Os Bolonistas


Perdemos.....


Escrito por Pedrão às 09h57
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Acho que há anos falo com Renato, Demas, Pança,
sobre o futebol das mulheres....
Acho que ainda se chamava ano de mil e novecentos....
Juro que nunca falei bem
Sempre zoei e afirmei que esporte feminino não valia a pena.

Queimo minha lingua.
Acompanhando o mundial,
estou vendo que quem não corria nem sofria.
hoje se mata e dá olá feito edmundo.
Como ela mesmo disse:
Drible de gaúcho;
pedalada de Robinho;
arrancada de fenômeno!

MARTA!!!!!!
Amanhã 9 da matina
Vamos ver.
Digo mais, Cristiane;
Daniela Alves; (também rí)
Formiga;
Estér(essa é foda).


Hoje....
9:00....
Esse a gente "guenta"
Salve a mulérada!!!!!

Virei feminista!
Porcos,Chauvinistas,
Vibremos!!!!

Escrito por Pedrão às 04h09
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OOOOOHHH!!!!
UOOOOO!!!!
OOOO!!!!!
Que gramado é esse?

Escrito por Pedrão às 02h58
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Copa América de Futebol de Botão

Após emocionante sorteio, definiram-se as chaves da Copa América de Futebol de Botão, também conhecida como Taça Che Guevara. O Brasil reclamou de cair no grupo mais complicado, mas a Conmebot (Confederación Sudamericana de Fútbol de Botão) rechaçou as alegações de que a bolinha com o nome do Brasil foi posta na geladeira. Na verdade, demos azar porque a Conmebot convidou Maradona para o sorteio. É assim: nas Copas do Mundo, Pelé sempre põe a Argentina no “grupo da morte”. Agora, foi a vez do Dieguito nos ferrar.

Há dúvidas cruciais quanto à escalação do Brasil. Tradicionalmente, o Botão segue as escalações do futebol real, mas com o Dunga no comando há aquela tentação de não sermos 94. Acho que vou encarar o time assim: Doni; Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Mineiro, G.Silva, Julio Baptista e Ronaldinho; Kaká e Robinho. Foda-se o Vagner Love! E nada de Afonso. Talvez, ponha o Josué no segundo tempo.

O Ogro podia me ajudar com a escalação argentina. Será que escalo quatro atacantes: Messi, Tevez, Palacio e Crespo? E para quem dou a camisa 8: Mascherano ou Maxi López??

Seguem os grupos. Os dois primeiros se classificam para a Copa do Mundo. Mas, apenas o primeiro de cada grupo vai para a semifinal.

Grupo 1 – Uruguai, México, Peru e Jamaica

Grupo 2 – Argentina, Colômbia, Bolívia, Trinidad.

Grupo 3 – Brasil, EUA, Paraguai e Equador

Grupo 4 – Chile, Costa Rica, Canadá e Venezuela (Aqui teve bolinha na geladeira, com certeza!)

 



Escrito por Jubas às 17h04
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A capa do dia!




Escrito por Jubas às 14h05
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Quatro a Zero. Quatro....

 

Marta, simplesmente genial. Absurdamente genial. Um Pelé.

Cristiane, simplesmente fantástica. Absurdamente oportunista. Um Bebeto, dos bons tempos.

Daniela Alves, simplesmente cerebral. Absurdamente técnica. Um Raí.

Alguém coloque o gol da Marta neste diário!!! É simplesmente futebol.



Escrito por Amaral às 13h22
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DIA DE FESTA?? DIA DE HOMENAGEM

DIA DE FESTA?? DIA DE HOMENAGEM

  Quinta-feira, 27 de setembro de 2007. Ainda as lembranças de um Morumbi caloroso, cantando a plenos pulmões, como se faz numa cancha argentina. Entrega total dos jogadores. Aloísio, para mim outrora um estorvo no elenco, esbanjando raça e força, rompendo a meta adversária como um aríete, além de levar metade do time do Boca ao desespero quando no final do jogo se plantou como uma rocha, a segurar a pelota junto à bandeira de escanteio. O baleado Souza, os ariscos e habilidosos Dagoberto e Hernanes, o cerebral Jorge Wagner, os raçudos-estabanados Richarlyson e Gianechini, além do oportunista Borges (fundamental para a classificação, no primeiro jogo), nenhum destes merecedor da alcunha "craque", jogaram com o coração na ponta da chuteira e, como um time argentino clássico, derrubaram a maior instituição futebolística argentina.

