Os Bolonistas


O Raí da infância

Bolonistas que teimam em gostar desse treco...

 

 

Era madrugada. E era a insônia. Companhia bela de muitos momentos. Todos conhecem a moça. Entrei na rede, fuçando coisas sobre o jogo da Seleção. O jogo acabara de findar, com aquele gosto de pouca novidade e vitória mexicana. Paralelo, naquela febril mania de fazer várias coisas ao mesmo tempo, a televisão ligada. Procurava informações do jogo, sem querer encontrar nada de muito útil além do sono.

 

A falha do Doni, nem sei se foi tão falha. A falha foi o ridículo do olhar para a bola, como que torcendo: “Vai... vai....vai....”. A menina, evidentemente, não foi para outro local que não o fundo da rede. Simpatizo com o ridículo e confesso que comecei a gostar do Doni. Deve ser um cara legal.

 

O sombreiro que o Maicon levou foi lindo. O atacante não se apiedou do zagueiro. Gosto de goles bonitos assim. Que bom que isso ainda existe. O Dunga, não tenho mais paciência para discutir a CBF. Enfim, o jogo foi mormo e a equipe foi bastante azarada. A bola não entrou. O árbitro errou. E o Afonso até tentou.

 

Lá pelas tantas percebo que o selecionado não me encanta. E não é de hoje, desconfio. Fiquei ranzinza demais. Chato demais. Tricolor em demasia. E nesses delírios na madrugada percebo um rosto conhecido no televisor. Mais gordo, mais emotivo, de roupa civil. Mas era o rosto que queria ter tido quando infante. “Caramba! É o Zé Sérgio!!!”. A ESPN Brasil trazia uma matéria com o Zé e sua filha Thaissa, que acabara de conseguir o índice para participar dos Jogos Panamericanos. O Zé chorou falando da filha. Quando percebi, lembrei de um jogo triste em que o Zé saiu de campo machucado, fraturara o braço. “Caramba... era o que faltava: chorar!!!”.

 

José Sérgio Presti foi o ponteiro esquerdo mais alucinante que o mundo viu jogar. Pelo menos o meu mundo de criança de dez anos. O Zé era infernal. Driblava, passava e jogava muito. Era o meu Zico. Meu pai sabia que jogo sem o Zé Sérgio era como amistoso e nem me levava ao campo. O Zé foi artilheiro dos campeonatos de botão de 79, 80, 81 e 82. Foi capitão da seleção brasileira de Botão que fez a inauguração do time azul comprado com dinheiro de mesada.  

 

O Zé foi afastado de uma semifinal de Paulistão. Tinha tomado um remédio para gripe e foi pego no doping: “Naldecon”. Foi um dia triste para o menino, embora o Mais Querido tenha conseguido a vitória no jogo e a vaga na final. O Zé deixou de fazer parte do timaço da seleção de Telê, em razão de sucessivas contusões. Os zagueiros tratavam o Zé a botinadas.

 

Quando percebi estava lá torcendo pela filha do Zé. E lembrando aquela jaqueta de número onze que tanto embalou os sonhos deste Bolonista. Tem coisa que a gente não esquece.

 

Caramba, futebol não é só um jogo. Só os lorpas não sabem disso. Opa... os lorpas acham que futebol é “business” também. Idiotas. São tão imbecis...

 

Zé, sorte para a Thaíssa, toda a sorte. E muito, mas muito, obrigado!

 

28.06.07



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h56
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Então tá.

Não assisti ao jogo ontem.

Soube do resultado ainda na rua e cheguei em casa no momento em que começava a entrevista coletiva do Brasil.

Dunga, Robinho, Gilberto Silva e Doni.

Todos ensaiados, firmes: "o Brasil começou bem, marcou um gol indevidamente anulado, tomou dois gols em lances casuais, corrigiu na segunda etapa a armação das jogadas, dominou a partida e mostrou seu futebol."

Ufa, ainda bem que está tudo tranqüilo. Pensei que tínhamos jogado mal.

Pude dormir aliviado.



Escrito por Demas às 10h10
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Folha de S. Paulo. Hoje. Página D2

Encontro de 40 conselheiros corintianos, liderados por Roque, em um restaurante francês na noite de anteontem. Na pauta, as contas do clube.

Chega a sobremesa: crème brûlée.

Luiz César Granieri, ex-vice do time, admira a iguaria:

"Beleza de curau".



Escrito por Demas às 10h42
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Bode.

Senhores:

Leio nas folhas as discussões sobre o porquê do fosso que se abriu entre a seleção brasileira e os torcedores.

Amaral já lançou luz sobre o assunto, assim como Tostão e Xico Sá. A Placar dedicou umas cinco páginas sobre o tema. O bafafá é quente.

Ressaca da última Copa. Excesso de jogadores em clubes estrangeiros. Boleiros desmotivados ou aplicados exclusivamente em compromissos do time. Sinal dos tempos. Canivete, broche e rabiola.

Não cometerei uma tese, mas revelo aqui meu critério pessoal de identificação com a seleção.

Sempre busco imaginar o jogador da seleção com a camisa tricolor. Sempre. Se a imagem me agrada, gosto do sujeito. Vaio em caso contrário.

Imaginar o Zico jogando pelo São Paulo sempre foi um deliciosa obsessão, tornada viva em jogos de botão. Edinho na zaga.

Estou absolutamente seguro de que Romário teria chegado ao milésimo em 2003 se vestisse a tricolor: Rivaldo seria responsável por 70% das assistências.

E olhem que sou um sortudo: alguns dos sonhos criaram pêlos: Falcão passou por lá. Sócrates, encarnado em um irmão mais craque, também. Cerezo brilhou. Leonardo, inteiro, buscou o meio. Jorginho, cansado, buscou o meio.

E, como ocorre toda vez que a memória junta tijolos na armação de um passado que não houve, bate a melancolia.

Passo os olhos nas folhas e vejo: Hélton; Maicon, Alex, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Diego e Elano; Wágner e Robinho.

Desses, toleraria um, aceitaria dois e vibraria com outro, qual menino. Mas seria uma volta, não uma novidade.

O resto eu não queria no meu time. O que passa? Cadê o cara que me enche de raiva por jogar em outro time que não o meu? Cadê o sujeito que insiste em vestir a tricolor no meu campo de botão?

Quem são esses caras?

Dá um bode federal.

Bode zombador, que insiste em soprar em meus ouvidos: Pato; Zanetti, Ayala, Milito e Heinze; Verón, Mascherano, Cambiasso e Riquelme; Tevez e Messi.

Daí, senhores, eu só dispenso os cinco da retranca.



Escrito por Demas às 10h34
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Grampo 2.

27/06/07. 09:08 – Bolonista 1: É o Leandro. O cavanhaque é a pista.

27/06/07. 09:21 – Bolonista 2: E se for o Zelão?

27/06/07. 09:23 – Bolonista 1: Não é de grande time...



Escrito por Demas às 09h42
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O Mais Belo dos Botafogos

Bolonistas que queriam ler sobre as outras histórias...

 

 

Havia um clima de indisfarçável consternação. Depois de tantos e tantos anos, tantos e tantos jogos, o Botafogo poderia subir para a Série B do Brasileirão. Mas falhou, na reta final. E o pior, falhou na hora que não poderia. O time de João Pessoa amargaria mais um ano de jogos esquecidos.

 

E o pior é que este fato gerou inusitada e alarmante situação na família Goitacás: Michel não saía mais do quarto, desde o domingo.

 

Todos conhecem ao menos um Goitacás, lá da Paraíba. Eles são famosos, pois a família se especializou em nomear seus herdeiros com os nomes dos craques da seleção francesa de futebol, muito antes, mas muito antes, do canarinho virar saco de pancada e freguês de carteirinha dos “bleus”. Digo isso, pois todos viram ao menos uma vez nessas matérias de programas de esportes as incríveis façanhas da família Goitacás.

