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Ajax vs. Helmond Sport
Golaço de pênalti: há?
Para os crentes, vos digo:
Esqueçam Djalminha. Esqueçam Zidane na final. Esqueçam, solenemente.
Johannes Hendrikus Cruyff eleva a coragem a um patamar impossível.
A genialidade é antes uma questão de coragem. Muita coragem.
http://www.youtube.com/watch?v=W1DUAS_pTO8
Escrito por Demas às 17h42
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Notas de Bs. As.
Deco: Torce para quem?*
Taxista: Argentino Jrs.
Deco: Ahn, onde começou o Maradona. Beleza. Como está no Clausura?
Taxista: Mal, muito mal.
Deco: Eu torço para o São Paulo, ele para o Corinthians.
Taxista: No Brasil, me encanta o Goiás. Sempre que pego o jornal procuro saber como está o Goiás. Não sei o nome de nenhum jogador, mas adoro o Goiás.
***
Caubas: Deco, pergunta para ele por que o Pekerman tirou o Riquelme no jogo contra a Alemanha na Copa.
Deco: Por que o Pekerman tirou o Riquelme no jogo contra a Alemanha na Copa?
Taxista: Porque o Roman não joga bem em jogos decisivos, ele treme, sabe como é, muito dinheiro, muito dinheiro.
Caubas (meia hora depois, no elevador): Sabe por que o Pekerman tirou o Riquelme naquele jogo?
Deco: Por quê?
Caubas: Porque é uma besta quadrada.
***
Caubas: Torce pra quem?
Taxista: Para o Boca, mas eu sou uruguaio.
Caubas: E no Uruguai, torce para o Peñarol?
Taxista: Óbvio.
***
Taxista (para o Caubas, vestindo a camisa do Boca Jrs): Bostero, ahn?
Caubas: É, torço para o Corinthians no Brasil. Aqui sou Boca.
Taxista: É, agora voltou Roman. Vamos ver.
Deco: E como ele foi contra o Rosário?
Taxista: Foi mais ou menos, sabe como é, quando o Roman acorda bem, ninguém consegue tomar a bola dele, sempre cria umas cinco ou seis oportunidades de gol. Mas é sempre preciso saber se ele acordou bem.
***
Garçom (cochichando no meu ouvido): Fala Maradona.
Mesmo garçom (a um grupo de outros garçons, almoçando em uma mesa): Ei, pessoal, ouçam isso aqui: brasileiro, quem foi melhor, o Pelé ou o Maradona?
Deco: Maradona, é claro.
***
Deco: Eu acho que a Argentina tem o melhor "Um-Dois" do mundo.
Pedro, dono da Taverna Baska: Ah, mas o Brasil não tem jeito, joga sempre da mesma forma, é irritante.
Deco e Caubas: Bem, é...
Pedro: É foda, o jogo tá 2 a 0 contra o Brasil e vocês vão lá: pin pan pon gol. Filhos da puta, como foi fácil! Passa um pouquinho e pin pan pon outro gol. Filhos da puta!!!
***
(Não ouso contar a história do Caubas com a camisa do Boca passando pela Imigração Argentina. Ah, o funcionário da Imigração era torcedor do River)
*Tradução livre do portunhol original
Escrito por Demas às 16h46
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De palavras chulas precisamos
Bolonistas fulos...
Não me entendam de forma equivocada. Mas, sinceramente, há nos ares certo fastio em relação aos jogos de futebol deste verão. Talvez haja uma overdose televisiva, talvez haja certa ressaca cívica. Desconfio, porém, que a razão é outra: O nosso país perde o encanto, dia a dia.
O pior dos males da modernidade pragmática é que não se permite mais querer algo que não seja o campeonato, um ensaio fotográfico na Ilha de Caras e uma noite no Programa do Jô. Um pouco patético. Mas tem sido assim. Os esquemas táticos são quase sempre repetição monótona. Trata-se do rombo as contas públicas, da crise na Previdência, da taxa de juros e da necessidade de controlar o ímpeto inflacionário. Sem contar a hipocrisia atávica, cada vez mais fumegante.
