Os Bolonistas


um a zero

Pouco antes do jogo, o técnico de Senegal fez questão de avisar os jornalistas: “Não temos medo de equipes européias”. Até aquele momento, ele estava certo. Senegal eliminou a Inglaterra da Copa, num 3x2 imperdoável: virada, golaços e bolas na trave. Depois, passou pela melhor equipe da competição – a Holanda de Van Basten – num inapelável 4 a 1. Além disso, venceu dois clássicos regionais da costa oeste africana: 3x2 em Camarões e 5x0 em Gana. Seria algo como golearmos o Uruguai e eliminarmos a Argentina na mesma Copa. Já é um título, não?! Agora, o adversário da finalíssima era a combalida Itália.

A Itália literalmente se superou na Copa. Não fez nenhum gol nos dois primeiros jogos para arrancar numa seqüência de vitórias rumo à final. Perdeu de Camarões (1x0) e ficou no zero com a Coréia do Sul. Vale lembrar que, se Camarões e Coréia empatassem na última rodada da primeira fase, a Itália voltaria mais cedo para casa. O jogo estava fechando em 2x2, mas um tiro de longe de Eto´o mandou os coreanos de volta para casa nos descontos do segundo tempo. Depois, a Itália passou por conhecidos adversários europeus – Rússia, Grécia e Alemanha. Agora, a final com os africanos.

O segredo da Itália foi jogar contra as suas características tradicionais. Se Dunga nos põe na defesa, com seus volantes, zagueiros e falsos-zagueiros, Marcelo Lippi escalou quatro atacantes. E apenas dois zagueiros – Cannavaro e Materazzi. Pirlo mais à frente. E os quatro: Totti pela direita, Del Piero pela esquerda, Gilardino e Luca Toni na frente.

E o que fez Senegal? Teve de marcar e quase não conseguiu chegar na área italiana.

1 a 0. Gol no fim do primeiro tempo. Após Pirlo dividir com o heróico goleiro Sylva, a bola sobrou para Toni tirar dos zagueiros e tocar para o fundo do gol semi-aberto. Gol sob efeito de "blitz", de time que joga para a frente!

Senegal bem que tentou o empate no segundo tempo, só que o jogo ficou mais em seu campo porque a Itália, contra a sua cultura, atacou, atacou e atacou. O Brasil defendeu, defendeu e defendeu e caiu fora da Copa. Foi humilhando pelos holandeses. Senegal humilhou a Holanda, mas não conseguiu impor qualquer pressão sobre a Itália. Os africanos é que eram pressionados.

Ao final, Cannavaro levantou a Copa. Mas o prêmio de melhor jogador ficou com o Nistelrooy, o artilheiro do torneio, com dez gols. Ele marcou dois apenas na disputa do 3o lugar - 7x5 em cima da Alemanha.

Carsughi comemorou o acerto no bolão: 1x0. Primeiro título italiano no futebol de botão desde um torneio em 1990, quando Baggio começava no time.

Pelé ficou inconsolado e disse que o Botafogo será o campeão brasileiro deste ano e o Fluminense não será rebaixado.

Escrito por Jubas às 18h30
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Dios

Pronto, já temos por quem torcer em 2010.

 

Maradona é confirmado como novo técnico da seleção argentina language=javascript type=text/javascript> language=javascript1.1 src="http://bn.uol.com.br/js.ng/site=folha&chan=online.esporte&size=180x150&page=7&expble=0&conntype=1&tile=881602666252824?" type=text/javascript>

da Folha Online

Após uma reunião entre dirigentes da AFA (Associação do Futebol Argentino), o ex-jogador Diego Maradona foi confirmado como novo treinador da seleção argentina. Ele vai substituir Alfio Basile, que deixou o time no último dia 16.

