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Tem bolonista que gosta.
Ainda sobre as folhas do fim de semana. Tostão, em sua coluna da FSP de domingo.
"Oswaldo (de Oliveira) parece um filósofo lendo "O Ser e o Nada" enquanto assiste ao jogo."
Ponto final.
Escrito por Demas às 10h11
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Meira, meira.
Senhores:
As folhas de sábado, dando conta da incrível marca que Ceni atingiu, anotavam que o arqueiro usava uma camiseta com os dizeres 92 93 05.
Pirei de cara. A simplicidade da idéia, a sutil soberba, uma certa superioridade de soslaio. Pirei com a idéia da camiseta.
Vasculhei o google atrás da foto de Ceni com a camiseta. Queria ver sua cara. Não consegui e afirmo categoricamente: culpa do google, não minha.
Qual não foi minha surpresa ao abrir o Blogol (http://blogol.blig.ig.com.br/) e encontrar a estampa da camiseta do Rogério.
Trata-se da idéia mais espetacular do ano. Já salvei e pagarei uma visita ao Conic para ver se o tiozinho a reproduz.
Copyright?
Depois eu vejo isso. Sabe como é.

Escrito por Demas às 09h56
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MAIS UMA GOLEADA
Nesta segunda-feira, no meio do alívio gigantesco com o fim deste segundo turno que parecia interminável, no meio de uma ressaca daquelas de deixar todos os músculos doloridos e o estômago virado e, principalmente no meio de uma felicidade - não uma felicidade explosiva, eufórica, como há quatro anos, mas apenas uma felicidade serena - aproveito para escrever mais uma pequena historieta sobra o futebol argentino, uma história sobre algumas centenas de milhares de canalhas, hoje em estado de graça.
Como eu já escrevi, em outro texto, a maior rivalidade argentina é aquela entre Boca e River, principalmente pelo tamanho de suas torcidas, seguida por Racing e Independiente. Mas sem dúvida, a mais pulsante, intensa e tinhosa é a rivalidade entre os dois grandes times de Rosário; o Newell´s e o Central. Qualquer muro, poste , banca de jornal ou espaço físico aleatório da cidade contém alguma provocação ao adversário e enaltação ao seu time; pichações, grafites, cartazes relembram feitos ocorridos há muitos anos de ambos os times e derrotas, tropeços e humilhações dos adversários, também, por vezes ocorridas há muitos anos.
O nascimento do apelido das torcidas já é um exeplo vivo: no início do século passado, uma epidemia de lepra assolou a cidade e os dirigentes do Newell´s resolveram, para ajudar o leprosário da cidade, propor aos rivais uma partida beneficente. A resposta foi negativa, acompanhada da adjetivação dos rubro-negros de "leprosos", que pesponderam aos do Central com a alcunha de "canallas". Com o passar dos anos, ambos os apelidos foram assumidos pelos times, então ser um leproso é motivo de orgulho para um torcedor do Newell´s da mesma forma que ser canalha faz parte da identidade do Rosário Central.
Em 2001, durante uma viagem de carro por aquele país, em uma breve passagem pela charmosa e decadente cidade de Rosário, terra de belíssimas mulheres, numa noite, eu e o Demas tomávamos algumas cervejas, numa mesa na calçada de um café na avenida principal da cidade, quando surgiram centenas de torcedores em carros enfeitados, a pé e em um trio elétrico com bandeiras e outros adereços desfilando e comemorando. Que porra era aquela, já que o torneio apertura havia acabado há uns 10 dias e nenhum time de lá tinha ido bem??
A resposta, dada acompanhada por um sorriso canalha foi a de que naquela data, TODOS OS ANOS, os centralinos celebravam o gol de peixinho ("palomita", por lá) de Poy (não o mítico jogador são-paulino), que havia dado o título nacional de 1971 (!!!), justamente contra os maiores rivais. O desfile termina sempre numa procissão de barcos pelo Rio Paraná.
