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Cenas que gostaríamos de ver...
Da agência estado...
RIO CLARO - Um jogo de futebol não precisa de muita coisa para ser disputado. Basta apenas uma bola, que pode ser das mais variadas formas. Nesta quarta-feira, em Rio Claro (SP), o árbitro Paulo Roberto Ferreira, deu o início do jogo sem ter a bola no centro do gramado. A partida foi entre Rio Claro e Grêmio Barueri, que terminou empatada por 2 a 2, no Estádio Schimitão, na abertura da quinta rodada do Campeonato Paulista da Série A-1.
Às 16 horas, Ferreira se dirigiu o centro do campo e esqueceu de levar a bola. Mesmo assim, levantou os braços para dar início ao confronto, recebendo vaias e apupos da torcida que o chamou de “burro”. Na falta de uma bola no centro do gramado, duas foram atiradas ao campo por cada banco de reservas.
Em campo, o empate foi justo. O Rio Claro evitou sua quarta derrota seguida e agora soma quatro pontos. O Barueri conseguiu seu segundo empate fora de casa e soma dois pontos na tabela.
Mas o time da casa teve todas as chances para vencer, porque chegou a abrir a vantagem de dois gols. O primeiro saiu aos 40 minutos, quando Luciano passou por três adversários e tocou na saída do goleiro. O time de Barueri ameaçou reagir no segundo tempo, mas num descuido da defesa o Rio Claro ampliou, de novo, com Luciano, aos 16 minutos.
O Barueri se atirou ao ataque e na base do entusiasmo chegou ao empate nos últimos minutos. Thiago Umberto diminuiu aos 42 minutos com um chute forte e empatou, aos 47 minutos, com o zagueiro Anderson Marques.
Escrito por Jubas às 18h36
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The Addams Family

Escrito por Demas às 09h01
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De joguinhos e jogões
Não sei se os bolonistas assistem aos campeonatos europeus. Se não assistem, nada perdem. Na virada do ano, um canal por assinatura passou hora a hora, os principais jogos do Espanhol. Os jogos são um horror. Os técnicos são medonhos e os times são totalmente sem imaginação. Talvez, façamos uma exceção ao Barcelona. Mas, o resto, inclusive o Real Madri, é a manifestação de como se pode ser medíocre com um caminhão de dinheiro para comprar jogador. O Bétis, por exemplo, aquele mesmo que brigou com o Ricardo Oliveira e o fez sair do time, jogou contra um Zaragosa da vida com um único atacante, o Edu (ex-São Paulo). Aí, o Edu pegava a bola, driblava um, dois, e perdia na vinda do terceiro zagueiro. Ninguém ara companhar o Edu quando a bola sobrava porque o técnico do Betis joga totalmente atrás. O cara jogou sozinho e o Betis perdeu. Merecido. Não é à toa que está para cair. E merece cair. Vi um jogo do Celta, com o Fernando Baiano (ex-Timão). O time é um horror, uma baita retranca e o Baiano é o herói da equipe. Ele fez um gol bonito, é verdade. Mas o outro gol do Celta (contra o Atlético de Madri, se não me engano), foi uma falha bisonha do goleiro (dessas de dar vergonha ao chegar em casa). “Como é que esse é um jogo de 1a divisão?”, pensei.
Agora, triste mesmo foi ver o Robinho no Real Madri do Capelo. O Capelo pôs o Robinho de ponta-esquerda. Genial no Santos, Robinho tem que jogar fixo no Madri. Parado, na ponta. Ainda volta pra buscar a bola e marcar. Acho que por ter de seguir à risca os mandos do Capelo, Robinho ficou meio sonado: errou bolas bestas, tocou muito de lado, bateu pra fora boas chances de gol. Robinho está irreconhecível no atual Madri. Lembrou o Alex (ex-palmeiras e Cruzeiro) nos dias em que ele era o “Alexotan” e se apagava do jogo. O pior é que o Madri ainda ganhou do medíocre Mallorca com um golzinho de falta. O Mallorca jogou com o atacante Maxi Lopez, aquele argentino de rabo de cavalo que jogava com o Ronaldinho no Barça quando o Eto´o se contundia. Pude ver claramente a diferença entre jogar com o Ronaldinho e com um bando de zés ninguém. No Mallorca, o Maxi não joga um quinto do que jogou no Barça. Ele é aquilo que definia o Neto nas transmissões da Band: “É a barbie mesmo”. O Madri ganhou do Mallorca por 1 a 0, gol de falta do Reyes (que pôs Ronaldo no banco) e Capelo está disputando a liderança do Espanhol. Nada mal para quem era campeão na Juventus, ganhando de 1x0 dos Siena e Empoli da vida.
