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Cadê a Sharapova?
Fotos do Aberto dos Estados Unidos, 31.08.2006.
(Fonte:http://esporte.uol.com.br/album/060831abertodoseua_album.jhtm)
 
 
Escrito por Demas às 16h07
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"Há método nesta loucura"
Então vamos lá.
Rogério; Fabão, Alex Silva e Edcarlos; Leandro, Josué, Mineiro, Danilo, Lenílson e Richarlyson; Thiago.
Três zagueiros, nenhum lateral, um atacante.
Quer saber?
Acho que pode dar certo.
Escrito por Demas às 08h44
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No hard feelings
Corinthians anuncia a contratação do atacante Amoroso
(Fonte: Uol)
Tranqüilo. Sem mágoa. De boa. Desejo sorte a esse palhaço. Muita sorte. Quebre a perna. De verdade. Palhaço.
Escrito por Demas às 16h00
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Sóbis assina por oito anos com o Betis, diz imprensa espanhola
da Folha Online
Ele será, com certeza, artilheiris da Copa Cacildis, juntamente com o Eto´osis.......
Escrito por Ogro às 15h49
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Seja bem-vindo!!!!
Bolonistas abençoados:
Uma notícia sensacional: nossa leitora mais assídua, habitual comentarista, minha queridíssima amiga e sócia de dois diletos bolonistas, será mamãe.
A família bolonista ganha mais um mascote.
Parabéns, Renatinha e Marcão! Parabéns! Que o filhote receba e traga as melhores delícias!!!
PS. A Rê é palmeirense. O Marco Aurélio, corintiano. Não sei quanto a vocês, mas eu torço enlouquecidamente para o mascote ser tricolor fanático. Vai ser um sarro. E, na boa, tá fácil, fácil convencer menino a vestir o manto tricolor. Minha parte farei. Um beijo nos três.

Escrito por Demas às 14h46
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Ele está querendo entrar pro grupo. Eu acho ele legal.

Escrito por Frank às 20h09
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Gaveta virtual.
Senhores:
Casei, sabemos. Sabemos ainda que casar implica a total reestruturação das gavetas. As gavetas são a melhor expressão de nossa índole. Reparem: a gente é o que está dentro das gavetas.
Maço de cigarro antigo com dois bigas dentro: previdência. Pilha de recibo de visa electron: desorganização. Uma rolha de champagne: nostalgia. Guardanapo com telefone sem nome: três cervejas além da conta.
Podem reparar: a alma está na gaveta.
Caixa de lápis de cor fechada: projeto que não andou. Bloco de notas: organização. Agenda de papel: ultra-organização. Flor seca: uma noite a guardar. Fotos três por quatro: chatice. Fotos cinco por sete: promessa.
Todos deveríamos cuidar de nossas gavetas. Não digo arrumá-las, que não é certo. Mas cuidar delas, entendê-las. Ainda mais agora, que temos gavetas virtuais.
Gavetas virtuais? Sim, nossos arquivos. Às vezes moram em casas chamadas “Meus Documentos”. Às vezes, “C”, às vezes em apelidos gostosos como “Projetos” ou “Pessoal”, dentro do Bairro ‘C”. O que importa é que essas gavetas revelam tudo.
Pois bem, fazendo minha mudança virtual, descobri um maço de cigarros com dois bigas dentro – previdência –, que agora ouso compartilhar.
Trata-se de uma brincadeira sobre a época do Zveiter, do Brasileiro melado. Lembram-se de quando tentaram garfar o Figueira e o Edmundo fez chover, frustrando a palhaçada?
Pois bem, o Massoneto (sempre ele, nosso ideólogo), numa bela tarde no Faisão Dourado, atirou: “É o contrário de Boleiros - é o oposto do que aconteceu com o personagem do Otávio Augusto”.
Pronto: mais um guardanapo pra minha gaveta.
Deixo aqui a idéia que escrevi naquele guardanapo virtual.
Escrito por Demas às 14h57
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Guardanapo virtual. Parte 1.
“Operação Augusto Otávio”
1° Rascunho
FADE IN:
INT. PEQUENO AUDITÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL – NOITE
DELEGADO FOCCETTI entra no auditório, acompanhado do DELEGADO FONSECA. Sentados, ansiosos, com dossiês em pastas pretas à frente, vinte agentes ajeitam-se nas carteiras e assistem à entrada da dupla. DELEGADO FOCCETTI assume a tribuna ao lado da mesa. DELEGADO FONSECA se posta junto.
Delegado foccetti
Senhores, boa noite. Já temos indícios fortes o suficiente para iniciarmos a operação. Sabemos que sites especializados em apostas estão assediando juízes para alterar jogos do Campeonato Brasileiro. Os detalhes estão nos relatórios distribuídos a vocês. Conto com vocês. A operação será coordenada pelo Delegado Fonseca, que vem explorando os detalhes dessa armação há um ano.
Delegado Fonseca (close up)
Boa noite.
Vinte agentes (wide)
Boa noite.
Delegado Foccetti
Então, senhores, a Polícia Federal conta com vocês. Deixo-os com o Delegado Fonseca, que dará maiores instruções. Boa noite.
Vinte agentes (wide)
Boa noite.
Corte:
Int. mesmo auditório
Delegado Fonseca cumprimenta formalmente o Delegado Foccetti, que deixa a sala e fecha a porta.
Delgado Fonseca (close up)
(pigarro)
Senhores, creio que posso poupá-los dos detalhes, já que receberam com antecedência o dossiê. Sejamos práticos: vamos decidir logo o nome da operação e partiremos para o planejamento, logística e operacionalização. Alguma sugestão para o nome de nossa operação?
Escrito por Demas às 14h56
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Guardanapo virtual. Parte 2.
Um agente
(convicto)
Operação Las Vegas!