 

O velho e bom Domenico Salvador Goitacás era jornalista e foi escalado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro para cobrir o Mundial de 30, no Uruguai. Em feliz dia, Dom Domenico viu, estupefato, a defesa do arqueiro Tephot, da França, numa penalidade cobrada por um atacante chileno. Uma defesa de penalidade em pleno Mundial de Seleções. Algo memorável. E Domenico resolveu que seu primeiro filho se chamaria Thepot Goitacás. E Teté nasceu em 32, sorridente e confiante, ainda no Rio de Janeiro.

 

De lá para cá várias gerações de Goitacás perfilam os gramados da vida. A família voltou para a Paraíba, ainda nos anos 40. Adotou o Botafogo como time de coração, embora uma ala da família, com nomes de mortais, morasse em Campina Grande e adotasse o Treze. Em 59 nasceu Fontaine Goitacás. Em 61, Kopa. E o Botafogo, o “Belo” da Paraíba foi conquistando títulos e títulos regionais.

 

O fato é que a campanha do Botafogo fora irrepreensível. Mas no quadrangular final perdeu do Santo André, em pleno Almeidão, e empatou com o Ituano, num inimaginável 4x4, na última rodada. Michel, irmão de Tigana e Rochetau, primo de Amorros, desde o empate se prostrou na cama. Não havia alma que lhe tirasse do quarto. Benzedeira, padre, professor de música e até a dona da quitanda já haviam tentado. Em vão.

 

Os vizinhos começavam a espalhar boato: “Narcóticos”. Os familiares de Campina Grande, fofoca: “Descobriu que ela o trai.”. Foi aí que o pequeno Zizou, com seus cinco anos incompletos, mandou a certeira: “Paiê... será que se fosse o Treze...”.  Michel percebeu o perigo e o ridículo. Abraçou o filho, foi para a praia jogar bola e, por via das dúvidas, comprou mais uma camisa com a estrela vermelha para o menino.

 

26.06.07

 

 



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h18
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Deu no Uol.

25/06/2007

Jogador de time paulistano quer assumir no "Fantástico" que é gay

Um jogador de um grande clube paulistano está disposto a assumir que é gay. O "Fantástico", da Globo, vem negociando com ele uma entrevista exclusiva. Mas os dirigentes do clube e o empresário do jogador são totalmente contra. Acham que isso seria o fim da carreira do rapaz. Contrataram até uma assessoria jurídica.

Putaqueuspa. Vai ser do São Paulo. Sem dúvida. Acho que é o Felisbino. Haja saco.



Escrito por Demas às 11h20
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A noite chegou
Eu inda não
Acendo as luzes
Afasto escuridão


Escrito por Pedrão às 09h38
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PARA O CAUBAS


 Amanhã eu estarei na chata tarefa de ir com a Pri, o Franklin e a Elke para a Chapada, por isso, deixo, desde já, OS MEUS PARABÉNS AO VELHO CAMARADA CAUBAS, esperando estar em 2008 na torcida do Leão, vendo a equipe massacrar aquela coisa verde de Saõ José (o tal Rio Preto) e também ver com maior frequência o casal Nakazato Sartori, de quem sinto muitas saudades.

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Mirassol
Mirassol F. C.
Data de Fundação : 09/11/1925
Av. Lauro Luchesi, 1750 - Mirassol/SP
CEP 15.130-000
Telefone : (17) 242-2110 r/2253
Fax : (17) 242-5199
Web site : Não tem

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 Nome Estádio :  Municipal José Maria de Campos Maia
 Capacidade :  17.000 espectadores
 Fundação :  -
 Medidas :  -
 Endereço :  Av. Lauro Luchesi, s/n
Patrocinador : -
Presidente : Edson Antonio Ermeregildo
Fornecedor de material : -
Mascote : Leão
Títulos : 1 Campeonato da 3ª Paulista ( 1997 )

Time Base em 2007 : Renê; Zeilton, Edinho e Gustavo Balesi; Marcio Pinho, Jairo, Renatinho, Xuxa e Caio; Ailton e Wesley.

Técnico em 2007 : LUis Carlos Martins
Cores : Amarelo e verde
Escutar Hino -->> Escuatr hino
Última atualização: 20/02/2007

Escudo antigo
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 PS: no sabadão vamos tentar ligar, se as operadoras de tefelonia viabilizarem.



Escrito por Ogro às 09h46
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CABEZÍCULAS


1 - Tudo de volta ao normal e adeus ao tricolor imortal;

2 - A tal "catimba" argentina se resume a um jogo parecido com o seriado Chavez, em que o Seu Madruga sabia que no momento em que tocasse no Quico, apanharia da Dona Florinda. Consequentemente os argentinos caídos, rolando, com a mão na cara, ofendidíssimos com algum brasileiro nervosinho parecem aquele piada que está condenada a sempre se repetir, com poucas variações.

3 - Riquelme, a lentidão do Danilo e a eficiência do Raí;

4 - Carlos Eduardo, a aparência e os dentes projetados do Ronaldinho Gaúcho e os dribles mirabolantes e a ineficiência do Denílson.

5 - Caranta, Clemente Rodriguez, o atual Ibarra gordinho, Vanega e Ledesma REALMENTE teriam sérios problemas em enfrentar o Mirassol, no Zé Maria.

6 - Eu gostaria de saber o que passa pela cabeça do Palermo, cada vez que ele bate uma penalidade.

7 - Por fim, ganhar do Náutico com 7 jogadores, escoriações, no estádio dos Aflitos, de forma épica, até o Ituano faz - eu acho que é mais um problema do Naútico do que mérito do outro time. Termina, assim, outro filme "B", cópia vagabunda do Rocky, um lutador (filmaço, aliás). 




Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 14h38
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Grampo.

Em primeiríssima mão, a transcrição das mensagens de celular de dois bolonistas, na noite de ontem.

20/06/07. 23:31 – Bolonista 1: O Riquelme é um Danilo que é gênio.

20/06/07. 23:37 – Bolonista 2: Será que o Boca troca o Riquelme no Souza?

20/06/07. 23:42 – Bolonista 1: O Souza é um Riquelme que nasceu Lúcio.



Escrito por Demas às 09h56
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Deu no Terra.

"Seleção: Jorginho treina no coletivo

Com a ausência do lateral-direito Daniel Alves, que viajou à Espanha para disputar a final da Copa do Rei pelo Sevilla, o auxiliar de Dunga e ex-jogador Jorginho atuou na posição, no primeiro coletivo da seleção brasileira, na Granja Comary, em Teresópolis, como preparação para a Copa América."

Eu acho que cabe.



Escrito por Demas às 15h35
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Death and Taxes.

Senhores:

Envelheçamos.

Envelhecer é a melhor invenção do tempo. Corrige bobagens. Incentiva novos erros.

Fui, sabem disto, um adolescente medíocre. Nem bonito a ponto de dispensar amores, nem feio a pique de ter medo de mulher. Nem inteligente para tornar-me símbolo de primor, nem burro o suficiente para freqüentar a roda dos populares. Corajoso o bastante para furar a orelha. Medroso para fazer uma tatuagem. Bom de bola para entrar no time, ruim para ser titular. Talentoso para a geometria, incapaz para o violão.

Essa mediocridade, sabem disso – irmãos em alma - , tem o costume de parir uma inevitável insegurança. Uma insegurança dos diabos, pegajosa e grossa qual espuma de água parada.

Insegurança que me fez mentir paixões falsas e esconder verdadeiras quando púbere. Como fingi gostar de teatro, como escondi gostar dos Engenheiros do Hawaii. Como decorei nomes obscuros do Expressionismo abstrato americano, como não percebi Poteiro. Como menti um gosto por rock pesado, como escondi minha veneração por Lúcio Alves.

Refém de uma insegurança mortal, fingi meu maior disfarce: ser um amante do jazz.