Aproveitei para lembrar esta história, pois os canalhas ganharam dos leprosos ontém por 4x1 e a cidade de Rosário está em ebulição com um placar tão aplastante. Estes 90 minutos serão motivo, certamente de centenas de pichações nos muros rosarinos pela próxima década.

Escrito por Ogro às 15h52
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Historietas
1 - Uma pequena história em uma pequena cancha
Em 1999, o poderoso time do Nacional, o simpático Naça, jogava em seu estádio, localizado na Rua Comendador Souza, na Barra Funda (aliás, ressalte-se que o estádio Nicolau Alayon é o único do Brasil a homenagear um estrangeiro, uruguaio). No meio do público de aproximadamente 150 pessoas, estavam uns 50 moleques, membros da torcida uniformizada do Nacional (Tuna??), chefiados pelo mítico Alemão, que além de chefe da torcida transporta o material dos jogadores do time e ainda faz as vezes de segurança do time no interior. A torcida xingava exaltadamente os jogadores do adversário, o Oeste de Itápolis, quando uma formosa ninfeta saiu da área social do clube e atravessou as arquibancadas."Gostosa, gostosa" era o grito da molecada, quando o Alemão, num berro gutural exclamou: "Cala a boca todo mundo, que este é um jogo de família". Fez-se um silêncio indescritível no estádio.
2 - Outra pequena história em uma pequena cancha
O ano era 2002 e eu estava com o Amaral no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, terra do moleque mais travesso da cidade, assistindo ao clássico Juventos e Ameriquinha de Rio Preto. O jogo estava uma pelada horrenda e eu e o Amaral, encostados no alambrado discutíamos a escalação de Scolari para a seleção do penta, quando um dos poucos gandulas se aproximou e se juntou à cerebral discussão. O jogo, bem, continuou chato e ninguém estava nem aí.
3 - Uma grande história numa pequena cancha
Aquele indiozinho de cabelos desgrenhados não tinha a majestade ora alardeada por Nelson Rodrigues, mas ele encantou o planeta com as suas jogadas geniais. Esta foto foi tirada há exatos 30 anos, quando o mirrado jogador de apenas 16 anos começou a assombrar, jogando no minúsculo estádio do Ferrocarril Oeste em Caballito, pelo Argentino Juniors, que, vergonha suprema na Argentina, era o único time da primeira divisão a não ter estádio próprio, até 2004. Seu nome dispensa apresentações e seu apelido é apenas "El diez".

Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 13h33
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NA CAL
Escrevo este texto na qualidade de exilado paulistano saudoso (pelo menos de algumas delícias da paulicéia), como sequência ao texto sobre a chacina dos "lobos" do Gimnasia pelo Estudiantes e em homenagem ao texto do nosso comentarista Sidarta, sobre o meu querido "Moleque Travesso", postado em seu belo blog NA CAL.
Sempre tive um misto de atração e repulsa pelo futebol como forma de confraria, como forma de demonstração de sentimentos externos à diversão das partidas, ao épico que cada jogo, por si só, representa.
Nos tempos atuais, o futebol tem aparecido cotidianamente como forma de aglutinação de manifestações de ódio racial, como no caso de bandos organizados da Internazionale de Milão, do Verona e de diversos clubes europeus, que chegam inclusive a esconder quadrilhas de criminosos de guerra genocidas, saudados como heróis, como o "famoso tigre Arkan", no Estrela Vermelha de Belgrado, ou ainda em manifestações de ódio religioso, como é o caso da guerra eterna entre os protestantes do Glasgow Rangers e os católicos do Celtic, nesta que é possivelmente a maior rivalidade entre clubes no mundo.