Delegado Fonseca
Las Vegas, Agente?
Agente
(titubeante)
Sim, senhor. Vamos desbaratar a máfia da aposta, não?
Burburinho no auditório.
Delegado Fonseca
Las Vegas não dá, agente. Problemas diplomáticos. Outra idéia?
Outro agente
Operação Otávio Augusto.
Delegado Fonseca
(incrédulo)
Como?
Outro agente
Otávio Augusto, senhor. Como no filme, senhor. Aquele que o juiz manda trocar o batedor para garantir o pênalti. Senhor.
Um outro agente
(tímido)
Mas, pelo dossiê, houve o contrário: tentaram evitar que um jogador marcasse e ele acabou com o jogo.
Corte:
Int. mesmo auditório
Agente de óculos, acima do peso, no fundo da sala, mal iluminado.
Agente de óculos (close up)
Então é a Operação Augusto Otávio.
Fadeout
Escrito por Demas às 14h55
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Outros Mundiais...
Bolonistas da Bola ao Cesto
Outro dia li nos periódicos que a seleção brasileira de basquetebol está disputando o Mundial. Lá no Japão. E li que o time perdeu para a Austrália, para a Turquia e para a Grécia. Ganhamos do Catar. Tudo me pareceu estranho e triste. Lembrei do campeonato mundial de clubes que o Sírio venceu, faz muito tempo. O time tinha Oscar, Marquinhos e Marcel. Um timaço. Base do time que fez uma Olimpíada de Moscou empolgante, embora sem medalhas. Não me lembro quando foi que a seleção de basquetebol nacional masculino disputou sua última olimpíada. O que terá acontecido?
Lá na escola, se não era futebol, e quase sempre era, era basquete. Era fácil juntar uns dois ou três e fazer partidas de até 21 pontos. Partidaças de recreio. Compramos uma cesta para colocar na casa da minha vó. Fiz memoráveis partidas imaginárias naquelas tardes de férias. Meu pai até preferia jogar basquete e como era bom demais poder brincar assim, eu jogava partidas inteiras. O São Paulo Futebol Clube, na minha imaginação, tinha um belo time de basquete. Ganhou vários campeonatos imaginários. O que será que aconteceu com o basquetebol?
Outro dia li que o campeonato nacional de basquete, o Brasileirão do Baloncesto, não acabou. Uma disputa na justiça paralisou o campeonato e não há campeão nacional. Como assim? É verdade que eu nem sei mais os nomes dos times de basquete, mas sei que há time em Ribeirão Preto, em Assis, em Uberlândia, em Brasília. Li que o time de Ribeirão, campeoníssimo, deixou de praticar a categoria adulto. O que será que aconteceu?
Achava, e acho, que a Paula é uma das melhores coisas que o Brasil já fez. A armadora é um sonho que virou fato. A melhor jogadora do mundo, todos sabem. Oscar, Hortência. O que será que aconteceu com o Basquete? Aliás, faz tempo que eu não vejo uma partida inteira de basquetebol. Se joga basquete nas quadras das escolas? Ainda existe o jogo de 21?
Li que o Mundial Feminino será no Brasil. E está prestes a começar. Me espantei com minha solene ignorância. Triste, muito triste. Não há mais lugares seguros para as nossas memórias. Estão tirando tudo, tintim por tintim. E, o pior de tudo, sempre os mesmos. Sempre. E não fazemos nada. Absolutamente nada. E nos conformamos.
Hoje, quarta, tem início à última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro de Futebol. Já não teremos Sóbis, Lugano, Ricardo Oliveira, Tinga, o infalível Bolívar, o genial Carlitos. Leio nos periódicos que o dia 31 de agosto é o último dia para as tais transferências de jogadores. O que nos resta é torcer para que a Paula continue a jogar no basquete nacional... Li que a Paula não joga mais. E me conformei.
23.08.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h56
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Lucas e o urso Beckham acompanham jogo da Inglaterra pelo Mundial botonista

Escrito por Jubas às 15h26
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Vamos encarar a Tcheca!!!
Agora, não há mais desculpas, pena, nem desolação. O Mundial Botonista chegou à etapa fatal: os mata-matas. E o Brasil vai encarar a Tcheca. “A Tcheca gosta de ataques avançados pelos flancos e jogadas rígidas pelo meio”, nos contou no animado Mesa Redonda, o brilhante articulista e bon vivant Agamenon Mendes Pedreira. Será um adversário difícil para o Brasil que não convence nos campos de madeira. Perdemos para o Chile de Maldonado e conseguimos vitórias magras contra a famigerada Grécia e a tresloucada Gana. O quadrado mágico está um fiasco e a classificação só veio com lampejos do Ronaldo Gaúcho. No Mesa Redonda, o Neto pediu Sylvinho no lugar do Roberto Carlos e Betão na zaga nacional. Cavalone disse que falta um veterano como Edmundo no ataque e disse que Paulo Baier é boa opção par ao lugar de Cafu. Enfim, continua a preocupação com os nossos medalhões. Nos últimos jogos da primeira fase: Inglaterra 4x0 Emirados Árabes, Suécia 2x2 Israel (em que os jogadores suecos usaram tarja preta contra a guerra, mas acabaram entregando o ouro no final), Nigéria 2x3 Trinidad (Yorke fez o gol da virada nos descontos) e Portugal 2x0 Rússia (Figo marcou um golaço de falta).
O regulamento da Fiba (a Federation International of Botão Association) para as oitavas é igual ao da Libertadores: o melhor primeiro pega o pior segundo e por aí vai.
Vejam como ficou:
Costa do Marfim x México
Romênia x Gana
Inglaterra x Suécia
Portugal x França (Jogão!)
Brasil x Tcheca (Força, Brasil!)