E por falar nesses times, e o Campeonato Italiano?! No passado, qualquer Cagliari ou Bari tinha craque. O Bari teve o João Paulo (ex-Guarani). O Cagliari foi onde despontou o belga-brasileiro Oliveira. Jogava muito. Hoje, o Italiano parece uma grande segunda divisão com times prá lá de meia sola. O “craque” é o Amauri, de Carapicuíba, ex-Palmeiras, que joga no Palermo. Mas, Amauri se contundiu e o Palermo estacionou. Empatou com o Reggina. Vi Milan e Reggina. O Milan parece uma casa de aposentados, com Cafu, Maldini, Costacurta. Só falta do Baresi. É um time previsível que depende de lances de Pirlo e Seedorf, além das subidas de Kaká. O Reggina perdeu uns três gols feitos porque não tem atacantes (os técnicos põe meia-atacantes para jogar na frente). Um horror. Os grandes times da Itália estão um engodo. A Inter reclama do Adriano, mas o resto do time só sabe tocar de lado. A Roma é um retrato mal feito do time campeão de 2002, com o Totti mandando e desmandando. A Juve continua ganhando de 1x0, mas, agora, na segunda divisão. Nada parecido com a Juve "globetrotter" de Viali e Ravanelli, do Milan do trio holandês, da Sampdória de Toninho Cerezzo, do eterno Napoli de Careca e Maradona.
E no Brasil? Bem, temos que reconhecer que os jogos daqui são infinitamente melhores. Qualquer jogo da Copinha bate o Espanhol e o Italiano juntos. Vi Santos x Fluminense do Piauí. Foi épico! O Santos esbarrou no azar e em defesas milagrosas do time do Piauí que ainda abriu o placar com um golaço – um petardo no ângulo oposto do goleiro, vindo daquele canto que fica entre a lateral e a linha da grande área (onde Careca meteu um golaço no Fluminense do Rio no Brasileiro de 86). A comemoração do Fluminense do Piauí valeu o ingresso. Os caras choraram em campo. Felicidade total para quem veio de tão longe e vencia o time de Pelé. Mas, o Santos empatou faltando dez minutos pros 45 do segundo tempo e o fim do jogo foi de deixar o coração na boca. Jogadores desesperados pela bola. Nada de restaurante chique após o jogo. Os caras jogavam a vida toda naqueles 90 minutos. A primeira e, talvez, única vez em que seriam transmitidos pela televisão. Desesperados pela bola. Santos x Flu-Piauí foi o melhor jogo do ano até aqui. Talvez porque eu tenha perdido a estréia do Juventus da Mooca no paulistão. Três a zero no Rio Branco de Americana. Me contaram que foi um jogão.
Escrito por Jubas às 18h41
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De divãs e "alka seltzer"
Bolonistas Existenciais....
Nunca é fácil curar a ressaca. Ressaca é algo daquilo que se fez demais. Daquilo em que nos entregamos. Um copo, ou vários, de cerveja. De entorpecer. A ressaca da entrega ao trabalho, ao partido, ao torresmo. Insistem em dizer que a ressaca se cura com remédios para o sistema gástrico. Esquecem das ressacas reais, aquelas que existem sem o torpor do álcool, da marijuana, da intenção pelo entorpecer.
