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Estranhas notícias do ano passado
Primeiro dia do ano novo, 07h18, CBN Brasília:
“Carnaval de Brasília (sic) acaba em confusão. A ARUC ganhou o seu 29º título de campeã do Carnaval de Brasília (sic). Na comemoração, os foliões (sic) usaram serpentinas improvisadas (!?) com rolos de papel. Um dos rolos atingiu uma diretora da ARUC, que teve a testa cortada e foi socorrida pelos bombeiros (!!??).”
Voz da diretora: “É por isso que não se pode fazer Carnaval em Ceilândia, aqui ninguém sabe perder.”
“A ARUC venceu com um samba enredo que homenageou Joãozinho Trinta.”
Voz do presidente da escola vice-campeã, da Ceilândia:”Assim não dá, os caras homenageiam o Joãozinho Trinta, uma personalidade reconhecida no Brasil, conhecida no mundo inteiro. É claro que assim eles iriam ganhar. Isso não poderia valer.”
“As agressões viraram um bate-boca (porra, não era para ser o contrário?). A ARUC virou patrimônio cultural e imaterial do Distrito Federal."
"Agora, ouçam as notícias do Brasil e do mundo no jornal da CBN.”
Obrigado, obrigado.
Escrito por Zecão às 16h53
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Fahel, Pedrão e Tardelli
Bolonistas, quinta feira de loas Os primeiros dias do ano são sempre difíceis. Ainda mais porque muitas coisas acontecem naquele período antes do ano, mas depois do término do ano velho. Evidentemente que uma segunda feira, vulgo quinta no calendário obtuso, poucas coisas nos fazem querer sair da cama, da rede, do chão ou da beira da piscina, com ou sem cerveja. Os primeiros dias são sempre irresponsáveis. Sempre. Uma irresponsabilidade absurda com nossas mais profundas convicções. Abro o caderno de esportes e me deparo com a ilógica: “Resende preparado para a final da Guanabara.”. A minha pergunta, óbvia e cristalina: “Quem é Resende?”. E o oráculo Google me diz que Resende é um time de futebol. E que este mesmo time de futebol colocou o ultra favorito Flamengo no banco das hecatombes, junto ao mercado financeiro e ao departamento que cuida dos parques públicos na capital do maior estado da Federação. E a segunda feira continuou repleta de estranhas novidades, notícias tão irreais quanto o circuito Ondina. “Portuguesa no G4”. Se alguém tiver que ganhar o Piratininga, que os Deuses me ouçam, que seja a Lusa. Afinal de contas, todos sabem que o dodecatésimo campeonato paulista do Vanderlei está aí na esquina, seria espetacular que ao fim do certame bandeirante padarias e toucinhos do céu a granel nos façam fusquinha. Dá-lhe Lusa!!! E começar o ano é sempre difícil. A Libertadores comendo solta e o time daquele jeito, sem eira, beira, volume, estratégia, bola, goles... Muricy.... Muricy.... Muricy.... escuta o apelo deste insano torcedor e por devoção à Raí: Azeita este time nem que seja para entregar os pontos no Piratininga. Outro Fluminense e meu triglicérides entope tudo e defenestra meu ânimo ladeira abaixo. O ano já começou. 26.02.09
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 15h21
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"abunda no Timão"
Nota da Diretoria Por Sport Club Corinthians Paulista 10/02/09 - 17h16 Em nota oficial, o SPFC alega ter informado oficialmente a Diretoria de Marketing do Corinthians sobre a decisão de alocar apenas 10% da lotação do Morumbi à Fiel. Realmente, na sexta-feira, após já termos tomado conhecimento pela Imprensa da decisão, recebemos um telefonema do Marketing são-paulino, explicando que a designação de um lote da arquibancada visitante para uma empresa de cartão de crédito impediria o São Paulo de oferecer mais do que um número limitado de assentos naquela área. Desde então, o Corinthians vinha mantendo contatos, tentando viabilizar o ingresso de mais torcedores corinthianos no clássico de domingo, procurando preservar o bom relacionamento entre os clubes. Infelizmente, os esforços fracassaram. Ao impor um constrangimento desta dimensão à maior torcida de São Paulo, o SPFC rompe com uma tradição consagrada, que tanto contribuía para a beleza das partidas entre as grandes equipes. A Diretoria de Marketing vem batalhando para que prevaleçam os princípios da lógica econômica na sua relação com os outros clubes. Mas estará sempre ao lado da Fiel, repudiando posturas elitistas de dirigentes arrogantes, típicas de times de pequenas torcidas, carentes, talvez, daquilo que abunda no Timão: o apoio irrestrito, a presença maciça da Fiel, em todos os momentos importantes de sua gloriosa História. Nota do Deco Por Demetrius Cruz 11/02/09 – 18h08 Tira as calças e pisa em cima.