Austrália x Trinidad & Tobago (joguinho sem-vergonha)
Itália x Equador
Sérvia x Alemanha
E a tabela de artilheiros:
Rooney – 7 gols
Klose e Djordjevic – 6 gols
Gilardino – 5 gols
Milan Baros – 4 gols
Ronaldo Gordo – 0 gols
Escrito por Jubas às 14h49
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25 mil vezes esta página já foi lida. Parabéns. Hoje, a primeira será ao nosso diário. E tenho dito.
Escrito por Amaral às 17h35
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Tevez en un show de "los Palmeras".O rapaz resolveu virar la casaquita

Escrito por Ogro às 16h51
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Itália x França, um clássico dos campos de madeira
Todas as comparações entre o futebol de campo e o futebol de botão podem ser encerradas após a emocionante partida entre Itália x França pela primeira fase do Mundial botonista. As duas equipes latinas fizeram a final da Copa Fifa, onde o lance mais emocionante foi uma cabeçada do Zidane no peito do Materazzi. Ora, nos campos de madeira o jogo foi muito melhor. Impossível encontrar um lance mais emocionante.
Zidane, um cafajeste no Mundial da Fifa, começou arrasador no botão. Foi dele a jogada pela linha de fundo que resultou num passe milimétrico para trás. Enquanto Henry e Wiltord esperavam o cruzamento, Zidane achou o veterano Lizarazu que bateu de chapa e fez 1x0. Após sucessivas bolas na trave dos dois times, Gilardino acertou um chutaço de fora da área no fim do primeito tempo: 1x1. Nos descontos do primeiro tempo, o impensável. Enquanto Thuram e Gallas batiam boca após o empate italiano, Del Piero achou o “Nascido em 5 de julho de 82” sozinho na área para virar o jogo. A festa seria Azzurra novamente? Tudo indicava que sim. Até uma bobeada da defesa italiana. Nesta (que barrou Materazzi deste jogo) fez pênalti infantil em Cisse. Zizou, o mestre Zifoda, ou Si Dane, como é conhecido nas praias argelinas, bateu com categoria: bola num lado, Buffon no outro. 2x2. A Itália tentava voltar à frente do placar, mas a defesa francesa sempre bem postada cabeceava todas as bolas para fora. Então, em mais um avanço aparentemente inútil pela esquerda, Luca Toni e Gilardino pediram novo cruzamento. Mas, Grosso, eleito o melhor trocadilho da Copa Fifa, resolveu bater direto. A bola veio cruzada, alta e encobriu Coupet (Barthez foi vetado do jogo pelas suas presepadas): 3x2. Esperanças francesas pareciam encerradas naquele chute de Grosso. O time Bleu totalmente abatido. Zidane percebeu que o jogo era com ele e partiu para nova jogada individual. Ele avançou pela esquerda em velocidade e, enquanto Henry lhe pedia a bola, o mestre bateu de longe, uma bola quase impossível. A redonda fez uma curva impensável. Pareceu sair do foco do gol, mas voltou para dentro. Fosse outra peça de botão jamais a bola teria pegado aquele efeito. No ângulo: 3x3, um golaço. Imediatamente após esse gol, a partida teve de ser interrompida por causa de um rojão vindo das arquibancadas. Era o pequeno Lucas que acompanhava tudo da Tribuna de Honra e fez um baita cocozão. Pausa feita, fralda trocada. O jogo rumava para o fim, quando o oportunismo de Gilardino apareceu novamente. Bola aparentemente morta no meio campo, ele tira de Boumsong e bate no cantinho: Azzurra 4x3. Festa e promessa de pizza para a comemoração. Zidane ameaçava cabecear algum zagueiro italiano. Canavaro o marcava duramente após os três gols franceses. Então, Wiltord, que não tinha feito nada no jogo achou Henry livre. Nesta parou para ajeitar a meia e o carrasco mandou para as redes: 4x4.
Nos descontos, as equipes tiraram o pé ao ouvir pelos alto-falantes que a Colômbia empatava com Togo – o campeão afro-asiático de Botão – e, assim, o empate assegurava ambas na segunda fase.
Nesta foi amplamente criticado pela Gazzetta dello Calcio di Tavola por suas falhas na partida. Zidane ganhou “Lê Baloun D´Oro” da revista France Footbal du Botôn.
Vejam os jogos do grupo da morte do Mundial Botonista:
Colômbia 2x2 Itália
França 2x0 Togo
Colômbia 1x1 França
Itália 4x2 Togo
Togo 2x2 Colômbia
França 4x4 Itália
Aguardem no próximo “post” a classificação final dos grupos e como ficaram as oitavas...
Escrito por Jubas às 16h31
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Atualização necessária.
Rogério; Cafu, Oscar, Dario e Serginho; Josué, Mineiro, Raí e Pita; Muller e Careca.
No banco: Valdir; Cicinho, Ricardo Rocha, Antônio Carlos e Nelsinho; Falcão, Cerezo, Leonardo e Silas; Luís Fabuloso e Zé Sérgio.
É isso?
Escrito por Demas às 11h52
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Macaquinhos no Sotão
Bolonistas Épicos,
Ontem foi daqueles dias de comemoração. Marco Antônio e Leonel resolveram acordar depois das nove da manhã. Na verdade, quase dez. Mais verdade, entretanto, é que, para desespero do Juliano Basile, o pequeno Leonel demonstra que as teorias dos sonos dos bebês são todas furadas. Oito meses, multiplique isso por trinta dias e façam as contas do desespero, e o pequeno acorda a cada uma hora, religiosamente. Um britânico. Acorda para dar um alô para a galera e volta a dormir, mas acorda. Aos berros, aos prantos. Mas ontem o pequeno dormiu das oito até quase dez da manhã e este fato é digno de comemorações.