Eu me prendo à saudade de um futebol que eu quase não vivi, em extinção no Brasil e pulsante na Argentina (razão da minha idolatria pelo futebol daquele país, que me rendeu a alcunha de "o argentino mais preto de Jujuy" dada pelo Demas). Eu falo das rixas entre bairros, pueris, discutidas na padarias, estações de trem e bancas de jornal (eu me lembro de uma banca de Buenos Aires que tinha metade de seu espaço reservado à venda de material do minúsculo San Telmo, da terceirona argentina, aonde só se discutia o time).
Desde moleque, no colegial, eu gostava de assistir aos jogos do Nacional, na Rua Comendador Souza, na Barra Funda, independentemente do meu coração tricolor, por ver naquele time a representação do meu bairro, da minha região. Eu estava lá, junto com uns 300 gatos pingados quando o Naça, de forma épica bateu o Garça e subiu pra segundona do paulistão. Infelizmente, a maioria do bairro e da região não adota mais o velho "expresso ferroviário".
Anos depois, comecei a assistir aos jogos do Juventus, do outro lado da cidade, por uma razão singela (bom, duas, se contarmos com o bar do Elídio, o melhor de São Paulo); o Juventus é o espírito da Móoca, o orgulho do bairro. Em seus jogos, Corintianos, São-paulinos, Palmeirenses e outros cerram os punhos em defesa do manto grená. O clima começa na fantástica "Esfiha do Juventus" e se estende à pizzaria São Pedro.
Aliás, aproveito o espaço para narrar uma história contada por um conhecido meu, com sangue "móoquense" (acho que é assim que se chama alguém da Móoca) nas veias: ainda na década de 80, num Corinthians x Juventus, a Ju Jovem se envolveu num entrevero com uma pequenina organizada, de bons bebedores, do alvinegro, denominada "Coringão Chopp". Meia dúzia de policiais separaram a confusão e os juventinos chegaram à Móoca saudados pelo dono da pizzaria São Pedro com diversas pizzas grátis para os heróis que tinham enfrentado a poderosa "Gaviões da Fiel". Bom, se a história for diferente, como diria o Amaral, pior para os fatos.
Desta forma, juventino, torcedor do Nacional e do Jabuca, fanático pelo Bonsucesso, Olaria, Madureira e São Cristóvão, saudoso do Ypiranga de Salvador e do homônimo de São Paulo, do Galícia, do Comercial de São Paulo (apelidado "o mais simpático") e do Leonico, times que jamais vi jogar, escrevo estas linhas em homenagem ao NA CAL. Sempre que a Rua Javari for citada, o espírito moleque do futebol brasileiro continuará vivo.
Saudações a você, Sidarta
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 14h26
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Falta pouco.
Henfil lapidou a verdade irretocável: "A criatividade é um doberman".
Sim, a criatividade é aquele cachorrão atrás e uma árvore na frente. É a pressão, a pressa ou a presa que nos impele a desenhar os melhores versos, as mais gostosas crônicas, os mais soturnos desabafos.
Durante a Nossa Copa: o doberman. Não o doberman-patrão, cobrando o relatório. Ou o doberman-professor, anunciando o prazo. Nem o doberman-companheira, suspeitando da explicação. Mas havia o doberman. A vontade de que tudo desse certo. O esforço em pensar placares inusitados, escalações imaginárias e cenários desconhecidos. Um doberman mais manso, ainda que atento em seu rosnar.
Pois descobri que a ansiedade, ao menos a minha, funciona como um desgraçado antídoto à deliciosa pressão de escrever neste diário, meu palco e divã. Não consigo escrever.
Estou silencioso e sabem que o silêncio nunca foi o meu forte. A ansiedade destes tempos confusos enrouqueceu minha pena, desgraçadamente.
Meu time está prestes a se transformar, indiscutivelmente, no mais importante da história do Brasil. Grasnem, azoinem, palrem, ronquem, rechinem, berrem, guinchem, façam o diabo, mas o meu time está cravando a bandeira em pedra inédita.
E o que tem calado meu texto? É o tal do "prestes", mas não é só. Estou ansioso com o resultado, é claro, mas acredito que a vitória nunca esteve tão próxima, palpável. Só um desastre completo altera a fortuna. É que também estou ansioso com o desempenho.