  Nesta análise superficial, cabe agora uma menção à melhor zaga do mundo. Rogério Ceni, apenas Deus, foi praticamente um espectador. Miranda, o homem de gelo, sentiu um pouco a importância do jogo e, diferentemente de sua tradicional sobriedade, cometeu algumas jogadas estabanadas; nada que a sua própria categoria não resolvesse; Alex Silva, mais do que um zagueiro sensacional, ocupou todos os espaços do campo, por vezes exagerando um bocadinho no seu ímpeto de ir ao ataque para resolver logo a partida. E, finalmente Breno, um fenômeno; habilidoso, preciso, infalível, com uma frieza impressionante e uma soberba certeza de que comanda a linha de defesa - tudo isso, aos 17 anos, sem ter habilitação para dirigir ou permissão legal para comemorar tomando uma gelada.

  O temível e imbatível Boca foi derrubado, logo existiam motivos para festa, certo?? Errado.

  O velho Sobrenatural de Almeida determinou que, na noite em que assistimos a uma exibição de gala de um moleque fenomenal, xerife, que tomou conta do ataque xeneize, o time estivesse usando uma tarja preta pela perda precoce de um Deus da história São-Paulina, um monstro que fez durante muitos e muitos anos o que a molecada atual está apenas começando a fazer. MORREU ROBERTO DIAS.

  Roberto Dias era conhecido "apenas" pela alcunha de "o craque que parava o Rei". O rei em questão era Pelé, então essa alcunha representava o que de mais supremo um defensor poderia aspirar. Numa época de jejum de 13 anos de títulos (com todo o dinheiro do clube transformado em cimento, para que o Morumbi fosse erguido), ele era "O" motivo de orgulho para toda a torcida tricolor. Atuou no São Paulo durante pouco mais de doze anos e deixou o Morumbi para atuar no Jalisco, do México. Desde que estreou com a camisa são-paulina, em julho de 1961, Dias disputou 450 jogos pelo time e marcou 69 gols. Dias esteve presente no bicampeonato de 70 e 71, já com Gérson no comando, que encerrou a árida década de 60.

Vai com Deus, Dias. Junte-se aos melhores, como você, continue comandando a zaga aí em cima e inspire sempre os nossos moleques. Todo tricolor que te viu, ou que ouviu as suas façanhas sentirá saudades

 



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 10h55
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A ponte. O meio da ponte.

Senhores:

Artigo publicado na Folha de ontem. Ilustrada.

Irretocável.

 

JOÃO PEREIRA COUTINHO

E Scolari ficou no meio da ponte

Não sou herói. Não sou covarde. Sou um meio-termo. É a minha desgraça. Certo dia, tinha uns 14 ou 15 anos, envolvi-me em cena de pancadaria nas ruas. Para defender a honra de uma fêmea, levei de um macho. Barbaramente. Cheguei em casa e, com os olhos fora das órbitas, o meu pai, que Deus o tenha, deixou-me a lição de uma vida: quando bateres, bate para acertar. Caso contrário, o melhor é estares quieto. Quem fica no meio da ponte leva de todos os lados.

Foi impossível não lembrar estas sábias palavras quando Luiz Felipe Scolari partiu para um jogador sérvio com o propósito de lhe assentar os cinco mandamentos. Ponto prévio: sempre defendi Scolari. Quando o homem chegou a Portugal, o preconceito antibrasileiro, típico de selvagens com complexos de culpa colonial, crucificaram o homem nos jornais. Comigo não, violão. Comigo não, Felipão. Arregacei as mangas e lembrei uns fatos: o homem era campeão do mundo; o homem era bom; o homem, a prazo, conseguiria proezas que nenhum português conseguiu em cem anos de futebol.

Falei e disse. O homem não foi campeão do mundo, mas quase. Quarto lugar na última Copa do Mundo, um feito só igualado em 1966 (com o lendário Eusébio). E, quando Portugal organizou o torneio europeu em 2004, a equipe chegou à final, coisa nunca vista pelos patrícios. Perdeu para a Grécia, sim, mas perdeu bem. Felipão fizera o possível e o impossível para espremer leite de tetas secas.