Ontem foi dia de comemorações. Aniversário da Stela. E ela fez um convescote em algum boteco. Entre comemorações, farofa para o Marco Antônio e lascas de pão para o pequeno, um telão. E no telão, São Paulo e Cruzeiro. Clássico.
E ontem percebi que a ressaca da Libertadores me abateu. Quase não dei bola para o telão, indiferença. E fiquei resignado com o um a zero, gol contra. Pensei: “A fase virou e o namoro acabou”. Travei a goela e disfarcei a preocupação. Vou ao banheiro. Na volta, 2x0. E penalidade para o Cruzeiro. “Que dia.... “. Imaginei a quantidade de sal de fruta que aquela ressaca não ia dar. Perder, vá lá, tô de ressaca. Goleada? É um pouco demais e tenho colesterol alto. Leonel foi ficando com raiva e chorou. Marco Antônio ameaçou deixar a tranqüilidade de lado, para chorar também. Mas ontem, ontem era dia de comemorações. E nosso imortal foi lá e pegou mais uma penalidade. Mais uma defesa. Falhou um dia? Pode até ser. Mas é imortal, não há a menor sombra, ponta ou dedo de dúvida. Leonel sorriu e Marco Antônio voltou a tagarelar.
“Pelo menos não vai ser de goleada”. Pensei e já imaginei o efervescente do remédio para azia. Enquanto mirava o jogo de soslaio, disfarçando a evidência do mau humor, uma falta. Daquelas não tão perto da área, mas perigosa. E lá foi o arqueiro.
Confesso, desconfio que os goleiros tupiniquins estejam de saco cheio de tomar gol de falta do imortal. Aprenderam como montar barreira e avisam a zagueirada: “Do Rogério, nem a pau. Adianta a barreira, cospem na bola. Mas nada de deixar passar pela barreira.” E me vi desencantado com a possibilidade do gol do arqueiro, pois era evidente que a barreira iria se adiantar. Rogério toca para Souza e num átimo quase caio da cadeira: “Jogada ensaiada, desta distância??????”. Souza devolve e Rogério desfere o petardo. “Espetáculo”. Derrubei cadeira e gritei. Leonel arregalou os olhos. O bar ficou me olhando e o Marco Antônio veio me abraçar! “Gol do Rogério, filho!!!!”. “Golaço do Rogério!!!!”. O menino sorriu com o pai e deve ter pensado que o pai estava louquinho, maluco como o Menino do Ziraldo. Estava certo.
Depois daquilo, da penalidade e do golaço, torci pelo Rogério. Despudoradamente. O Tricolor será campeão milhares de vezes, mas os detratores do imortal, por causa da escorregadela de quarta feira, iam ficar pecando e jogando pedras no nosso goleiro. Quem acompanhou o resto do jogo desconfia o resultado da torcida.
Não sei. Ontem foi um dia de comemorações. Um bom domingo. Vou comprar uma camisa do Rogério para os meninos. Eles irão gostar.
21.08.2006
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 13h41
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Que dizer?

Escrito por Demas às 11h31
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Então tá
Tevez perde braçadeira de capitão do Corinthians por problemas de dicção
EDUARDO ARRUDA da Folha de S.Paulo
A dicção de Carlitos Tevez tirou dele a faixa de capitão corintiano, segundo o técnico Emerson Leão. Na quarta-feira, contra o Fluminense, na estréia do treinador, o zagueiro Betão atuou com a braçadeira.
"Foi uma decisão minha. Mas você entende o que ele fala?", questionou Leão, dirigindo-se a um repórter. "Eu também não. Então não tem mais o que falar", comentou o técnico.
"Tentei explicar para ele [a decisão], mas ele também não entendeu", brincou.
A decisão, segundo Leão, nada tem a ver com o fato de ele não admirar atletas argentinos. Em 2005, porém, quando comandava o São Paulo, o técnico afirmou que não aceitava estrangeiros como capitão de sua equipe. Argumentou que a posição deveria ser ocupada por um jogador que falasse português e identificado com os hábitos do futebol brasileiro.
Segundo ele, o argentino não "ligou" em perder o posto. Tevez havia adquirido a condição de capitão em maio do ano passado, sob o comando de Márcio Bittencourt. Mas sua dificuldade em se expressar nunca lhe permitiu discutir muito em campo com os companheiros ou com os árbitros.
Esse argumento, aliás, já foi usado pelo atacante para explicar o fato de não dar muitas entrevistas. Os próprios companheiros já disseram ter dificuldade para entendê-lo.
Na quarta, Leão por várias vezes aplaudiu lances de Tevez, um dos melhores em campo, ao lado do compatriota Mascherano. "Oxalá seja o início de um novo Corinthians", disse, em espanhol enrolado, o atacante.
O agora capitão corintiano, Betão, é um dos melhores amigos de Tevez no grupo e, quando o argentino chegou ao Parque São Jorge, serviu de intérprete para o companheiro.
"O futebol é bastante dinâmico e você tem que estar preparado para qualquer situação", disse o zagueiro, que chegou a ser barrado por Geninho e agora comemora o status com a chegada do novo treinador.
Na chegada a São Paulo, na manhã de ontem, os corintianos rasgaram elogios a Leão após a vitória por 2 a 1 diante dos cariocas, que tirou o time da lanterna do Brasileiro.
Leão fez o mesmo com seus comandados. "O que vimos foi uma dedicação grande, espírito coletivo. Estou muito feliz por isso", disse o técnico, que se livrou de Marcelinho, considerado por ele desagregador. O jogador passará a treinar separado nos CTs de Itaquera e do Parque Ecológico.
Escrito por Zecão às 17h08
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Até.
Vai pela sombra, meu velho. Se cuida.

Escrito por Demas às 13h49
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Bolonistas Felizes ou Não...