David Mdzinarishvili /Reuters
Former Argentine soccer star Diego Maradona applauds during a friendly soccer match between Georgian and Argentinian soccer veterans in Tbilisi October 25, 2008. REUTERS/David Mdzinarishvili (GEORGIA)
Maradona assume o comando da Argentina após a saída de Basile

Carlos Bilardo, técnico da seleção argentina que conquistou a Copa do Mundo de 1986, será uma espécie de coordenador e trabalhará ao lado de Maradona na comissão técnica.

Após a reunião com Julio Grondona, presidente da AFA, Maradona fez questão de dizer que terá autonomia em seu trabalho.

"Na conversa, ficou claro que quem vai formar a equipe sou eu. Vou escutar a Carlos [Bilardo] em tudo, porque não se pode deixar de lado um homem que sabe tanto", disse Maradona, segundo o site do jornal "La Nación".

"Estou satisfeito e muito tranqüilo", afirmou o ex-camisa 10.

Ele admitiu que Grondona manteve várias conversas com Bilardo antes de convidá-lo para o cargo.

A Argentina ocupa atualmente a terceira colocação nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010, com 16 pontos --o Paraguai lidera com 23.



Escrito por Zecão às 19h16
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Dia 28 de outubro de 2008

Nascemos.

Nascemos e começamos o contar dos dias, das semanas, dos meses e finalmente dos anos de nossas existências. Torcem os nossos pais para que tenhamos saúde, inteligência, caráter e quem sabe um pouco de sorte. Poderíamos ser desses jovens que já nascem com a bola nos pés. Sagram-se campeões pelo Galo, Flamengo, São Paulo ou Corinthians, fazem a felicidade de milhões e o orgulho familiar. Correm à beira do campo após um gol e tem a chance de ouvir seu nome cantado aos milhares. Podem virar professores, políticos, DJ´s, comerciantes, funcionários públicos, advogados. Pouco importa para os pais. O primeiro sorriso, o sono pesado, os primeiros passos, o primeiro chute na bola dente de leite, as primeiras lições de casa, essas pequenas e incríveis coisas cotidianas que passam com o tempo são o alimento do amor paterno e materno, como se eles nos alimentassem e não o contrário.

Crescemos.

Crescemos e começamos a falar, conversamos por horas sobre assuntos que não conhecemos. Perguntamos sobre todas as coisas, naturalmente curiosos e ansiosos por respostas. Aprendemos a gostar de doces e a não gostar de meninas, para depois, logo depois, corrermos feitos loucos a puxar seus longos cabelos na esperança de alguma atenção. Jogamos bola até a exaustão. Dormindo imundos no banco de trás do carro de nossos pais que nos carregam no colo para casa, para a segurança e aconchego. E aprendemos a nos arriscar, subindo em árvores e saltando de alturas improváveis, nos lançamos à vida que temos inteira pela frente, somos eternos.

Adolescemos.

Ficamos tolos, sábios, inconseqüentes, loucos, sérios, chatos, bonitos e feios. Somos tudo e não somos completos. Queremos o mundo e não sabemos como. Namoramos, descobrindo o choro e a dor do tombo sem a mão carinhosa sempre ao lado. Já não temos pais, porque não queremos. Saímos em busca de aventuras e tememos o envelhecer. Alguns são atletas e outros iniciantes boêmios. Alguns compenetrados, outros intrépidos. Mas todos descobrindo um pouco do que vem por aí. A vida já nos bate a porta com mais ardor, somos levados a nos preparar para o inevitável. A vida adulta. A fase mais longa de todas, injustamente. E daí...

Envelhecemos. Deixa essa para depois, porque...

Nascemos, é isso que agora importa.

Gabriel chegou ao mundo, inicia sua jornada, sua vida. Começamos a contar seus dias. Para contarmos as semanas e os meses, para brincarmos o seu primeiro ano e depois vários outros. Seja bem-vindo Gabriel. Seus pais te esperavam ansiosos. Nós os muitos padrinhos seus também.



Escrito por Renato às 15h15
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Ao Ricardo, Fernando e Daniel

Que bom ter algo para comemorar neste final de outubro.

Que bom poder reencontrar os nossos amigos bolonistas, flamenguistas, tricolores, atleticanos.