O último jogo contra a Sérvia alterou tudo. Um empate nos últimos minutos, com gol miseravelmente ilegal. E, quando o sérvio -Dragutinovic, eis o nome- avançou sobre Scolari, as palavras do meu pai voltaram a ouvir-se do Além: quando bateres, bate para acertar. Caso contrário, o melhor é estares quieto.

Scolari não esteve quieto. Mas também não bateu para acertar. Ficou no meio da ponte e levou de todos os lados. Da Uefa, da torcida. Do presidente da República, do primeiro-ministro. Do açougueiro, do taxista. Só não levou do próprio sérvio, porque alguém o agarrou. Haverá perdão para tamanho fracasso?

Não creio. Fecho os olhos e a triste seqüência ainda hoje me assalta durante o sono. Scolari avança para o bicho. Avança trêmulo. Tenta um jab de esquerda, na melhor tradição do pugilismo clássico. Mas o movimento é tão denunciado, tão lento e tão fraco que o sérvio se esquiva com arrepiante facilidade. Pior: depois do falhanço, Scolari recua. Arrepende-se. Foge. O meu pesadelo termina com a bandeira de Portugal atirada para a lixeira. Às vezes, termina rasgada. Ou em chamas. Desperto da cama com um grito, ofegante e lavado em suor. E agora?

Agora, a Federação Portuguesa de Futebol já avisou que não tenciona demitir Scolari. Que pena. Que vergonha. Que miséria. Scolari desonrou Portugal. Não falo do empate. Não falo da agressão. Falo da ausência de agressão. Ou, se preferirem, de uma agressão iniciada e falhada. Ao não acertar no sérvio como ele merecia, Scolari mostrou uma falta de fibra que, mais cedo ou mais tarde, acabará por contaminar a equipe. Quem viver verá.



Escrito por Demas às 10h15
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I Arthur

O moleque vivia correndo, driblava os obstáculos da rua em giradas com o corpo elástico e passadas que lembravam ensaios de dança de salão, corria elegante apesar de um pouco estabanado. Por vezes ao fazer a curva do quarteirão perdia o controle do caminhado acelerado e trombava com algum desavisado. Tudo parte de uma brincadeira solitária, imaginada, que inventava na cabeça, pensava estar em um jogo de futebol com zagueiros mais fortes e volantes duros, girava o corpo, gingava com as pernas, pulava os carrinhos, saltava os corpos atravessados no campo até achar uma boa pedra, uma caixa de papel, uma tampinha de garrafa, uma latinha de cerveja, para desferir o chute fatal, preciso. Pulava pela rua feito um pequeno louco saído do hospício. Fizera o gol. Encarava as trombadas eventuais como uma jogada infeliz que não tivera como finalizar. Um erro de passe do companheiro ou uma atitude fominha de sua parte. Caia em risadas, enquanto o pobre senhor com as mãos na barriga tentava recuperar o fôlego para, então, gritar com o moleque que já longe - recebera um passe longo - corria a gritar desculpas.

Sandra tinha pouco menos que sua idade. Criança também, achava graça do vizinho de bairro, sempre apontava para ele de longe e a mãe olhava insatisfeita pelas escolhas estéticas da sua bela filha. Menino maluco, minha filha, que graça tem esses pulos, parece doente da cabeça. A menina todas as vezes desapontava-se com a mãe, que não conseguia entender a beleza que só ela parecia ver.

Era uma tarde quente, o Rio inteiro parecia de folga, as pessoas na rua tomavam sorvete e refrigerantes para aplacar o calor. Cervejas nos botecos lotados e poucas roupas vestiam a maioria dos homens. As mulheres ainda eram, em sua maioria, adeptas às roupas sérias cobrindo o corpo, apesar do forno que se escondia embaixo dos panos. Arthur vinha apenas de shorts e chinelas de dedo, protegendo os pés do chão incandescente, correndo como sempre, driblando seus adversários imaginários. Sandra o notou antes. Ele pulou um saco de batatas escorado em frente à venda e depois girou o corpo passando as costas pelo Seu Coutinho, que caminhava tranquilamente pela rua chupando seu picolé. O senhor fitou o garoto e sorriu, Sandra via tudo, apesar da mãe a puxar sem querer para o lado oposto do acontecimento. Sem ter a intenção, Arthur correu em direção às duas e quando foi driblar a mãe de Sandra, seus olhos encontraram os da menina. Um instante tão pequeno como piscar os olhos. O suficiente para tirar toda a concentração do jogo, e pimba no chão. Rolou três vezes no asfalto, queimou o corpo e esfolou joelhos e cotovelos. Ficou por lá, arrastou-se levemente para uma sombra de árvore ali ao lado e deixou-se sofrer de olhos fechados. Estranhamente guardou a foto da menina na lembrança. Escondido nas dores do corpo, silencioso, o olhos cerrados não tiravam a imagem de sua mente. Ouvia as vozes de socorro ao longe, não pela angústia dos arranhados e o calor do asfalto, mas, pela primeira vez algo o tirou de campo, sua primeira contusão séria, precisava de atendimento.

