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Nomes
Volto à questão dos nomes. Um dos mais bacanas dos últimos tempos é este Adoniran, do Santos. Nunca tinha visto o rapaz jogar, nem sei se é bom de bola. Mas torço para que este caboclo vingue no futebol. Adoniran é nome de craque. E mostra que seus pais são gente fina. Por isso, pra mim, a revelação do campeonato é o Adoniran.
Escrito por Luís às 07h43
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Piadas Prontas (Parte 2)

Escrito por Demas às 17h35
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PIADAS PRONTAS
Desde o "imortal" zagueiro Picón, Uruguaio que era reserva do São Paulo na década de 90, eu adoro piadas prontas que animam transmissões esportivas e dão alegria a radialistas.
Do site da Gazeta Esportiva
Leão veta Denis e escala Adriano. Pinto é dúvida.
(*) - trata-se do atacante chileno Sebastian Pinto.
Escrito por Ogro às 13h30
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BELO EXEMPLO
EM HOMENAGEM A TODOS OS CARTOLAS E JOGADORES BRASILEIROS QUE LAMBERAM AS BOTAS DOS MILICOS DURANTE A DITADURA E HOJE FINGEM QUE NADA ACONTECEU POR AQUI.
Do Olé
A 32 AÑOS DEL GOLPE DEL 76 Fútbol por la memoria
En la sede del Museo, que se inauguró donde funcionaba el centro clandestino Mansión Seré, se realizó un partido del que participaron jugadores, dirigentes, periodistas y actores.
PARTIDO. El Turu Flores encara, Martín Souto, periodista de TyC, lo marca.
Con motivo de conmemorarse el 32 aniversario del Golpe de Estado de 1976 y a 30 años de la fuga y del cierre de la Mansión Seré como centro clandestino de detención, se realizó hoy el partido "A 30 años, fútbol por la vida" en el predio de la Casa de la Memoria y la Vida, emplazada en el mismo lugar donde funcionó ese centro clandestino de detención.
Participaron Guillermo Fernández y Claudio Tamburrini -dos de los cuatro jóvenes que lograron escaparse del centro de detención en 1978 y que hoy viven en Europa; los protagonistas de la película "Crónica de una Fuga", los actores Pablo Echarri, Diego Alonso, Nazareno Casero, Rodrigo de la Serna, Lautaro Delgado y Pablo Ribba; su director Adrián Caetano; los músicos Iván Noble y Palo Pandolfo; los periodistas Ariel Scher, Marcelo Zlotogwiazda, Martín Souto y los futbolistas José Flores, Héctor Almandoz, Alejandro Mancuso, Leonel Gancedo y Alberto Carranza. También estuvieron el presidente de Vélez, Alvaro Balestrini y el dirigente Raúl Gamez.
Por su parte, Pedro Troglio, quien hoy se desvinculó de Independiente y vivió a cuatro cuadras del lugar en cuestión, asistió al partido con la intención de contribuir a la revitalización de la memoria colectiva. "Yo soy del barrio. Antes vivía a cuatro cuadras de este lugar y no tenía idea de lo que pasaba acá. Ahora que puedo hacer algo al respecto decidí colaborar para llevar adelante una causa noble", explicó Troglio.
Por la mañana, se realizó la "Prueba Atlética por la Verdad, la Memoria y la Justicia", una maratón de 10 kilómetros para todas las categorías masculinas y femeninas en la que 1.200 atletas recorrieron las calles de Castelar.
Escrito por Ogro às 20h40
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O Campeonato mais emocionante
Nesta temporada, sempre achei que o Campeonato Inglês era o mais emocionante. Bons jogos, vários 4x4, estádios lotados, golaços, a bola vai da defesa para o ataque numa velocidade impressionante. E o principal: equilíbrio na tabela. Arsenal e Manchester dividiam a liderança até a semana passada. Aí, vieram duas rodadas e ficou assim:
Manchester United – 73
Chelsea – 68
Arsenal – 67
Liverpool – 59
Everton - 57
Cinco pontos de diferença entre o líder e o vice, agora o Chelsea. Isso mesmo: CINCO PONTOS. Não dá para tirar essa diferença numa rodada. Para quem via um campeonato com líder e vice empatados ou variando entre um e dois pontos, o Inglês, agora, deve ter o mesmo campeão de sempre: o bom e velho Manchester.
Então, olhei os outros torneios e vejam só: o Real, que chegou a abrir nove pontos de vantagem, perdeu e o Barca voltou a ganhar. Ficou assim:
Real Madrid - 62
Barcelona – 58
Villarreal - 56
Atlético de Madri - 50
A diferença caiu para quatro pontos. É menos do que no Inglês. QUATRO! Nada que se possa tirar com uma rodada, mas está mais parelho que o Inglês.
Reparei, em seguida no Italiano, onde a Inter já dava de barato o título e, de novo, após uma vantagem de nove pontos, apenas quatro separam o líder e o vice:
Internazionale – 68
Roma - 64
Juventus - 58
Fiorentina - 53
Milan – 49
Pois é! A Roma ganhou. A Inter perdeu. Para quem estava mais antenado em ver se o Milan se classifica ou não para a Copa dos Campeões, o Italiano, agora, pegou fogo pela liderança.
Então, procurei meu time e vi que ele nem pegaria Copa dos Campeões. Quinto lugar! Mas, a diferença do primeiro para o quinto são dois pontos.
