É só um jogo...


"Pai, esse jogo tá muito esquisito. A gente chuta chuta chuta e nada." O Pequeno, visivelmente impaciente.

Mas o Grande, firme. Mas sonado, bocejo, lutando.

Intervalo.

Bocejos... esparramados pelo sofá.

"Molecada, cês tão com sono. Que tal ir para a cama?"

"Vou, pai. Mas só depois do São Paulo fazer o primeiro gol."

Dali a instantes, gol. Abraços, sorrisos e tais.

"Pai, posso gritar na janela?"

"Não... não é para tanto."

E foi dormir, o Pequeno, feliz.

Já o Grande continou na sala.

"Pai, quando eu falei que ia dormir saiu o gol... e se eu for dormir e a Ponte empatar?"

"Filho... você tá com sono..."

Ele levantou.... ficou em pé na sala... a Ponte atacando.... coçando os olhos... bocejos....

"Filhão... vem aqui."

Colocou a cabeça no meu colo e dormiu.

Fim de jogo, levanto do sofá e com o movimento ele acorda. Digo o resultado do jogo.

"Ainda bem que eu fiquei aqui, pai."

...

É... filho... você sequer desconfia o quanto de "ainda bem".
 
São Paulo 1x0 Ponte Preta. Volta de Muricy.
13. setembro, 12.