Levantou-se ainda tonto, atordoado, procurou seu mais severo adversário e não o encontrou, outras pessoas, algumas conhecidas vieram ao seu socorro, mas a menina sumira na pequena multidão e ele tentava esquecer a dor para procura-la. Foi Seu Coutinho que o levou para casa, o carregou por uns metros, mas o garoto pediu para ir andando. Foi, mas demorou uma eternidade, mancando e se arrastando de dor e de raiva por ter perdido a menina de vista.

A bela zagueira, sua mais implacável oponente.



Escrito por Renato às 16h08
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Belo trabalho publicitário

Dave Meyers/AP
"Estou bem melhor do que onze anos atrás", diz Alicia Silverstone em campanha pró-vegetarianismo
"Estou bem melhor do que onze anos atrás", diz Alicia Silverstone em campanha pró-vegetarianismo


Escrito por Jubas às 17h51
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O glorioso Linense venceu o Mirassol, em Mirassol, por 1x0. As notícias dão conta que foi pouco.

E, sábado próximo futuro, o clássico: Ferroviária x Linense

Acho boa pedida.



Escrito por Amaral às 09h24
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Algumas moedas. (republicação)

Senhores:

Releio bastante o nosso diário. Passo os olhos sobre letras conhecidas com gosto novo. Sempre.

Nessas visitas, vez em quando topo com algum texto de minha pena. Invariavelmente critico sua carne. Sempre mudaria alguma coisa.

Mas houve uma exceção: encontrei um texto que escrevi no dia 11.06.2007 e publiquei às 12h23 sob o nome "Algumas moedas". É um texto sobre o Tricolor.

Pois hoje, três meses passados, afirmo: não mudo uma linha do que escrevi. Nunca um texto meu resistiu ao tempo com tamanha robustez. O orgulho foi tanto que ouso republicá-lo, tal como foi escrito no primeiro semestre. Quem quiser, pode dar uma olhada na primeira publicação (http://osbolonistas.zip.net/arch2007-06-01_2007-06-30.html), mas aviso que é inútil: o texto foi republicado integralmente, sem edição.

Ei-lo.

"Algumas moedas

Senhores, os torcedores.A gosma que os une, sob tal bandeira, é matéria sutil, morna. A força indivisível que abraça homens e mulheres na suruba clubística não é explicada pelo óbvio antagonismo contra o outro, pela herança étnica, pela comunidade de valores.

Não, há algo imaterial que junta torcedores sob uma mesma marchinha. Algo maior e mais pálido. Algo superior e silencioso.

Percebam que atleticanos só o são porque compartilham a mesma mania de perseguição. Parem de roubar o Galo e verão a torcida esfacelada, puída em farrapos. O afano da Libertadores em 81 gerou nos atleticanos o conforto que embala as vítimas. "Jamais ganharemos: não nos deixam. Se deixassem, veriam só".

Os botafoguenses são irmãos no fantástico. Participam da mesma fleuma diante do inenarrável. Perguntem ao torcedor sobre aquela virada sofrida aos 48 minutos e receberão uma carantonha. "É assim mesmo". Tudo o que, em outros clubes, prenunciaria uma revolução, no Botafogo é chamado de terça-feira nublada. Os botafoguenses desistiram de reagir frente ao absurdo. É isso que os une, indivisível e compulsoriamente.

E nós, os tricolores? O que nos explica?