Guaratinguetá -31
Palmeiras – 31
Ponte Preta – 30
Corinthians – 30
São Paulo - 29
Eu disse DOIS PONTOS!! Do primeiro ao quinto colocado. Três rivais históricos embolados tentando a liderança, hoje conquistada por um time modesto pelo saldo de uma única vitória a mais do que o segundo colocado.
Taí o campeonato mais emocionante!
Escrito por Jubas às 19h35
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Parabéns aos Campeões do Gelo e a todos os torcedores da "Ai, Que Loucura"!!!

Escrito por Demas às 17h33
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GLORIOSO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO GALO FORTE VINGADOR! Parabéns! A MASSA ESTÁ EM FESTA!

Escrito por Frank às 17h09
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GALO FORTE VINGADOR! Esse cara é bom?
| Castillo: segundo Geninho, referências são as melhores (24/03) |
| Rodrigo Fonseca - Portal Uai |
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| Jorge Gontijo/EM |
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| Castillo estava no Bolívar (BOL) | |
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 | Achar um camisa 9 vem sendo a grande dor de cabeça do técnico Geninho. Ele já tentou Marinho, Vanderlei, Marcelo Nicácio e Eduardo. Nenhum deles convenceu neste começo de ano. A esperança agora se chama José Alfredo Castillo, atacante boliviano que estava no Bolívar, de La Paz. Pelas palavras de Geninho, Castillo tem todas as características de um autêntico artilheiro.
“Me passaram informações do período em que ele esteve no México, conversei com amigos que tenho no México. Dizem que é um jogador que tem uma facilidade incrível em fazer gols. Por tudo que vi, é um definidor, que cabeceia bem, bate muito bem com os dois pés, tem presença muito grande na área. Vi alguns gols muito interessantes. Fez três contra o Boca num jogo da Libertadores, fez gol contra a Argentina”, disse Geninho.
Se na teoria Castillo agradou, o treinador espera agora ver o atacante em ação: “Espero que possa vir aqui confirmar tudo que se falam dele ou que acabei vendo em cima do material que me mandaram”.
José Alfredo Castillo nasceu em Santa Cruz de La Sierra. Tem 25 anos, 1,81m de altura e pesa 81 quilos. Seu primeiro clube profissional foi o Oriente Petrolero (BOL). Depois atuou pelo Tecos (MEX), Rosario Central (ARG), O'Higgins (CHI) e Bolívar (BOL).
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Escrito por Frank às 16h10
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Feliz Aniversário

Craque. Joga muito. joga feliz. Brinca com a bola. Brinca com os companheiros. Entorta adversários. Estufa as redes. Passes inacreditáveis. Eu passaria horas fazendo enumerações óbvias para esse jogador incrível. Mas vocês o conhecem. Como ontem fez 28 anos, apenas mando meu abraço para Ronaldinho, esse carinho com a bola é tudo que nele admiro. Cabra completo!
Inté.
Escrito por Renato às 11h38
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Viva o Google
Meus tempos de criança 1957 Ataulfo Alves
Eu daria tudo que eu tivesse Pra voltar aos dias de criança Eu não sei pra que que a gente cresce Se não sai da gente essa lembrança
Aos domingos missa na matriz Da cidadezinha onde eu nasci Ai, meu Deus, eu era tão feliz No meu pequenino Miraí
Que saudade da professorinha Que me ensinou o beabá Onde andará Mariazinha Meu primeiro amor onde andará?
Eu igual a toda meninada Quanta travessura que eu fazia Jogo de botões sobre a calçada Eu era feliz e não sabia
Escrito por Renato às 17h21
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Das outras....
Bolonistas em tempos de dérbi...
Sincera e honestamente, nunca tinha reparado naquela pequena loja de secos e molhados que fica na esquina de minha rua. Talvez a pressa do dia a dia. Ou, quem sabe, o fato de normalmente estar de carro. É difícil se andar a pé na cidade grande. Muito difícil. O que é uma pena, concluí.
A loja até que era simpática. Um balcão de madeira bem trabalhado, daqueles antigos. A madeira parecia ser carvalho. Não conheço madeira suficientemente para atestar fé, entretanto. No balcão, uma porção de recipientes de vidro com diversos acepipes de encher a boca d'água: Amendoim, castanha de caju, castanha do Pará, figos secos, azeitonas em conserva, das pretas e das verdes, sardela, pão de lingüiça, maçã desidratada e uma porção de outras coisas visualmente atraentes.
Entrei na loja por acaso, é verdade. Parei só para perguntar se sabiam onde era a Rua tal e qual. Mas o aconchego e o cheiro dos salgados, doces e da madeira me detiveram. E uma enorme bandeira da Ponte Preta ornava o local, atrás do balcão. Inevitável puxar assunto.
O dono do armazém era um senhor de longas suíças, barrigudo e com cara de boa gente. Proseador. Foi logo contando a história do boteco. Abriu uma garrafa de cerveja enquanto preparou uma pequena travessa com as sementes. No tomate seco despejou azeite e me ofereceu guardanapo.
O nome da peça rara era Varela de Vieira. Varela, em homenagem ao carrasco Obdulio, da seleção uruguaia de 50. Nascido no Uruguai, o pai dele era um português que trabalhava no consulado luso em Montevidéu quando o pequeno nasceu. Era a justa homenagem para o povo que o acolhera, me explicou sobre as razões do pai.
