Os Bolonistas


A MASSA

Armando Nogueira

 

Torcidas, haverá as mais numerosas (Flamengo) ou mais conhecidas por sua grandeza (Corinthians), mas nenhum séqüito futebolístico brasileiro se compara ao do Clube Atlético Mineiro em mística apaixonada, em anedotário heróico, em poesia acumulada ao longo dos anos.

"A Massa", como é  simplesmente conhecida em Minas Gerais, compartilha com a torcida  corinthiana ("A Fiel") a honra de deixar-se conhecer com um substantivo ou adjetivo comum transformado em nome próprio, inconfundível.

A Fiel, A Massa: poucas outras torcidas terão realizado tal operação de mutação de um nome comum em nome próprio.

Muito distintas são, no entanto, as torcidas dos alvi-negros paulistano e belo-horizontino: quem já vestiu a camisa do time do Parque de São Jorge sabe que a Fiel é fiel em sua paixão, não em seu apoio. Na derrota, a Fiel é implacável; não desaparece, como a torcida do Cruzeiro. Está sempre lá.

Mas é capaz de crucificar com um pequeno manifestar-se de sua raiva. Na vitória, cobra cada vez mais, e reinstala aí sua insatisfação, cuja raiz quiçá esteja no mal-resolvido trauma dos 23 anos sem título, e do grande pesadelo de duas décadas chamado Pelé. A Fiel é fiel, e sempre o foi, mas sua fidelidade se nutre de um descompasso entre a alma do torcedor e a alma do time.

No caso do atleticano, a alma do time não é senão a alma da torcida.

Toda a mística da camisa, das vitórias sobre times tecnicamente superiores (e também das derrotas trágicas e traumáticas), emana da épica, das legendárias histórias que nutre sua apaixonada torcida: nem o Urubu, nem o Porco, nem o Peixe, nem a Raposa, nem o Leão, nem nenhum  animal mascote se confunde com o nome do time, com sua identidade, com  sua alma mesma, como o Galo com o Atlético Mineiro. E Galo é o nome da torcida (GA-LO), bissílabo cantável e entoável como grito de guerra que ela eternizou ao encarnar em si o espírito do animal. Nenhum outro time é conhecido por tantas vitórias improváveis só conquistadas porque a massa empurrou.

"Quem possui uma torcida como esta, é praticamente impossível de ser derrotado em casa" (Telê Santana)...



Escrito por Frank às 20h07
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Ainda os dossiês...

Bolonistas Intrépidos e Velozes...

 

 

Algumas coisas derretem o nosso humor. Aquele derreter em que as coisas vão escapulindo, perdendo eixo, perdendo tudo. Uma dessas coisas, definitivamente, é perder para o Palmeiras. Perder e quando o outro time é dos últimos na tábua de classificação resulta em péssimo estado de ânimo. E, pior, acontecendo num domingão frio, chuvoso e cinza reúne todas as condições para destruir a semana, reduzir a segunda feira ao pó. Não é de se estranhar que estivesse com a cara amarrada, feia, rabugenta.

 

Mas tem coisas na vida que mudam o humor da gente. Na verdade, há as coisas que realmente importam. Todos podem imaginar o que é um apartamento com duas crianças que não puderam sair para passear, pois o tempo estava feio. Todos conseguem imaginar que no final de semana a tendência é que as coisas se desarrumem naturalmente. Todos percebem que o significado do caos é relativo, sempre há espaços para bagunças piores. Enfim, o jogo da televisão não era o do Tricolor e somente o rádio podia nos manter informados, o que perturbava ainda mais o ambiente. Era este o cenário.