Pois, senhores, envelheci. Guardo minhas cicatrizes e troféus sob os cabelos grisalhos.

Posso agora, em sonoro descarrego, assinar: eu detesto teatro. Detesto com fúria, não gosto nem do lustre. Heavy Metal me dá engulhos, mas às vezes coloco um Kid Abelha na vitrola.

Aliviado, acho Bergman um idiota e Roberto Carlos um gênio. Não me venham com Limite, de Peixoto. Convido-os a rever Teenwolf, um marco.

E, por fim, arroto grave e solenemente: acho jazz uma droga.

Uma droga porque minha onda é a canção, não o barulho. Preciso de começo, meio e fim. Um violão, depois os sopros, a voz e depois o declínio, devagar, até o silêncio.

Não gosto do que não seja uma canção. Aqueles três minutos para contar a história. E pronto. E depois outra.

Começo, meio e fim.

Sobre o que ia falar mesmo? Lembrei. Este é um texto sobre o Grêmio.

Senhores: o Grêmio tem que ganhar hoje. É imperativo. É necessário. É inevitável, senhores. Death and Taxes.

A canção começou em 26 de novembro de 2005, com as múltiplas expulsões, a cobrança equivocada e o tento do menino de 17 anos.

Sim, a Batalha dos Aflitos é o violão dessa canção.

Dezenove meses separam aquela tarde em Pernambuco da partida de logo mais. O time gaúcho sofreu uma estocada feroz em Buenos Aires e a audiência está esgotada para o jogo de hoje.

Tudo a favor dos argentinos, menos o destino. A página será escrita em letras maiúsculas. Imortais.

O Grêmio vencerá hoje e a história desses últimos dezenove meses será contada em filme.

A canção terá seu fim.

Aposto minhas últimas moedas: o Grêmio vencerá por três a zero. Haverá prorrogação e cobrança de penais. Todos sabem quem perderá pela equipe auriazul.

Será uma noite inesquecível. Tem que ser. É imperativo. É necessário. É inevitável. É a canção.



Escrito por Demas às 11h51
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Presente de Grego

Caro Ogro, o Gol foi contra a Grécia, a troca de passes alucinante, a finalização genial, já o grito dá medo...

Tá aí...

http://www.youtube.com/watch?v=HHbHL4koXWA



Escrito por Renato às 10h30
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QUE CATZO É UM GOL??

O Jubas, em seu texto recente acaba de me conclamar a explicar o fato de o Boca quase só fazer gols feios. Aliás, eu acho que esse texto provoca uma inquietude avassaladora, que muito provavelmente só vai gerar um esboço de resposta decente, se escrita pelo Amaral, ou pelo Deco. Eu voltei para casa com um pensamento elementar, essencial para qualquer um que tente entender a natureza do futebol: mas afinal, o que é o gol?? E dentro desta pergunta, várias outras pipocavam, como por exemplo "por que um gol é inesquecível??", ou "por que um gol horrível te fez feliz como nunca e um gol lindo não te fez a menor diferença??"

  No que diz respeito aos gols narrados pelo Jubas, do Boca, em que um jogador rola a bola para o gol vazio, apenas para outro chutar com uma força desproporcional e urrar, a resposta está na essência do futebol argentino.

  O futebol argentino é, em primeiro lugar, conhecido pela qualidade dos seus passes milimétricos. Um passe como que o Maradona deu para o Caniggia em 90 é um gol, por si só. Qualquer argentino não deixaria de sorrir, ainda que Caniggia tivesse isolado a bola. Aliás, Maradona, em toda a sua carreira não fez mais do que 400 gols, marca que o Tulio Maravilha ultrapassou há muito tempo. Aliás, ainda, o maior artilheiro dos campeonatos argentinos é paraguaio (Arsenio Erico) e não ultrapassou os 300 gols. Escola medíocre de futebol?? Acho que não.

  Ultrapassado o tesão pelo passe milimétrico, o futebol argentino se caracteriza pelo culto extremo à raça. Simeone, "con el cutillo entre los dientes" é um semi-deus para eles. Dunga, para eles, conjugava os valores de um craque de forma mais clara do que para nós brasileiros, fãs de dribles extremos, que por vezes se parecem com peripécias circenses. Deus, para eles chamado Maradona, talvez jamais tenha tido o toque de bola de Di Stéfano, ou para os mais novos, a habilidade mortífera de Batistuta. Mas ele sempre foi a raça, a alma argentina com o coração na ponta da chuteira. Saiu ninguém sabe de onde e era dono de todo o campo em que estivesse jogando. Dessa forma, não obstante a delicadeza, sutileza e destreza com que executava uma jogada, qualificável apenas de divina, sempre buscava dominar o adversário, antes de desferir, indefectivelmente um movimento digno de um toureiro, no momento em que executa o touro. Se o goleiro já estivesse batido, a estocada tinha a mesma fúria. E a descarga de adrenalina também. Ou alguém se esquece da sua cara, possessa, correndo em direção à câmera de tv, após marcar aquele gol, creio que contra a Nigéria. Tenho certeza que aquele cara encheu muitos cartolões de medo pelo mundo e "originou" um certeiro teste de urina, que deu no que deu. Bom, voltando a vaca fria, eu acredito que todo jogador argentino trabalha a bola no meio de campo, buscando sempre o passe perfeito, cercando a sua vítima, com a certeza de que a sua reputação depende de tomar a bola do adversário, quando necessário, deixá-lo com medo e manter a sua posse, para, por fim, no momento do gol, que surge num crescendo, em geral acompanhado dos mantras insistentes, que praticamente só suas torcidas sabem entoar, executar o movimento com fúria, mesmo se aquela fúria não pareça significar nada.

  Bom, acima eu descrevi o que EU acredito ser um gol numa visão argentina, mesmo sem ser argentino e agora passo a dar a minha visão das outras questões que estavam me provocando.

  "Por que um gol é inesquecível, não importa se ele é feio ou bonito??". Como são-paulino, sempre fui mal-acostumado, com uma profusão de gols lindos e jogadas espetaculares. Zé Sérgio entortando meio mundo ou Raí superando a barreira do Barcelona eram exemplos da beleza, em sua forma mais sublime.Careca empatando uma partida no último suspiro com um petardo, no momento em que, como lembrava o Amaral, os alto-falantes do Brinco de Ouro já comemoravam o bi-campeonato do Guarani era um teste para cardíacos. Mas da mesma forma, na volta Dele (Raí) para trazer o título aos fariseus, em 1998, o singelo gesto do França com as mãos, avisando que o fato estava consumado, jamais será esquecido por mim, assim como aquele momento em que eu e o Demas assistíamos, já bêbados, no começo da manhã, em Taguatinga, em 2005, o pequeno elfo Mineiro disparar pelo meio da esquadra saxã de Liverpool para avisar como um arauto que aquele título já tinha dono. Jamais será esquecido. Eu sei que todos vocês, Atleticanos, Corintianos ou Flamenguistas tem uma lista destes momentos. Eu desafio qualquer corintiano que se preze a dizer que a canelada do Basílio, diante de 150 mil pessoas não foi lindíssima, da mesma forma que o carrinho atabalhoado do menino Viola em 88, contra o Guarani.