E contou que criança foram deslocados para o Consulado em São Paulo. E que o pai ficou viúvo e, desencantado, resolveu largar a carreira diplomática. Acabou em Campinas, dando aulas de direito. Lá conheceu Isadora, e logo vi o retrato da bela mulher, no lado oposto ao da bandeira da Ponte Preta. Isadora era sem dúvida a mulher mais bonita do mundo. A fotografia não deixava dúvidas. O velho retrato destacava um rosto de mulher com aquele sorriso de parar o tempo e os olhos negros de querer a noite. E ela com uma camisa verde, inacreditavelmente verde: Guarani.
Durante anos o velho tentou se aproximar de Isadora, em vão. Ela não notava aquele viúvo, pai do menino Varela. E jurou o bonachão, enquanto descontraidamente abria nova garrafa de cerveja, desta feita de outra marca e mais gelada, que o velho ficou até doente. A outra paixão do velho era o Benfica, me disse. Mas em nome da nova paixão começou a freqüentar os jogos do Guarani, saber a escalação e até vestir a camiseta verde. Pela simples razão da moçoila ser torcedora fanática do Bugre. Vestia o manto nos dias de folga, cantava o hino nas horas vagas e desfilava impropérios nas arquibancadas do Brinco de Ouro da Princesa.
Mas nada. Isadora nunca dera um olhar sequer ao velho pai do Varela. Abriu um sorriso largo, destampou o vidro do alicce, encharcou um naco de pão e sem que eu dissesse nada encheu outro copo para mim: “Até que um dia o meu pai desistiu daquilo tudo sem sentido e começou a andar com a camisa da Ponte Preta, só para demonstrar profunda irritação.”
E um dia de domingo, no tempo em que ir ao estádio era programa de domingo, dia de clássico na cidade, a moça fitou o moço que levava o filho ao Moisés Lucarelli: “Varelinha, que camisa mais feia!!!”. “Vem cá... quem é este senhor, que você nunca me apresentou?”. “Professora, este é meu pai...”. Dois meses depois, casaram.
19.03.2008
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 16h50
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maldição botafoguense
A maldição botafoguense assombra o mundo inteiro, inclusive Cuba

Escrito por Ogro às 11h49
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Ainda sobre os símios
Torero
Depois do seu texto, pensei muito no assunto e me dei conta que, da mesma forma que temos os atuais micos-leões, ainda podemos nos lembrar das Ararinhas-azuis (virtualmente extintas). Comprei para o meu sogro, heptagenário e saudosista ao extremo, uma caneca do Ypiranga de São Paulo, o Vovô da Colina e consegui uma flâmula do Comercial de São Paulo, "o mais simpático", extintos. E vejo que no Brasil, em geral, os micos-leões sobrevivem, como regra, em relações que estão numa linha tênue entre a simbiose e o parasitismo.
O Ypiranga de Salvador, que numa época em que o Bahia ainda não existia e o Vitória era pequenino, fazia o clássico do povo na Bahia com o extinto Botafogo de Salvador (vide crônica do "clássico do pote", do Galeano, creio). Hoje tudo mudou e o Galícia, como o Nacional da Barra Funda, como o Cruzeiro de Porto Alegre, o Calouros do Ar, outrora campeão cearense e diversos micos-leões de cidades do interior alugam o seus departamentos de futebol e, por tabela a respeitabilidade do nome que construíram, para empresas que especulam com jogadores, colocando 100 deles para jogar, num moedor de carne, na esperança de encontrar um Ronaldo. Dessa forma, o Nacional foi vice da Taça São Paulo de juniores no mesmo ano em que caiu para a terceira divisão.
Essas empresas por sua vez têm relações simbióticas já estabelecidas com os gigolôs do futebol, que viram a cabeça de meninos imberbes e ignorantes para o ar, colocando-os para jogar em algum time médio ou grande brasileiro por 6 meses, antes de jogá-los aos abutres em times perdidos nos cárpatos ou em divisões inferiores do oeste europeu.
Quem sabe, algum time monta uma estrutura relativamente profissional, servindo de apêndice para os não aproveitados por times grandes e consegue algum resultado expressivo, como o Madureira no ano passado, com as sobras do Vasco.Mas isso é fugaz.
Aos que fogem destas regras perversas nas grandes cidades (Bonsucesso, Campo Grande, o América de Recife, o Bangu atual, entre outros), a situação que sobra é sobreviver como times semi-amadores, agregando alguns grupos de moradores das cercanias, que fazem de seus jogos convescotes animados, com jogadores semi-profissionais e estruturas espartanas. Ou esperar que caia algum milionário saudita do céu, como no caso do pequeno Fulham em Londres.
Na nossa vizinha argentina, eu poderia te listar uns 30 micos-leões, que incluem o outrora campeão Dock Sud, o All boys (creio que o único time alvinegro argentino), o Almagro e vários outros, que trazem a vantagem de realmente conseguirem congregar a comunidade vizinha, levando 10 ou 15 mil pessoas para um jogo num estádio caindo aos pedaços, jogando a terceira divisão. O senso de "time do bairro" não morre em Buenos Aires.