 

Depois do segundo muxoxo a pergunta: “Que foi pai?” . “Nada filho, o São Paulo está perdendo”. A resposta, rápida, ligeira, desconcertante: “Pai, isso acontece. Não dá para ganhar sempre. Acontece. Um dia ganha o Palmeiras, no outro o Corinthians. O São Paulo ganha depois”. Gargalhei, percebendo o ridículo. Mas tinha mais: “Pai, cadê o Relâmpago?”. Relâmpago é o nome de um carro de corrida, destes de desenho animado. Vermelho, invocado. Um livro acompanhando uns adesivos com as personagens era o brinquedo da vez. Encontrado o carro fizemos uma corrida. Espalhados pai, filho e adesivos pelo chão da sala. “Pai, esse aqui voa”. “Olha, olha!!! Esse aí anda na lama! Que legal”. Entre adesivos perdi o fim do jogo, que para mim tinha acabado nos 2x1. “Pai, esse carro verde é bravo?”. “Filho, no livro é.”. “Não é não pai, ele tá rindo. O carro verde só é bravo no livro!”.

 

Liguei o rádio, depois, e ouvi que o jogo tinha sido 3x1. Confesso que me preocupei mais com o jogo do Grêmio do que com a crise de nervos do Murici. O Grêmio tomou uma piaba, 4x0. Que vergonha. Voltei para a sala. Recolhi os carros adesivados do chão. A mãe estava dando banho no grande. O pequeno babava no livro e me esticou os braços. Balbuciou sons indecifráveis. Sorriu. A farra foi tanta que ele tombou para trás e desandou a chorar, decibéis de banda de heavy metal. Nada que uns segundos de abraço e colo não resolvessem. Questão resolvida, Grêmio derrotado, vantagem mantida. Desliguei o rádio. Tem coisas, definitivamente, que mudam o humor da gente.

 

25.09.06



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 14h14
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Setembro: 1 ano de Bolonistas.

 



Escrito por Amaral às 15h44
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Dossiês....

Bolonistas,

 

Entre uma e outra rodada do campeonato nacional de futebol acompanho aos jogos do Mundial de Basquetebol Feminino. Alguém já reparou na tal Lauren Jackson da Austrália? Um colosso. Há goteiras no Ginásio do Ibirapuera. Repito, no Mundial de Basquete, e não no Campeonato Paulista, Brasileiro ou da Rua Abílio Soares, onde fica o Ginásio. Goteiras! Cai água durante os jogos na quadra, causando paralisações nas partidas e tropicões das gigantes mulheres. Gigantes, no chão. Contusões. Confusão.

 

É sintomático. Goteiras na cereja do Basquetebol. Alguns dirão que a cereja são os Jogos Olímpicos. Ok. Aceito, então o Mundial é o próprio confeito. No confeito maior do esporte da bola ao cesto, há goteiras na quadra. Ridículo. Mas é o esperado, desconfio. Queremos sediar as Olimpíadas, a Copa do Mundo, os Jogos Panamericanos. É engraçado, não é? Para nós as goteiras são coisas normais, que acontecem em qualquer lugar do mundo. Um evento corriqueiro e não um equívoco excepcional.

 

Nos campeonatos de botão, lá no século passado, o excesso de jogos gerava situações esdrúxulas. Para poder completar a rodada, um jogo no Estrelão, outro na tampa de madeira de um baú de brinquedos, um na mesa da sala. E outro, pasmem, no carpete da sala. Sim, acreditem, a mente insana colocava jogos no carpete da sala: “É simplesmente lamentável que a Federação não interdite o Estádio da Lama. Como podem os jogadores se sujeitarem a este campo enlameado, repleto de poças! A bola não rola”. Era este o refrão do repórter de campo da Rádio Popular, a rádio que transmitia o campeonato. A mente insana, na verdade, só reproduzia os acontecimentos reais. Corriqueiro, normal. A única diferença importante era que os jogos no Estádio da Lama sempre acabavam por desclassificar times considerados “grandes” como o Corinthians ou o Palmeiras. Aliás, pelas minhas memórias, nem um nem outro nunca ganharam o Campeonato de Botão. Não sei se os jogos no Estádio da Lama eram brincadeiras de criança ou um traço do inconsciente. E hoje, olhando daqui para lá, não sei se era engraçado.

 

Alguém reparou na moça da Austrália? Um colosso.