Essa é moleza: os são-paulinos, todos nós, somos uns mal-acostumados. Partilhamos a soberba que orna os salões de troféus abarrotados. Recusamos o segundo lugar com cólera, a baba escorrendo pelos cantos da boca e os olhos rubros de fúria.

Conheço um que só visita o Morumbi em finais, no segundo jogo. Um único propósito: receber a faixa. A derrota, quando vem, traz consigo uma mágoa secular, um arroto de traição pela mulher amada. O são-paulino só existe na vitória: é um pífio arremedo de torcedor no fracasso.

E não é qualquer vitória que alimenta a fome tricolor. Não há Paulista, Super Copa, Copa Sul-americana que baste. Para o são-paulino, um Campeonato Brasileiro é só o couvert para a Libertadores. O tricolor tolera ser campeão brasileiro, vibra com um superior "eu já sabia" e se prepara para o sorteio das chaves americanas.

Os são-paulinos são tão mal-acostumados que só aplaudem jogador com mais de cinco títulos no portifólio. Raí foi vaiado por anos seguidos. E só virou ídolo quando faturou alto nos cassinos do futebol. Ele nos convenceu com taças, e demos o braço a torcer. Gritamos o nome de Zetti quando Rogério já fazia história. Paramos de xingá-lo quando exibiu aquele uniforme de super herói no Japão e trouxe o Mundial.Não freqüentamos os estádios quando o time vai mal. Nunca. É nítida a razão: o campeonato é uma obrigação. Ninguém aplaude o funcionário que atrasa. Ganhar todos os campeonatos, em seqüência, é uma trivial necessidade para o são-paulino modelo. Só comparecemos na final e aplaudimos o título, como o patrão que entrega o panetone para a secretária no fim do ano.

Pois o momento é perfeito para o são-paulino arquetípico: nunca foi tão fácil ser mal-acostumado.Por uma razão básica: o tricolor alcançou tal perfeição tática que tornou as vitórias absolutamente inevitáveis. A defesa do São Paulo não só é a melhor já apresentada pelo time em qualquer campeonato, como também é a melhor zaga que já desfilou neste país, em qualquer tempo. Miranda, André Dias, Alex e Breno são os melhores zagueiros brasileiros vivos. Percamos a modéstia canalha: os quatro são os melhores zagueiros do planeta, com sobras fartas.

O time do São Paulo se recusa a tomar gols. Não é sorte: é proposital. Miranda é o zagueiro mais rápido que já vi. Alex, um dos mais atrapalhados, é um virtuoso no apoio. Breno é o Alexandre Pato da retranca. E André é um Mauro Galvão que tomou vitamina na infância.

Felisbino é um Sorín mais macho. J. Wagner, um Danilo veloz. Só um louco não vê em Souza o lateral titular da seleção. Hernanes, sozinho, é melhor que o time da Itália que ganhou a Copa. E Rogério é o maior arqueiro da história. Deste ou de outro planeta qualquer.Vejam as folhas daqui a alguns meses. E lá estará no escore que Ceni não terá tomado duas mãos cheias de gol no Campeonato Brasileiro. Beirará o rídiculo. Haverá debate sobre se o São Paulo terá a melhor defesa da história.

Na verdade, todos o saberão, mas, por pudor clubístico, os adversários só o admitirão no escuro de suas consciências. "Não posso dar bandeira: não posso admitir que Ceni é o maior, que o São Paulo é imbatível, que Miranda ridiculariza Gamarra. Devo resistir". Sofrerão os adversários. Terão de trair suas verdades para diminuir o Tricolor.

O Tricolor terminará esse Campeonato sem tomar mais de dez gols, e esse feito será lembrado, com um orgulho doentio, por todos os são-paulinos. Aposto no meu vaticínio algumas moedas.Se perder a aposta e o time desandar a tomar gols, garanto, senhores, que me comportarei segundo o protocolo são-paulino.

"Esse time é uma bosta. Sempre falei isso. Está na hora de Ceni se aposentar".