  O gol inesquecível traz tudo aquilo que é essencial para alguém. O gol que não existiu e virou um anti-gol, na defesa do Taffarel em 94, nos fez lembrar novamente, ainda que de forma encabulada, que éramos os reis do mundo. Sem contar o fato que naquele não-gol, pensávamos na forra dos nossos irmãos mais velhos de 82, como se víssemos um marmanjo dar um cacete em alguém que humilhou um irmão nosso. Em 98, muitas coisas belas chegaram a um final que fez com que nada daquilo significasse nada. Nenhum brasileiro vai se lembrar. Já em 2002, reclamações, críticas, a vontade de arrancar a orelha no jogo contra a Bélgica, um lampejo de alegria com a picardia do inútil Denílson, colocando uma fila de Turcos para correr atrás dele (e a picardia nos é tão cara quanto a raça é para o argentino) e então, o gol final, com o Cafu, de camiseta grafitada, erguendo a taça num pódio com papel prateado sendo lançado, declarando o seu amor pela sua esposa. Nenhum brasileiro que tenha coração conseguiu deixar de chorar. As furadas do Anderson Polga estavam para trás, esquecidas. Assim, daqui a muitos anos, provavelmente um canal argentino vai passar a esquadra Xeneize triturando "los brazucas" e a emoção de Ledesma vai emocionar aquele molequinho de 12 anos que estava atrás do gol e viu "o histórico hexa" (se assim acontecer), mesmo que tenha sido quase uma vídeocacetada.

  Diante destas lembranças, eu posso dizer que a resposta para a minha pergunta é "eu não tenho a menor idéia, só sei que é algo que torna a minha vida bem mais agradável". Assim, estou condenado a viver vagando por botecos em busca de discussões que finalmente me tragam uma luz para esta pergunta.




Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 21h52
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Gols feios e xixi no gelo

Sei que nem todos vão concordar, principalmente os secadores do Grêmio, mas o fato é que o Boca é o time dos gols feios. Os argentinos são mestres nisso. Eles cruzam a bola para um sujeito que parece que é quem vai fazer o gol e este só engana, deixa a bola para outro que bate, normalmente com o gol vazio, ou semi vazio. E comemoram como se fosse um golaço. O Ogro, nosso colunista do futebol do Prata, precisa nos explica este fenômeno.

Ora, o primeiro gol da final da Libertadores foi feio pra caramba. O Palermo, que se notabilizou na história por perder três pênaltis num mesmo jogo, tentou fazer o quê? Chutar pro gol ou dar um passe bisonho para o Palácio? Acho que nem ele sabe. E o Palácio que fez o gol meio de rosca, batendo com a sola do pé na bola e quase errou?! Patético! Mas, foi gol e os caras comemoraram como se fosse a coisa mais linda do mundo. Uma pintura de Maradona. Se bem que o Diego fazia gols inesquecíveis, mas também fazia gols horrendos, como prova o jogo com a Inglaterra na Copa de 86: driblou meio time e fez um gol inigualável, mas, antes, tinha feito um gol com a mão. Messi fez o mesmo nesta temporada pelo Barça. Driblou meio time num gol antológico e, depois, fez um gol com a mão só para nos lembrarmos que ele é argentino.

O terceiro gol do Boca foi uma das coisas mais toscas da história do futebol. Tudo bem, o Boca não tem culpa do bate-cabeça da zaga gremista. Mas, o tal do Ledesma cabeceou a bola pra cima e, por um vento dos gols feios, ela foi caindo em direção às redes. Depois, o Ledesma comemorou que nem louco, como se tivesse esculpido o Davi de Michelangelo, e gritava “Carajo!”, “Carajo!”

Agora, o pior é que os times brasileiros dão trela aos gols feios. Ficamos olhando trocas de passe bestas em direção à linha de fundo. Aí, o sujeito que deveria finalizar a gol, toca pra outro e gol da Argentina. A zaga do Santos deve estar se perguntando até hoje como deixou o mesmo Boca tabelar em pleno Morumbi. O São Paulo também viu tabelas bestas resultarem em gols na decisão da Recopa, no ano passado. Gols horríveis e títulos para Buenos Aires.

No Brasil, o Botafogo é a síndrome dos gols feios. Adora tomá-los. O deste fim de semana foi ridículo, com o goleiro furando a bola e, depois, correndo atrás inutilmente. O da Copa do Brasil, um frangaço com direito a penas de galinha. Foi o gol que garantiu a eliminação para o coadjuvante Figueirense. E o Botafogo paga pelos gols feios que toma com gols lindos que faz de fora da área, de bicicleta, no ângulo... Talvez, por isso, Dodô tenha perdido um pênalti. Seria um gol muito feio e ele preferiu tabelas concluídas com chutes no ângulo.

Agora, o pior mesmo é time que enrola o jogo e se recusa a fazer gols. O São Paulo que bateu fácil o Vasco e etc. Fez dois gols com vinte e poucos minutos e, depois, com o Vasco morto, com um jogador a menos, fez uma partida pra lá de modorrenta. Acho que o São Paulo caiu na “Síndrome do Banheiro do Porcão”. Trata-se de uma doença terrível. Ela ocorre assim: o sujeito é militante político de esquerda a vida inteira e aí ganha um cargo no governo. Então, ele vai almoçar com a equipe do ministro na emergente churrascaria do Porcão e, em determinado momento, vai ao banheiro. É quando o militante faz xixi no gelo. Uma das coisas mais fúteis em Brasília. Você faz xixi enquanto o gelo vai se partindo, num mictório extremamente sofisticado. Neste momento, o então militante decide que nunca mais quer ficar sem confortos como aquele, por mais estúpidos que sejam. Ele quer continuar mijando no gelo a vida inteira e enterra-se enquanto militante. O time do São Paulo já foi campeão de tudo recentemente e, agora, parece querer mesmo o conforto. Não querem fazer nem gol feio. Querem mesmo é tomar uísque no Porcão para, depois, ouvir as pedrinhas de gelo se partindo.



Escrito por Jubas às 17h22
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UNOS ENTRAN Y OTROS SALEN

   Esta musiquinha era cantada nas canchas argentinas durante a década de 40, para celebrar o mágico time do River Plate. "La máquina", com Lousteau, Labruna, Moreno, Pedernera y Di Stéfano encantou o mundo (pelo menos até ser parada pelo esquadrão do Vasco), mostrando um futebol em que, três décadas antes da Laranja Mecânica, jogadores atuavam frenéticamente, sem guardar posição. Ahhh, deviam ser bons esses tempos que fazem com que os argentinos amaldiçoem até hoje a "tal da Segunda Guerra Mundial", que desmontou as Copas de 42 e 46. 

  Mas parafraseando o filósofo Josafá Franklin, mudando o assunto de piu-piu para pingolim (alterando um pouco as palavras da expressão do poeta para que este texto possa ser lido pela Julinha), estas linhas esperam descrever o frenético final do torneio clausura, acontecido no último final de semana e as suas esquisitices.

  Em primeiro lugar, vamos para a parte aonde UNOS ENTRAN. O San Lorenzo de Almagro já havia sido campeão com uma rodada de antecedência, levando a taça para Boedo. Além dos campeões, Boca Juniors e River Plate garantiram vagas para a Copa Sul-Americana (as da Libertadores terão que esperar pelo torneio Apertura, a ser disputado no segundo semestre). Os "granates" (grenás) do Lanús, de péssima memória para alvinegros do parque São Jorge e atleticanos, também estarão presentes, bem como os "pincharratas" Estudiantes do excelente técnico Simeone (um Dunga que certamente já deu certo e que ainda dará muitas alegrias aos argentinos). Por fim, como destaque folclórico, o Arsenal, que a despeito de seu pomposo nome, é uma espécie de Amériquinha local.

  A comparação com o Ameriquinha (ou com o Bragantino) se deve ao fato de ser o simpático "Arse", uma equipe com uma torcida pequenina, metidinha e que desperta simpatia em outras torcidas maiores, ao mesmo tempo em que sobrevive graças ao apadrinhamento por um cartola poderoso, no caso não o Giulite Coutinho ou o Nabi, mas o senhor Grondona. E assim, o Arsenal foi o último clube da primeira divisão argentina a ter estádio (já que o Corinthians não disputa o campeonato argentino) e segue fazendo boas campanhas, cativando alguns gatos pingados de Sarandi, pedaço de Avellaneda, sempre espremidos entre os grandes Independiente e Racing.