19.09.06



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h35
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Enfim, o fiasco

Após um começo titubeante, um final trágico, triste. Uma campanha irrisória, risível. Esse foi o balanço da seleção brasileira de futebol de botão na última Copa do Mundo. O quadrado mágico também não funcionou nos campos de madeira e a seleção canarinho caiu eliminada por Portugal de Felipão, nas quartas de final. O pior é que o Brasil deu esperanças à torcida. Nas oitavas, Ronaldo desencantou. Aplicou uma pedalada na frente do goleiro Ceh e abriu o placar no primeiro minuto. Os tchecos empataram com Milan Baros, mas o Gaúcho fez brilhante jogada para Kaká fazer o gol da vitória. Parecia que o time engrenava para o título. Contra Portugal, Kaká abriu o placar e o time de Felipão só empatou nos descontos do primeiro tempo com um chutaço alto de Pauleta de dentro da área. O segundo tempo foi nervoso e o resultado é que o time com mais garra acabou vencedor. 2 a 1, com um gol do reserva Hugo Viana (?, quem?). No mesa-redonda, os comentaristas estavam indignados com a falta de brio do time. “Será que Ronaldo jogou o seu último jogo nos campos de madeira?”, interrogação. Afinal, Zidane também se aposentou após derrota para Portugal. Enfim, a torcida nacional agora é Lusa. Mas, a Alemanha é a favorita ao título.

Seguem os resultados das quartas de final:

Costa do Marfim 2x3 Alemanha (bela virada com gol de Klose)

Romênia 3x1 Equador (bela campanha do 3-4-3 romeno)

Suécia 2x1 Trinidad (suecos espantam zebra)

Brasil 1x2 Portugal (o último jogo de Ronaldo no botão???)



Escrito por Jubas às 14h35
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Engraçado o que certos acontecimentos fazem com as tradições.

Vejamos os chingamentos direcionados aos juízes nas partidas de futebol, durante anos e anos ouvimos o bom e velho Filho da Puta em alto e bom tom ecoando no concreto das arquibancadas. Pois bem, quarta passada, na Fonte Nova, durante o grande clássico Bahia x ferroviário não se ouviu nenhum Filho da Puta, nem mesmo daquele bêbado ali ao lado. Não que a arbitragem estivesse uma maravilha, mas agora a torcida anda pegando pesado. A todo instante alguém se levantava e quase pulando do seu lugar gritava: " O Silvia Regina!!!!!!"



Escrito por Pedrão às 17h04
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Lucas e o Espelho de Ojesed

Não tem jeito. Queremos saber de tudo antes. Tudo o mais rápido possível. Tudo, hoje, é para ontem. Olham o pequeno Lucas, com seus dois meses e poucas semanas, e querem saber quem ele parece. Ou o que ele será. A profissão, se irá se casar com as pequenas Giulia ou Bruna que nasceram pertinho dele. Giulia nasceu dois meses antes de Lucas e tem nome italiano, o que garante alguma aproximação. É filha de Giuseppe, enquanto Lucas tem o tataravô Vincenzo. Algo em comum? Pode ser. Já Bruna nasceu dois dias depois de Lucas e ocupou o mesmo quarto dele na maternidade. É uma baita ligação. Mas, Beto, o pai da pequena e sorridente Bruna, não quer nem saber de antecipar qualquer idéia de casamento. Nada de casar a Bruna com os seus dois meses e pouco de vida. No fundo, ele está certo. Essa história de antecipar a vida vai contra a continuidade do tempo.

Foi Hobbes quem disse a frase célebre. Não o Hobbes filósofo inglês do século XVII, mas o Hobbes tigre de pelúcia que acompanha o pequeno Calvin nas tiras de Bill Watterson e que no Brasil é chamado de Haroldo. Enfim, o Haroldo, numa de suas tiradas geniais, saiu-se com essa: “O problema do futuro é que ele fica se transformando em presente”. O tigre de pelúcia está certo. A transformação no presente vai tirando a nossa imaginação do futuro, os nossos sonhos, um a um. Saem os sonhos e vem a realidade. A sorte é que a realidade nem sempre é dura de viver. Vejo Lucas brincando no seu tapete mágico, com um leão amarelo e uma girafa roxa à sua frente. Ele mexe as pernas e os braços e sorri. Aliás, a maior novidade de Lucas, nos últimos dias em que o futuro tem se transformado rapidamente em presente, são os sorrisos. Banguelinha, ele vê pai, mãe e babá, abre o bocão e mostra a língua. Parece de uma felicidade sem fim.