Segunda feira, inevitavelmente, é dia de ressaca. Os mais lúcidos desconfiam que umas doses no domingo podem interferir no ritmo do trabalho. Não bebem. Não sou lúcido. Mas tenho a devoção dominical às mesas redondas. O que não falta na telinha são as mesas redondas de domingo. De todos os tipos. Infelizmente, quase todas iguais. Como ser diferente numa mesa redonda? Como se falar sobre o futebol sem ser repetitivo, sem exaurir cada detalhe da penalidade não dada, da polêmica do cartão vermelho, do impedimento não marcado? Mas me entrego, como que querendo esquecer do resto. A tabela de classificação, decorei. Os goles da rodada, vi todos. Madrugada e o teipe de um jogo da Copinha. O relógio insiste em avançar. Para a revolução, desconfio, teríamos que destruir os relógios e renovar o tempo. A insônia virá. Certeira. Como a ressaca.
Adolescente, curava um pouco da ressaca com outra garrafa de cerveja, logo cedo. Meu fígado era outro. E minha cabeça não doía tanto. Hoje, leio os periódicos de esporte. Cadê as notícias sobre o jogo? As mesmas notícias requentadas da noite, das mesas redondas. Será que minha mesa lá do escritório não poderia se arrumar sozinha? Definitivamente, não. Não há periódicos para ler sem culpa. Não há informação que não carregue aquela tinta de resignação, aquele tom de ansiedade e de sucesso, aquele querer ser o que os outros são, aquela sensação da vitória a qualquer custo que só depende de nossa iniciativa, brava e correta livre iniciativa. Mas as ressacas não são feitas para que nos deixemos levar por dramas existenciais. Hoje é segunda feira. Segunda, dia útil. O relógio está lá. O calendário também.
Alguns dirão que seriam as férias o remédio para esses males. Tenho dúvidas. Queria alguma grande contratação, na verdade. Queria o Raí e o Zé Sérgio no mesmo time. Queria o Oscar fazendo dupla de área com o Lugano. Os assuntos que se misturam atrapalham a vista, mas, estranhamente, mostram que estou com o saco repleto. Dos periódicos, do calor infernal desta cidade maluca. Das notícias moribundas. Queria andar com meu pai por aí, falar do jogo de domingo, se ele quisesse. Queria não ter a segunda depois do domingo. Queria, muito, dizer sobre outras coisas. A ressaca vai ser dura hoje, desconfio.
Mas, de fato, escrevi essas milongas só para afirmar que o Tricolor resolveu que em 2007 não precisamos mais jogar futebol. Precisamos é de goles bonitos para nos animar. Foi assim que Hugo deu o genial passe de letra para o Aloísio na quarta feira. Foi assim o gol de Júnior. Foram assim as defesas do Imortal. Inventamos cada coisa para falar de futebol, não é mesmo?
22.01.07
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h15
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Lições de vida
SE VOCÊ FOR TATUAR O ESCUDO DO SEU TIME NAS COSTAS, VERIFIQUE PARA QUE TIME TORCE O TATUADOR
Jovem pede escudo de time, mas pênis é tatuado
A tatuagem de um jovem torcedor do Boca Juniors virou caso de polícia na cidade de Concepción del Uruguay, na Argentina. O menor saiu para gravar o escudo da equipe de futebol, mas o tatuador desenhou em suas costas um pênis e dois testículos.
» Opine sobre o caso
O jovem contou que o tatuador não tinha um espelho, por isso só constatou o erro quando chegou em casa e mostrou o desenho para seus parentes, informa o Terra Argentina.
"O local onde o jovem foi é uma residência de gente que não se dedica à atividade da tatuagem, e definitivamente não é gente de bem", disse uma fonte da polícia. De acordo com as autoridades, o desenho foi realizado com instrumentos rudimentares, como os utilizados em presídios.
Indignado, o jovem fez uma denúncia à polícia da cidade e entrou com uma ação judicial contra o tatuador. A Justiça já confiscou equipamentos de tatuagem na casa indicada pelo jovem.