Os técnicos colocam a culpa nos árbitros. Os árbitros nos técnicos. Mas a CBF nada tem com isso. Os dirigentes culpam os investidores. Os investidores culpam os dirigentes. O que mais irrita é que em qualquer lugar do centro de São Paulo encontramos locais para as apostas no jogo do bicho, em plena luz do dia, com os apontadores conhecidos e com os resultados afixados em grandes lousas verdes, todas lindas. Mas o jogo do bicho ainda é proibido, sei lá por qual insondável razão. Provavelmente o bicheiro não quer prestar constas de seus negócios. Provavelmente o Estado paralelo não quer perder sua fonte de renda, uma espécie de tributo não ortodoxo, mas absolutamente comum e secular. Deslavada e sórdida hipocrisia.
Assim também com os cambistas. Tentar comprar ingressos para os nossos jogos é uma tarefa estúpida. Temos que levar carteira de identidade, compramos poucos ingressos para não sermos confundidos com os atravessadores. Somos todos uns idiotas. Os cambistas estão lá, vendendo os locais, os ingressos e os sonhos. De uma boa partida de futebol. De um bom show. É quase um crime comprar um disco em loja, o preço é uma loucura. Mas... na banquinha ao lado da “megastore” podemos comprar toda uma coleção de clássicos por míseros dez reais. E dizem que as gravadoras são contra a pirataria. Somos todos uns idiotas. É o que somos.
O país perde o encanto, lentamente. Não tão lentamente assim. E o pior é que nem para escolher novos ministros temos tido sorte. De fato, o futebol neste verão tem causado fastio. Que se fodam todos!
Alguém aí sabe quando começa a Nossa Copa do Mundo versão 2007?
27.02.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 10h08
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São Paulo cai no grupo do Manchester
Ainda era o primeiro tempo e o jogo estava 4 a 0. Dois gols do Leandro (um deles furou a rede), outro do Aloizio Chulapa e um chutaço no ângulo, desferido pelo Souza. Nem parecia o time da estréia, quando o São Paulo perdeu da Roma. 1 a 0, gol de Montella, o “aeroplanino”. Contra a Roma, foi um jogo cheio de bolas na trave, daqueles que a bola teima a entrar. Venceu o oportunismo de Montella, aos 39 do segundo tempo, e a comemoração que lembrou Careca contra a Polônia na Copa de 1986. E não venham dizer que a Roma não mereceu. No jogo anterior, a Roma já vencia por 2 a 0 (Totti e o eterno lateral Panucci), quando o Manchester iniciou a reação. Primeiro, foi Giggs, com um cruzado monumental. Depois, a garra de Rooney, chutando enquanto batia nos zagueiros. E, para o espanto de todos no estádio, Cristiano Ronaldo fez um gol olímpico. Teve aquela ajudazinha involuntária da quina do goleiro, é verdade. Mas, gol olímpico é sempre inesperado, sempre genial. O Man United venceu por 3 a 2 e ficou de decidir a vaga contra o São Paulo. Um empate bastava. Mas, o tricolor metia 4. E coube ao Ronado português fazer o gol de honra no final do primeiro tempo. Chute rasteiro: 4 a 1. No segundo tempo, Muricy pediu para apenas tocar a bola. E o tricolor cozinhou o jogo, literalmente. Até o fim do segundo tempo, quando Alex Fergusson pôs o seu amuleto: o norueguês Soljskaer. E não é que o Soljs fez um golzinho perto dos 45 minutos finais, daqueles só para diminuir a derrota. Em seguida, chegamos àquele momento em que se a bola sair o jogo acaba. Foi quando Aloizio deixou para Leandro furar a rede novamente. Mas, ao invés da rede, Leandro bateu para a defesa de Van Der Saar. E ele deu um chutão pra frente. Cristiano Ronaldo tocou a bola entre Mineiro e Josué. Avançou frente a André Dias. E quando o zagueirão se aproximava para isolar a bola, o português antecipou-se e bateu para encobrir Rogério Ceni: 4 a 3. A vitória ainda era do São Paulo. Mas, pelo saldo de gols marcados, a classificação era do Manchester. Na seqüência, a bola saiu. Fim de papo. São Paulo eliminado. O que fazer?!
