |
| Deco 3 (Ing x Hol) |
390 |
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Zecão às 19h17
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A Coluna na Copa - 19
Bolonistas da Copa...
Antes que a FIFA elabore a sua lista de melhores jogadores, aquela piada de indústria de uniforme esportivo, faço a minha. Piada, também. Mas divertida. Vai dar assunto no boteco, logo mais. Antes, aviso que a lista não é imutável. Há jogos, os mais importantes ainda. Há vagas, portanto. No gol, sem polêmicas: Dida. Na lateral direita, não vi nada nesse mundial que se parecesse com um lateral direito. Voto num australiano, que fez o pênalti contra a Itália, mas que fez uma partida muito boa, como líbero e lateral: Neil, o nome da surpresa. Na zaga, a dupla é Ayala, o melhor jogador argentino do mundial, e Canavaro. O Mundial de Canavaro tem sido um ótimo. Lúcio, Juan e Terry, o inglês, aparecem ali na banca de suplentes. Assim como Ricardo Carvalho, o luso. Na esquerda, Sorín. Mas o alemão Lahn tem feito boas partidas e um golaço. O pior lateral esquerdo: Notório. Roberto Carlos. Gosto dessas listas, são inúteis e divertidas. Como todas.
Pirlo e Mascherano formam a dupla de volantes. Ballack, que não é gênio, mas dá conta. O Gaúcho é gênio, mas não dá conta. Esta é a diferença na Copa, até aqui. A outra vaga do meio vai para o nosso Kaká. Porque o Riquelme, dono absoluto da posição, foi sacado pelo técnico e não pode brilhar. O Pekerman ganha o troféu Professor Pardal da Copa. Na frente, Figo, o homem chave de Portugal. E Klose, o homem do gol na hora certa. O Nove pode ganhar vaga no time, mas faltam ainda alguns jogos. Mas confio no Nove.
A lista foi inútil, eu sei. Até porque o Gaúcho vai arrebentar no jogo de logo mais e se tornará o craque da Copa. E se não for assim, parafraseando o Nélson, pior para os fatos. Muito pior. Palpite? Brasil. Com gol do Nove, para variar. Bom jogo. Boa sorte.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h50
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