Escrito por Zecão às 13h48
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Ao menos no futebol de botão...
O jogo parecia perdido. O Benfica mandava com três a zero na frente. Simão, Mantorras e Nuno Gomes jogando muito. Então, Ronaldo pegou a bola da intermediária, e partiu rumo à área adversária. Quando todos pensavam que ele iria entrar driblando: um chutão. Bola no alto. Na rede. Benfica 3, Real Madri 1. O primeiro tempo acabou e, no segundo, outros dois chutões de fora da área do mesmo Ronaldo empataram tudo: 3 x 3, no apito final. O Gordo ainda mandou uma na trave no minuto final. No jogo seguinte contra o Penarol, pênalti para o Madri e Ronaldo se prepara para bater. Pra fora. Na seqüência do jogo, o argentino Delorte abre o placar para os uruguaios. A má fase voltaria? Ronaldo acerta mais dois chutões de fora da área. Golaços. Dentes brilham nos campos de madeira. Robinho completa com um golaço, no cantinho do goleiro e Beckham bate sem ângulo para fechar o placar. Ao menos no futebol de botão, os craques sobrevivem. Seguem os resultados dos primeiros grupos do Mundial Interclubes de Botão:
Grupo 1
Penarol 2x2 Benfica
Benfica 3x3 Real Madri
Penarol 1x4 Real Madri
Grupo 2
River Plate 2x1 Fiorentina
Bayern Munique 5x0 Fiorentina
Bayern Munique 4x1 River Plate
Grupo 3
Juventus 2x1 Sampdoria
Internazionale 4x0 Sampdoria
Internazionale 3x1 Juventus
Artilheiros: Ronaldo – 5 gols, Makkay – 4 gols, Adriano – 2 gols
Classificados para a próxima fase: Real, Bayern e Inter.
Escrito por Jubas às 18h41
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É DE LASCAR...
Jogador malandro se passa por Pena no Sul Edu Bala chegou ao Veranópolis dizendo ser o ex-atacante de Botafogo e Palmeiras
Fonte: Clic RBS PORTO ALEGRE - Pensando no Gauchão 2007, o Veranópolis queria um reforço de peso e o nome escolhido foi o do atacante Pena, de 34 anos, que já passou por Europa, Botafogo e Palmeiras. Mas os gaúchos levaram gato por lebre. Quem apareceu foi Carlos Alberto Gonçalves, o Edu Bala, que já tinha jogado no clube em 2005, mas envernizou a cara-de-pau e se apresentou como Pena. A mentira durou menos de uma semana já que ele chegou na sexta-feira da semana passada e, nesta quinta, foi despachado para bem longe.
Bala prestou depoimento na Polícia Civil, mas acabou liberado, já que apresentou os documentos corretos, mentiu somente o apelido, o que, para a polícia, não é falsidade ideológica. Desde que passou a atuar no Confiança, de Sergipe, seu último clube, Bala passou a usar o apelido de Pena. Esta foi a justificativa dada ao Veranópolis. O jogador e seu empresário tiveram que devolver os R$ 4 mil investidos pelo clube.
– Ele treinava de boné enterrado na cabeça, afastado dos demais. Contava sobre a sua vida como se fosse o verdadeiro Pena – lembra Gilberto Generosi, presidente do Veranópolis.
Edu Bala deixou a cidade na manhã desta quinta. A comissão técnica acompanhou o jogador até a rodoviária e só deixou o local depois que o ônibus deu a partida, para ter certeza que o gaiato não ia aparecer para treinar escondido no dia seguinte.
Escrito por Pedrão às 11h16
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Ainda sobre o melhor dos volantes...
Bolonistas clássicos e populares,
Todos sabem que o Deco é um pouco brega. Pois bem, enquanto discutíamos sobre Souza e Reasco e o melhor dos substitutos para Mineiro, cantarolamos um clássico de Fábio Jr., talvez o maior dos clássicos do Príncipe dos Anos 80: “20 e poucos anos”. Pá e pum, o assunto virou outro. Ambos os Bolonistas gostam mesmo da versão original, com falsete. Mas o Ogro prefere a versão do Raimundos, vai entender...