  Na parte dos OTROS SALEN, o fantasma do rebaixamento, decidido na argentina sempre da mesma forma (ao contrário dos lados de cá), mas com regras rocambolescas. O Belgrano de Córdoba e o Quilmes, time de coração do desafortunado Desábato caíram automaticamente para a segundona, como último e penúltimo. Os dois anteriores na tabela (o antepenúltimo e o ante-antepenúltimo) disputarão a permanência com os dois vitoriosos na segundona do Clausura (e que, vejam só, não estão automaticamente garantidos na primeira do próximo semestre). Assim, o Nueva Chicago, de Mataderos (inimigo feroz do Vélez Sarsfield) terá que ganhar do campeão Tigre para permanecer na primeirona.  O Godoy Cruz, da capital dos vinhos, Mendoza, deverá se bater com o vice-campeão da segundona (chamada "ascenso"), o Huracán, outrora conhecido como "sexto grande", pelo tamanho da torcida e principal rival dos campeões do San Lorenzo de Almagro. Os "globos", após momentos de glória extrema na década de 70, com três títulos nacionais, liderados por Babington e "el narigón" Bilardo, amargaram diversos anos na segundona.

  Neste ponto, vale um parágrafo sobre a queda do Belgrano. Time de maior torcida de Córdoba, que por sua vez é a segunda maior cidade da Argentina, deixa a cidade sem nenhum representante na primeira divisão. Juntamente com o Talleres de Cordoba (outrora campeão da finada taça CONMEBOL, derrotando o potente esquadrão do CSA Alagoano), seu grande rival, e do pequenino Instituto, jogarão os três a segundona no segundo semestre. Córdoba provavelmente é uma cidade grande argentina diferenciada das demais. Linda como todas elas, ela é habitada por cidadãos, pasmém, bem-humorados e que não reclamam da vida. Cidade universitária por vocação, com praças agradáveis, ela não carrega aquele senso de humor melancólico e agudo e aquele olhar crítico quanto a tudo, características tão portenhas. Tampouco carrega a rispidez e a dureza dos atuais tempos de decadência de Rosário, que alimenta uma rivalidade tão hepática quanto a que existe entre Newell´s e Central. Ela simplesmente é bem-humorada e isso, talvez, seja mortal para o futebol argentino.

Apenas para ilustração:

 - Arsenal de Sarandi, o Ameriquinha de Avellaneda - junto aos grandes na sulamericana;

 - Belgrano de Córdoba - os "piratas" caem;

 - Quilmes - o time "cervecero" também cai;

 x -um deles jogará o apertura na primeira divisão;

  x   - um deles jogará a outra vaga no apertura na primeira divisão.



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 16h05
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CRB X CSA

Bolonistas e um choro de alma...

 

Outro dia qualquer e o jogo na telinha: Fortaleza e Ceará. Clássico, Castelão lotado. Torcidas festejando. Gritaria. O narrador e o comentarista, numa dessas felizes e raras decisões das empresas que dominam os veículos de comunicação no país tupiniquim, eram do Nordeste e tinham informações afiadas sobre a rivalidade, o clássico, as últimas contendas e as posições na tabela da Série B. O jogo era importante, as equipes decidiam quem seria o líder do campeonato.

 

Pronto. Era o programa perfeito. Arrumei o melhor local da sala, pipoca e olho na tela. O jogo foi bom. Disputado, com lances polêmicos, erros de arbitragem, algumas coisas bisonhas e alguns lances de talento. Os treinadores eram “os esquecidos” Marco Aurélio, no Fortaleza, e Marcelo Villar, no Ceará. O zagueiro central do Tricolor de Aço era o César, aquele da Lusa, do pênalti do Castrili.

 

No final torci pelo empate do Ceará, mais por simpatia pelos dois times do que pela antipatia pela vitória de um deles. O Tricolor de Aço fez 1x0, gol de um tal Bruno Mezenga, que segundo informações já jogou no Flamengo. No final, a torcida do Fortaleza caiu na farra e me parece que até tabu foi quebrado no confronto.

 

Não tem jeito. Futebol não é só o jogo. Aliás, como diz o Deco, por vezes o jogo é a parte mais chata do futebol. Não há nada contra, nem a favor, o time do Barueri, da Grande São Paulo. Mas no ano passado, na Série C, o Ferroviário, também do Ceará, disputou palmo a palmo a vaga com os paulistas. Imaginem se neste ano tivéssemos as três nações cearenses na Série B do Nacional?

 

É este o problema dos abobados, dos imbecis e dos gerentes do futebol. Os pascácios consideram o futebol mero sabonete, caixa de sabão em pó. Querem vender um “produto”. Mas não há como vender o clima do jogo, a rivalidade, aquele algo que nos faz tricolor ou alvinegro, a rixa, a contenda, a palha. Descuidar desses elementos é matar o futebol, aos poucos, de forma lenta e em profunda agonia.

 

A seleção brasileira de futebol perdeu esse algo, essa coisa, esse treco. Trata-se de um espécime de sabão de luxo em prateleira com decodificador de códigos de barra. Tanto se fez e se faz com o selecionado que o produto perdeu a razão, perdeu o sabor, perdeu a alma. Não se pode querer que os jogadores desfilem com a camisa amarela sem receber elevados valores em troca, porque a seleção é “business”. Não é razoável que os jogadores sintam o desejo de jogar na seleção pelo prazer de defender a nação, se os chefes querem jogar no Kuwait para receber petrodólares, na Inglaterra para receber passagens aéreas dos patrocinadores dos estádios modernos de lá, e na Suécia, para receber celulares de última geração. Todo mundo ganha um “extra” com o escrete canarinho. Os jogadores devem se contentar com as altas cifras que recebem nos seus clubes? E só? Ora, “business” são negócios e dos dividendos todos gostam.

 

Uns irão dizer que o simples fato de vestir a “amarelinha” já agrega valor. Desconfio deste tipo de ingenuidade. Porque a cerveja que paga o anúncio ia pagar mais pelo tal anúncio se o craque vergasse a camisa por simples paixão.

 

Alguém sabe o tamanho da rivalidade entre o Ríver e o Flamengo, lá em Teresina? Se não sabe, desconfio, não conhece o jogo. Gosta de sabão em pó, porque tem gosto para tudo. Mas o futebol, o riscado, o babado, precisamos de um Remo e Paysandú no Mangueirão, um Ferroviário e Icasa no Presidente Vargas, um Mirassol e Rio Preto no Zé Maria, um Brasil e Argentina no Maracanã para degustar. É querer demais?

 

15.06.07



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h49
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HEGEMONIA

Las finales se ganan.

Los cracks deben aparecer en las finales. (ROMÁN)

Los grandes equipos necesitan adaptarse a distintos escenarios.

Los goles valen uno, más allá de ser hermosos, feos, en offside o con dos pifias seguidas
.

Assim está se escrevendo a história.

1992 a 2007 - 15 anos - 4 (provavelmente) títulos do Boca, 3 do mais querido - quase 50% dos títulos. 15 anos - 9 finais de Boca e São Paulo (mais de 50% das finais). Serão estes o "Brasil e Alemanha" da Libertadores. Ambos nunca se enfrentaram neste torneio por que sempre um deles faz alguma presepa. AGUARDAMOS ANSIOSOS O TIRA-TEIMA!!



Escrito por Ogro às 12h37
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Caso encerrado?

Senhores:

Acompanho, com deleite e preocupação, a discussão sobre o time do Renato. O Fla-Flu é um embate tão memorável que, por vezes e de maneira absolutamente improvável, se desenvolve no peito de uma mesma pessoa.

Vi a foto tricolor por aqui, li o comentário rubro-negro e resolvi dar um pulo lá no Tipografando, avisado de que lá havia um texto definitivo, calando a discussão.

Pois lá o Renato confessa seu amor pelo Fla e ilustra o parágrafo com uma bela fotografia do manto vermelho e preto. "A foto da camisa, foto antiga, camisa no chão, luz da sala", explica.

Questão resolvida?