Confesso que fiquei mais triste do que o último disco do Damien Rice (principalmente naquela música em que ele pergunta à ex-namorada se ela escova os dentes depois de beijar outro sujeito). Mas, o futebol de botão é, na verdade, um esporte incontrolável! Imprevisível, mesmo se você jogue com os dois times, numa espécie de auto-análise. A gente acaba se traindo no íntimo de nossas próprias vontades. Ou, às vezes, as nossas vontades se mostram inexoráveis, impossíveis talvez. Temos que olhar no espelho e admitir a derrota. Para nós mesmos.
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Jubas às 17h54
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Nos outros grupos, grandes emoções:
O Boca empatou com o Milan no último minuto e arrancou a classificação contra o Torino.
E o Palmeiras virou para cima do Liverpool e fez a festa di San Gennaro contra o combalido Napoli. Aí vão os resultados...
Manchester 3x2 Roma
São Paulo 0x1 Roma
São Paulo 4x3 Manchester
Milan 1x1 Boca
Milan 2x3 Torino (surpresa!)
Boca 3x0 Torino
Liverpool 2x2 Napoli (empate valeu uma porção extra de mussarela para o bravo elenco
napolitano)
Palmeiras 4x3 Liverpool (virada incrível do Porção, com Edmundo jogando muito)
Palmeiras 4x3 Napoli (dá-lhe, porco! Ao menos no futebol de botão)
Com isso, as semifinais, ficaram assim...
Real Madrid, Bayern Munique, Manchester Utd decidem uma vaga na final.
Internazionale, Boca e Palmeiras decidem a outra vaga.
Vai ser uma loucura!!
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Jubas às 17h52
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Doce e Azedo
Bolonistas e a Segunda Feira de Cinzas...
Acabaram-se todas as desculpas. Uma a uma. Todas foram por terra. O ano de 2007 começou. Chega de blá-blá-blá, chega de lusco fusco. O negócio é que o nosso diário anda jururu com a falta de textos novos, com a ausência de malícia, com o estoque baixo de bobagens. O carnaval já foi, o Timão continua na draga e o Obina.... O Obina é rei.
A polêmica sobre os campeonatos regionais me parece falsa. O problema não é o campeonato paulista, o carioca, o mineiro ou o potiguar. O problema é o calendário idiota, o excesso de jogos inúteis e o cansaço da mesmice. Um bom campeonato regional, enxuto, com boa fórmula, poderia resolver muitos males. E os times pequenos e médios deveriam ter nos regionais importantes seletivas para os torneios nacionais. Os times das Séries A e B do Brasileirão, de fato, deveriam disputar somente as fases finais dos regionais. Os outros milhares de times do país poderiam disputar seletivas regionais. Não há como gostar de futebol sem a Ferroviária, o Assisense, o Central de Caruaru ou o 4 de Julho de Piripiri.
E o fato é que para o flamenguista a segunda feira deve estar doce, como mel. Vi o teipe do jogo. O Flamengo fez os dois jogos mais legais do ano, naquele empate com o Botafogo e no jogo com o Vasco. O Maracanã podia estar mais cheio, a Globo podia ter esquecido o Palmeiras e São Caetano que não acrescentava em nada à macarronada. Mas o Mengão parece redescobrir aquela química tão presente em outros times do rubro negro. A paixão por Obina, inexplicável aos olhos comuns, é daquelas coisas que tornam o futebol algo especial, nosso, cativo e fonte de todos os assuntos. E do lado do Vasco, apesar de tudo e do Eurico, há Romário. Que se lasquem todas as teorias que desprezam a busca pelo milésimo gol. Ainda que não chegue aos mil goles, ainda que seja a conta fácil, a conta malandra, Romário está lá em estado puro. Romário não joga pelos mil goles... Romário joga porque gosta. E fim de papo.