Fábio Júnior foi, ou é, um centroavante comum. Chegou a brilhar no Cruzeiro e teve alguns bons jogos em outros times e até na seleção. Foi péssimo no Palmeiras. Roberto Carlos foi um bom lateral e hoje é um dos maiores falastrões “ex-jogadores” em atividade do planeta. Capello gosta de Roberto Carlos, vai entender... Mas o fato é que o lateral teve seus grandes momentos no União de Araras, o que não é pouco.
O Rei, o original, também tem suas músicas gravadas por outros. Na verdade por todos os outros. Mas quase sempre as versões originais são incontestes. Ok, tem a Elis cantando as estradas de Santos. Tem aquele discaço da Bethânia. Tem aquele cover do Barão Vermelho. O Rei é o Rei. É mais fácil encontrar coisas boas do homônimo do lateral do que do homônimo do centroavante. Apesar de irritantemente irritante, o lateral foi melhor e muito mais importante que o atacante.
Odvan, um clássico da zaga do Vasco, também é uma homenagem ao Rei. Fico imaginando se há outras homenagens ao Fábio Jr.: Um meia de nome “Giramundo”? Desconfio que não.
Mas essa marola toda tem alguma razão? Ou é só para escrever qualquer coisa no diário? O Ogro ficou irritado com nossas opiniões sobre Souza e Reasco. Para o argentino o melhor seria uma grande contratação.
Será que existe algum volante de nome Buarque?
11.01.07
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h16
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Homenagem ao Frank
Perdi a comemoração do aniversário do Franklin, mas deixou aqui essa homenagem ao campeão de público de 2006...

Escrito por Jubas às 14h28
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PARABÉNS FRANK
Que você mantenha sempre esse seu bom-humor sobrenatural.
Que a sua vida seja maravilhosa pois, com o perdão da pieguice, você realmente merece.
Que o Bella continue sendo a casa de bons amigos (como sonhar não custa nada, quem sabe com outra marca de chopp)
E que o GALO continue sendo sempre forte e vingador!!!

Escrito por Ogro às 17h37
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Um Outro Filme
Bolonistas da Tela Grande,
Não vejo a menor graça nesta primeira fase da Taça São Paulo de Futebol Júnior. Antigamente, não. Lembro de ir com meu pai para ver Internacional e Portuguesa no Canindé, numa das Taças de Antigamente. O ingresso era nada, bastava pagar o metrô, descer na estação Armênia e lá estávamos. Os jogos eram legais e era uma boa diversão. Fui ao estádio do Nacional ver o Tricolor e na Javari, ver o Fluminense. Mas na Taça de Hoje, oitenta e oito clubes disputam o torneio. Repito: Oitenta e oito. Que graça tem esta primeira fase?
Janeiro sem futebol diminui muito as possibilidades de conversas ludopédicas. De uns tempos para cá os times não fazem nenhuma contratação bombástica, não há dinheiro nem lucidez. Portanto, o que nos resta são os nossos campeonatos de botão.
Comprei noutro dia uns doze times de botão, daqueles da Gulliver. Peguei o surrado Estrelão e lá imagino que teremos boas pelejas. São os quatro grandes de São Paulo, os quatro do Rio, os dois de Minas e os dois do Rio Grande. Rende boa diversão. Na divisão dos grupos, quatro com três times cada: um carioca, um paulista e o outro time de Minas ou do Sul.
Desenhando as tabelas do campeonato e preparando o sorteio me dei conta de um fato importante e que deixara escapar.
Lá pelos idos de dezembro, Massoneto, o preciso, fez indicação de um filme: “O ano que meus pais saíram de férias”. Tá lá, na mesa do Estrelão estão várias memórias. Impossível não comentar o belo filme.