Resolvidíssima.

Quem resume é o Amaral, nos comentários.

"Tem coisas que eu não brinco. Time de coração, por exemplo. Se o cara veste a camisa do Flu e põe a do Flamengo no chão, não há mais discussão. E ponto final!"



Escrito por Demas às 10h54
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SALUDOS XENEIZES

TUDO SE ENCAMINHANDO PARA A PERFEITA NORMALIDADE.

SAUDAÇÕES AOS BOLONISTAS E VISITANTES.



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 10h24
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AGUANTE XENEIZE!!

Amaral

     Fico feliz por mais uma vez divergirmos. Acredito que só concordamos futebolísticamente em nossa são-paulinice (mesmo por que certas razões são tão óbvias que jamais permitiriam divergências).
     Apesar do imortal Lupicínio, o Grêmio é um time branco, de espírito pretensamente ariano. Seu tricolor é um tricolor triste, ao contrário do mais querido, do Flu, do Santa, do Ferrim e de tantos outros.
     O contraste ao vivaz sangue colorado, expresso em jogadas plásticamente bonitas, habilidosas, executadas por artistas sempre foi a violência de açougueiros nacionais ou importados. A simples oposição à beleza.
     A raça cantada por sua torcida é apenas uma imitação pálida de feitos memoráveis do Peñarol e do Nacional (além do próprio Boca, do Independiente, Racing etc). O complexo da distância do Rio da Prata sempre foi marcante.
     Nos últimos anos, a torcida pálida do Olímpico se autodenominou "alma castelhana". Castelhano quem, cara-pálida? Os seus membros organizaram uma avalanche humana, que na semana da diversidade deve ser uma festa.

     Se formos falar daquele campeonato que importa, A LIBERTADORES, veremos que no alto da constelação está o Independiente, de Arsenio Erico, o "rey de copas", que sempre honrou o torneio com o sangue que colore a sua camisa. O Peñarol, de Alberto Spencer, com suas peripécias cantadas em diversas milongas, agigantou o torneio. O Nacional representava verdadeiramente a garra platina. O Estudiantes, de "la bruja(pai)" mostrou ao mundo, por três anos seguidos, um esquadrão que deixava a alma no gramado. O Olímpia, bem, esse só foi tricampeão por que jogou a final com o São Caetano. Afora estes, sobram o mais querido, de quem eu não vou descrever as glórias e a beleza de seus títulos para não repetir outras pessoas e o Boca. O Boca, já bicampeão com o mítico Gatti em 77 e 78, encantou o mundo no início do século XXI com um time liderado pelo grande Bianchi, com Verón, Román, Carlitos, Ibarra, Arruabarrena, Samuel, Gago, entre outros e merece chegar a sua sexta conquista. 

  O RESTO, É UM APANHADO DE CONQUISTAS OCASIONAIS, QUE CHEGAM ATÉ A MANIZALES, A ASSIS COLOMBIANA. O GRÊMIO, COM SEU FERROLHO AÇOUGUEIRO (COM ALGUMAS EXCEÇÕES PINÇADAS DE TIMES DO PASSADO), SIMPLESMENTE NÃO TEM ESTIRPE PARA CHEGAR AO PANTEÃO DOS TRICAMPEÕES DA AMÉRICA.

DÁ-LE BOCA!!!



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 16h14
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Ouso discordar...

Bolonistas e um dilema existencial

 

 

Os torcedores do Palmeiras, não me levem a mal. Nem os vascaínos, os fluminenses, as raposas, os galos e os outros. Mas, na verdade, deveríamos instituir um campeonato interplanetário de clubes. Uma espécie de primeira divisão, para valer.

 

Alguns vão dizer que arroto aquela arrogância tricolor. Mas é isso mesmo. O fato é que o riscado deveria incluir os times campeões do mundo, e só eles, para os jogos da primeira divisão. Seria o campeonato da verdade.

 

E o São Paulo Futebol Clube já entraria na competição com aquele ponto extra por ter sido mais vezes campeão do globo que os demais. É verdade que o ponto extra agraciaria outras agremiações, como o Real Madri, o Milan, o Boca, o Peñarol e o Nacional de Montevidéu.

 

Além do mais querido, os representantes brasileiros no certame seriam dois museus, o Flamengo e o Santos, e os dois gaúchos, Internacional e Grêmio. A vaga do Corinthians está em estudo, porque é difícil admitir que o torneio de Verão foi de fato um Mundial. Mas, como sou generoso, admito a inclusão do time de Parque São Jorge.

 

Escrevo estas linhas de provocação para explicar. Porque hoje tem Grêmio e Boca. E, infelizmente, não temos como escapar. Um dos dois teremos que secar. Tem um vizinho que escolheu o Grêmio, por pura patriotada. Não gosto deste critério. Tem um outro que escolheu o Boca, porque o vizinho desse um é gaúcho. Tem um outro, ainda, que disse que escolheu o Lupicínio. Confesso que este critério me parece mais adequado.

 

Mas o critério, senhores, tem que ser objetivo. Sem digressões funestas. O Grêmio só pode nos alcançar no continente. Mas no Mundial, chegará ao segundo título, distante, muito distante da glória suprema do mais querido. Já o Boca faria uma festa inacreditável por chegar a impressionantes seis títulos continentais e o pior, muito pior, deixaria a possibilidade do jogo de Tóquio definir um clube mais vezes campeão universal do que o São Paulo Futebol Clube.

 

Portanto, reitero o dito: “Até a pé nos iremos....” .

 

13.06.07



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h11
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A MORTE DE UMA COLUNA - O NASCIMENTO DE OUTRA

O Sobrenatural de Almeida faleceu. Faleceu por que o Deco incorporou o seu espírito, o lado espiritual, oculto, intrigante e bem-humorado. E fez isso com uma maestria ímpar, tocando a bola com agilidade, categoria e leveza. Faleceu também, por que o Amaral construiu textos sobrenaturais, possessos como o Amarildo, insinuantes como Zizinho, demolidores como Lugano. A mim, restou a poeira feliz de algumas historietas que eu adorei contar. Obrigado aos que resolveram lê-las.

Agora, após falar com o Renato, inauguro a coluna "por una cabeza", apenas para falar de milongas, catraminas, lunfardos e historietas fantásticas do futebol jogado no outro lado do Plata, o mais apaixonado do mundo. Além disso, o que seria da nossa paixão sem arquirivais??



Escrito por Ogro às 12h15
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Imperdível

Lamento profundamente não ter ido ao lançamento no Ateneo, a livraria mais linda do mundo.

Siempre vuelve redonda

Se reeditó el libro "Literatura de la pelota", del periodista desaparecido Roberto Jorge Santoro. La obra agrupa relatos de célebres autores como Jorge Luis Borges, Ernesto Sabato, Juan Gelman, Raúl Scalabrini Ortiz y Eduardo Mignona sobre la número cinco. El viernes se hará la presentación, a 37 años de la primera publicación.



PORTADA. La reedición del mítico libro.
PORTADA. La reedición del mítico libro.


Vuelve un clásico a las calles. "Literatura de la pelota", el libro en el que Roberto Jorge Santoro reunió versos que dedicaron al fútbol autores tan diversos como Jorge Luis Borges, Ernesto Sabato, Juan Gelman, Raúl Scalabrini Ortiz y Eduardo Mignona. Se reeditará y será presentado el viernes, a 37 años después de su primera publicación. El autor de este mítico libro fue desaparecido por la última dictadura el 1 de junio de 1977.

El acto se realizará en El Ateneo (Florida 340, segundo piso, Capital), a las 18.30. Estarán presentes familiares, vecinos, compañeros y amigos de Santoro. Además, expondrán Alejandro Apo, Juan José Panno, Carlos Ferreira y Lilian Garrido, responsable del estudio preliminar que lleva esta segunda edición del texto, efectuada por Ediciones Lea.