Que o futuro nos reserve sempre o Pacaembu lotado, numa tarde de sol, e a certeza que o dia seguinte será bom, mesmo quando se anuncia uma jornada longa e pesada pela frente.

 

 

 



Escrito por Luís às 22h17
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Rimas Ridículas, mas Pertinentes

 

Segunda Divisão.

 

Atenção! Atenção!

Fluminense e Furacão.

Quem gosta de futebol sabe que esses dois times precisarão

De imensa torcida e desfrutarão

de enorme simpatia caso vençam

neste sábado da benção.

 



Escrito por Amaral às 16h17
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"Toc, Toc, Toc.... bate na madeira... Luxa outra vez... NEM de brincadeira!!!"

 

Bolonistas, finalmente a crise dos mercados...

 

 

Eu ainda acho que a melhor resposta a toda esta parafernália de crise nos mercados deveria se resolver com o fim destes e não com a salvação, a nosso custo. Sim, simplesmente um fim. E com a bancarrota podermos investir em gente. Praças públicas, pesquisas contra as mais diversas doenças, investimentos em pesquisas sobre o meio ambiente e o uso renovável de recursos. Investimento em livros, em salas de leitura. Em piscinas. Em crianças e professores. Eu ainda acho que a usura deveria mesmo ser criminalizada e que o mundo consegue viver sem celulares de última geração.

 

Eu ainda acredito nos vestidos pretos nos salões de baile, tubinhos por excelência da imaginação. E eu ainda acho que esta minha ingenuidade é um bom traço descabelado de comportamento. Sinceramente a crise deveria servir para alguma coisa útil ao invés de perpetuar algo que necessariamente nos levará para o buraco. Não há tanto mundo para tanto lixo e não há tanta terra que não possa servir de chão e pão.

 

Infelizmente eu ainda acho que vão nos culpar pela crise. E vão dizer que na verdade a crise é uma crise de valores morais e que a sociedade anda doente e viciada. Em algum canal de televisão, naqueles programas de ajuda espiritual, vão afirmar que os valores tradicionais da família estão sendo dilapidados e por isso, a crise. E também acho que algum iluminado vai propor, e outro iluminado vai executar, um “reality show” com os operadores da bolsa de valores: o prêmio será uma gravata Armani.

 

E a crise não vai servir para ajudar na poesia, para combater os programas de auditório e as explorações de bailarinas e letras de conteúdo “ousado” de boquinhas de garrafa. Ainda na novela das oito se venderá sopa de macarrão instantânea, porque a crise não vai ajudar a ensinar espinafres, agrião e repolho. Enfim, passada a crise tudo vai ficar na mesma. Merda.

 

Por fim eu ainda acho que a crise não vai fazer com que tenhamos nossa seleção nacional de volta. É mais fácil investir em Miami do que arrumar as bilheterias do Cícero Pompeu e do Mário Filho. Esta maldita crise e ainda vamos ter que engolir mais juros nas prestações em razão da porcaria das hipotecas americanas. Regulação? Precisamos mesmo é do bom e velho Estado para proteger os de sempre de uma crise aguda de histeria. Somos todos uns idiotas. Todos.

 

Bom, agora é olhar para a tabela de classificação e para os próximos jogos. E constatar que a crise já passou e só faltam três pontos.  E que já enfrentamos todos os nossos adversários pelo título. E os outros, os terrenos, ainda se engalfinharão e vão perder os pontos preciosos que farão o óbvio transcender. Falta pouco para o caneco. Muito pouco.

 

20.10.2008



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 14h54
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Quem disse que é "burrinha"?

Estevam dedica vitória a união e ‘QI’ da Lusa

O técnico Estevam Soares explicou o segredo da Portuguesa para vencer neste domingo o líder do Campeonato Brasileiro. Depois de ver seus jogadores conquistarem uma vitória por 2 a 0 no Canindé, o treinador luso destacou a coesão do elenco que tem em mãos e, além disso, garantiu: seus atletas são mais inteligentes do que os demais.