Não. Não se trata de uma obra requintada, prima, uma revolução no mundo do cinema. Não, ninguém quer o Oscar, ninguém quer colocar o filme em galeria ou tecer teorias estéticas, arquétipos e estilingues. Definitivamente, não são esses os escopos. Mas o filme é sobre futebol de botão. Em sentido amplo. Os pequenos jogadores e as nossas memórias mais distantes, e por isso mesmo quase sempre as mais deliciosas. O filme tem aquele sabor de café com leite e pão fresco das manhãs antes de irmos para a escola. Tem o cheiro do primeiro flerte. Tem gosto de saudade, temperado com uma esperança que a “real politique” e o Lula fazem questão de propagar o óbito. O filme conta um pouco das mazelas da ditadura, é verdade. Mas a síntese do filme é outra, é o jogo de futebol de botão e é o menino que queria ser goleiro. É a saudade, o carinho e a perversão do mundo dos adultos.
Polindo os jogadores e o campo do jogo, pensei: “Bem que os adultos de plantão poderiam reorganizar as tabelas da Taça São Paulo... Ia ser legal levar os meninos ao Canindé...”.
Aos Bolonistas, levem os lenços, mas não percam o filme.
09.01.07
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 16h58
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Ao Demas...
Para quem tem a mesa, vale dar uma checada no site do Edu Botões (www.edubotoes.com.br) que faz times e jogadores personalizados.
 CCCP - Cód:pe108 |
 São Paulo - Cód:pe107 |
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Escrito por Jubas às 16h37
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Déjà vu.
Dia 04 de janeiro deste novo ano. Folha, página D3. Lavra: José Roberto Torero. O título: "A Melhor Coisa de 2006". Vamos lá.
"A melhor coisa de 2006, caros amigos, foi o Brasil vencer a Copa do Mundo da Alemanha!
(...)
Nós, torcedores, ainda sonharemos muito com este jogo contra a França. É bem verdade que a turma de Asterix até poderia ter aberto o placar naquela cobrança de falta em que Zidane colocou a bola na direção de Henry. Mas Gilberto estava atento e evitou o pior.
Aliás, falando em Zidane, ele fez uma péssima partida, sendo muito bem marcado por Gilberto Silva e levando um humilhante chapéu de Fred. Pior que isso, só mesmo a cabeçada em Lúcio, que causou sua expulsão. Um triste fim de carreira para o melhor jogador da história da França.
Enfim, foi uma vitória épica, e o gol de Ronaldinho Gaúcho, aquela mágica bicicleta, será exibida em videoteipe até o fim dos nossos dias.
Depois veio a final contra a Itália, que, para muitos, era a favorita. Mas as pedaladas de Robinho em cima de Cannavaro logo no início da partida desmoralizaram a Azzurra. E o gol de Kaká, sob as pernas de Buffon, acabou de vez com qualquer esperança dos italianos.
Vale destacar o sangue frio de Ronaldinho, que, mesmo provocado todo o tempo por Materazzi, apenas ria das provocações inimigas e acabou por vingar-se com aquele belo gol de falta, cometida, ironicamente, pelo próprio Materazzi.
Ah, que inesquecíveis 2 a 0!
Estava escrito que nós seríamos os campeões do mundo."
Sei não, mas acho que já vi coisa parecida por aí. Sei não, sei não.
Escrito por Demas às 10h28
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Ano novo: velhos amores.
As festas que fecham a conta dos anos sempre me deixam um tanto incomodado. As confraternizações, os amigos secretos, as dádivas, os votos, tudo me parece compulsório demais. Não há o frescor da botecada improvisada e despretensiosa. "Tá onde?", "Em casa", "Tumá uma?", "Agora", "Então liga pro Zé".
E, credo, há os reencontros. Como me constrangem os reencontros com velhos conhecidos, sejam primos de terceiro grau ou ex-colegas de segundo grau. "Casou?", "Ficou careca", ‘Virou PM?", "Padre? Não acredito".
E foi justamente um reencontro, desses de fim de ano, o fato mais marcante nesta virada. Ainda estou como suspenso, feérico.