Nesse ponto, paulistano que sou, sou obrigado a enaltecer o Juventus, o Moleque Travesso, que é o único mico a sobreviver numa selva de tigres grandes de São Paulo, virar O time de um bairro, orgulho da comunidade e, com alguns tropeços e quedas, continuar a incomodar esses tigres.
Pois é, Álvaro, e o que fazer com os micos-leões? Como não deixar que morram? Talvez eles sejam como as gentes, e também tenham que deixar de existir um dia.
Um abraço, Torero.
PS: Desculpe pela resposta atrasada.
Escrito por Ogro às 17h48
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Aos detratores...
Semana Santa começa sempre com Chocolate.
É isso. Ponto Final.
Escrito por Amaral às 22h28
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Vou errar!
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Não custa nada errar de novo. Apostei na Argentina na final da Copa América. E pelo placar de 3x0 para os porteños, quando foi justamente o contrário. Apostei no Botafogo no Brasileirão do ano passado, um vexame. Essa foi ainda mais risível. Achei que o Sevilha seria campeão espanhol (e eles estão em sexto ou sétimo lugar). E que a Juve recuperaria o título italiano (estão em terceiro, caindo para quarto, sem sinal de reação). Agora, aposto no Fenerbahce na Copa dos Campeões. Tenho quase certeza que vou errar. Mas, não dá para apostar em outro time para este torneio. Primeiro porque é o azarão. Há aquela tentação de jogarmos todas as fichas no azarão só para, depois, tirar onda com os amigos. "Eu falei! Todo mundo duvidou, mas eu falei!" E, depois, porque é o time mais divertido do campeonato. No gol, um frangueiro que pega pênaltis: o tal do Demirel. Na zaga, um carniceiro do Cruzeiro (Dracena) e o explosivo Lugano. Na lateral esquerda, o marrento do Roberto Carlos. Na meia, o Alex, vulgo Sonex ou Alexotan. Aquele que pode sumir o tempo todo, mas faz o passe mais sensacional da partida e decide. E, na frente, o Deivid metendo mais gols que nas fases de Santos e Cruzeiro juntas. É o time mais brasileiro da Liga, pois tem "brasileiros" até nos estrangeiros. Lugano, para mim, é são-paulino para a vida toda. Maldonado jogou em mais times brasileiros do que em chilenos. Tem até um Marco Aurélio naturalizado turco. Pra completar, o técnico é o Zico. Sinal de que meu palpite vai pro brejo mesmo! O Galinho, com exceção dos tempos de Flamengo, sempre foi um baita pé-frio. Sei que vou perder a aposta, mas, sem problemas. Na Libertadores, já cravei as fichas no Fluminense.
Escrito por Jubas às 18h38
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Existe? (Parte 2)

Escrito por Demas às 14h26
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Acidez Estomacal
Bolonistas da corneta...
Um dia alguém vai me explicar porque o São Paulo Futebol Clube tem verdadeira devoção por derrotas para o Botafogo do Rio de Janeiro e para a Portuguesa de Desportos. Agora é esperar pelo América Mineiro para completar a tríade do absurdo.
Ácido? Mal humorado? Todos sabem que eu sou absolutamente racional quando o assunto é o Tricolor Mais Querido do Mundo. Quiçá do Universo Sideral inteiro. Não sou um analista passional e consigo separar o joio do trigo. Sei que derrotas são absolutamente possíveis e que se aprende no revés. Considero que seria inumano um time vencer sempre. Por isso, minha racionalidade é cartesiana quando o assunto é o estupendo time de três cores com endereço fixo na Praça Roberto Gomes Pedrosa, zona sul da Cidade de São Paulo.
Enfim, vejo que vamos enfrentar o Barueri nesta quarta feira, no Cícero. O time da região metropolitana de Piratininga está bem na tabela. Tem veteranos que dão equilíbrio para a equipe e um avante que faz goles, um tal Pedrão. O formidável clube cinco vezes campeão nacional, três vezes campeão continental e três vezes campeão do mundo está com imensas dificuldades para se compor como equipe e não como um emaranhado de jogadores. O Imortal, justamente cansado de grandes feitos heróicos, tem salvado a parada, entretanto resolveu abrir uma lavanderia no campeonato regional, tamanha a quantidade de roupa batida. Para o meio da área. O nosso incansável Richarlisson infelizmente está preocupado com a passarela e com a coluna da Sônia Racy, no Estadão. E cada jogo, um amarelo. Nosso bom Hernanes comprou uma chuteira menor para esta temporada e está com esmero dando passes curtos. Para a zaga adversária. Nossos zagueiros, e o Beckenbauer Miranda incluso, resolveram tirar férias e simplesmente deixaram de avisar os controladores de vôo: Jogada aérea na defesa do Magistral é um colosso de acidente. E o nosso Muricy Ramalho, arquiteto de exímia categoria, está com o saco cheio de tudo isso.
Enfim, cravo quatro sugestões: Colocar o juvenil para jogar o Regional. Assim não há pressão pela classificação. Apresentar a Rua Amaral Gurgel para o nosso Imperador. Uma excursão pela Europa com os jogadores do time titular, para relaxar. E por fim, o mais importante: Parar de arrotar nossa arrogância sublime e inefável.
Nossa arrogância só funciona depois da Libertadores. Antes, é só fusquinha.
12.03.2008
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 12h31
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De meninos e de lobos
Enfim, os meninos.