“A vitória é um prêmio e aflora o bom trabalho que tem sido feito, mostra a unidade deste grupo de jogadores”, iniciou o treinador, apoiado pelo atacante Edno, autor do segundo gol na partida. “Nossa equipe é unida”, garantiu o jogador.

Mas Estevam Soares apontou uma outra qualidade para seu elenco: a esperteza. “Estamos jogando bem faz tempo, mas sempre oscilávamos e perdíamos nos detalhes: seja na conclusão para o gol ou na marcação. Mas o grupo da Portuguesa, que é inteligente e tem um QI (quociente de inteligência) igual ou acima da média, entendeu isso”, complementou.

Apesar dos elogios recebidos, Edno pediu para que os jogadores se mantenham concentrados para a partida do próximo sábado, em Recife contra o Náutico. “Saímos da zona de rebaixamento e tiramos um peso das nossas costas , mas temos que continuar com os pés no chão”, encerrou o atacante.



Escrito por Jubas às 13h05
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JUSTA JUSTIÇA

EXECUÇÃO FISCAL. MULTA APLICADA PELO INMETRO. COMERCIALIZAÇÃO DO "CHOPP". INCLUSÃO DO COLARINHO NA SUA MEDIÇÃO.

A medição realizada na bebida comercializada, denominada de "chopp," deve considerar o colarinho, pois este integra a própria bebida e é o próprio produto no estado "espuma" em função do processo de pressão a que é submetida a referida bebida.

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, dar provimento à apelação, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.

Porto Alegre, 23 de setembro de 2008.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 2003.72.05.000103-2/SC
RELATORA : Des. Federal MARIA LÚCIA LUZ LEIRIA
APELANTE : JFT COM/ DE ALIMENTOS LTDA/
ADVOGADO : Sergio Fernando Hess de Souza e outros
APELADO : INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA NORMALIZACAO E QUALIDADE INDL/ - INMETRO
ADVOGADO : Eleonora Savas Fuhrmeister

VOTO

(...)

No que se refere ao mérito da infração, entendo que assiste razão à recorrente.

A multa imposta à embargante decorreu de autuação de fiscal do INMETRO em face de irregularidade na medição de "chopp" por ela comercializado.

É de ser provido o presente recurso, porque efetivamente há um desvio na interpretação efetuada pelo fiscal do INMETRO. Ora, o "chopp" sem colarinho não é "chopp", como conhecido nacionalmente. Aliás o colarinho integra a própria bebida e é o próprio produto no estado "espuma," em função do processo de pressão a que é submetida a bebida "chopp." Portanto, entendo que a portaria do INMETRO em tela não se aplica ao "chopp", na forma em que mediu o fiscal, ou seja, o "chopp" é também o seu colarinho. Assim, a bebida servida pela parte embargante estava de acordo com as caracterizações necessárias.

Assim sendo, deve ser dado provimento ao presente recurso para julgar procedentes os embargos à execução, determinando a desconstituição da certidão de Dívida Ativa que fundamenta a execução fiscal nº 2002.72.05.004242-2, e invertendo os ônus sucumbenciais.

(...)

Ante o exposto, voto por dar provimento à apelação."



Escrito por Zecão às 12h01
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Futebol Fabuloso

DATABOLONERS

Resultado da última pesquisa do Databoloners para a seguinte pergunta: "Se você pudesse ajudar o anão a escolher entre o Pato ou o Jô, o que você diria?"