Nada, mas nada, nada mesmo, compensa perder um título. Somos todos uns "crianções", sabemos disso. As lágrimas, escorrem. Não minto. Mas foi ótimo. Se é que pode ser ótimo perder um título, tão desejado e tão próximo.
Foram dois grandes jogos de futebol. Me acostumei a ver o meu Tricolor entregando jogos em momentos de primeira dificuldade. Desta vez, não. Os colorados foram quase sempre melhores, nos dois jogos. Tiveram sorte, mas foram melhores. Mas o meu Tricolor foi bonito. Até os quarenta e oito do segundo tempo, do segundo jogo, sempre com placares adversos, o time estava lá. Luta. E garra. E sonhei que a bola do Alex Dias entrou. Teria sido um gol de futebol de botão. Não foi.
Onde encontrarem Bolívar, este zagueiro espetacular, sem falhas, colecionem autógrafos. Fernandão é o mais inteligente dos jogadores, joga para o time, acima de qualquer coisa. É capitão, levantou a taça. Mereceu. Sóbis foi um demônio. E Tinga são dois, simplesmente. Abel Braga, o Abelão, merece também. Os times dele jogam para frente e transpiram o jogo inteiro. Abel chorou ao fim do jogo e se emocionou ao falar da Ponte Preta, que ele arrancou do rebaixamento em algum campeonato brasileiro recente. Quem chora assim, merece.
Mas onde iremos encontrar um Murici? Um Lugano? Um Mineiro? Um Josué? Não iremos. O Tricolor não encaixou o seu jogo e perdeu. Perdeu para um time que jogou melhor os dois jogos. Mas perdeu com uma garra emocionante. Tocante. Ao meu Tricolor ficou o gosto amargo. E foi Rogério que falhou no primeiro gol colorado. E daí? Depois de tanta luta o meu Tricolor merece os parabéns. E Rogério, Rogério é imortal. Nada, mas nada mesmo, retirará o camisa um de nossa história. E todos sabemos o quão importante é a nossa história.
Somos todos crianças, ainda mais olhando para a bola que rola. Tem umas lágrimas, não minto. Parabéns aos Colorados. Ao Internacional, boa sorte.
Ao Tricolor, obrigado. Muito obrigado. Que venha o Brasileirão!!!!!!!!!!!!!!!!
16.08.06
Escrito por Amaral às 23h22
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Lendas brasileiras.
O encontro do Curupira com o Saci.

Escrito por Demas às 11h54
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Fonte: FSP
"Os jogadores disseram, ainda no vestiário, que o gol do Edcarlos colocou o São Paulo na disputa".
Muricy Ramalho, um Amaral, digamos assim, mais tímido.
Escrito por Demas às 09h38
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Publicação em blog diário de grande circulação.
CONSIDERANDO QUE o São Paulo Futebol Clube (doravante Tricolor) chega à decisão da Copa Libertadores da América após quatro derrotas, duas das quais no Morumbi;
CONSIDERANDO QUE no primeiro jogo das finais, em casa, o Tricolor sofreu um revés brutal;
CONSIDERANDO QUE o quarto goleiro do Tricolor morreu e o terceiro ainda corre graves riscos de permanente incapacidade;
CONSIDERANDO QUE o Tricolor entra em campo para a disputa decisiva sem Josué, Ricardo Oliveira e André Dias;
CONSIDERANDO QUE Mineiro, Danilo e Júnior encontram-se baleados;
CONSIDERANDO QUE, segundo o serviço de previsão do tempo, a partida será disputada sob frio e chuva;
CONSIDERANDO QUE basta ao Internacional não sofrer gols para ser campeão; e
CONSIDERANDO QUE apenas uma vez na história da competição o time que perdeu em casa o primeiro jogo conseguiu reverter a desvantagem,
DECLARO QUE, se o Tricolor levantar o caneco, não vou trabalhar amanhã. Sem chance. Alguma.
Escrito por Demas às 09h35
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Sign O' The Times
Surreal. Surreal.
UOL Blog - Comentários
Você já tem o seu blog? Não? Então crie o seu. É de graça.

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[Amaral] [fergaa@uol.com.br] [Os Bolonistas] Flagass. Mas, cuidado, tem dois tipos de Flagass no mercado. Um deles tem um analgésico também... veja com o pediatra!
15/08/2006 15:07 |
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[jubas] Qual dos dois faz o pequeno soltar mais puns?!!
15/08/2006 14:51 |
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[Amaral] [fergaa@uol.com.br] [Os Bolonistas] Há o Flagass também. Santo remédio...
15/08/2006 13:42 |
Escrito por Demas às 16h05
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Todos tem (sic).
Conheci Ricardo pouco tempo depois do lançamento de Os Imperdoáveis, beleza de filme do diretor mais triste de todos os tempos. Desde então coleciono as impressões do bolonista sobre filmes, sobre todos os filmes. Ouso dizer que moldo um pouco minhas impressões a partir do barro soprado pelo Caubas.
Jamais me esquecerei do que disse sobre o sensacional faroeste: "Este filme esgota o gênero. Não faz mais sentido fazer outro western. ‘Os Imperdoáveis’ fecha o ciclo, não sobra mais nada".
A proposta do Caubas era tão ousada que desde então tento imitá-lo, procurando algo que me permita o plágio: encontrar um filme, uma música, uma banda, algo que imponha a sentença: "Esgotou o gênero".
Nunca consegui. Tentei dizer que a morte de Cobain esgotava o rock. Bobagem. Se bem que, nesse particular, funcionou para mim: não me interessa nenhum rock pós-Nirvana. Mas o gênero ainda resta.
Pois bem, hoje posso dizer que o tesouro que andei cavucando sempre esteve às claras, tão óbvio que invisível.
Falo de Ceni.