O time tem o melhor ataque, sem ter artilheiros que restarão na memória. A defesa é um desastre, mas tem levado poucos gols graças à total incompetência dos atacantes adversários. Não é mérito da defesa, é a total ineficiência e apavoramento dos avantes contrários.
O meio de campo só se acertou no final. É lento, mas pelo menos não abusa de firulas. Mas resta a ansiedade: é quase certo que os mais competentes na meia sairão no ano que vem para a vinda de novos contratados, indicados por agentes que só buscam o leite mais gordo. Um dó de fazer chorar.
A lateral esquerda, da qual se esperavam avanços contínuos e precisos, está manca e velha. As contusões acumuladas em anos de botinadas agora cobram o preço: o avanço é mais lento do que se previa e os resultados são melhores quando o lateral cai pelo meio.
A lateral direita avança mais, mas é improvisada e atabalhoada. Improvisa-se a escalação à exaustão. A lateral direita conta com gente que às vezes é meia, às vezes é volante. Já houve atacante batendo ponto na lateral direita.
E o campeonato é longo demais, o que multiplica minha ansiedade. Rodadas demais, inócuas. E uma imprensa especializada que não merece o fel da pena. É simplesmente a pior do planeta. Canalha, imprecisa, corrupta e desinformada.
A ansiedade arregaça os dentes e morde meu estômago todos os dias. Delicia-se com a minha bile. Todos os dias.
O fato é que estou mudo por que não estou seguro sobre o que falar. Quero gritar "É Campeão!!!" o quanto antes, mas temo que não estarei na Paulista ou na Esplanada ou no Farol bridando com os meus.
Desgraçada a ansiedade. Desgraçada.
Mas a ansiedade tem hora marcada para dar um refresco. O campeonato termina daqui a pouco. Este texto é só para checar as luzes do palco e o conforto do divã.
Estarei de volta em breve. Assim que a ansiedade aliviar seu chumbo. O campeonato termina no domingo.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Demas às 11h54
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Eu fui ao Google...
Tricolor. Do legítimo. Do escocês.

Escrito por Demas às 16h41
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Preguiça de ir ao Google...
Bolonistas da reta final e da reta oposta,
Carambolas, a memória da gente é um trem esquisito. Mas que as boas recordações nos trazem aquela felicidade boa de curtir, isso é verdade. Verdade verdadeira. Não deixa de ser emocionante ver Interlagos feliz de novo.
Pode ser estranho, mas me lembro muito daquele São Paulo e Bragantino. Jogo renhido. O Braga era um time certinho, um relógio. Técnico: Parreira. O São Paulo era um time estigmatizado por dois vice-campeonatos seguidos, por perder nas finais. Técnico: Telê Santana.
O Cícero Pompeu estava cheio. Fiquei nas arquibancadas, atrás de uma das metas. 0x0. Começo de jogo, abafa. O Tricolor jogava melhor, mas não definia. Raí ainda não brilhava. Mas disputava todas. Muller, apagado, apático. Irreconhecível. Jogo mormo. Macedo, o eterno cai-cai. O Braga melhora e, repentino, parecia inevitável mais uma derrota. Ricardo Rocha tira uma bola sabe se lá Raí como, na linha do gol. Bola na trave. O Braga tinha Mauro Silva, seguro. Mazinho, endiabrado. Zetti nos salva.
A torcida ensaia umas vaias. Quem conhece a torcida tricolor sabe o que é isso... Uma das torcidas mais chatas que existe para pegar no pé. Os cânticos de “Tricolor” abafaram as primeiras vaias. Muller é apupado, o que era pecado. Confesso que sempre temo quando nós, torcedores, pecamos. Porque a vingança vem certeira. Telê coloca Mário Tilico em campo, não me lembro porque e no lugar de quem, mas desconfio que o Macedo foi quem saiu.