O Uruguai deveria anexar o Rio Grande do Sul - 50%

Ora, vá à ...  - 16% (o censor Renato não autorizou a publicação inteira dessa resposta)

Ora, pega e balança - 14%

Marco Antônio Boiadeiro -10%

Branco/nulo 5%

Não está nem aí/ tem medo de responder 3%

Jô 1%

Pato 1%

Amostragem: ilustres bolonistas e nosso único leitor

Período: eleitoral

 

 



Escrito por Zecão às 10h57
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“Sonhei que o fogo gelou / Sonhei que a neve fervia /Sonhei que ela corava / Quando me via”

 

Foi com meu pai a primeira vez que vi Dirceu Lopes jogar. Era o fim dos anos 70 e Lopes estava em seu auge: magro e alto, de uma alvura qual gelo, o meia cruzeirense brilhava. Tinha um cabelo curto e ralo e era rapidíssimo. Mas não tanto quanto seu companheiro de infantaria: Tostão também era magro, mas altíssimo. E usava um bigode fino, que combinava com os cabelos alisados para trás à custa de gomalina. Tostão driblava sem a bola e eu assistia a essa mágica maravilhado, olhando a boca de meu pai.

 

Também foi o pai quem me apontou Cruijff no campo. Imenso, loiríssimo, de uma cara quadrada e queixo abrutalhado. O holandês, pouco menos de dois metros, carregava a bola da retranca até o arremate sozinho: um tanque. Ganhou sozinho a Copa de 74.

 

Foi meu tio Clever quem me levou para ver Ademir da Guia. Um negro fabuloso, escuríssimo, com peitos maiores que os de Teófilo Stevenson. Dava gosto ver o quanto demorava a bola grudada no tórax do africano. Foi também o tio quem me levou para acompanhar os chutes potentes de outro negro espetacular, o Pepe. Tenente naquele batalhão comandado por Pelé, Pepe era forte, baixote, troncudo e nunca errou uma falta. Seu chute, qual bala, era sempre gol.

 

Foi o Amaral quem me levou à Barra Funda para acompanhar o treino de Roberto Dias. Mulato, carapinha à militar, o defensor era altíssimo, rápido e – impressionante – nunca cometeu uma falta. Ainda mais impressionante: enquanto jogou, até os anos 90, o Tricolor nunca perdeu do Santos de Pelé, que tremia ao ouvir seu nome.

 

Acho que foi o Amaral quem me levou ao Morumbi para ver os trigêmeos Rui, Bauer e Noronha. Idênticos: magros e calmos. Jogaram em todas as partidas do Tricolor da década de 40 até a década de 90. Nenhuma derrota.

 

Foi o Álvaro quem destacou, dentre os vinte e dois que disputavam a partida às margens do Tietê, o Canhoteiro. Um galego caneludo, de cabelos ruivos e maçãs polvilhadas de sardas. Driblava mais que Garrincha e fazia muitos gols, quase todos sem ângulo favorável ao chute.

 

Fui sozinho acompanhar os jogos de Amarildo pela seleção. Olhos injetados, bigode e cavagnac, cabelos longos sobre os ombros, Amarildo fez todos os gols do Brasil na Copa de 62. Almir, um negro ágil e capoeirista, nunca perdeu uma briga.

 

Eusébio, gêmeo de Pelé. Di Stéfano, baixo e gordo como Napoleão. Fried, alto como Quixote. Best, madeixas douradas como as de Plant. Perácio, a cara do Nanini. Luizinho, um anão. Neeskens, a cópia exata de Gene Wilder.

 

E por aí vai.



Escrito por Demas às 09h44
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ESSA É BOA!



Escrito por Frank às 19h58
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Talvez sim. Talvez não.

 

"Definitivamente, o futebol tornou-se um assunto chatíssimo".

 

Assim diz Daniel. E olha que posso provar que o Daniel é a pessoa mais bem-humorada do planeta. Duvida? Tente passar uma semana na África sem cueca, meia, camiseta e mala sem reclamar. Pois o Daniel passou.

 

E o futebol? Tornou-se assunto chatíssimo?

 

Talvez sim, talvez não.

 

Para os que acham que sim: aí vai um presentão.

 

Um texto da lavra de minha queridíssima amiga Renata, nossa colaboradora assídua.

 

Há alguns meses, pedi para a Rê nos presentear com um texto. Sobre futebol? Sobre o que quisesse, que em nós todos a Renata manda desde o início dos anos 90.

 

E a Renata não bobeou: lapidou uma beleza de texto sobre a maternidade.