Santoro, quien nació en Buenos Aires el 17 de abril de 1939, fue fundador de la revista literaria El Barrilete y de publicaciones como Gente de Buenos Aires y Papeles de Buenos Aires, y tiene en su haber los siguientes títulos: Oficio desesperado; De tango y lo demás; El último tranvía; Nacimiento en la tierra; Pedradas con mi patria; En pocas palabras.




Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 11h49
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Vendo coisas.

Senhores:

Acredito que todos já viram o logo dos Jogos Olímpicos de Londres – 2012, mas vá lá. A obra-prima é esta aí.

Bem, já falaram que é horrível. Que causa epilepsia. Que gera náuseas. Que lembra uma suástica. Que parece o logo de Armação Ilimitada. O diabo.

Podem me chamar de tarado e jogar pedra na rua, mas, para mim, é a Lisa Simpson ajoelhada, concentradíssima na perfeita realização de um felatio in ore.



Escrito por Demas às 10h57
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Ah, se fosse há 40 anos...

A Sofia Loren prometeu que andaria pelada pelas ruas de Napoli se o time voltasse à 1ª divisão

Ontem, empate em 0x0 com o Genoa. Festa! Agora, até a torcida do Genoa está esperando pela promessa...



Escrito por Jubas às 16h54
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SANFILIPPO SORRI FELIZ

VIVA EL CICLÓN!!!!

VIVA O SAN LORENZO DE ALMAGRO - CAMPEÃO DO CLAUSURA 2007

VIVA BOEDO - VIVA EL NUEVO GASÔMETRO - VIVAN LOS CURVOS FELICES

Nene Sanfilippo, no céu, ri deliciosamente

Silas (aquele mesmo), aqui na terra também ri.

PS: AGORA SÓ FALTA A LIBERTADORES

 

 

 

 



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 15h42
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Algumas moedas.

Senhores, os torcedores.

A gosma que os une, sob tal bandeira, é matéria sutil, morna. A força indivisível que abraça homens e mulheres na suruba clubística não é explicada pelo óbvio antagonismo contra o outro, pela herança étnica, pela comunidade de valores.

Não, há algo imaterial que junta torcedores sob uma mesma marchinha. Algo maior e mais pálido. Algo superior e silencioso.

Percebam que atleticanos só o são porque compartilham a mesma mania de perseguição. Parem de roubar o Galo e verão a torcida esfacelada, puída em farrapos. O afano da Libertadores em 81 gerou nos atleticanos o conforto que embala as vítimas. "Jamais ganharemos: não nos deixam. Se deixassem, veriam só".

Os botafoguenses são irmãos no fantástico. Participam da mesma fleuma diante do inenarrável. Perguntem ao torcedor sobre aquela virada sofrida aos 48 minutos e receberão uma carantonha. "É assim mesmo". Tudo o que, em outros clubes, prenunciaria uma revolução, no Botafogo é chamado de terça-feira nublada. Os botafoguenses desistiram de reagir frente ao absurdo. É isso que os une, indivisível e compulsoriamente.

E nós, os tricolores? O que nos explica?

Essa é moleza: os são-paulinos, todos nós, odiamos o São Paulo Futebol Clube. Odiamos mortalmente, a baba escorrendo pelos cantos da boca e os olhos rubros de fúria.

Conheço um que gastava toda semana umas dezenas de reais para visitar o Morumbi. Um único propósito: vaiar o Edmilson, colérico. Conheço quem vaie o time antes do anúncio da escalação, só por costume.

Todos os são-paulinos detestam o time. Raí foi vaiado por anos seguidos. E só virou ídolo porque resistiu. Ele nos venceu, e demos o braço a torcer. Gritamos o nome de Zetti quando Rogério já fazia história. Só para apurrinhá-lo. Paramos de xingá-lo quando reconhecemos no arqueiro a arrogância da auto-suficiência e não soubemos como nos comportar.

Não freqüentamos os estádios quando o time vai mal. Nunca. É nítida a razão: sempre há a esperança de que agora o time se fode. E não estarei lá para cair junto. Estarei longe e cuspirei: "estava na cara, estava na cara". Mas o time nunca se fode, perpetuando nosso sadismo.

Pois o momento é perfeito para o são-paulino arquetípico: nunca foi tão fácil odiar o São Paulo.

Por uma razão básica: não há outro pecado pior, dentre todos, que o de não fazer gols.

O time do São Paulo se recusa a fazer gols. Não é azar: é proposital. Aloísio, por ser menos sutil, entrega o ouro. Vejam qualquer jogador são-paulino dentro da área e perceberão a angústia. "Como isolar a bola? Acho que vou mirar naquele zagueiro. Não, melhor cair como um idiota. Ou passar para o Leandro: com ele, a chance de gol é zero".

Rogério tem tentado errar as cobranças de pênalti, assim como o faz nas de falta. Só que é difícil errar um penal. Muito difícil. E lá estão no escore os dois tentos de Ceni no Campeonato Brasileiro.

O outro foi uma bicuda do J. Wagner, que só entrou porque ventava.

Dagoberto virou titular absoluto porque cumpre à perfeição o mandamento de não fazer gols. Borges e Marcel não marcariam se disso dependesse sua patética existência.

O Tricolor terminará esse Campeonato sem marcar mais de dez gols, e esse feito será lembrado, com um orgulho doentio, por todos os são-paulinos. Aposto no meu vaticínio algumas moedas.

Se perder a aposta e o time desandar a meter gols, garanto, senhores, que me comportarei segundo o protocolo são-paulino.

"Esse time é do caralho. Sempre falei isso. Souza é seleção".



Escrito por Demas às 11h23
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São Paulo 0 X 1 GALO

GALO FORTE VINGADOR! ISSO É SÓ O COMEÇO.

 



Escrito por Frank às 20h06
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SEXTA-FEIRA, 06 de junho de 2007

  Nada como uma sexta-feira como esta. Ontém eu me lembrava do comentário ácido de nosso irmão Zecão, que me chamava de "argentino" e dava risadas sozinho, afinal o futebol também é, apesar de surpreendente, lógico. O resultado das pelejas da última semana, consequentemente, foi apenas o seguinte:

1 - Cúcuta - time mais bem armado, com belíssimos jogadores, ofensivo, insinuante, guardado por um goleiraço. Mas, afinal, Cúcuta é apenas uma Mirassol dos Andes, bela e pacata e o esquadrão foi exterminado na máquina de moer gente de La Boca.

2 - Boca Júniors - como diria Nelson Rodrigues, depende apenas de um gigantesco pavilhão azul-y-oro e de uma fortaleza inexpugnável. Román, gênio, Palácio, matador, Palermo abençoado, Ibarra e Batáglia, guerreiros, Ledesma, um monstro (que caberia como uma luva no tricolor) e o goleiro, honesto e sério. O tal "técnico" Russo é uma besta pretensiosa e sua soberba pode levar à perda do título.

3 - Grêmio - um grupo de jogadores medianos treinados com afinco, militarmente, de modo a mostrar um ferrolho aos adversários (destaco o Diego Souza, este um bom jogador). Embalado por uma torcida metida a argentina e que acredita que o seu estádio é um caldeirão aterrorizador. É como o conto da cinderela, em que a meia-noite pode chegar antes do apito final e sobrarem apenas restos de um time recém-saído da segundona.

4 - Santos - O Luxemburgo fez caras e bocas, xingou, esbravejou, mas o time desandou. Cléber Santana murchou, o ataque inexistiu, o Maldonado fez uma puta falta, a zaga é ruim (aliás, agradeço a eles por terem levado o Adaílton e nos "forçado" a ficar com o Miranda). O Kléber é craque, o Zé Roberto é um monstro. Faltou um gol, que seria mítico, mas sobrou valentia. Destaque para o tal de Renatinho...sinal de prováveis alegrias futuras aos santistas.