Brasília. Noite de sábado. Véspera de clássicos de botão.
"O bom depois dos trinta é que eu posso gostar da Paula Toller em paz."
No dia seguinte, no clássico, o autor da frase marca um golaço, de cobertura.
É isso.

Escrito por Amaral às 18h21
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E AGORA??
O FLAMENGO ("QUE TORCIDA É ESSA") VAI JOGAR NA ALTITUDE DE CUZCO OU VAI FAZER BEICINHO?? OU SERÁ QUE TUDO TERMINARÁ, NÃO EM PIZZA, MAS EM BOLONHESA??
Escrito por Ogro às 15h09
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A manchete sa semana
O Imperador, o Juventus da Moóca e o Nacional uruguaio que me perdoem, mas segue a manchete da semana:
"Do(+)Dó son seis"
Do Olé argentino, é claro!
Escrito por Jubas às 14h34
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MAIORES EXPLICAÇÕES SOBRE OS MENINOS - A SINA DE ALGUNS
1) EU TENHO A ABSOLUTA CERTEZA QUE O FUTEBOL TRANSFORMA 99% DOS HOMENS EM MENINOS. SENTEMOS EM SOFÁS, BEBAMOS CERVEJAS, XINGUEMOS O ADVERSÁRIO, OS ÁRBITROS, PEIDEMOS, TIREMOS SARRO DO VIZINHO, CHOREMOS COMO MENINOS, JOGUEMOS BOTÃO COMO MENINOS, USEMOS COM ORGULHO CAMISAS FEIAS DE NOSSOS TIMES COMO MENINOS E CONVERSEMOS COMO UMA TURMA DO BOLINHA (AFINAL, SÓ MULHERES COM ALMA DE MENINOS ENTENDEM DE FUTEBOL DE VERDADE);
2) QUANTO AO 1% RESTANTE; OS QUE VESTEM OS MANTOS SAGRADOS, ELES CARREGAM O FARDO DE SEREM MENINOS QUE TEM QUE SE PORTAR COMO HOMENS - EM NOME DOS DEMAIS 99%. O PELÉ, AOS 17 ANOS FAZIA UM PAÍS DE MILHÕES DE HABITANTES CAIR NO CHORO, COMO MILHÕES DE MENINOS. O MENINO RONALDO, QUANDO O JOELHO DELE SE PARTIU, FOI UM HOMEM ADULTO, AO ENTENDER QUE TERIA QUE PASSAR POR PROVAÇÕES IMENSAS PARA CONTINUAR A PELEJAR. O CARECA ZIDANE, QUE ACABO DE DESCOBRIR (VIVA O GOOGLE) É APENAS 5 DIAS MAIS VELHO QUE O MENINO FERNANDO AMARAL, POR UMA CABEÇADA DESTEMPERADA FOI CONDENADO POR BILHÕES DE PESSOAS. E POR FIM, TAMBÉM DESCOBRI QUE O MENINO TORÓ, QUE NÃO DEVE PODER SE CASAR SEM A PERMISSÃO DOS PAIS E HÁ POUCO PÔDE ENTRAR NUM MOTEL, COM A RESPONSABILIDADE DE HOMEM DE ESTAR VESTINDO O MANTO DA MAIOR NAÇÃO DO BRASIL, SE IRRITOU COM UM GANDULINHA DE 13 ANOS E LASCOU O TIME. DOIS MOLEQUES QUE DEVERIAM ESTAR SE ESTAPEANDO NUM CAMPO QUALQUER. MOLEQUES QUE DEVIAM SE PORTAR COMO ADULTOS, DETONANDO COM ADULTOS COM ALMA DE CRIANÇA. IRONICAMENTE, ESTES MENINOS TÊM EMPRESÁRIOS, STAFF E PASSAM A SUA INFÂNCIA SEM CONHECER UM DOMINGO À TARDE, ZOANDO POR AÍ, COMO MENINOS FAZEM.
3) RENATÃO - CRIANÇA QUE SOU, TAMBÉM SACANEIO OS OUTROS.
Categoria: Por Una Cabeza
Escrito por Ogro às 13h26
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Continuar existindo.
Senhores:
Meto a colher. Pelas bandas, devagar e sempre no mesmo sentido, que senão desanda.
Futebol é coisa para meninos. Pelo menos, o futebol que interessa.
É o futebol de meninos que impediu há pouco que um grupo de marmanjos se sentassem para assistir à rodada do Paulista. Em vez disso, cercaram uma mesa de botão e reviveram, com a belíssima narração do Amaral, outros dias. Dias em que o estrelão era menor e o futebol, maior.
É o futebol de meninos que me faz um fã incondicional de Adriano. Adriano me lembra um tempo em que chegar dezoito minutos atrasado ao treino ou sair do aeroporto sem a camisa do patrocinador não geravam crises, com análises em jornais de todo o mundo. Adriano me lembra que um moleque arrastado à fortuna e ao estrelato na adolescência deve – repito: deve – fazer um monte de merdas. Se não fizer, no mínimo perdeu um precioso tempo, que não voltará.
E, por fim, é justamente o futebol de meninos que nos faz, homens já, continuar provocando nossos amigos nas derrotas de seus times. Provocações de mau gosto, inapropriadas, desavergonhadas, infames e cretinas.