Com Tilico, o autor dos goles espíritas do Paulistão de 89, o time vai para cima. Ainda no primeiro tempo. A torcida esquece as vaias.
Segundo tempo. Encurralamos o Braga. Pressão. Não me lembro, mas novamente desconfio que a vantagem do empate fosse do time de Bragança, que jogaria a derradeira peleja nos seus domínios, o acanhado Marcelo Stéfani. Bola na área. Algum pirulão tricolor desfere o cabeceio a bola explode na trave. Quem conhece este barulho, dentro de um estádio cheio, reconhecerá a agonia. Rebote. Muller fura, espetacularmente. A bola sobra para o talismã, Tilico. E um chute cruzado encontra o gol e o grito da torcida: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!. Derrubei meu radinho de pilha no chão.
Até o final do jogo passamos alguns sustos. Mas também tivemos bons presságios. O time saiu do Morumbi com o 1x0. No final de semana seguinte, um empate, na raça, daria o terceiro título brasileiro ao mais querido. O primeiro título de Telê Santana. Todos sabem o resto da história.
Pode ser estranho, mas me lembro muito daquele São Paulo e Bragantino. O último nacional do São Paulo. Acho que já está na hora de guardar essas memórias, para construirmos outras...
Antes de ir, dizem, não apurei: Felipe Massa é tricolor.
23.10.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h30
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PARABÉNS RENATÃO!!!

Obs: o jogo em que o Pelé vestiu o manto rubro-negro foi um amistoso com o Galo. O placar?? Flamengo 5x1.
Escrito por Ogro às 15h50
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Inimigo íntimo
LOBO FERIDO
Do outro lado do Prata, em terras argentinas, o futebol é marcado por rivalidades eternas, sofridas, mais dignas de uma letra de tango do que as rixas tupiniquins. O amor a seu clube sempre envolve um ódio visceral a um, apenas um clube e a felicidade de sua gente passa pela desgraça dos outros.
Na grande Buenos Aires existem mais times jogando a primeira divisão do campeonato local do que em qualquer outro lugar do mundo. Existem mais estádios do que em qualquer outra região metropolitana deste planeta. As rivalidades ainda são, em pleno século XXI, marcadas pela disputa da supremacia nos bairros ou nas regiões portenhas.
Exceção feita ao superclássico Boca x River, nascido às margens do Riachuelo e transposta para o nível nacional, com o crescimento das torcidas e a mudança dos "gallinas" do River para as ricas cercanias de Nuñez, a região ainda respira este clima. É impossível passar por Almagro sem ser contaminado pela rivalidade entre os "cuervos" do San Lorenzo e os hoje decadentes "globos" do Huracán, bem como é impossível ir a Liniers, perto do "fortín" do Vélez e não escutar ou ler xingamentos e pragas aos "toros" do Nueva Chicago, do vizinho bairro de Mataderos. No município vizinho de Avellaneda, a segunda maior rivalidade nacional está expressa em dois estádios separados apenas por uma singela avenida; duas fortalezas que sediam os "diablos rojos " do Independiente e "la guardia imperial" do Racing. No empobrecido sul da região, Lanús e Banfield disputam o título de "capo de la sur".
Nesta dramaticidade exposta através de alguns exemplos, no simpático município de La Plata, a população divide o seu amor entre os "pincharratas" do Estudiantes e os "lobos" do Gimnasia y Esgrima. Mais de um século de rivalidade fratricida entre os grupos alvi-celestes e alvi-rubros. A dor pelas três Libertadores até hoje corrói os corações dos "lobos", que neste ano, conforme me relatou o Amaral, criaram um grupo para homenagear Rogério Ceni, carrasco dos "pincharratas" na Libertadores.