Ceni esgota um ciclo de ídolos. É o último sobrevivente de uma tribo que foi lentamente dizimada pela sífilis. É o dinossauro que não viu o cometa e, por isso, não morreu – vagou sozinho por uns tempos e caiu de velho.
Não digo – me antecipo – que Ceni seja o último ídolo do futebol brasileiro. Não, jamais. Outros há e haverá enquanto algum garoto ainda se emocionar com o jogo. Ceni encerra um tipo de ídolo.
Falo daquele jogador cuja identificação com o clube é orgânica. Falo de Reinaldo e Ademir da Guia. Falo daquele jogador cujo talento o destaca do bololô. Falo de Pelé e Zico. Falo daquele jogador que se torna sobre-humano no instante crítico. Falo de Nílton Santos e Raí. Falo daquele jogador que rompe com alguns padrões e impõe seu queixo na discussão. Falo de Sócrates e Garrincha.
Ceni é o último exemplar de boleiro que ousa enfrentar a violência dos nossos tempos. Ceni veste hoje a mesma camisa que experimentou em 1990: a do clube que o aceitou após um teste, ainda garoto. Hoje o tempo nos rouba os meninos ainda imberbes e os lança em terras improváveis. Como plantar o ídolo assim?
Ceni inventou um jeito de jogar futebol, totalmente diferente daquele de seus antecessores, e prepara uma nova safra de boleiros, alimentados por sua sombra. Ceni cultivou uma liderança maiúscula e alimenta-se dela nos momentos críticos, quando jamais falha – ao invés, multiplica-se.
Quando resolver descansar suas luvas – oxalá daqui a algumas décadas – , Ceni as depositará sobre um estranho aparador: ele terá esgotado um gênero de ídolos, ainda que não o saiba.
Todas as estátuas construídas em sua homenagem serão poucas.

Escrito por Demas às 15h05
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Crônicas do Impossível
Bolonistas que secam e que são secados,
Quatro vezes campeão da América é uma tarefa e tanto. Inegável. E foi um título disputado esse...
Pensei que perderíamos a vaga contra os Palestrinos. Jogamos melhor, mandamos no jogo, mas o Palmeiras foi valente. Dividiu, rachou, pressionou e até mereceu sorte em alguns momentos. Mas o time tricolor venceu. Sorte? Diria que o São Paulo foi mais time e ponto final.
Mas ainda tivemos o Estudiantes de La Plata. E vejam, foram disputas muito acirradas. Lá, em Quilmes, perdemos por um a zero, em um gol contra do Rogério Ceni. Azar? A sorte nos abandonando? Nos épicos com os argentinos fomos valentes, mas tivemos que enfrentar as penalidades. Um gol de Edcarlos, frise-se, colocou o time na decisão por penalidades. O nosso Danilo erra. A sorte nos esqueceu? Rogério foi lá, defendeu um e fez o outro. A sorte voltou? Diria que Rogério Ceni é imortal e ponto final.
Nas semifinais, os endiabrados Chivas de Guadalajara. Justo a equipe que nos vencera por duas vezes, rompendo, inclusive, uma série de sei lá quantas pelejas sem revés no Cícero Pompeu de Toledo. E perder no Morumbi é quase um sacrilégio. E foram dois jogaços, amplamente dominados pelo Tricolor. Amplamente? Bem, no segundo jogo, aqui em SP, durante uns dez minutos, a coisa ficou feia. Ataques e um chute improvável para a Lua do avante mexicano. E uma penalidade, na verdade um duplo pênalti, um de Fabão, outro de Lugano, na mesmíssima jogada. E lá estava o imortal a mandar a pelota para outro canto. Depois do imortal, baile e três a zero. E vaga na sexta final de Libertadores e ponto final.
E a final, enfim. O Internacional de Porto Alegre, na fase Fernandão, um dos maiores carrascos do Tricolor. Tabu, jogos disputados. E o Internacional foi um Gigante no Cícero. O jogo foi bom demais, mas os colorados foram melhores, na soma das coisas. Coisas boas e coisas ruins. Tivemos Josué expulso, como perder a goiabada do Romeu e Julieta. Danilo quase não apareceu e todos sabemos que quando Danilo não aparece, a coisa fica braba. Mas Edcarlos, lá no final do jogo, fez o gol que nos deu o título.
O título que foi um épico. O São Paulo nunca ganhou uma partida final de Libertadores fora de casa. Desta vez, ganhamos. E com mais de um gol de diferença. O São Paulo tem fama de ser um time caseiro. Mas esqueceram os abutres do time que calou o Mineirão em 77. Que dobrou o Brinco, em 86. Tradição se faz durante a vida. E a vida do tricolor é essa... ganhar na casa dos melhores adversários. O quarto título. Heróico, apoteótico. Brilhante. Imortal como o goleiro.
Do contrário, pior. Mas o contrário não existirá. E ponto final.