A transformação do futuro em presente tem sido boa para Lucas. Poucas cólicas, sonos mais profundos, risadas mais elásticas. Mas, vão continuar querendo acelerar este processo. “Com quem ele se parece?” “O nariz é da mãe”, dizem uns. “A boca é do pai”, falam outros. “Será que teremos mais um jornalista na família?” é outra pergunta bem ouvida.

Incrível como querem colocar Lucas na frente de um Espelho de Ojesed.

Segundo a fábula de J.K.Rowling, Ojesed fica numa das salas escondidas do Castelo de Howgarts. É um espelho cheio de ornamentos e, no alto, a frase: “Não verás o seu rosto, mas o desejo em seu coração”. O espelho é profético. Harry Potter olhou para Ojesed e viu, além de sua cicatriz em forma de raio na testa, o pai e a mãe que se foram quando ele era recém-nascido. Na verdade, ele se viu grande ao lado dos pais. Um futuro praticamente impossível. Ron Wesley, seu melhor amigo, viu-se refletido em Ojesed como capitão do time de Quadribol. Quem conhece Wesley sabe que é outro futuro difícil.

É difícil também saber o que Lucas veria em Ojesed. Pode ser que ele se veja sorrindo ao lado de um grande peito. Pode ser que se veja voando pelos condomínios de Brasília. Quem sabe.

Acho que se tivesse chegado a Ojesed com onze anos, como chegou Potter, teria me visto com uma capa vermelha, voando pelos prédios de São Paulo. Aos 13 anos, certamente me veria ao lado de Luciana Vendramini. Aos 15, tocaria no estádio do Morumbi lotado numa banda de rock. Aos 17, Ojesed foi se tornando mais difícil devido à proximidade do vestibular. Ojesed foi se tornando uma obrigação, e não somente um desejo. Teria de me ver algo naquele espelho e a imagem foi embaçando. Anos depois, aos poucos, o espelho foi clareando. À medida que o futuro foi se transformando em presente, Ojesed foi ficando nítido. Hoje, a imagem está bem forte. Ojesed sou eu, Lucas e Viviane. Um belo futuro. Um belo presente. A imagem perfeita.



Escrito por Jubas às 13h27
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Escrito por Jubas às 13h20
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Quando vem a madrugada

Bolonistas de Setembro,

 

Alguém sabe explicar o desencanto? Aquela sensação de ter acreditado em algo e este algo simplesmente não ter mais o mesmo significado? Como se algo e algo fossem coisas distintas no tempo. Como se a ladainha do tempo em que éramos inocentes era a crença no impossível estivesse correta?

 

O encanto acabou. O time do São Paulo fez três ou quatro partidas memoráveis neste ano de 2006. Listo. No Paulistão, nossa acachapante vitória contra o Verdão, naquele domingo o Palestra invicto e embalado de Emerson Leão. No Paulista, contra o Paulista, uma exibição de gala de Danilo. Depois, contra o Chivas, lá e cá. Mas, o encanto acabou. Sim, o time não consegue mais se achar, faz jogos aqui e acolá com uma falta de aptidão invejável. Perdemos do Internacional, em pé. O que é bom, e péssimo, na verdade verdadeira dos fatos. Rogério se imortalizou. Lugano foi embora. Mineiro e Josué continuam como goiabada e queijo. Mas o time parece cansado. Cansado da vida. De tudo. E esta modorrenta sensação pode nos levar para um buraco sem fundo.