Escrito por Demas às 12h23

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Escrito por Demas às 14h05
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COMUNICADO OFICIAL

A DIRETORIA DO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, MOTIVADA POR UMA SÉRIE DE EVENTOS QUE SE INICIARAM COM A QUEDA DESTE QUE É UM ÍCONE DO FUTEBOL DAS MINAS GERAIS PARA A SEGUNDA DIVISÃO DO FUTEBOL NACIONAL, ATÉ OS RESULTADOS SOBRENATURAIS RECENTES E AS DERROTAS INEXPLICÁVEIS PARA O ODIOSO CLUBE DE NOME CRUZEIRO, APÓS CONSTITUIR COMISSÃO COMPOSTA POR SACERDOTES DE DIVERSAS RELIGIÕES E PARANORMAIS VEM, POR MEIO DESTE COMUNICADO SOLICITAR, EM CARÁTER IRREVOGÁVEL, QUE O SR. JOSAFÁ FRANKLIN RODRIGUES DEIXE DE ASSISTIR ÁS PARTIDAS DO TIME, UMA VEZ QUE OS DETALHADOS ESTUDOS E PESQUISAS REALIZADOS CONCLUÍRAM QUE A FORTE ENERGIA QUE ESTÁ PREJUDICANDO O TIME TEM COMO EPICENTRO A SUA PESSOA, NUM FENÔMENO DE MÁ-SORTE CONHECIDO POPULARMENTE PELA ALCUNHA DE "URUCUBACA" OU "PÉ-FRIO".

COM A CERTEZA DA COMPREENSÃO DO REFERIDO CIDADÃO E A DE QUE O DESTINO DO NOSSO GALO FORTE E VENCEDOR É A GLÓRIA, AGRADECEMOS DESDE JÁ.

A DIRETORIA




Escrito por Ogro às 12h59
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cabezículas

1 - A gloriosa Portuguesa de Desportos sempre foi um fenômeno do futebol brasileiro:

- Um punhado de cinco mil portugueses sócios de um clube que já teve cinquenta mil sócios sustenta um clube inteiro e um estádio, através de suas mensalidades (sim, é verdade, o único clube da marginal Tietê que tem um estádio é a Lusa);

- A história da Lusinha conta com três títulos paulistas, sendo que o terceiro, em 73, foi o título mais engraçado de todos os tempos. Pelos seus esquadrões já passaram inúmeros craques, alguns imortais como o monumental Djalma;

- Sua torcida, minúscula, é respeitada e temida pelas torcidas dos chamados "grandes".

-Numa época de penúria, caiu para a segundona do brasileiro e só não caiu para a terceirona do brasileiro por um sopro divino no último jogo (afinal, MILAGRES EXISTEM SIM).

-Agora, já tendo subido novamente pra primeirona do paulistão, segue disputando a volta à elite nacional;

- São-Paulino que sou, sinto que me esbaldarei de vinho português, alheiras e bolinhos de bacalhau (afinal, a primeira divisão está enfadonha).

-DÁ-LHE LUSA!!

2 - Neste sábado, uma grande tristeza tomou conta de mim - eu não estava mais acostumado a ver o Rogério tomar um gol.

3 - Nesta segunda, todo atleticano pode entrar nas lojas de cruzeirenses, pegar mercadorias, gritar, esbravejar e exigir trocas e reeembolsos, afinal, o freguês tem sempre a razão.

4 - No campeonato mais importante do mundo (não preciso dizer qual), a esquadra Xeneize do Boca triturou o Banfileld por 6x0, com 4 gols de Palermo (claro que nenhum de pênalti). Sinal de alerta para o tricolor....O Boca divide a ponta com o Independiente.

5- Quanto à Linense, só dúvidas.




Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 12h38
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Genialidade

"O sujeito que não acredita em milagre é capaz de tudo. Basta ver-lhe a face espessa , o riso encharcado de saliva, o ríctus alvar e, em suma, toda uma inestancável estupidez a escorrer-lhe da figura abominável. É susceptível dos piores sentimentos. E conheci um que não respeitava nem as cunhadas! Quanto a mim, com satisfação o confesso: - acredito piamente em milagre. Ou por outra: - só acredito em milagre. A meu ver o fato normal, o fato lógico, o fato indiscutível merece apenas a nossa repulsa e o nosso descrédito. É preciso captar ou, melhor, extrair de cada acontecimento o que há, nele, de maravilhoso, de inverossímil e, numa palavra, de milagre. E não vejo como se possa viver e sobreviver sem milagre." (Nelson Rodrigues, Manchete Esportiva, 3/3/1956).
 