Pois bem, meses depois, comandados por Juán Sebastián Verón, "pincharrata" até a alma (reza a lenda que um dia chorou como uma criança, de tristeza, ao fazer um gol em seu time do coração), que recusou ofertas milionárias de Boca e River, apenas para voltar à velha casa, a esquadra "pincharrata" avança no campeonato argentino e, no último domingo, sapecou um 7x0 nos rivais do Gimnasia. Certamente, nesta semana, uma parte de La Plata canta e dança em êxtase, enquanto a outra se encolhe e chora baixinho, humilhada. O capítulo mais dramático desta rivalidade está escrito
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 13h51
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A queda do Elefante
Bolonistas de Boletim,
O que poucos sabem é que o Linense deixou a liderança de seu grupo na Segundona do Paulistão. Ao perder para o Campinas, no feriadão, o elefante deixou a ponta da tabela e vê, pela primeira vez no certame, ameaçadas as possibilidades de acesso para a Divisão A do campeonato paulista. Uma pena.
Também não causou alvoroço à classificação da Santacruzense para a próxima fase da Copa Federação Paulista de Futebol. O tricolor despachou o Palmeiras, sim, o Verdão, com uma contundente vitória em Jaú, por 4x1. Empatou em São Paulo, depois, para ficar com a vaga. O tricolor está com o campo interditado, depois do fatídico episódio envolvendo a árbitra Silvia Regina e o gandula. Para os mais interessados, a Ferroviária também passou para a próxima fase, assim como o Botafogo de Ribeirão Preto, o Guarani, o Corinthians, o São Bernardo, o Comercial e o Bragantino. A nota triste, a desclassificação do Juventus.
Na série C do Brasileirão, avante Treze! O clube de Campina Grande é líder. Bahia é o último colocado. E o Ferrinho está em segundo lugar. Se o Ferroviário sobe, 2007 será o ano do Estado do Ceará na Série B. Fortaleza, Ceará e Ferroviário farão o Brasil tremer. Mas o Fortaleza já caiu para a Série B? Infelizmente, já.
Na Série A, enfim, os tricolores provaram ser a maior torcida em atividade no país. Tiramos o recorde do Galo mineiro. O São Paulo Futebol Clube, o mais querido, é o recordista de público nos campeonatos nacionais de 2006. Podem reclamar da arbitragem, os detratores de plantão. Mas Antônio Carlos foi expulso com uma justiça absurda. E Lauro deu um peteleco nos pneus do juiz... Esteticamente já mereceria a expulsão.
O feriadão foi de muito futebol. Bom futebol em vários locais, acreditem. Santos e Botafogo, um jogão. Vasco e Santa Cruz, a reabilitação de Leandro Amaral, o maior artilheiro da história do Canindé. Palmeiras e Atlético do Paraná, emocionante. A nota triste? Bom, a Ponte Preta perdeu. A Ponte mereceria melhor sorte, mereceria a vaga na Primeira Divisão do Nacional. Há outros times infinitamente mais infames e patéticos.
16.10.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h37
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Memórias memoráveis
Bolonistas da Sexta Feira 13....
Simplesmente empolgante a fase final da Série C. Vitória e Criciúma, quatro pontos. Ipatinga, Treze, Barueri e Ferroviário, três. Bahia e Brasil de Pelotas, um ponto. No Parque Antártica o Barueri ganhou por 3x2 do Treze. Deve ter sido um jogão. Será?
Sei lá. O fato é que a notícia do futebol foi o entrevero de Leão com o Carlos Alberto. Não tive estômago para acompanhar Lanus e Timão, achei que a bola iria apanhar muito. Mas foi inevitável ler sobre a ríspida discussão entre o treinador disciplinador e o boleiro encrenqueiro. Mas, afinal, o Corinthians não é quem perde mais ao ter afastado o boleiro do elenco? Carlos Alberto acha que é Pelé. Não é. Nem de longe. Mas tem sido o jogador mais dedicado no confuso elenco alvinegro. Dedica-se. Joga com a alma. E não há no time popular nenhum outro jogador que esteja apresentando mais talento que ele. O jogador afastado continuará a receber seus vencimentos. Justo. Que não devem ser os menores do elenco. E não jogará. Apenas treinará. Não aguentará a pressão da fiel, amedrontada com a possibilidade da Segundona. Como explicar para o resto do elenco, já rachado, dividido e aniquilado, que um jogador de polpudos vencimentos está “afastado”, enquanto os outros tem que ralar e suportar os xingos das arquibancadas, a pressão da imprensa, a encheção de saco dos vizinhos? Leão pode até ser um bom treinador. Mas, desconfio, é um especialista em apagar incêndio com metanol.