Pois o bom gosto, o discernimento, a vergonha e a razão, isso sim, são coisas de adulto. As provocações não. Elas são a mais pura busca pela gaiatice que perdemos lá atrás, quando o estrelão era menor e a vida, maior.
As provocações nos mantém vivos e presos à meninice. Ao futebol de meninos.
Provoquemo-nos. Muito e sempre. Boca! River!
Veríssimo (Roubado do Juca, que roubou do Noblat)
Foi um mal-entendido. Alguém deveria ir nos buscar no aeroporto de Miami e não apareceu. Ficamos mais de duas horas esperando num saguão vazio, que enchia a intervalos com a chegada de outros vôos e logo esvaziava de novo. E então nossa única companhia eram dois funcionários do aeroporto, dois faxineiros negros que vez por outra apareciam em extremidades opostas do saguão, a caminho de outro lugar. Quando dava a casualidade de os dois aparecerem ao mesmo tempo, um gritava para o outro:
- River!
E o outro respondia, lá do outro lado:
- Boca!
Aquilo se repetiu não sei quantas vezes, enquanto esperávamos no saguão. Era só se enxergarem e um gritava:
- River!
E o outro:
- Boca!
Os dois eram corpulentos. Idades indefinidas. Poderiam ser gêmeos. Argentinos, claro. Não dava para imaginar dois americanos, ou latino-americanos de outra parte, evocando o River Plate e o Boca Juniors daquele jeito. Portenhos, por certo, embora seus físicos não fossem típicos. E a troca de gritos, aparentemente, se repetia o tempo todo. O dia todo, todos os dias.
- River!
- Boca!
Era só se enxergarem.
Tinha começado como brincadeira, imaginei. Talvez tivessem chegado juntos aos Estados Unidos. Talvez fossem parentes, cunhados. Ou vizinhos. Só o que os separava era que um torcia pelo River e o outro pelo Boca. Cultivar aquela diferença era uma maneira de continuar em Buenos Aires. Era provável que nunca mais tivessem visto seus times jogar, mas ainda proclamavam sua paixão antiga. Nem que fosse só um para o outro, através de um saguão vazio.
- River!
- Boca!
Não era mais uma troca de provocações bem humoradas. Não era mais uma brincadeira. O tom ficara lamentoso. Os dois dependiam daquela rotina invariável para se certificarem de que estavam ali, que continuavam existindo, e argentinos, mesmo longe de casa. E continuavam River e Boca. Uma ladainha contra o esquecimento, pensei. Uma canção do exílio para duas vozes tristes. Ou isto é literatura e os dois antípodas só combatiam o tédio.
Os dois devem continuar lá, fazendo a mesma coisa. O dia todo, todos os dias.
- River!
- Boca!
Escrito por Demas às 11h58
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EM TEMPO
A LIBERTADORES É O TORNEIO QUE, NO FUTEBOL, SEPARA OS HOMENS DOS MENINOS.
Digo isso após o Flamengo (vulgo "que torcida é essa"), fora do mágico Maracanã, tomar um vareio de 3x0 do Nacional, no estádio Centenário, revivendo os velhos anos 80, de De León. Ressalte-se que atualmente no âmbito uruguaio o Nacional não ganha mais nem torneio de bocha.
E agora, José??
Escrito por Ogro às 19h13
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Mico Leão Grená
Bolonistas e recheados de creme
Tarde de sol, muito calor. É impressionante, faça chuva ou faça sol esta torcida sempre está por aqui, nos alambrados. E uma alegria contagiante. A torcida ao fundo do gol e os xingamentos ao arqueiro adversário, quase que uma obviedade nesse campo. Mais um ingrediente da festa do nosso futebol brasileiro.
A situação é difícil. Reverter a goleada sofrida alhures é quase impossível. São três goles de diferença. Mas a torcida demonstra uma inquietante confiança e uma desconcertante admiração pelo time. É este o espírito que pode trazer a mágica, que pode reverter o resultado adverso. É a vaga! Fazia tempo que este palco não assistia a uma partida de campeonato nacional, valendo vaga para a Libertadores. É o sonho. Mas não é impossível.
Amigos, vejo daqui da tribuna o velho e saudoso Manoel da grande conquista de 1983, nosso último triunfo nacional. Alô, Seu Manoel, nosso abraço! O árbitro já trina o apito e as equipes estão a postos. Antes, o hino nacional.
Enfim, apita o árbitro e rola a pelota, rompendo a inércia do jogo. Vamos lá, vamos torcer. Avante!
Bola pelo meio, avança o médio e toca rasteiro para nosso avante. E é falta! Na área, é pênalti! Isso! Ainda não rompemos o primeiro quarto do jogo e esse gol pode fazer a diferença! Penalidade máxima. Ouçam o silêncio. Os passos de Dedimar. Dedimar tocou e é .... GOOOOOOLLLLL! O primeiro gol. Faltam só dois! Só dois e a vaga a nossa!!!! GOOOLLL!!!!
Eita... pânico... nunca é bom brincar na área. Sobrou para o nove deles, injuriado o rapaz, fintou e... não acredito... é pênalti! E vai ser expulso o nosso zagueiro, minha Nossa Senhora!!! A vaca foi para o brejo. Se era difícil marcar dois, se eles empatam a coisa fica complexa, nefasta, macambúzia. Correu... vai errar... bateu.... e Gol. Gol de empate. A torcida por esta não esperava.