Escrito por Demas às 18h11
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O azar é só dele... Atrasado, para variar... Beijo, meu velho.
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Bolonistas, presente para o Deco... E tem gente que acha que futebol é só um jogo. Futebol, antes de tudo, é afeto. É brincadeira de bola. De tempos em tempos alguém se lembra do lendário time da quarta série. Um time que castigava adversários, com um futebol de roda, alegre, divertido e saboroso. O uniforme vermelho vivo, com golas e punhos pretos, calções brancos e meiões rubros serviu de inspiração para uma centena de outros times da escola. Nas galerias de fotografias do grupo escolar e dos campeonatos de bola, aquele pavilhão é sempre reconhecido. Alguns sabem, ainda, a escalação completa daquele time de guris. Os sete jogadores que encantaram o mundo naquele distante ano de 1979. Todos se recordam que o time era imbatível. Impiedoso. Um time que nunca jogava para ganhar, mas que ganhava todas. Quase sempre com goleadas. E nos jogos imprevisíveis, difíceis e renhidos, era alguma mágica que resolvia o assunto. Um time inesquecível. Memorável. Os comentários são sempre exagerados. Mas quase todos concordam que aquele time era um assombro. Um time de quarta série que colocou na roda o time da sétima A, segundo a lenda. É verdade que o professor de educação física que apitou este jogo notável proibiu os alunos do ginásio e que eram repetentes de jogar aquela peleja e que na partida tenha dado duas penalidades inexistentes para o expresso vermelho. Mas estes fatos de bastidores quase ninguém se recorda. O milagre é que é a memória. Um timaço completo. No ano seguinte o tal Diretor inscreveu o super time no campeonato estadual e foi um verdadeiro fiasco. Um fiasco de proporções “bushinianas”. O Expresso ficou em último em um grupo de seis escolas, desclassificado com cinco derrotas e dois míseros goles anotados. De birra, o tal Diretor, com soberba e casaca, deu bolsa de estudos para uns meninos do colégio campeão estadual para o outro ano e fazia pompa: “Esse negócio de Expresso é pura fantasia. Agora nossa escola vai ganhar a taça!”. Ganhou, evidentemente. Com sobras. Houve festa, fanfarra e os meninos tiveram as bolsas de estudo renovadas e os que estavam para repetir de ano puderam fazer uma prova final no ano seguinte, onde bastaria a nota um. Mas na escola quase todos, exceto o Diretor e o Adjunto, diziam que aquele time ultra campeão não era páreo para o velho time da quarta série, o Escarlate Genial. Um belo dia o capitão do master time campeão, o time da sexta série A, de saco cheio da fama do outro time, resolveu lançar um desafio: “Vamos jogar com este timinho aí de álbum de figurinha.” Dia de festa. Era um sábado de dezembro, quase férias. Os campeões, de azul, com um dístico da Secretaria Estadual de Educação, informando a posse do caneco, entraram na quadra e receberam as faixas do título entregues pelo Diretor e pelo Adjunto. Os meninos da quarta série, quase todos também na sexta série, exceto o goleiro que tinha repetido e estava na quinta, mandaram fazer outro jogo de camisetas, novinho e vermelho, entraram com os aplausos entusiastas dos alunos, dos professores e dos funcionários. O placar? Quem viu o jogo se recorda até hoje da memorável aula de futebol: 6x2 para o time da Quarta Série. Com direito a olé e um gol de chilena, depois de uma carretilha. O Diretor, comentam alguns, ficou furioso. O Adjunto escorregou e quebrou o pé. Enfim, o time da quarta série nunca mais ganhou um campeonato. Ninguém virou jogador, treinador, professor de Educação Física. Mas a legenda era tamanha que até a sala de troféus foi pintada de vermelho, pelos sucessores do Diretor e do Adjunto. Anos depois, perguntei para um dos sete porque aquele time só conseguiu jogar o fino na quadra central da escola. Ele respondeu, na lata e sorrindo: “A gente jogava daquele jeito só para chamar a atenção das meninas.” 10.02.2009.