Imagino como devem estar sofrendo os torcedores do Santa Cruz. Nenhum outro torcedor terá tanto pânico nas próximas rodadas. O tricolor parece cada vez mais atolado na tabela e as chances de recuperação são poucas. E o cabra abre o periódico e vê a tabela de classificação da Série B. Sport e Náutico, os rivais da cidade, entre os quatro primeiros... Logo o tricolor que tirou tanto sarro dos alvirrubros dos Aflitos depois daquela epopéia contra o Grêmio no final do campeonato do ano passado... Sem contar o que o torcedor do rubro negro não sofreu, em razão das pífias campanhas nos últimos anos. O torcedor do Santa não consegue mais dormir. Não o culpo. Não o invejo. Nunca a torcida pelo Paulista, pelo América de Natal, pelo Marília foi tão grande. Se eu sou diretor do Marília, ao invés de jogar as últimas rodadas no Bento de Abreu monto acampamento no Arruda e de lá só saio com a vaga!
Por fim, alguém não viu o frango, o erro, o martírio do arqueiro Robinson, da Inglaterra? Das maiores e mais grotescas falhas de um arqueiro. Um gol antológico, memorável, inesquecível. O pior de tudo é que lembraremos sempre da falha brutal e esqueceremos de defesas, de boas atuações e do resto todo. As coisas estapafúrdias marcam. Robinson será eternamente o goleiro da furada. Que coisa... Os Bolonistas todos deveriam ser solidários ao britânico. O brinde de hoje deve ser para o arqueiro. Em solidariedade. Quem nunca foi ridículo na vida?
13.10.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h29
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Portuguesa x Remo
Bolonistas do Brasil...
Algumas notas sobre a tarde. Necessárias? Talvez não. O fato é que uma daquelas reuniões me tirou do escritório. Confesso que esqueci do jogo do Brasil. Aliás, porque o clássico Brasil e Equador foi disputado na Suécia? Pelas suecas? Será? Ou serão alguns dólares a mais na conta das confederações? Li que o jogo foi 2x1. O Brasil numa formação ofensiva, segundo o sítio noticioso. 2x1? Ofensivo? Não entendo mais nada. Li, também, que Robinho, Fred, Ronaldo Gaúcho e Kaká formaram o quarteto ofensivo. Será que o Mineiro jogou? Suécia. Brasil e Equador. Não entendo mais nada.
Verdade, me lembrou o Álvaro de fato importante. Brasil e Argentina recente, o maior clássico do futebol entre seleções, foi disputado em Londres, para inaugurar o novo estádio do Arsenal. Sim, o Arsenal londrino e não o pequeno time argentino homônimo. Inglaterra. Brasil e Argentina. Não entendo mais nada, definitivamente. A seleção nacional jogou contra a Guatemala, na despedida do Romário. Que me lembre foi a última peleja em terras tupiniquins, tirando os jogos das Eliminatórias. Guatemala. Não entendo mais nada.
Deveríamos ter dois times nacionais, sem brincadeiras. Um, o oficial, faria os jogos da FIFA e da CBF, desfilaria em Paris, Roma, Helsinque e Miami. O outro, o nosso, excursionaria pelo país, em Teresina, Macapá, Pelotas, Governador Valadares, Presidente Epitácio. Um treinado pelo Dunga, o outro treinado por algum professor nacional.