15.08.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 13h25
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Rogério Ceni e o inventor do Luftal
Às vezes, temos que passar por situações desagradáveis para seguir em frente na vida. A cólica infantil, por exemplo, é algo terrível. Duas horas seguidas de choro. Choro às 3h da manhã. Choro daqueles gritados. Choro de dor mesmo, e não de birra, manha ou embromação. Mas, sem a cólica infantil não desenvolvemos o nosso intestino, me contaram os médicos. Então, ficamos assim: três meses de cólicas para ter um bom intestino para o resto da vida. Sacrifícios que fazemos para evoluir. Outro sacrifício fatídico é jogar com o time reserva num campeonato para priorizar outro. É terrível. Perder de quatro para o Santos e deixar o Luxembrugo orgulhoso – nada mais irritante. Mas, se não fosse a derrota para o Santos, não teríamos vencido o Chivas por 3 a 0. É claro que vencer o Santos será sempre melhor do que vencer o Chivas. É um adversário de praxe, um clássico disputado antes dos tempos de Pelé. Só que há exceções e a Libertadores é a maior delas. Por uma Libertadores se perde do Santos de tudo o que é placar, desde que fique garantida a vitória nas noites de quarta. Pode ser um Chivas, um Libertad ou até um Caracas. Veio, então, o jogo contra o Botafogo. Vencer o Botafogo não é algo complicado. A fase do alvinegro da estrela solitária é ruim, mas empatamos. Empatamos por um motivo, claro. Um sacrifício. Havia o jogo de quarta. Mas, no jogo de quarta, perdemos. E o jogo de quarta era final. E após a final invertemos tudo: vencemos o jogo do campeonato do time B. Perderemos de novo no campeonato do time A? Difícil dizer. O time B do time que ganhou do nosso time A também ganhou no domingo. São duas vitórias dos times B que se sacrificaram pelos times A. Dois 2 a 1. Dois times no sacrifício, vivendo os seus dias de cólica infantil. A do Inter é mais branda. Não pegaram um time argentino, nem mexicano na campanha. Já no caso de Lucas – 50 dias no domingo, a 40 do prazo final que os médicos dão para o encerramento das cólicas –, pressentimos o pior na quarta passada. Ele chorou antes do jogo começar e fui atrás. Deixei a TV e quando voltei vi que o meu time A estava com dez jogadores. “O que aconteceu?”, perguntei desesperado, entre os gritos de cólica no quarto ao lado e a procura por um replay. Dez contra onze! E uma cólica que não passa!! A noite seria difícil. Lucas melhorou um pouco perto do final do primeiro tempo e o time A do adversário também ficou com dez – um fora expulso. Comemorei por um breve momento. Achei que as coisas iriam melhorar no segundo tempo, mas a cólica infantil voltou, impiedosa. É preciso formar o intestino. Na televisão, dois gols trouxeram o desespero de Lucas para esse lado do quarto. A mãe deve ter pensado que ninguém iria dormir naquela noite. Pai e filho num sofrimento mútuo. Conseguimos melhorar com um Luftal – o mágico remédio que explode as bolhas de ar na barriga dos bebês. O inventor do Luftal deveria ganhar uma estátua. Que remérdio! Com o Luftal, fizemos um golzinho. Deu para dormir, um sono meio desperto e aflito. Mas deu. Lucas deve estar ansioso para essa quarta. Na barriga durante o primeiro jogo contra o Estudiantes, já estava fora no jogo de volta. No seu primeiro jogo pela Libertadores, chorou até o fim do primeiro tempo, quando Edcarlos fez o gol. Depois, chorou de novo: cólicas, enquanto o nosso ataque não se acertava. Mas, Rogério Ceni pegou pênaltis e ele dormiu imediatamene depois. O Rogério Ceni também deveria virar estátua, depois dos pênaltis pegados, dos convertidos, de seus sessenta e tantos gols. Só são comparáveis a um Luftal. Contra o Chivas, Lucas dormiu tranqüilo nos dois jogos. Antes das partidas, estava com o rosto sério de Lugano. Atenção na zaga e nos movimentos da barriga também. Quando acordou estava calmo, olhar baixo. Lembrava Mineiro, após marcar um inesperado gol. Dizem que as crianças são sensitivas. Percebem o que está acontecendo em volta, se estamos nervosos, calmos, preocupados, ou com dez em campo. Acho que Lucas não esquecerá essa Libertadores – mesmo sem a noção absoluta do que ela representa. Terá sensações ruins ou tranqüilas nessa quarta. Cólica ou alívio. Tudo depende de nosso ataque funcionar, da marcação no meio campo, das defesas de Rogério e, claro, do Luftal e sua incrível capacidade de explodir minúsculas bolhas de ar dentro de um intestino em formação.
Escrito por Jubas às 19h10
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O Fenômeno passou?
A Gazzetta dello Sport, em mais um "belissimo lavoro di reportaggio" perguntou aos leitores o que acham da possível ida de Ronaldo ao Milan.
Em primeiro (50% dos votos), ficou a resposta de que a contratação é um erro, algo a ser evitado, e compararam com a compra do Vieri que foi um fiasco no Milan.
Depois, com 21% dos votos, "uma grande jogada de mercado, ótima aquisição"
Com 15%, "espetacular, mas não tão útil"
E, para completar (13%): "não é mais o Fenômeno e esse preço não é razoável.
Conclusão: apenas 36% acham que não é uma "roubada" comprar o Fenômeno, o maior recordista em gols da história das Copas.
| Ronaldo al Milan, come valutate questa ipotesi? |
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| Un errore per il Milan come l'acquisto di Vieri: da evitare! |
50.0% |
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| Sarebbe un grande colpo di mercato, ottimo acquisto per il Milan |
21.3% |
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| Spettacolare, ma non così utile |
15.0% |
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| Non è più il Fenomeno, a questi prezzi non è ragionevole |
13.8% |
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Escrito por Jubas às 17h15
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Um time de fama internacional...

Escrito por Ogro às 14h33
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PIADA INFAME |
Se o Rogério Ceni cai...

o Rafael Sóbis! |
www.jacarebanguela.com.br
E dá-lhe Mussum.
Escrito por Fernando às 10h46
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O Texto do Alívio
Bolonistas Desesperados,
Torcedor sabe. É impossível ganhar todos os campeonatos. Uma, perderia a graça. Duas, tem sempre um dia que nada funciona. Três, existem mais uns milhões de argumentos para justificar a derrota. Mas ainda não foi desta vez, penso com meus botões.
Ainda não foi desta vez que a vaca foi para o brejo. Confesso, quando vi que Júnior cabeceou contra a nossa meta, Rogério milagrosamente resvalou na bola, a menina abraçou a trave e mesmo assim, na sobra, Sóbis colocou a moça na cidadela tricolor, vi que o torneio do ano, a cereja, tinha ido para o espaço sideral. A sorte tinha escolhido outra camisa. Meu intestino já deu uma pontada, o estômago revirou e, sem pestanejar, pensei em desligar tudo e só acordar depois do pesadelo.