Outro fato é que para o torcedor do Sport Club o dia de hoje não tem nada de diferente do dia anterior, do outro dia anterior e dos outros dias anteriores. Estão acabando, lenta e gradualmente, com a velha química do Corinthians e sua torcida. Sobrarão os fanáticos e a burrice solapante, ignorante e farsante. O problema não é ter grandes jogadores, grandes times, grandes dinheiros. A arrogância, a prepotência e a sangria que mutilam o Parque São Jorge são daquelas coisas que desmontam o “nosso” futebol. Vira futebol de outrem, vira showbol, vira futebol americano, vira rúgby, críquete, futsal. Mas já não é mais o nosso futebol.
E o São Paulo... pois bem... em 2007 resolveram Muricy e sua trupe: Só golaço. E, agora sim, ponto final.
26.02.07
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 11h12
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Não vale a ordem era pra eu ter dito isso antes I'm easy like sunday morning
Know it sounds funny But I just cant stand the pain Girl Im leaving you tomorrow Seems to me girl You know Ive done all I can You see I begged, stole And I borrowed Ooh, thats why Im easy Im easy like sunday morning Thats why Im easy Im easy like sunday morning Why in the world Would anyboddy put chains on me? Ive paid my dues to make it Everbody wants me to be What they want me to be Im not happy when I try to fake it! No! Ooh,thats why Im easy Im easy like sunday morning Thats why Im easy Im easy like sunday morning I wanna be high, so high I wanna be free to know The things I do are right I wanna be free Just me, babe! Thats why Im easy Im easy like sunday morning Thats why Im easy Im easy like sunday morning Because Im easy Easy like sunday morning Because Im easy Easy like sunday morning
Escrito por Pedrão às 08h12
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Minha indignação hoje não fala por mim Vem com o carnaval Beth Carvalho foi expulsa Nelson nem tentou
A família não aceita ‘Inda assim não rejeita Mangueira eterna Sambamos todos
Aqui em Bahia Todos cantam Talvez certo Acho pouco
O povo feliz Votou Ganhou alguma ladainha Como o Oscar
Esse me fala Que Scorcese por esse Valeu! Choro!!!!
Tanta coisa bem vinda Quando fura Nego dá Pois é......
Cês sempre falam Oscar, Apoteose, Nunca quem vale É reconhecido Aqui “Quebra aê Quebra aê” Ou “cachaça!!!!” Todos os blocos tocam O mesmo...
Sinto saudade AÊ AÊ AÊ ÊÊÊ ÔÔÔÔÔÔÔ!!!!! Salve Salvador!
Essa terra táde final Não se tem mais respeito Nem carinho Tampouco esmero...
Não se dá mais valor Ao “Bola preta” Nem ao Ilê Que se foda a ciranda
Mas é isso aí Vamos nessa moçada É isso que me prende a vocês Sempre lindos!!!
Apesar das manguaças As besteiras Vocês carregam a dor Pois sem ela não existiria O amor!!!!!
Beijo grande E mais uma vez Foi mal A noite foi extensa.....................
E pra fala em sueco: ugnh thriud Vunhgh alkj
Escrito por Pedrão às 08h06
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E prá quem souber.... Unchain the colors before my eyes Yesterday's sorrows, tomorrow's white lies Scan the horizon, the clouds take me higher I shall return from out of the fire
Tears for remembrance, and tears for joy Tears for somebody, and this lonely boy Out in the madness, the all-seeing eye Flickers above us, to light up the sky
Unchain the colors before my eyes Yesterday's sorrows, tomorrow's white lies Scan the horizon, the clouds take me higher I shall return from out of the fire
Escrito por Pedrão às 07h59
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Pré Carnaval
Bolonistas foliões...
Outro dia mesmo estávamos no Bella e discutíamos o melhor jogo da rodada. Discussão acalorada. Tensa em alguns momentos. Entre um chope e outro, esperando ansiosamente a nova chopeira, entre argumentos colhidos aqui e ali, entre paixões clubísticas lá e cá, ficamos com a vitória do Ceará. 4x3 no Fortaleza. Castelão lotado e o Ceará fazendo coisas imodestas. Uma bela vitória.