E termina o primeiro tempo. Fim da etapa inicial. Até que começamos bem. Mas depois, marola. Pressão infantil, sem saliência. Empate justo e estamos com dez. Vida difícil. Mas o barco está no mar e se há vento podemos içar as velas da esperança!
Começa o segundo tempo. Bolas alvissareiras na área adversária. Enfim, pressão de verdade. Na trave!!! E olha o lançamento, Lima recebe e toca e defende o goleiro. Olha o rebote. Olha o rebote. Olha o rebole. Lima... é GOOOOOOLLLLLLLLLLL. É GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL. Gol de Lima, 2x1. Vamos lá!!!
Haja coração. Haja paciência. O jogo é morno. Parece que nos contentamos com a vitória. Mas só a vitória não é vaga. É preciso mais. É preciso uma saga, uma odisséia, um périplo de anjos! Vamos lá! A torcida incentiva. Quase treze minutos. Tarde de sol. Calor, muito calor. A panela de pressão esquenta o adversário. Olha lá, olha lá... Anderson Luís e o GOOOOOLLLLLLLLL. GOOOOOOLLLLL. GOOOOOLLLLLL.
A situação é essa: Mais um gol nosso e iremos decidir nas penalidades. O time avança, com força. O que parecia impossível agora é palpável como manga no pé! Vamos lá. Vai que vai. E a torcida, seu Odonir, Dona Nunziata e o filho Jones, Ramé da Clínica, o João, o Clemente, o Gennaro, aquele abraço. Que festa! Agueeeeeeeeeeeeeeeeeeenta coração. Arrebenta de emoção que eu quero é enfartar de alegria. E sinta o clima do jogo.
20 minutos. Falta muito tempo. Mais um golzinho. Só mais um. Pressão total. Ninguém respira direito. Olha o calor. Bola no centro, de pé em pé. Avança a linha média, marcação pressão campo todo. Espirra o taco o zagueiro deles e sobrou para Kanu, Kanu, Kanu, Kanu, Kanu e ....
GOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL. Eu simplesmente não acredito!!!! 22 minutos. Conseguimos nosso gol!!! Kanu é o craque. É o gênio da lâmpada. É o gol. GOOOOOOLLLLLL!!!!
Infelizmente recuamos demais. Acho que o time perdeu o gás. Revertemos o placar e estamos levando a decisão para as penalidades. Mas que sufoco. O time deles melhorou e está a ameaçar nosso guarda redes. Não quero nem ver. Poxa... mais um gol e a parada se resolvia sem esse mata cardíaco que é a disputa de penalidades. Mas vamos lá! Segura aí!!!
Acaba logo seu juiz. Põe fim nessa agonia. “Pelamordeus”!!! Recupera a bola o nosso Vampeta. Depois que o Vampeta entrou o time melhorou e muito. Qualidade que faltava na meia cancha. E toca para frente, um bumba meu boi danado e olha lá!!! Kanu.... de novo... tá sozinho.... minha nossa senhora de Aparecida e Guaratinguetá.... Kanu tocou e ....
Enfim, os policiais ajudaram a descer o corpo do radialista da tribuna. Os laudos médicos não foram conclusivos, mas todos acreditam que tenha sido o coração. O Real Madrid perdeu da Roma, no mesmo horário, num atordoado Santiago Bernabeu e não se classificou para a outra fase da Liga dos Campeões da Europa.
06.03.2007.
Juventus 5 x 1 Coruripe.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 17h43
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21:43:23 - O Império, Amaral, o Império!
13:16:35 – Joselito: São Paulo 1 X 1 Audax. Cheiro de zebra.
19:54:33 – Bolonista: "O Renascimento do Imperador" será a manchete de amanhã.
22:50:35 – Bolonista: O Arsenal vai virar.
23:09:22 – Joselito: Vai virar chumbinho. Que golaço.
23:33:16 – Joselito: Eu sou um cara que diz o que fala.
23:57:03 – Bolonista: Mas eu acertei a manchete.