 

Nosso diário - ao meu ver - sempre atinge seus picos quando Juliano, Amaral, Massonetto ou Fá revelam parcelas da delícia de ser pai. Sonho em ver nessa página a prosa dura e clara de Ricardo sobre essas parcelas. Ou outras.

 

E agora temos a mãe na levíssima pena de Renata, em uma homenagem à Stela, mamãe do Miguel, e à Elke, que conta os dias para a chegada do Gabriel.

 

O futebol tornou-se assunto chatíssimo?

 

Para os que não concordam, mais abaixo segue um texto do Roberto Amaral, roubado lá do Juca, nosso vizinho.

 

É um jogo? Não, não é.



Escrito por Demas às 15h55
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O mundo é das meninas!

Quando recebi o inusitado convite de escrever neste blog de um bolonista do Planalto Central, fiquei entusiasmadíssima! No afã de tentar conter este entusiasmo, comentei com um bolonista paulistano o convite, e o entusiasmo transformou-se em preocupação: Olha lá o que você vai escrever, hein. O blog é de futebol.

 

Preocupada, passei a pensar e a escrever pequenos intróitos de textos, a fim de não violar o tema central deste diário do ludopédio, como muitos bolonistas chamam-no.

 

Porém, sapeando por este diário, deparei-me com os mais variados temas e fotos, que em nada, absolutamente nada, se relacionam com o futebol. Houve tentativas de se fazer os links, mas estas foram evidentemente frágeis...

 

Por isso, relaxei, e resolvi escrever sobre um tema totalmente feminino, que é a experiência de ser mãe, já que as meninas, as namoradas, as esposas, as amantes, enfim, as mulheres são um dos assuntos que une esta confraria de amigos. E, neste sentido, não existe nada mais feminino do que ser mãe. Nada. Por isso, aí vai o texto em resposta ao delicioso convite feito por um grande amigo bolonista, ao qual agradeço desde já, convidando ele e à sua esposa para virem à Sampa tomar aquele “suquinho” incomparável, dedicado à mãe do momento, a querida Stela:

 

Sinto um suave toque na minha bochecha. De repente, o toque desce, e acaricia o meu queixo. Sobe de novo, e chega até os olhos. De repente, uma pressão aperta o buraquinho perto do começo do nariz, por onde saem as nossas lágrimas. Recuo um pouco. O toque desce de novo, passa pelo nariz...e entra dentro das narinas. Um susto! Sai delas, volta para as bochechas, meio desnorteado, e vai até a orelha...dentro dela. Novo susto! E é neste vai e vem, enquanto toma seu “tetê”, que tenho o prazer de fazer meu filho dormir.

 

Não sei por que eles gostam tanto de buracos! Narinas, orelha, olho, boca, eles sempre tentam desvendar novos mundos, colocando os seus lindos e delicados dedinhos dentro deles. A gente toma cada susto...

 

Todo dia, este vai e vem se repete, enquanto o seguro no colo, antes dele dormir. É assim que ele dorme, desde que nasceu.

 

No começo, quando ainda mamava, e tinha uns dois meses, ao invés do complicado vai e vem, ele olhava para os meus olhos, e segurava meu dedo, enquanto mamava. Era meu principal cúmplice, e por várias vezes me fez chorar enquanto o sentia ali, tão perto.

 

Agora, maior, mas ainda aceitando o meu colo, são suas mãozinhas que me fazem carinho, enquanto ele mama, parecendo que o leite é o apaziguador de seu jeito serelepe de ser.

 

Quando menina, costumava brincar de casinha, ter bebê no berço, brincar de trocá-lo. Na adolescência, o desejo de ter filhos se torna quase num medo, já que aprendemos como é fácil e prazeroso fazê-los. Na juventude, o medo vai se esvaindo, e a vontade vai crescendo, até quando, na maturidade, resolvemos tê-los.