Mas torcedor sabe quando a coisa desanda. E era a noite do nada dá certo. O fato é que a pelota voou num cruzamento do Leandro, aquele um que não desiste nunca, um brasileiro nato, e encontrou a cabeça de Edcarlos, o quatro tricolor. E Edcarlos desferiu um petardo, a queima roupa, contra Clemer. Uma cabeçada daquelas de cinema. E caixa. 2x1. A vaca sorriu. Tirou o pé da lama e desconfio que é do Edcarlos o gol do título.
Edcarlos marcou o gol importante contra o Estudiantes. Era um prenúncio. O quatro tricolor é o nosso zagueiro menos confiável, o que o torna presa fácil para as críticas dos torcedores em geral. Mas Edcarlos é o único dos titulares de Murici que está no Tricolor desde o berço. E é este o fato fundamental, creio. Edcarlos já entrou para a história. Foi titular no tri. E será o autor do gol do título do tetra. Porque o gol no Morumbi tirou a vaca da lama, no dia em que nada dava certo. E o nada acontece no futebol, sabemos. Mas não é sempre. Até a próxima quarta, em Porto Alegre. O São Paulo adora ganhar título fora de casa. Calou o Mineirão e o Brinco. Será no Beira Rio o palco do quarto título. E se não for, pior, muito pior, irremediavelmente pior. Para os fatos.
09.08.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 23h22
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Vejam como está a briga pelo Guaraná Jesus
| 1º Juliano Basile |
198 |
| 2º Daniel Machado |
171 |
| 3º Fernando Melo |
168 |
| 4º renato parente costa |
162 |
| 5º pedro sahlit |
120 |
| 6º Fernando Garcia C. do Amaral |
87 |
| 7º Ricardo Sartori |
69 |
Aos que só jogaram uma rodada: nada mais emocionante do que dar uma colher de chá para os outros competidores e passar na frente de todos na final. Imaginem se o Caubas, que liderou a primeira rodada, fatura no final...
Ao Amaral: aqui o adepto do bolão-arte pode fazer os chutes históricos que quiser, pois vale uma camisa oficial por rodada. (Ou seja, não precisa ficar pondo 2x1 para não cair na média final do bolão. Pode cravar São Paulo 7x3 Goiás no jogo deste domingão!)
Aos que estão na frente: podemos aumentar a aposta. Que tal o vencedor levar a Playboy de dezembro para casa. Seria emocionante, afinal, ainda não sabemos quem será a coelhinha daquele mês.
Aos que não entraram: vale uma camisa oficial da ESPN por rodada e uma garrafa de Guaraná Jesus entre os bolonistas. Guaraná Jesus - aquele com o sabor maçã, direto do Maranhão. Tão bão quanto um chopp Kaiser cremoso...
Categoria: A Nossa Copa do Mundo
Escrito por Jubas às 15h18
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Esperando pelo gol de placa...
Bolonistas....
Um talento desperdiçado é sempre um desalento. Lembro do Adriano, do São Paulo. O moço chegou com pinta de craque, tinha feito várias estripulias nas categorias de base, no Guarani e na seleção de juniores. Fez um golaço pelo América de Rio Preto em um campeonato paulista que valeu o título de gol mais bonito do campeonato. Adriano, entretanto, nunca se firmou. Era um talento, sem dúvida. Batia na bola como poucos e fez temporadas para lá de razoáveis no Náutico. No Tricolor, infelizmente, apenas completou elenco. Não sei se o talento foi desperdiçado por falta de chances, mas desconfio que não. De qualquer forma, o fato é que o talento se esvaiu.
Escrevo isso por que é inevitável falar de outubros. Outubro é um mês muito importante no calendário das comemorações. Houve um outubro onde foi possível sonhar com outras coisas, com outros mundos. Mas o talento se esvaiu. Na verdade, a oportunidade escapou. Por culpa de quem ou do quê muito se escreveu, opinou, divagou. Mas perdemos a chance. Quanto talento desperdiçado... Escrevo isso porque outubro teremos eleições na terra do pau-brasil. E Lula me parece, cada vez mais, com o nosso Adriano. Um talento, desperdiçado.
Toda vez que abro os cadernos dos grandes periódicos impressos me impressiona o despudor com que fazem campanha para um outro candidato e a hipocrisia. Fascina analisar as letras do jornal e perceber que a crise na segurança pública de São Paulo é de responsabilidade do Governo Federal. Na verdade, culpa do Lula. É interessante analisar as associações que acabam por responsabilizar Lula pelo PCC. Para o outro candidato sobram pequenos recortes e grandes espaços para dizer que foi o governo federal que não mandou recursos, que foi o governo federal que não investiu e etecetera e tal. Evidente, com uma obviedade solar, que a responsabilidade pelo dilema de São Paulo não é de um ou outro governo. A culpa é a da irresponsabilidade geral. Mas, é inegável também, que o quadro agravou-se nos últimos oito anos, causa e efeito de uma política de segurança pública ridícula e nefasta conduzida pelo governo de plumagem. E, mesmo com todas essas obviedades, os pássaros passam quase incólumes pelo caos. A culpa é do Lula.
Entretanto, mesmo sendo a culpa do Lula, o candidato à reeleição continua firme na disputa eleitoral, lidera até com folga nas pesquisas. Difícil crer que, depois de tantos apupos, o cara continue firme. E é aí que o talento de Lula me parece irremediavelmente desperdiçado. Porque com esse carisma todo, com esse respaldo todo, não foi possível o gol de placa.
Adriano acabou sendo um |
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