Escrito por Demas às 09h31
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TEXTO DO TORERO E UM SINGELO COMENTÁRIO
GRANDE TEXTO DO TORERO
Em todo o mundo, os simpáticos miúdos correm perigo, especialmente no futebol nacional
VERDE LEITOR , rosada leitora, vocês lembram do mico-leão-dourado? Aquele simpático macaquinho que virou o símbolo das espécies em risco de extinção no Brasil? Pois no futebol nacional também há alguns micos-leões-dourados. Na Bahia, por exemplo, temos o Galícia, time fundado por imigrantes espanhóis e que ganhou cinco Estaduais e nove vices. Ou seja, é um time com história respeitável. E revelou jogadores como o lateral-direito Toninho, da seleção de Cláudio Coutinho, e os atacantes Washington e Oséas. Mas em 1999 o Galícia caiu para a segunda divisão e acabou desativando o departamento de futebol. Voltou apenas em 2006. No ano passado, entre os seis clubes que disputaram a segunda divisão baiana, ficou em segundo lugar. Dolorosamente, só o campeão subia. O charmoso Bangu também está em risco de extinção. E seria uma pena, pois perderíamos o campo com o mais belo nome do país, o romântico estádio de Moça Bonita. O time foi campeão carioca em 33 e 66 e vice brasileiro em 85, teve craques incontestáveis como Zizinho e Domingos da Guia, mas caiu em 2004 e não conseguiu mais subir. Outro mico-leão-dourado carioca é o vetusto São Cristovão, de 110 anos de idade. O campeão de 1926 teve a glória de revelar Ronaldo Fenômeno, mas está há mais de dez anos na segunda divisão carioca. E, tristemente, no ano passado ficou só em décimo lugar na Segundona. O Ypiranga, time de Jorge Amado, fundado em 7 de setembro de 1906 por trabalhadores negros e pobres, também está na lista dos clubes em perigo. Já foi dez vezes campeão e dez vezes vice na Bahia, mas em 2006 foi o último colocado da segunda divisão. E em 2007 nem participou do campeonato. O América mineiro, que enverga uma das camisas mais bonitas do país e teve jogadores como Tostão, Fred e Tancredo Neves, também pode estar começando a correr perigo. O time foi o último colocado da primeira divisão em 2007, foi rebaixado e hoje ocupa um modesto quarto lugar na segunda divisão. Quinze vezes campeão estadual (dez delas seguidas!), o América pode estar começando a traçar o mesmo caminho de Ypiranga e Galícia. Mas tem um bom patrimônio, e isso ajuda muito. Micos-leões-dourados também pululam pelo interior de São Paulo. É o caso do Jabaquara, clube que revelou Gilmar e Baltasar. O Jabuca era tão bom que quase matou uma lenda. Explico: é que, na decisão de uma espécie de torneio municipal de juniores, um garoto do Santos chamado Edison (com "i") perdeu um pênalti contra o Jabaquara. O erro custou o título. O menino ficou tão desiludido que fez sua malinha e quis voltar para Bauru. Por sorte, foi impedido pelo roupeiro e virou Pelé. Hoje em dia, o Jabaquara está na quarta divisão e vários jogadores sem clube usam seu campo para treinar. Ironicamente, Jabaquara significa "refúgio dos fugitivos". Mas os micos-leões-dourados não são exclusivos do futebol. Grandes cervejarias compram as miúdas, shoppings acabam com as pequenas lojas de bairro, empresas globais engolem as locais. Em todo o mundo, os simpáticos miúdos correm perigo.
UM SINGELO EMAIL DE ADMIRAÇÃO E COMENTÁRIOS EXTRAS SOBRE O TEXTO
Torero
Infelizmente,a lista do "IBAMA do futebol" é imensa. Tenho procurado escrever sobre várias espécies assemelhadas em nosso blog:http://osbolonistas.zip.net, em um coluna que se chamava "sobrenatural de almeida" e hoje se chama "por una cabeza", pois descendente de argentino que sou, descobri que do lado de lá do Prata também existem micos-leões.
1) Em Porto Alegre, temos a história do Cruzeiro, na verdade uma comédia de erros com final infeliz;
2) Na semana passada, escrevi sobra o campeonato paulista, em que na primeira divisão, o Guaratinguetá, o Barueri e o Mirassol vão bem, enquanto o Guarani continua a chafurdar ( e esse não é um mico-leão, mas um mono-carvoeiro, outrora campeão brasileiro). Na segundona, o Atlético Sorocaba, do Reverendo Moon vai bem, enquanto a dupla Come-fogo vê o seu patrimônio se deteriorar e o risco de irem abraçados para a terceira. Quem viveu os anos 60,70 e 80 sabia o respeito que estes times causavam. A Briosa, prima-irmã do Jabuca segue no limbo. A Inter de Limeira, de Kita, Tato e Gilberto Costa, campeã em 86 deve desabar para a terceirona. E na terceirona, em que temos um time chamado SEV/Biônico e um da Força Sindical, o histórico XV de Piracicaba está caindo para a "quarta divisão". O Nacional, fundador da FPF segue em caminho perigoso para o mesmo destino.
3) No Rio de Janeiro, o Bonsucesso (do Leônidas), Goytacaz e Olaria estão acorrentados à segundona, contra times com nomes como Boavista, Casemiro de Abreu, Duque de Caxias e outros, que jogam contra os 4 grandes. Junto com o Bangu, em sua lamúria, eu ecrescentaria o America, que após anos torpedeado pela cartolagem, graças ao ex-cartola americano Giulite Coutinho, segue de maneira patética como saco de pancadas, o que afronta o seu igualmente brilhante passado.
4) Em Pernambuco, o America verde do João Cabral está perdido na segunda divisão.
5) Várias capitais do Norte, Nordeste e Centro-oeste criaram os seus micos-leões, ao estabelecer dicotomias em seus campeonatos:
- Em Natal, América e ABC condenaram o Alecrim;
-Em Fortaleza, o Fortaleza e Ceará condenaram o ferrim;
-Em Belém, Remo e Paysandu condenaram a Tuna;
Em Goiânia, Goiás e Vila condenaram o Atlético Goianense.
6) Fora isso, bravos gorilas do passado viraram micos leões, como o Nacional de Manaus, o Operário de Campo Grande, o Londrina e outros que não foram citados aqui, mas que davam arrepios em muitas espinhas de jogadores dos chamados "times grandes".
Um grande abraço e obrigado por lembrar destes primatas tão simpáticos e importantes para a história do nosso futebol.
Alvaro Larrabure Costa Corrêa
Escrito por Ogro às 13h02
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