Aposto, com vantagens para os outros que aceitarem a contenda, que os jogos nacionais atrairão mais atenção. Imaginem as polêmicas a cada convocação do Souza do Tricolor para a lateral e do Souza esmeraldino para jogar com a Nove. O Avalone teria assuntos infindáveis para as intermináveis Mesas Redondas. O povo clamaria pela convocação de Jadílson para a lateral esquerda. E, no amistoso em Recife, contra Antígua e Barbados, poderiam os torcedores do Náutico acompanhar Kuki no comando do ataque.
Imaginem o jogo em Santarém! Preliminar com Ananindeua e Tuna Luso, jogo de fundo: Brasil e Suriname. Estádio lotado. Até Rafael Moura poderia jogar. Transmissão da Record e da Rede Vida, para quebrar o monopólio da Globo. Seria emocionante, com certeza. Muito mais do que acompanhar, a distância e em vídeo taipe, o confronto sueco entre Brasil e Equador, ou ao empolgante duelo entre a amarelinha e o combinado do Kuait.
O maior problema é que um Brasil não conhece o outro. Achamos o máximo poder acompanhar a todos os jogos do campeonato holandês de futebol. Não sabemos os oito times que estão classificados para a final da Série C. Louvamos a qualidade técnica do jogo Palermo x Chievo Verona. Não sabemos o sabor do cone de creme servido nas tardes da Javari, nos clássicos do Juventus da Mooca. O maior problema é que estamos ficando cada vez mais ridículos, mais idiotas. Os estádios europeus são de primeiro mundo, não há alambrados. Então, vamos transmitir aos jogos do campeonato escocês de futebol.
Sejamos ridículos. Quem topa assistir à estréia do Romário no Tupi?????
10.10.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h53
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Cadê????
Bolonistas cansados e inativos...
Será que cansamos do nosso diário? Será que a decepção da Copa arrasou os espíritos criativos? Ou será que a tão decantada campanha do Alvinegro de Parque São Jorge vitimou os ânimos alheios?
O fato é que uma semana e o diário nada tem de novo. Ressaca eleitoral? Todos esperavam que o primeiro turno encerrasse o trem. Porque, aí, todos teriam as mentes voltadas única e exclusivamente para o torneio nacional de futebol.
Paciência. Temos um segundo turno e o Timão insiste em ficar na Zona do Rebaixamento. Mas o Galo, o Clube Atlético Mineiro, o campeão do Gelo, é líder da Série B, abrindo vantagem e sonhando com a volta.
Portanto, há notícias boas no front. Na Série C o Ferroviário, o simpático Ferrinho, ganhou do Barueri. O time paulista tem o distintivo mais feio de todos os tempos. O Brasil de Pelotas perdeu, em casa, para o Vitória da Boa Terra. O glorioso Bahia, de Charles e Bobô, perdeu do Criciúma. E, por fim, o Treze de Campina Grande sapecou 2x0 impiedosos contra a empáfia do Ipatinga. Em Campina Grande, bolonistas, há o “Manoel da Carne de Sol”, um restaurante divino. Recomendo. A Paraíba tem que ter um time na série B!!!!
Não estou muito bom de texto não. Mas, me agonia ver o diário entregue aos comentários passados. Entre uma cerveja e outra aqui na Praça Dom José Gaspar, eu e o Caubas nos perguntamos se o Leão é de fato tudo aquilo que ele pensa que é. E o fato é que Obina faz goles bonitos. Enfim, nosso Diário merece linhas novas.
Acho até que o Flu pode cair para a Série B. O time é ruim, está sem sorte e o PC Gusmão me parece um pouco falastrão. A Ponte Preta também tem se esforçado para cair. Mas o São Caetano, o Fortaleza e o Santa Cruz me parecem companhia certa para o Marília em 2007.
Marília cheira a bolacha. Me deu fome. Paro de escrever. Onde estarão os Bolonistas????
09.10.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h03
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