 

Danilo? Esqueceu algo lá em maio. Ou junho. E Murici está cada vez mais ranzinza e chato. Tiago, quem? Aloísio, machucado. Alex Dias, desisto. O fato é que o time perdeu algo, a engrenagem está falha. Ou gasta. Mas no domingão tive calafrios. Vi um time com nove se defendendo. Se alegrando em ser uma reedição da Matonense ou do ferrolho do Bragantino. Se o time com nove vence o tricolor, a coisa, a casa, e tudo, iriam para o vinagre. Onze contra nove. Bola na trave. Milagres de Rogério. Nove. E os Nove segurando a retranca e comemorando o empate com alegria brutal. E quase vencem. Podia ter sido um pesadelo sem fim. O encanto acabou.

 

Com o encanto quebrado não ganharíamos. Não adiantariam anos, minutos, bolas e impedimentos não marcados. O zero no placar tricolor seria eterno. O jogo teria é que acabar, antes de prejuízo maior e lastimável. O empate, com sorte, diz o falastrão técnico da Matonense, com todo respeito ao time azul, não foi derrota, entretanto. Teve sabor. Mas não foi. Foi ponto e manteve tabu. E o Tricolor, ainda que sem encanto, resta na liderança. Vejo a tabela. Domingo, Internacional. O time colorado, nosso patrão recente, é o segundo colocado. Três pontos nos separam. O Inter vence e pronto. Campeonato perdido. E se der empate, sem encanto? Mantemos a liderança, mas continuamos com a sensação de que a coisa está prestes a desmoronar.

 

Penso no tempo, novamente. Em outra das definições possíveis do tempo. Quero que venha logo outubro. É pura superstição. O time tem que passar por setembro e caixa. Se passar em primeiro, acabou. Se não passar, até a Libertadores 07 corre riscos. Tricolores do mundo, uni-vos. Outubro. O mês mais importante da história. Portanto, Álvaro, meu velho, nem sequer pense em esmorecer. Faltam menos de vinte dias para acabar este atoleiro. O futebol não tem explicações. Mais do que nunca acredito piamente em fantasmas. Setembro, acabe logo. Caso contrário, até a eleição pode ter dois turnos. Sem encantos, um mais enfadonho que o outro.

 

14.09.06  



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h14
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Campanha

Al, Al, Al, Coluna do Amaral!!!

Escrito por Demas às 16h32
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Quem pagou o maior mico?

( ) Aloizio Mercadante cumprimentando um manequim em campanha no Centro de SP?

( ) José Serra ajoelhando-se numa igreja evangélica?

( ) Geraldo Alckmin cumprimentando eleitores na fila de um cine pornô no Centro do Rio?

( ) O São Paulo empatando com o Corinthians de nove jogadores em campo?

 



Escrito por Jubas às 10h40
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E se a moda pega?

Senhores bolonistas:

Surreal? É pouco.

Não encontro palavras. Sintam o drama do jogo entre Santacruzense e Atlético Sorocaba, pela 10ª rodada da Copa Federação Paulista de Futebol.

Aos 44, o gandula...o bandeira...a juíza...meu deus, sem palavras.

Só vendo. Ah, a juíza é ela mesmo: Silvia Regina.

Vejam, por favor.

http://www.youtube.com/watch?v=YBH1Aro-IWE



Escrito por Demas às 09h36
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ELES SABEM BEM QUEM É ROGÉRIO CENI..



Escrito por Ogro às 13h48
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Véspera.

Esta foi minha boa ação do dia.

Escrito por Demas às 09h16
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Lance decisivo de Itália x Equador: Gattuso (4) pede impedimento de Espinosa (6) que faz o gol da virada do time da Cordilheira: 2x1.



Escrito por Jubas às 12h46
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No flagrante do fotógrafo oficial da Fifa, Henri Cartier Kodak Bresson, Appiah momentos antes de bater a falta no ângulo do goleiro romeno.



Escrito por Jubas às 12h37
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Oliver Kahn se desespera ao ver a cabeçada de Milosevic (9) no primeiro gol da Sérvia. A Alemanha conseguiu o empate com Ballack e, na prorrogação, fez mais dois gols com Klose para se classificar.



Escrito por Jubas às 12h30
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Como era de se esperar, Austrália e trinidad & Tobago fizeram um joguinho sem-vergonha, preso no meio-campo. Foi preciso prorrogação para Yorke fazer dois gols e definir o placar em 3x1.