Categoria: Cacos de Existência
Escrito por Zecão às 17h09
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rumual mundial.....
heehehehhe
A diferença é que a gente inda brinca
Parabéns!!!!!!!!!!!!
Chegaram aqui.....
irritantemente....
Dá-le campeão!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PArabéns!!!!!!!!!!!!

Escrito por Pedrão às 05h41
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Salve o Judo brasileiro!!!!
duas perguntas:
qual o grito de torcida mais bonito?
Qual o gol mais bonito?
Digo do brasileiro
fora o do mengão em cima do cruzero.....

Escrito por Pedrão às 05h32
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NOTA FÚNEBRE

COMUNICAMOS, POR MEIO DESTE, A QUEM INTERESSAR POSSA, O FALECIMENTO DO ASTERISCO QUE ACOMPANHAVA, HÁ UM LONGO TEMPO, O CRUZEIRO DE BELO HORIZONTE, MANIFESTANDO O NOSSO PESAR À TORCIDA ALVI-CELESTE, BEM COMO AOS SEUS NOVE PONTOS DE DISTÂNCIA DA PONTA DO CAMPEONATO, AGORA ÓRFÃOS.


OBS: Ô, MUITO MELHOR QUE O ETO´O, MUITO MELHOR QUE O ETO´O.

Escrito por Ogro às 21h41
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Hoje:

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

 



Escrito por Amaral às 18h08
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Batatais Futebol Clube

FONTE: WIKIPEDIA

Nome Batatais Futebol Clube
Alcunhas Fantasma da Mogiana
Fundação 18 de Setembro de 1919
Estádio Oswaldo Scatena
Capacidade 13.000
Presidente Moysés José Cocito
Treinador
Liga Campeonato Paulista Segunda Divisão
Divisão 2007 Em Disputa
Website http://www.batataisfc.com.br
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Primário
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Secundário
editar

O Batatais Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol da cidade de Batatais, interior do estado de São Paulo. Atualmente disputa a Segunda divisão (Quarta divisão) do Campeonato Paulista. Foi fundado em 18 de setembro de 1919.

 Estaduais

Outras Conquistas

  • Série Ouro da Segunda Divisão: 3 vezes (1957, 1959, 1973).

Categorias de Base



Escrito por Ogro às 09h15
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Clube Atlético Linense

Fonte: Wikipedia
Linense
Nome Clube Atlético Linense
Alcunhas Paquiderme Escarlate
Mascote Elefante
Fundação 12 de Junho de 1927
Estádio Gilbertão
Capacidade 11.000
Presidente Hussein Hammoud Neto
Treinador Vilson Taddei
Liga Campeonato Paulista A3
Divisão 2007 8° Colocado
Website linsvirtual.com.br
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body_redhoops.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Primário
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body_whitehoops.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Secundário


O Clube Atlético Linense é um clube brasileiro de futebol da cidade de Lins, interior do estado de São Paulo, fundado em 12 de junho de 1927, e posteriormente em 11 de fevereiro de 1930. Atualmente disputa a Série A3 do Campeonato Paulista (que é, de fato, a 3ª divisão estadual).

Após vencer o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1952, disputou a primeira divisão do Campeonato Paulista de 1953 até 1957, destacando-se uma goleada por 4 a 1 no São Paulo Futebol Clube. Em 12 novembro de 2006, o Linense conquistou o acesso ao Paulista Série A-3, terceira divisão estadual, que se iniciou em 28 de Janeiro de 2007. É o clube que revelou Leivinha, ídolo do Palmeiras, da seleção brasileira e do Atlético Madrid, foi também o clube que realizou a primeira transferência internacional do Brasil, negociando o atacante Américo Murolo com a Itália.

 Estaduais



Escrito por Ogro às 17h36
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Corrida Maluca

Bolonistas Chatonildos...

 

 

Muitos não gostam. Reconheço. É difícil entender as coisas que são transmitidas pelo Galvão Bueno. Mas se alguém se interessa por rocambole, é simplesmente ótima a lambança da McLaren e o “vazamento” de informações técnicas da Ferrari para a rival inglesa.