 

Quando resolvi ser mãe, não sabia ao certo o que viria pela frente. Tinha a certeza de que a placidez, a tranqüilidade e o encanto que aparecem nas propagandas de produtos infantis eram falsidades, que tinham o único intuito de vender produtos, já que vivemos no mundo do capital. Acertei! De fato, a realidade é muito diferente das propagandas...

 

A vida de mãe não é nada fácil, principalmente quando eles dependem da gente para se alimentar. É uma tortura tentar se separar dos pequenos, vez que o medo de não retornar a tempo da próxima mamada é capaz de nos fazer virar as pessoas mais loucas e histéricas do mundo! Por isso, querida Stela, calma! Não se desespere! Tudo entra nos trilhos mais pra frente...eu posso lhe garantir.

 

Ao mesmo tempo, constatei também que ter filhos é uma aventura sem descrições. É uma experiência deliciosa, intrigante, que só quem resolve ter sabe ao certo do que se trata.

 

Mal sabe meu filho que, toda noite, quando o faço dormir no colo, não é ele quem recebe meu carinho. Na verdade sou eu que encontro nele a razão para recuperar todas as energias perdidas durante o dia, nos inúmeros problemas profissionais, dilemas pessoais, e dúvidas que nos acompanham sempre. Foi com seu nascimento que percebi que, antes dele, minha vida não tinha muito sentido, e que o ter foi a melhor decisão que tomei na minha vida!

 

Por isso, não posso deixar de concordar com um texto recente deste diário: o mundo é das meninas!

 

Renata Martins Domingos

Outubro/2008

 



Escrito por Demas às 15h49
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Galo e Cruzeiro e um jazz no coração.

Por ROBERTO AMARAL

 

Quando jogam Atlético e Cruzeiro, como acontecerá no domingo que vem, eu me lembro do meu pai.

 

Eu tinha 11 anos quando vi meu pai ser levado pela Polícia Política.

 

A gente morava ali na rua do Ouro, no bairro da Serra, perto da Volla Rizza.

 

Era domingo, eu acabara de acordar quando os homens da polícia apareceram na minha casa.

 

Eles chegaram numa Rural cor de café com leite e ficaram parados na porta, e na outra esquina, mais adiante, um Jeep do exército com dois homens dentro observavam tudo.

 

Foi a dona Bela, uma italiana de peitos grandes, que morava defronte a nossa casa, quem avisou a minha mãe de que a polícia rondava o nosso portão.

 

Minha mãe desligou o telefone, abraçou o meu pai (que comia pão com manteiga) e começou a chorar.

 

Meu pai adorava comer pão molhado no café.

 

Eu fiquei ali, olhando para o chão com o cadarço do sapato desamarrado enquanto a minha mãe chorava abraçada com o meu pai.

 

Meu pai foi preso vestido com a camisa do Atlético.

 

Era a de número 9, do artilheiro Dario Peito de Aço.

 

Aquele domingo era dia de clássico no Mineirão e, pela primeira vez na vida, meu pai ia me levar para ver uma de suas paixões: o futebol.

 

Naquela época algumas reuniões do Partidão eram feitas em dias de grandes jogos no Maracanã, Morumbi, Fonte Nova, Beira Rio e nos Aflitos.

 

Era uma tática para despistar os caçadores de aparelho.

 

O meu pai foi preso ao ser denunciado por um "cachorro".

 

Cachorro era o nome que a polícia dava ao espião infiltrado no partido a serviço do exército brasileiro.

 

Acompanhei o jogo deitado na cama da minha mãe, ouvindo o mesmo radinho de cabeceira em que meu pai acompanhava a Voz do Brasil e o repórter Esso.

 

Enquanto ouvia o jogo, a minha mãe ficava ao telefone tentando mobilizar amigos influentes para saber notícias de meu pai.

 

O Atlético derrotou o Cruzeiro por três a dois e Dario Peito de Aço foi quem marcou o gol da vitória.

 

O genial Vilibaldo Alves parecia querer prestar uma homenagem ao meu pai narrando o terceiro gol do Galo: Adivinhe ! goooooooool Daaaarioooo! Daaaaaariooooo! Daaaaaariooo! Daaaaariooo! Peito de Aço!!!