Outros jogos:

 - Flu x Figueira - torci pra cacete pelo Figueira, contra o Carlos Alberto, contra o Havelange e contra o tal de Lenny. Mas o coração não obedece a razão e eu me lembrei do Chico, do Riva, do Assis, do Washington, do gigantesco escudo na entrada do Semente, do Bóris, do Nelson Rodrigues e de muita gente e chorei, apenas chorei....VIVA  o FLUZÃO!! Além disso, o Renato, o gaúcho mais carioca do mundo, acabou fazendo o seu segundo gol com o coração!!! Sei também que o Amaral sorriu, que o Deco sorriu e que o nosso Renato, escondido no banheiro, sorriu.

 - Inter x Pachuca - apesar de alguns boatos, o meu segundo país é o México. Sou Pumas de coração. O Pachuca é o time mais antigo do México e a vitória deles na Supercopa do ano passado, contra o maldito Colo-colo, time de Pinochet, exatamente na semana da morte daquele abutre foi motivo de êxtase para mim. Passado um ano, num jogo contra o Inter (que derrotou o meu São Paulo no ano passado), ao contrário do que seria de se esperar, deixou o meu coração colorado. A torcida mais quente e simpática do Rio Grande, o time do Veríssimo e o esquadrão em que, entre outros monstros, jogou o Rei Falcão, além de Carpegiani e Figueroa, jamais deixaria de ter o meu apoio. DÁ-LHE COLORADO!!

 - Sobre o meu São Paulo: ---------------------------------------------------------. É tudo o que eu tenho a escrever neste momento de incertezas. Espero por tempos melhores.

POR FIM, NA FINAL DA LIBERTADORES, SOU BRASIL!!! SOU BOCA ATÉ A MORTE""



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 12h11
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Em homenagem ao Amaral e à torcida do Cúcuta, segue um dos momentos mais gloriosos do futebol colombiano:

A conquista do bicampeonato mundial de futebol de botão 93/94.

(Direto dos arquivos da Fiba - a Federation International os Botão Association)

1º Título

1ª Fase - A Colômbia caiu no grupo da morte e se classificou em 1º lugar:

Colômbia 3x4 Rússia

              5x2 França

              4x2 Uruguai

2ª Fase: só o campeão do grupo iria para a final

Colômbia 4x4 Inglaterra (jogão!)

              4x2 Hungria

              8x3 Espanha (a vingança dos colonizados)

Final: contra a Alemanha e Matthaus

Colômbia 1x1 Alemanha (3x2 nos pênalties - Higuita pegou três e levantou o caneco)

O Bi veio no impulso dos 5x0 na Argentina em Buenos Aires

1ª fase

Colômbia 2x1 Argentina (os hermanos queriam vingança e o jogo foi duríssimo)

              2x2 Tchecoslováquia (antes da separação entre Tcheca e Eslováquia)

              4x4 Bélgica (do goleiro Preud-Homme)

Oitavas - 4x3 EUA

Quartas - 6x4 Rússia (após prorrogação)

Semifinal - 4x1 Chile (O Chile havia eliminado a Alemanha num surpreendente 7x1) 

Final - 4x3 Canadá (do centroavante velocista Ben Johnson, que sempre jogava dopado)

 



Escrito por Jubas às 17h59
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Moçada sem querer achei um site(tem que baixar o programa) de poker.
Dei meu aval. Sei que não sou muito confiável.
Mas vale a pena.
www.partypoker.net
Se não der certo bota no google.
Vamos brincar já que o bolão ainda não saiu.

Escrito por Pedrão às 23h51
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Roubei a foto Renatão!
Essa vai em homenagem à Calicu!!!
Parabéns torcedores tricolores!
Os pó-de-arroz! Valeu Bóris!

Perla diz: Ó o Renatão, mesma cara, mesmo sorriso.
Pedro completa: mesma pança...

Escrito por Pedrão às 23h33
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Torcida...

Bolonistas e o frio...

 

 

Garfaram o Paraná Clube, do Pintado. E o São Paulo continua a fazer os jogos mais feios da rodada. Que campeonato chato, minha nossa.

 

Um dia ainda iremos ter um ótimo campeonato nacional. Sim. Um campeonato com começo, meio e fim. Com estádios cheios. Com estatísticas legais. Com periódicos interessantes e uma crítica sem tanta histeria. Um dia teremos o Botafogo como líder do campeonato e ainda assim iremos achar que o campeonato está bom.

 

Um dia ainda teremos uma seleção nacional que jogue no Morumbi, no Maracanã e no Mineirão. No Beira Rio e na Ressacada. Teremos um técnico de seleção que convoque os melhores, que desconvoque, que não atenda empresários. Teremos um time e não um catado. Teremos discordâncias aqui e ali entre os convocados. Mas não teremos desconfianças.

 

Um dia ainda teremos uma Copa do Brasil espetacular. Com times fortes, com jogos emocionantes. Com craques. Com grandes e memoráveis tira-teimas.

 

Ainda vou comprar todos os jogos do meu time, com antecedência, com lugar numerado e vou poder estacionar o meu carro sem horror. Ou vou de ônibus ou metrô e vai ser muito legal, sem encheção de saco. E nesse dia, Morumbi lotado, poderei ir com meus amigos que torcem por outros times, sem grilos.

 

Um dia ainda vou entender porque o Muricy não escala um time com dois volantes. E nesse dia o Mineiro vai estar de volta e vai jogar com o Josué. E nesse dia, também, o Souza será o maior craque da primeira divisão do campeonato coreano.

 

Um dia eu ainda vou gostar do Luxemburgo. Será? Acho que não haverá este dia, definitivamente.

 

Mas eu posso esperar por esses dias. Porque, afinal, hoje é dia de Grêmio. E ponto final. “Até a pé nos iremos...”

 

06.06.07



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 16h25
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Paixões Desmedidas...

Bolonistas Justos e os demais....

 

 

Todos reconhecem a imparcialidade do nosso diário eletrônico quando o assunto é paixão clubística. Poucos locais da rede mundial de computadores são tão justos e emitem opiniões tão desprovidas de paixão como o nosso Bolonistas.

 

Ouso desafiar todos os leitores a encontrar uma única página, uma única linha ou um único indício de torcida por este ou por aquele time. Somos uma página democrática, plural e progressista. E agora, também, seremos mais uma página a favor da integração latino americana!

 

Explico. Minha má vontade com a Libertadores depois da eliminação precoce do São Paulo é evidente. Não tenho paciência para assistir um jogo inteiro do Luxemburgo sem querer que o Fábio Costa tome um frango insofismável. Também não tenho estofo para agüentar o Mano Menezes e aquele time que sei lá por quais cargas d´água consegue vitórias impossíveis. Mas ontem, num frio dinamarquês na capital do cimento, cheguei em casa no início da peleja entre Cucuta e Boca Juniors. Foi um deleite, foi um jogo bom, disputado, alegre, afinado.

 

E o Cucuta é a redenção do ludopédio “sudamericano”! O time joga o tempo todo querendo ir ao ataque. Não dá a mínima para o setor defensivo. Mas também não se intimida com cara feia. Sou um patriota, todos sabem. E a patriotada me faz querer que o Boca Juniors não ganhe outra Libertadores. Afinal, trata-se de um time argentino, como o Santos e o Grêmio. Os três times platinos que sobreviveram na competição tem títulos mundiais e da Libertadores. Não é admissível que os “hermanos” tenham mais um caneco na vitrine. Portanto, o Deportivo Cucuta é a nossa única esperança.

 

Recomendo aos convivas: Assistam aos jogos do time da Colômbia. O futebol agradece. Futebol bem jogado, indolente, displicente, de botão. Merece, definitivamente, o caneco de 2008.

 

Conclamo os Bolonistas: “CUCUTA!!!!”.  

 

01.06.07 



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h52
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Sem palavras...

 

Fonte da Foto: Blog Na Cal.



Escrito por Amaral às 15h51
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