Não sei bem quando a conheci. Acho até que não a conheci, por assim dizer. Da mesma forma que não conhecemos nossos irmãos: eles sempre estiveram lá. Pois ela sempre esteve lá. Sempre.
Busco uma memória de infância sem ela e não aparece nada. Ou estava com ela, ou ela era parte de minha paisagem, coadjuvante perene de minha meninice.
Acompanhou-me até os primeiros momentos da pré-adolescência, quando a abandonei, prisioneiro que fui da burrice que assola moleques dessa era. Por que eu a abandonei? Acho que foi por conta das garotas do colégio, de minha insegurança ou das mudanças hormonais. Não sei direito hoje, olhares voltados até duas décadas atrás. Sei que a abandonei e nunca mais a vi.
E me arrependi, como ainda hoje faço quando abandono alguém.
Pois a reencontrei no segundo dia deste novo ano.
Meu Deus, como estava linda. Crescida, madura, linda, linda. E como a amei novamente com o mesmo amor, pois sabemos nós, homens, que nossos amores nunca morrem: descansam ausentes até que algo renove a velha chama.
Estou neste momento resgatando com ela antigas memórias, velhas histórias, algumas vitórias e muitas derrotas. Que falta, que falta me fazia.
Não a abandonarei mais. Jamais. E convido todos os bolonistas a curtirem meu reencontro e a torná-lo seu também. A mesa está lá: tamanho oficial, sobre cavaletes. Travezinhas morumbi. Quadradinhas.
Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Demas às 10h18
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Há anos que começam em despedidas...
Escrito por Jubas às 17h44
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Novena de Ano Novo
Bolonistas do novo ano...
Quando não se tem futebol, qual é o tópico? Do Lula, só torço, mas não quero falar, opinar e nem sequer confiar. Só torço. Do Iraque? Que meleca aquilo tudo... Da renovação do contrato do Mineiro? Opa... trata-se de assunto relevante. Mui relevante.
Mineiro é a jóia do meio campo tricolor. Não ficará, pelo jeito. Deve mudar de ares e de time. Não sei se por lá será tão feliz. Sentirá saudades de Josué, provavelmente. Mineiro merece ser feliz e desconfio que não será vestindo outra camisa. O manto, o número sete, que já foi do genial Muller, cabe bem no melhor dos volantes tricolores.
Mas o futebol é assim. Desde os primórdios. A difícil arte da renovação dos contratos. A árdua tarefa de colocar novos desafios. Alguns tentarão discordar, mencionarão Pelé e o Santos. Eu sempre acho que a exceção faz, mais até do confirmar, a regra. Outros dirão de Rogério. Mas Rogério é imortal e reconheceu a imortalidade. O reconhecimento da imortalidade transforma o manto em pele. É um caso raro de coisa divina, não afeta aos mortais.
Mineiro fez o gol do terceiro título. Um golaço. Nossa vida depende um pouco daquele título. Dramático? Só quem sabe o que é ser três vezes campeão do mundo pode reconhecer a dramaticidade, a vitalidade, a importância e a necessidade do caneco. Os tricolores quando fecham os olhos lembram da perfeita parábola da bola de Raí no gol de Zubizarreta. Do calcanhar magistral de Muller e a cara de parvo de Costacurta. E lembram, como se fosse ontem, do lançamento de Aloísio Chulapa, da bola de Mineiro e do gol. E do título. Não há nada mais a dizer sobre Mineiro.
Será que desejamos que o sete seja feliz? Sim. A ingratidão não combina conosco. Mas, dói. Incomoda. Mas o volante merece ter o melhor dos destinos. Ouso, porém, um vaticínio: Mineiro seria mais feliz com o manto. Muito mais.
Aos bolonistas, um grande 2007. Ótimo. Aos flamenguistas, sorte. Aos corintianos, sorte. Aos atleticanos, sorte e fé. Aos tricolores, o destino, a quarta estrela e o quinto caneco nacional. Este é o desejo. Que se realize, então!!!
03.01.07
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 13h02
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