 

Os requintes de trama de folhetim policial são mui fantásticos. Tudo se encontrará na trama: choro, ganância, lindas beldades, egos, superegos, jantares caros, escutas telefônicas e sabe se lá o que mais. A última página é assaz aprazível e dá conta que o espanhol Fernando Alonso, a caminho do tricampeonato, deu com a língua nos dentes para os velhinhos da Federação Internacional. Vale acompanhar a novela. Vai virar filme. E indico dois sítios para quem quer acompanhar a milonga:

 

http://bligdogomes.blig.ig.com.br/index.html - Diário Eletrônico do jornalista Flávio Gomes. Ótimo e divertido sítio para quem gosta de carros, de corridas de carros, da Portuguesa de Desportos e de comunismos de todos os tipos.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/novograndepremio - Sítio Grande Prêmio.

 

Não é a primeira vez que este diário dedica linhas à corrida de carros. Eu gosto. Prefiro, evidentemente, aquelas que são disputadas no tapete da minha sala, com protótipos de todos os tipos e tamanhos. Mas corridas de carro são divertidas. E também não é a primeira vez que este Diário foge de seu assunto central, que é a confraria de onze ébrios.

 

Futebol? Sim, as rodadas se avolumam. É impressionante como o Dagoberto tem feito goles bonitos. O último? Uma pintura. Hernanes deu uma pedalada daquelas. O São Paulo está no prumo. O Cruzeiro, joga bem. Faz bem a lição. O Edmundo, se jogasse todos os jogos do mesmo jeito, faria o Verdão chegar muito próximo dos líderes. E o gol de falta do Ronaldo Gaúcho foi obra. De arte.

 

Mas, sinceramente, alguém quer mesmo discutir futebol com algum sãopaulino???

 

10.09.07



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h01
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más cabezículas

1 - No campeonato brasileiro mais emocionante, a série C, começamos por uma derrota calamitosa do verdadeiro América (o carioca) para um time gaúcho de uma universidade Luterana - triste, para passarmos pelo heróico empate do "dragão", Atlético Goianense contra o Villa Nova de Nova Lima, no caldeirão Castor Cifuentes e o igualmente sensacional empate do Fast, de Manaus, o time que já peitou o mítico Cosmos e desta vez segurou o Bahêea.

2 - Na segundona, a obstinada Lusinha triturou o Ituano por 3x1, está próxima da zona de classificação e merece um bom caldo verde e algumas alheiras. Alegria;

3 - Já na tediosa série A, Flamengo e Atlético-MG massacrados - nada novo, Botafogo, o cavalo mais paraguaio de todos os tempos massacrado - também nada de novo; derrota corintiana - normalíssima e o Vasco, sempre tão empenhado em arrumar tijolos para seus torcedores e dirigentes que invadem o campo, ao invés de arrumar bons zagueiros, derrotado - também nenhuma novidade. A novidade da rodada foi a maravilhosa iniciativa ecológica do Palmeiras - agora, com aqueles uniformes, eles não precisam mais acender os refletores e gastar inutilmente energia.

4 - Já no maior campeonato do mundo, o argentino (apertura), a única anormalidade foi o massacre de 5x0 imposto pelas gallinas do River aos rapazes do Velez, com destaque para três gols da revelação Belluschi. A cabeça "del fortín" doi. Como última nota, destaque para a surpreendente campanha do recém-promovido Tigre.



Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 11h22
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Aviso Importante:

 

Este diário curte o feriado.

 

É dia de São Rogério.

 

Voltamos Segunda Feira.

 

Obrigado.



Escrito por Amaral às 14h26
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cabezículas

Merecem gigantescos destaques, na terceirona, a vitória heróica do "América de verdade" (o carioca) contra o Itumbiara, o Gigante do Vale e a igualmente épica vitória do Atlético - GO, time dono da segunda maior torcida de Goiás, conhecido pela alcunha de dragão, contra o Voltaço, ambas por 2x1. Sinto que os bons tempos de Edu, Luizinho e Baltazar estão voltando.

Na divisão principal, um jogo monótono no Morumbi no sábado, uma pelada engraçada entre alvinegros no domingo e um resultado normalíssimo em Belo Horizonte.

Na segundona, a minha lusinha segue cambaleando como sempre.

No maior campeonato do planeta, o argentino (apertura), destaque para o "pombo sem asa" desferido pelo Vélez, desde sua intermediária, que derrubou o atual campeão San Lorenzo, dando a vitória para a equipe de Liniers. De resto, mais um pouco do mesmo.




Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 17h48
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