O Franklin não aceitou bem esta definição do melhor jogo. Para ele, atleticano que só, era a estupenda vitória do Galo sobre a Raposa a nota mais feliz da rodada. Um time de quais muitos desconfiam foi lá e sapecou um 3x1 inapelável no Cruzeiro. Danilinho e Marcinho foram os heróis da peleja. Pela bola que jogaram. Posso estar equivocado, mas não vi volantes no Cruzeiro... Enfim, o Galo mereceu e o nosso atleticano tinha suas razões para considerar o feito mineiro o mais importante da rodada de domingo.
Evidentemente, na bola e no placar, Botafogo e Mengão fizeram o espetáculo mais insinuante. Vi o teipe do jogo e concordei com o Renatão: Fazia tempo que o futebol carioca não tinha um jogo tão legal. Goles em profusão, Dodô e Renato, Max e Bruno. O jogo foi ótimo, de tirar o fôlego. E o Fogão teve um gol anulado depois do empate!!! Era irrefutável, pelo placar, pela garra do Flamengo e pelo bom futebol do time do Cuca que este jogo despertasse as paixões do final de semana. Pedrão votou no clássico carioca, mas perdeu na votação final da escolha do jogo do final de semana.
Os votos decisivos para o jogo da rodada foram do Fernando, do Zecão, do Caubas, do Massoneto e o meu. O Juliano, o Deco e o Ogro votaram em outra partida. Lá pelas tantas, quase madrugada, o Deco, que estava puto comigo, perguntou: “Véio... porque que você votou no jogo do Ceará?” Na lata, respondi: “Estamos discutindo partidas de futebol. Recreio, passeio e olé é outro tópico.” O Deco sorriu, me deu um abraço e emendou: “De fato, o Aloísio é um Chaplin.”
13.02.06
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 16h06
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Que mesa!!!
O jogo mal começou e sofri um golaço da Holanda. A bola chutada de longe me parece por Rensenbrink. Não deu para ter certeza porque o time da Holanda veio sem numerações na camisa. Seria inconveniente se fosse qualquer outra seleção. Mas, a Holanda joga girando, ninguém sabe quem será o próximo a pegar na bola. Então, danem-se os números. E foi assim, girando, que a Holanda fez o primeiro gol. Chite de longe após troca de passe. A bola voou alta até o início da área. Depois, desceu repentinamente em direção ao gol. Bateu no pé da trave e 1 a 0. Um espanto!! Tanto que demorei longos minutos para empatar. No futebol de botão, cada minuto deve ser multiplicado por 4,5 para termos a comparação com o futebol de campo. Acho que foram uns 4 minutos. Quase um tempo inteiro, uma eternidade! Foi preciso o Sidnei tabelar com o Pitta e driblar o Kroll para fazer o 1 a 1, no cantinho. A Holanda tentou revidar com bons chutes do meio campo. É a especialidade do time, desde a Copa de 1978. Tem um gol que eles fizeram contra a Itália que por favor!! O Zoff comeu grama. Só não foi o mais bonito que o Zoff já tomou porque no jogo seguinte o Dirceu meteu uma curva antológica na bola. Ou teria sido o Nelinho? Enfim... Defendi o quanto pude a minha meta com o Rogério Ceni escalado no time tricolor de 1986. É isso mesmo: o Rogério já está eternizado entre os melhores dos melhores. Tiramos dois jogadores de cada time para que o jogo ficasse mais aberto no campo semi-oficial. Ao invés de dez na linha, oito. Para mim, foi uma decisão difícil. Na zaga, Oscar e Dario Pereyra rimam. É como aquele meio-campo dos anos 40 que, dizem, virou verso: Ruy, Bauer e Noronha. Nas laterais, Zé Teodoro e Nelsinho foram históricos com gols em clássicos e tudo. Acho que tirei o Bernardo só porque, depois, nos anos 90, ele jogou no Corinthians. No ataque, fiz um revesamento do qual Careca foi excluído. É impossível tirá-lo de qualquer time. Pois foi ele, Careca, que fez o gol da virada – um belo