Categoria: Coluna do Amaral
Escrito por Amaral às 20h14
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Caim e Abel
Belém do Pará. Cidade quente, em todos os sentidos. Não é a Belém em que, segundo um catedrático jogador de futebol, nasceu Jesus Cristo. Belém me parece uma cidade saída de um romance do Vargas Llosa. O antigo e o novo convivendo sem uma grande separação. Palacetes em ruínas, de diversas épocas, frutos de ciclos de riqueza que ali desembocavam muito dinheiro,( afinal, a simpática Baia de Guajará é parte do fim dos milhares de quilômetros da bacia do Amazonas) pipocam pela cidade, convivendo com dezenas de prédios modernos, envidraçados, em que vivem a sua elite, já bem longe do furor da Cabanagem. O Casario do Centro Velho, lar e ambiente de trabalho de meretrizes, traficantes, pequenos ladrões, bibocas, botecos pé-sujo, muita gente com a mão calejada pela pesca e pela extração e comerciantes de todos os tipos permanece de pé, em guerra com a natureza. Ao seu lado, alguns belos prédios reformados pelo poder público, as famosas Estações das Docas, versão tímida de Puerto Madero, em Buenos Aires e a grande maravilha de Bélém; o mercado do Ver-o-Peso, com uma variedade incalculável de pescados, ervas, frutas e badulaques, cheiros e gostos que exibem uma pequena parte da riqueza da Amazônia, suficiente para transformá-lo num dos mais famosos mercados do mundo. Algumas avenidas largas correm pela cidade, povoadas por inúmeras mangueiras centenárias, que amenizam o seu sufocante calor. Decididamente eu gosto dessa cidade. Quente também é a sua culinária, com uma lista infindável de pratos oriundos da riqueza da Amazônia, explorada pelos portugueses e negros que há muito habitam a cidade, pelos aventureiros do mundo inteiro que por lá algum dia passaram e, principalmente por incontáveis grupos indígenas que desde sempre subiram e desceram o Rio Amazonas. Culinária que provoca êxtase em cozinheiros europeus premiados pelo Guia Michelin e que, para mim, pode ser traduzida numa fumegante cuia de tacacá, numa coxinha de carangueijo ou num pastel de jambú e refrescada num orgasmático sorvete de Bacuri. E, por fim ela é quente, quando falamos de futebol. O Clube do Remo surgiu em 1905, absoluto, com sua camisa azul, mas vejam, de um azul escuro, como as águas do Amazonas numa noite de lua-cheia. Seu reinado durou até 1914, quando inconformado com um resultado controverso, o Norte Club conclamou, em jornal, a todos os anti-leoninos (símbolo do Remo) a se reunirem para fundar uma força capaz de bater o odioso rival. Então, nesta noite de 1914, 42 clubes e desportistas fundaram o Paysandu Esporte Clube, adotando o mesmo azul, mas num tom mais suave, celeste. Estava preparada a guerra. Durante décadas, ambos guerrearam ferozmente, dividindo a cidade ao meio e se alternando nos triunfos. Por ironia do destino, além de vestirem o mesmo azul, ainda que em tons diferentes, ambos construíram as suas sedes e estádios separados por reles 500 metros (dois quarteirões). A construção do moderno Mangueirão (estádio do governo do Pará) evitou carnificinas e passou a proporcionar lindíssimos espetáculos a cada jogo entre os dois, com as suas arquibancadas totalmente tomadas. Ninguém sabe ao certo qual dos dois times tem mais torcedores (a idéia é que até nisso eles são quase iguais), mas cada torcedor de seu time exalta com garbo os feitos de seu escrete, desde os campeonatos paraenses (ambos tem 42 títulos!!), passando pela conquista da Copa Norte-Nordeste pelo Remo em 1968, campeonatos brasileiros de divisões inferiores por ambos, o fato de o Remo ter tido a maior média de público entre todos os times do Brasil num determinado ano, mesmo jogando na série C e a recente façanha do Paysandu, como primeiro time do Norte a disputar uma Libertadores, causando espanto ao derrotar o mítico Boca Juniors em plena Bombonera (resultado que infelizmente foi revertido no Mangueirão). Enfim, este é o clássico Re-Pa, sempre em ebulição. Como uma maldição, a decadência de um deles trouxe a decadência de seu irmão/inimigo e ambos lentamente desabaram para a série C do Brasileirão. O Remo foi rebaixado para a futura série D e o Paysandu viu seu esforço de recuperação ser batido pelo Águia de Marabá, tal qual num épico romano. E para não dizer que eu não falo de flores, resta a Tuna Luso, parte viva da galeria dos times simpáticos do Brasil, que desperta sorrisos até nos torcedores da dupla Re-Pa. Pioneira no estado, em 1903, surgiu para saciar a saudade dos comerciantes portugueses da música e da cultura da terrinha. Virou um clube e segue competindo, de forma aguerrida, no Paraense, se apoderando de 10 títulos perdidos pela dupla Re-Pa e chegando ao título da série C do brasileirão em 1992. Seu uniforme tem os contornos da casaca do Vasco com as cores da Portuguesa de Desportos. Não preciso dizer que é o meu time em Belém. Dito isso, nessa semana em que o Blatter veio fazer turismo, manisfesto a minha torcida para que Belém seja uma das sedes da Copa de 2014 (e como sonhar não paga nada, que coloquem a Itália para jogar lá ao meio-dia).
Escrito por Ogro às 18h50
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