Escrito por Jubas às 12h23
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O zagueiro inglês Terry apenas observa Larson fechar o placar na humilhante goleada: 6x3.



Escrito por Jubas às 12h16
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Muito marcado, o craque Zinedine Zidane ainda meteu duas bolas na trave, mas não evitou a derrota para Portugal de Felipão: 1x0, gol nos descontos de Petit (camisa 8).



Escrito por Jubas às 12h09
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Ronaldinho Gaúcho dribla meia defesa Tcheca e toca para Kaká fazer o gol da vitória (2x1).



Escrito por Jubas às 12h01
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Observado por Rafa Marquez, Didier Drogba chuta a gol na vitória da Costa do Marfim sobre o México (1x0) pelo Mundial Botonista



Escrito por Jubas às 11h53
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"Strangelove"

Bolonistas com frio....

 

O Linense é líder do grupo na Segunda Divisão do Paulistão. Empatou com a Catanduvense e segue firme na disputa por uma vaga na Série “A” do Paulista. Alguns dirão que este fato não tem importância nenhuma. Posso até concordar, mas esses alguns são tristes, porque apreciam só a nata e se esquecem do creme.

 

Não sei se acontece com vocês. Mas comigo, acontece. E não é raro. Uma música do New Order, e pronto, saudade. Um episódio de “Barrados no Baile”, nostalgia. Não é raro encontrar coisas que lembram pedaços da vida de cada um. Não estou, aqui, rememorando os clássicos. Os clássicos, eternos, estão em outro lugar da cabeça da gente.  Clássicos, como “Anos Incríveis”, Deep Purple e Chico Buarque, ficam em gavetas diferentes. E nossa cabeça tem diversas gavetas. Inclusive as virtuais, que o Deco disse noutro dia. Mas existem coisas que nunca serão clássicos, mas somente memórias de afeto. Coisas que a gente vive sem, mas que sempre que lembra, dá saudade. É como o filme “Meu mestre com carinho”. Dá para viver sem. Mas todos ficamos esperando a oportunidade de, no dia dos professores, e sei lá que dia é esse, podermos ficar na gazeta, em casa, debaixo da coberta, para ver o filme do professor que doma a classe rebelde, ao som de “To sir whit love”.

 

Escrevo essas coisas de saudade porque ontem foi o último jogo do Agassi. Agassi? Sim, o tenista ex cabeludo, agora careca. O cara ganhou o primeiro torneio da carreira aqui no Brasil, em Itaparica. Contra o Mattar. Anos oitenta. Porra, eu vi o jogo!!!! Evidente, não lembrarei patavina. Nenhum saque, nenhuma jogada de efeito. Nada. A única lembrança é a do tenista americano, cabeludo e falastrão, que ganhou do tenista número um do Brasil na época, e desconfio que depois do nosso Guga, imortal, o melhor tenista brasileiro de todos os tempos. Engraçado, assisti neste domingão alguns repetecos de feitos e histórias do Agassi. A história do cara atravessou três décadas. É o único tenista a figurar entre os dez melhores, em três décadas distintas. Ganhou os quatro grandes torneios de tênis. Casou com... Brooke Shields, a ninfeta de “Pretty Girl” e de Lagoa Azul. E, durante muitos torneios, nos acostumamos a acompanhar os feitos do cara. Agassi enfrentou Sampras, e sobreviveu no ranking. Perdeu do Guga aquele torneio em Portugal, o nosso Guga! Agassi enfrentou Federer e ainda está no ranking. Separado da musa, casou com a genial alemã Steffi Graf. Sim, o cara faz parte da história. Da nossa, um pouco. Confesso que deu vontade de achar aquele meu disco da trilha sonora de “Top Gun”, perdido em algum canto na casa dos meus pais. A saudade, por vezes, é ridícula. Assim como a comparação da nata com o creme. Faz sentido, mas só para alguns.

 

04.04.06



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h45
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Isso foi visto em Londres.



Escrito por Frank às 19h17
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