chute de cobertura. Depois, Careca acertou a trave de cima. E na seqüência, fez mais quatro gols. Isso mesmo! Quatro. E o adversário não era o Rio Claro mas, a Holanda de 1974-78. Holanda que descontaria com mais um gol no estilo Rensenbrink. Chute alto, curvado de fora da área. O técnico da Holanda era um cruzeirense simpatíssimo. Soube, depois, que ele era tio do dono do estádio e fui repreendido, de forma bastante amigável, por ter empreendido naquele jogo todos os conhecimentos adquiridos em 25 anos de prática botonista. O jogo não acabou antes de todos os tricolores do meio-campo para a frente fazerem o seu. Falcão, emprestado do time de 1985, fez do meio da rua. Pitta, de cobertura. Muller, com aquele toque na saída do goleiro. Dá saudades. E o Careca, para a curiosidade do treinador, jogou como o Aloísio no final do jogo. Pivô, servindo os atacantes, até o 11 a 2 final. Eu disse “onze a dois”?! Deveria ser repreendido por contar os gols, afinal, o jogo era amistoso. Era jogo de festa. Festa tão boa que assim que o juiz apitou o final, fomos correndo para cumprimentar o dono do estádio. Parabéns, Demas! A sua mesa é sensacional!!!
Escrito por Jubas às 19h05
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Foi mal moçada... Devia ter escrito isso antes... O festival de verão, aqui de Salvador, foi fantástico!!!! Só fui no sábado de Ben, o Harper! Cheguei lá achando que seria mais um Brasil e Antuérpia, mega produção e nada.... Mas foi Maraca, Morumba, Mineirão! Produção incrível, Tudo no lugar. Bob's, bar, posto médico, tudo perfeito. Era um belo começo de partida! Praibói que agora sou, segui pro Camarote VIVO. 90 pratas. Pra ver Ben, achei justo. Aquela euforia que precede o certame. O cara que era timbalada e que hoje se acha suficiente pra se chamar Carlinhos...OK!!! Depois Netinho, que hoje fica feliz por ainda chamarem ele. Parecia New kids. Ainda assim respeito a humildade. Ai fodeu! correria, empurrões, todo mundo querendo entrar na pista. Eu, como todos sabem, tranquilo, fui em paz. Aqui vale um parênteses ( ), à tarde, na TV, tinha gente dizendo que Ben era um "reguizinho bacana". Já fiquei puto. Pois, como todos sabem, sou tranquilo, nada radical. Voltando à vaca fria, começou. E ai, fudeu de vez!!!!! O certame parecia um Brasil 62(não sou louco de dizer 58) versus Brasil 70 ( não sou louco de dizer 82)!!! Tudo perfeito! Quando achavamos que iria ficar assim, pintou um tal de Juan Nelson, o baixista do Inocent Criminals, que durante 8 minutos, explicou o que se fazer com a bola. Pareceu que o Tim Maia tinha voltado tocando baixo (é o que todos gritavam). Veio "steal my kisses". Renatão você sabe! Era como o mengão entrando no maraca! O mundo caiu! Bom galera, poderia continuar os noventa minutos, mas acho que vocês entenderam. Foi muito mais digno do que a última final. Posso parecer exagerado...sempre sou. Mas juro, em algum momento pensei estar ouvindo Hendrix.
Ou, a partida terminou 5 a 5 pra todo mundo!!!!!
Escrito por Pedrão às 02h02
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Deixando os comentários pra lá, só pintei aqui pra dizar que sinto a falta, adorei a presença e espero os que ainda não vieram.... Demas, vous êtes le prochain!! holy week is there!!! E para provar que soy un políglota, me voy con un probérbio suêco: Ones are ones, unos son unos, mais tout qu'import ès que jus qu'ici tout va bien!!!! E pra não dizer que esqueci o sueco: Ungh thies taaar faancul!!!!
Escrito por Pedrão às 08h07
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Vergonha,muita vergonha. Pobre Pedro Cardoso.

Escrito por Ogro às 10h03
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