 

Quando o jogo terminou, eu corri para a janela na esperança de ver o meu pai, que nunca mais voltou.

 

Agora, todas as vezes em que jogam Atlético e Cruzeiro eu me lembro dele, dentro do carro da Polícia Política, vestido com a camisa do Atlético.

 

Era a de número 9.

 

Todas as vezes que jogam Atlético e Cruzeiro, um jazz toca no meu coração.

 

*Roberto Amaral é jornalista da Rede Minas, em Belo Horizonte. 

 



Escrito por Demas às 15h47
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Liturgia do Óbvio

 

Bolonistas, uma carta para Senhor Ramalho...

 

 

Antes de escrever: Perder do Galo, em casa, com mais de setenta mil pessoas????

 

 

Escrevo estas linhas para o futuro. Para que não me chamem de oportunista, de torcedor de ocasião ou de malandro, o que nas palavras certeiras de Chico Buarque não chega a ser desatino completo.

 

Escrevo estas linhas para constatar que a primeira página que procuro nos periódicos de segunda feira é a classificação da Série C do Nacional. Escolhi o Campinense, o Confiança e o Brasil de Pelotas como meus times da sorte. E acho que se o Guarani subir, Careca, Neto, Evair, Zenon e Renato Pé Murcho vão ficar felizes. O que seria ótimo.

 

Escrevo estas linhas para consignar que seria muito bom que Avaí e Vila Nova disputassem a Série A em 2009. E que Figueirense e Goiás fiquem na primeira divisão. Porque o Serra Dourada, o Scarpelli e a Ressecada vão ser os lugares mais emocionantes do globo.

 

Escrevo estas linhas para afirmar que o Corinthians enfim teve o seu campeonato de Real Madrid, sem sustos ou rodeios. Vocação?

 

Escrevo estas linhas para dizer ao Vasco da Gama que o mundo na série B nos faz conhecer lugares outros e que as torcidas dos times do Rio de Janeiro são torcidas nacionais. Todo jogo é casa cheia. E que o Fluminense fará muita falta nos noticiários sobre os jogos de domingo. E nas mesas redondas de segunda feira.

 

E finalmente escrevo estas linhas para o óbvio. Porque ganhar seis vezes o campeonato nacional de futebol, sendo três deles em edições consecutivas, é obra magistral, atemporal, magnífica, transcendental, sobrenatural e simplesmente espetacular. O time deste ano não conseguiu de firmar em momento algum. E mesmo assim, lá pelas tantas, olhamos a tabela e pronto: Líderes. E pudemos comemorar até com uma rodada de antecipação. Muricy, agora que você provou ao mundo que todos nós somos umas bestas cíclicas, monta um time para ganhar a Libertadores, vai...  

 

13.10.2008



Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 18h38
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Descanse.

Devo: não nego.

 

Devo a mim largar um pouco a dureza das tábuas burocráticas e me largar em molhadas ladainhas futebolísticas. Devo a mim. Devo a minha cabeça cansada.

 

Devo a nós outros, que meus tijolos nesta confraria estão raros.

 

Mas, credor e devedor, prometo novas linhas em breve. Linhas que buscarão resgatar a delícia de escrever que marcava nosso diário quando a seleção brasileira ainda existia. Quando não estávamos tão cansados.

 

Bobagens. Lembranças. Delírios. Fantasias. Cansaços.

 

Mas por enquanto, nesta quarta-feira que mais parece uma fila, só deixo um registro:

 

O time do Telê ganhou um baita volante.

 


                Chicão nos tempos de São Paulo FC



Escrito por Demas às 17h15
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Coluna Social

Segue conversa via celulares entre dois ilustres bolonistas:

"Ogro na Amazônia. Dor na coluna. Massagem do Victor Fasano. Sério. O constragimento durou pouco. Depois, só prazer."

"Melhor que isso só se for sãopaullino, os dois!"



Escrito por Zecão às 09h36
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